É a Mãe!

Blog da Claudia Lyra

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Dormir é para os fortes

Por Claudia Lyra | 28/06/2009, 06h07

Ou para os que ignoram. Ou para os que, de fato, não precisam se preocupar com a vida. Ou, ainda, para aqueles sábios que descobriram que não adiantar se importar com a cor vermelho-sangue de sua conta corrente de madrugada.

Este mês acreditei que daria certo. Agi como uma verdadeira estrategista militar. Porque, cês sabem, não se pode simplesmente sair pagando as contas a torto e a direita. Há de se planejar o momento e a hora de se fazer isso. Não que eu deixe acumular vários meses sem pagamento. Tá… confesso que faço isso com o IPTU, mas me consolo com a idéia de que o juros que pago é para o bem do município. Entretanto, o objetivo é pagar todas as contas no mês certinho, ainda que com um pouquinho de atraso.

Então a coisa funciona mais ou menos assim: a fatura do cartão de crédito e as despesas do carro (prestação e seguro) são pagas rigorosamente em dia. Isso é sagrado. O telefone e a luz estão no débito automático, porque são contas sagradas também. O resto, pago muitas vezes depois do vencimento, e quando falo “resto” é basicamente as mensalidades da escola e da faculdade dos meninos, porque recebo meu salário no dia 10 e essas malditas vencem no dia 30 de cada mês e… bem, no dia 30, normalmente, meu salário já foi pra cucuia.

Nesse ponto é que vacilei este mês. Estava tudo azul na conta, uma alegria, uma felicidade há muito não vivida e acho que isso me fez relaxar. Achei que podia pagar o combo colégio/faculdade antes do vencimento pra poder aproveitar o desconto. E esqueci da porra da prestação do carro.

Pronto! Entrei no cheque especial de novo.

Cara… que merda, viu! Que vontade de falar palavrão! Tão sem necessidade… podia ter pago essas bostas depois do vencimento, como sempre.

Enfim… vamos aproveitar a insônia e postar no blog, né?

Tudo dói

Por Claudia Lyra | 23/06/2009, 07h43

  • Sexta: Confusão envolvendo minhas amigas mais chegadas.
  • Sábado: Frieza, frieza e má vontade do namorado.
  • Domingo: Facada. Constatação de que, sinceramente, só continuo nessa se for cega, surda, muda e retardada.
  • Segunda: Assalto. Se foram minhas músicas e minhas fotos. Quinhentos e quarenta e nove dinheiros mais pobre, comprando um novo celular. Desilusão. Humilhação.
  • Terça: Dor. Por enquanto…

Aqui tá frio pra caramba

Por Claudia Lyra | 17/06/2009, 09h27

Ontem saí com uma amiga e tomamos vinho. Uma garrafa e meia. Já tinha me esquecido como isso esquenta o corpo.
Cara, gosto tanto de vinho e estou cercada de não-apreciadores. E pra beber vinho  preciso de companhia. É claro que não sei nada sobre aquela coisa de enfiar o nariz na taça pra sentir o cheiro, bochechar a bebida, fazer cara de quem comeu e não gostou e dizer “bom” (by Regina Casé), mas alguma coisa em mim – instinto de sobrevivência talvez, dado o caráter letal do vinho ruim – identifica quando o vinho é de qualidade razoável. Os de ontem me pareceram muito bons, um chileno e um português, e o dia de hoje confirmou isso, pois acordei bem, sem um pingo de dor de cabeça ou gosto ruim na boca, apesar de ter ido dormir meio beubinha.
Quando a primeira garrafa já estava no finzinho, chegaram Cassio, o primogênito, e Fábio, o sobrinho, e pediram chopp. A gente conversou e riu até fechar o bar e… fomos para outro bar, onde minha amiga e eu tomamos a tal meia garrafa. E mais risadas e mais conversas.
Minha amiga é bem mais nova do que eu, acho que uns oito anos, e é linda. Tem 1,75m de altura, mas, como ela não dispensa salto alto, está sempre com mais de 1,80m. Olhos azuis, escandalosamente azuis, pele bronzeada, cabelos castanhos bem escuros e bem longos. Magra. Rica. Super bem vestida e a bordo de um Honda Civic. Não, não dá pra chegar num barzinho com ela de forma discreta. Na verdade, não dá pra chegar em lugar algum com ela sem que todo mundo vire pra olhar… simplesmente não dá.
A gente é amiga há muitos anos e, quando a vi pela primeira vez, foi literalmente um susto. Ela entrou na sala de audiências, eu estava no computador e, quando olhei pra ela, simplesmente fiquei de queixo caído. Era um escândalo de tão bonita: os olhos, o cabelo, o sapato – Deus, o que era aquele sapato?!? – a roupa. Altíssima. Chiquerésima. Um escândalo, não tem outra palavra.
Mas agora, precisamente nesse ano de 2009, o que se tem destacado na minha amiga é o amadurecimento. Ela está mais linda ainda, como se isso fosse possível. Quero escrever sobre isso mais detalhadamente. Ah… mas hoje não. Me deu preguiça.
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