Mimimimimimimimimi…
Por Claudia Lyra | 29/09/2009, 08h17
Daí que estou engasgada com… com o que? O que é que está me incomodando realmente?
Merda, já estou chorando…
Bom… já adianto que vou escrever à medida que os pensamentos vierem à mente. O objetivo é arrumar a cabeça, então não vou censurar. Não vou censurar.
A coisa é o seguinte: estou me sentindo um embuste. Simplesmente, a bolha de ilusão que me obriguei a manter não se sustenta mais. Sabe quando você acha que é A diferente? Pois é… eu não sou diferente de ninguém, a verdade é essa.
Merda… chorando de novo…
Mentira, é claro que estou filtrando o que escrevo, mesmo porque o objetivo é publicar o texto no blog. Mas vou contar a história de um livro que acabei de ler ontem.
Um homem e uma mulher se conhecem e começam um relacionamento. A princípio, a coisa era só sexo, nenhum dos dois estava disponível pra amar. O cara principalmente, já que, quando conheceu a moça, tinha uma companheira E uma amante. Essa nova mulher é mesmo mais um passatempo. Ela sabe disso e age como tal. E eles se divertem juntos… a coisa toda vai de vento em poupa por alguns meses.
Só que – como sempre – a mulher acaba se apaixonando, o que – como sempre também – estraga tudo. Ela quer atenção, ela quer retribuição de seu sentimento. Mais clichê impossível. Mas não vai rolar, né? Um sujeito que já tem uma companheira de todo dia E uma amante, não vai começar a dar esse tipo de atenção pra essa mais nova piriguete só porque ela quer, né? E desse ponto em diante, o livro só descreve as desventuras alucinadas da mulherzinha que teima em enxergar a materialização de um relacionamento onde só existe, na melhor das hipóteses, tesão recíproco.
Bom… o livro acaba com todo mundo aborrecido. E sem tesão nenhum.
Sinceramente, não dá nem pra adaptar pro cinema.


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