É a Mãe!

Blog da Claudia Lyra

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Dos motivos de não se atualizar o blog

Por Claudia Lyra | 15/06/2009, 22h20

O título tá errado, pois não são muitos os motivos. Filtrando de um lado, cortando de outro, talvez sobre apenas uma única razão pra falta de atualização do blog, qual seja, a aparente impossibilidade de ser totalmente… franca. Não sei se franqueza é a melhor palavra, mas, se não for, é bem perto disso.

O blog nasceu e ainda existe por uma necessidade que tenho de falar de mim, porque não fico muito à vontade de fazer isso pessoalmente com meus interlocutores. Sou – e sempre fui assim – mais de ouvir. Não… não sou uma pessoa caladinha, mas falo de assuntos outros, quase nada dos meus sentimentos. O blog é meu lugar de mostrar o umbigo.

Mas, de uns dois anos pra cá, aconteceu tanta coisa e tudo o que eu escrevia aqui passou a ser questionado… bom… cheguei até a desistir do blog. E quando resolvi retomar, a naturalidade de simplesmente sentar e escrever o que se passa comigo não veio instantaneamente. Tô travada, tô sem graça ainda.

Há nove meses me separei do marido. Isso mudou quase tudo na minha vida. Muito mais mudanças do que normalmente acontece, já que não deixei apenas um casamento. Abandonei todo um modo de viver. Sobrou pouquíssimas coisas da minha vida anterior e esse pouco que sobrou existe agora sob novos parâmetros. Foi uma reviravolta daquelas. Na verdade, ainda sinto as coisas girando.

Mas… sei lá… aos poucos estou recobrando a tranquilidade. Essa nova situação é difícil pra mim, mas não é uma impossibilidade. Tudo na vida de todo mundo é complicado. É complicado se manter no emprego, é complicado continuar casado, é complicado cultivar amigos, é complicado criar filhos… e também é complicado voltar a ser solteira depois de 22 anos de casamento.

Como a necessidade de falar de mim, de organizar pensamentos e, principalmente, de sentir o retorno de amigos por meio dos comentários ainda é forte, persevero com a idéia do blog. Não escrever é muito mais angustiante do que um eventual julgamento adverso do que ponho aqui. Então… tô aqui, tô aqui.

Ai, ai…

Por Claudia Lyra | 02/06/2009, 21h42

Hoje esqueci que tinha combinado com amado chefinho de ir cedo pro trabalho – adendo: é que, normalmente,  a gente só vai pro trabalho depois do almoço – e estava bem me refestelando com uma canecona de café com leite na frente do computador, quando ele me liga dizendo “Claudia, já tô aqui te esperando” – adendo II: é que a gente reveza na direção do carro, um dia vai no meu, no outro dia vai no dele, e marca encontro em algum determinado lugar a fim de irmos no mesmo carro – e eu de pijama ainda, cara amassada, com os cabelos emaranhados - adendo III: depois que abandonei a escova/chapinha, acordo com uma juba igual à do leão do desenho Madagascar, mas naquela fase péssima do leão em que ele se isola de todos e de tudo – o que me fez sair correndo desesperada, sem saber direito o que fazer – adendo IV: porque, na hora que falei com ele no telefone, não tive coragem de dizer que tinha me esquecido do combinado – até que resolvi retornar a ligação e dizer que tinha perdido a hora e, por isso, ia em carro separado, mas amado chefinho estava num dia de ótimo humor e me falou que estava levando duas raquetes pra encordoar – adendo V: amado chefinho é um dos melhores tenistas aqui da minha cidade – e que depois passava aqui em casa pra me buscar, coisa de 25 a 30 minutos – adendo VI: esse é praticamente o tempo que levo só pra tentar desembaraçar a juba debaixo do chuveiro, depois de encher de creme rinse é claro – o que me fez correr mais ainda, porque a última coisa que eu queria era amado chefinho nervoso porque eu o estava fazendo esperar pela segunda vez.
Bom… deu tudo certo e, quando ele chegou, eu já estava linda, cheirosa e – muito importante! – penteada no portão.
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