Archive for julho, 2009

Agora é oficial

FSH – 120,66 mUI/ml

Sabem o que significa? Menopausa. Sim, sim, menopausa. Agora sou oficialmente uma velhinha.

 

Cara…

… cês não têm noção do que é minha conexão internê aqui em casa… não têm.

Olha só: ontem fiz canjiquinha no jantar. Dizer jantar é boa vontade, porque a coisa ficou pronta depois das onze da noite. Mas ficou uma delícia! Sou indecente e comi três pratões. TRÊS PRATÕES!!!! Fiquei de um jeito que nem tinha vontade de almoçar hoje. Pensei que nunca mais iria querer ver canjiquinha na minha vida. Mas agora estou com fome e, como sobrou, vou lá comer mais um pouco.

 

É realmente isto que eu quero?

Dia 20 de julho foi o Dia do Amigo.

E recebi algumas mensagens de texto no celular me parabenizando. Também mandei algumas. Pra ser exata, mandei cinco mensagens, pois são cinco as minhas amigas com quem posso comemorar alguma coisa atualmente. Mas não comecei a escrever esse texto pra falar sobre as mensagens que mandei… não, não.

É que, dentre as mensagens que recebi, uma foi diferente de todas. Dizia apenas “E ESSA A VIDA QUE VOCE REALMENTE QUER?”. Desse jeito mesmo, pois a pessoa não acentuou o texto.

Não sei se comentei aqui: há umas três semanas atrás tive meu celular roubado. Consegui recuperar o chip, mas nem todos os números estavam gravados nele e, por isso, o nome da pessoa que me passou essa mensagem não aparecia, só o número de seu telefone. Mesmo imaginando quem poderia ter sido a autora da frase, resolvi telefonar de volta. Minhas desconfianças se confirmaram. A pessoa atendeu, perguntei quem era, ela disse “sou eu… tchau”. Ainda perguntei se a mensagem era para comemorar o dia do amigo e ela falou “é… é pra você pensar… tchau”. E desligamos.

Apesar do que pode parecer, nós somos amigas e nos amamos muito. Só que estamos afastadas por algumas questões… hum… questões de consciência. Mas foram treze ou quatorze anos de convívio. Tem muito casamento que não dura tanto, né? Pois é. Mas amizade também é se afastar quando é preciso. E está sendo preciso.

Na hora, tive vontade de responder à minha amiga, mandar uma mensagem de texto, só que a voz dela estava tão triste, tão triste, que achei que melhor não fazer. Seria apenas uma resposta sincera, mas poderia soar como provocação. Não queria isso de jeito nenhum. Então, deixei passar. Entretanto, o objetivo de minha amiga – me fazer pensar – foi alcançado e passei o resto do dia matutando sobre a pergunta.

É essa a vida que eu realmente quero?

A resposta é quase chocante até pra mim.

Sim. É exatamente essa a vida que realmente quero.

Há muito tempo que não me sinto tão feliz, tão tranqüila, tão em paz. É realmente assim que quero viver. Me preocupo agora com dinheiro, em pagar as contas, em equilibrar o orçamento. Mas, cara, é só dinheiro! Felizmente, dinheiro nunca teve o condão de me tirar a tranquilidade. Os outros campos da minha vida estão ótimos: meus filhos, minha saúde, meu trabalho, meu coração. Até minha aparência tá legal, modéstia à parte. Sem essa de vida perfeita, ninguém aqui é idiota de acreditar nisso, mas, dentro do possível, está tudo bem, tudo em paz. Então, é claro que é essa a vida que realmente quero.

Então amiga… guardada as devidas proporções, é isso que quero, do fundo do meu coração, para sua vida também: paz, harmonia, alegria, tranquilidade. Você sabe: eu te amo.

 

Esse é seu email?

Falzuca, espero ser este seu email correto. Cara, tô com tanta saudade de você. Pra me consolar, leio e releio o SQANF. Não sei se minha opinião se aproveita, desconfio seriamente que não, mas adorei o livro. É triste pra caramba, tenho que confessar, mas tem ali seu humor fino. É claro que você sabe disso, mas estou redundando porque sou mesmo uma redundante.

Meu peito hoje dói e é angústia. Engraçado uma emoção causar dor física, não é? Meu pescoço/nuca também tá doendo pelo mesmo motivo. Sei lá, Fal, mas em algum momento da minha vida me transformei em um ser que só tem obrigações. Hahahahaa… adoro quando faço melodrama, poutaquelospariu, até eu me cobro a obrigação de aturar sem reclamar. Autocrítica do caralho, véio!

Enfim, pensei que esse fim de semana seria tranqüilo, já que estava programado de meus filhos E minha mãe viajarem, mas deu chabu, os meninos viajaram, a mãe não e ela não foi por pura pirraça, é uma perseguição, acreditaria em carma se eu tivesse a credulidade mundana, mas, porra, não dá pra acreditar nessas merdas, e é claro que, por conta disso me descontrolei e de quebra ainda tive o desprazer de ouvir meu irmão falar comigo como quem fala com um doido, mas o que é que eu queria já que estava agindo como se doida fosse?

Bom… de resto – que resto?!?!? – tá tudo bem por aqui.

Te amo.

 

Pós operatório

Em quarenta anos de vida, me submeti apenas a três cirurgias. Duas foram cesarianas e a última foi uma mamoplastia. Não… nunca fiquei doente a ponto de necessitar de grandes intervenções médicas.

Aos 19 anos, quando nasceu meu primeiro filho, simplesmente não sabia o que esperar do pós operatório em termos de dor e desconforto. E após a cirurgia, por um acidente de percurso, na hora em que me passaram da mesa de operações para a maca, a sonda que estava na minha uretra se enrolou sei lá onde e escapuliu do corpo. Os médicos não podiam simplesmente recolocá-la – questões de higiene – e, por isso, fui pra enfermaria sem a famigerada mangueirinha que esvaziaria minha bexiga, depois de tomar incontáveis “garrafinhas” de soro na veia. Atalhando, tenho que dizer que senti tanta dor que até hoje, se fico apertada pra ir ao banheiro, minha mente viaja direto para aquela noite.

Na segunda cesariana, estava absolutamente tranquila com o pós operatório. Sabia o que ia acontecer. Não posso dizer que foi rigorosamente igual, mas não houve surpresas, foi tudo bem calmo. Quando fiz a plástica nos seios, aí sim, fiquei impressionada. Não senti praticamente nenhuma dor, só uma espécie de incômodo. Foi muito engraçado. E teve todos aqueles meses em que não pude levantar o braço… chato, mas nada impossível.

De toda forma, percebi que suporto bem a dor física. Tenho paciência de esperar que ela passe, pois sei que ela, uma hora, vai passar. Não vai durar para sempre.

Acho que dá pra transpor esta maneira de pensar pra outras espécies de dores. Ter paciência… um dia vai passar… não vai durar para sempre…