É a Mãe!

Blog da Claudia Lyra

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Minha vida tem trilha sonora

Por Claudia Lyra | 03/02/2010, 20h29

Sou ligadíssima à música. Desde pequena. E tenho certeza de que isso é culpa do meu pai.

Minha mãe conta que, quando eu era bebezinha, meu pai colocava um radinho tocando no meu berço pra me distrair. E, quando resolvi me casar, ele me deu um aparelho de som de presente.

Aliás, isso é coisa que meu pai sempre fez questão de ter: uma boa aparelhagem de som. Quando eu era criança, meu pai tinha uma rádio-vitrola enorme, parecia uma cômoda de tão grande, cheia de botões e luzes. Coisa chiquerésima naqueles dias. Depois ele comprou um “três em um” importado, a super novidade da época. Tinha caixas de som grandonas e era muito potente. Meus colegas adolescentes babavam na bagaça.

E tinha todo um ritual que envolvia a compra e a audição de LP’s. Meu pai tinha uma corretora de imóveis na Figueiredo Magalhães, em Copacabana, e no mesmo prédio, no térreo, tinha uma loja de discos onde ele era freguês. Volta e meia ele chegava cheio de discos em casa e a gente passava horas sentados no tapete da sala ouvindo um pouquinho de cada música. Eu era pequenininha, mas já sabia colocar os discos pra tocar sozinha, consciente de que tinha que pegá-los pela beirinha, com os dedos meio esticados, sem tascar o dedão no meio das faixas.

Então hoje vivo assim, movida à música. Gosto de dançar. Gosto de tocar violão. Queria muito fazer aula de canto e, quando sobrar um dinheirinho, vou me matricular. Sem contar que escolho música-tema pra quase tudo.  Culpa do meu pai, culpa do meu pai.

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