É a Mãe!

Blog da Claudia Lyra

Arquivos: abril/2009

Continuando…

Por Claudia Lyra | 27/04/2009, 08h43

Cara… é um saco ter que agir como um adulto, enfrentar a vida como um adulto ou fazer qualquer coisa como um adulto. Conversar como duas pessoas adultas, ugh!, é um porre. Lidar com os problemas como um adulto faria… ai… só de escrever a frase, fiquei com preguiça.

Atitude infantilóide, também, é maçante até não poder mais. Ver o lado lúdico de tudo… nada é sério… o mundo é uma grande brincadeira… agir com toda a pureza…  Cacete, que merda chata é essa?!? Parece treco de retardado.

E a obrigação de ser uma pessoa equilibrada? Putz! Ninguém merece ser equilibrado! Alguém vê mesmo graça em ser equilibrado? Reagir da forma certa a cada estímulo, ser comedido, controlar os impulsos, cuidar das emoções, da alimentação, da saúde… aaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhh, eu quero morrer!!!!

“Obedeça ao seu coração”… é outra aporrinhação. “Vou ouvir a voz do meu coração”, “meu coração não está mandando fazer isso”, “meu coração” pra cá, “meu coração” pra lá. Que se dane o coração! Eu lá quero ficar fazendo vontade de coração?!? Ouvir voz de coração?!?!? Sinceramente…

É… não melhorei muito não…

A coisa é séria

Por Claudia Lyra | 23/04/2009, 01h02

Ai, gente… Tô assustando, viu! As pessoas olham pra mim e perguntam o que está acontecendo, se estou com algum problema blábláblá… Quié quié isso?!?!??!? Ei! Todo mundo tem problema, não tem? Pogodom, a coisa deve estar feia mesmo. Por isso é que você, só de ver meu bonequinho do MSN verdinho, já me ofereceu colo. Tá doido!

E olha que chorei, viu! Muito. Segunda-feira foi um derrame. Ontem, não. Ontem eu já estava bem melhor. Amoadinha, mas não triste como na segunda-feira. Hoje achei que estava ótima, mas todo mundo que olhava pra mim perguntava se tinha acontecido alguma coisa. Fala sério!

Tenho a convicção de que nunca mais vou ser a mesma. Sabe aquela coisa de “não estou bem certooooo se ainda vou sorriiiirrrr sem um traço de amarguuuraaaaaaa”? Pois então… se aplica, sabe como? Mas também não é pra exagerar na dose. É tudo uma fase, como disse a Silvia. Vai passar. Melhor: já está passando… pronto, pronto, já passou.

Sigo escrevendo bobagens aqui porque é uma catarse e tanto. Muitas vezes vou jogando no editor de textos sentimentos na ordem em que eles me aparecem na mente. Depois releio e reordeno os parágrafos. Uma coisa de catalogar mesmo e é ótimo. Não devia ter ficado tanto tempo sem postar.

Outra coisa que deixei de fazer por um tempo e foi prejudicial: exercício físico. Fiquei duas semanas sem caminhar. Estou há três semanas sem ir à aula de dança. Cara… é um tiro no pé. Mas já estou corrigindo isso. Voltei a caminhar e, semana que vem, volto pra dança com carga total. Serotonina, minha gente, serotonina. Sem contar que me sinto mais sexy (ui!) quando estou me exercitando, meu corpo fica mais ágil, fico mais leve. Sai fora, tenho que suar!

Olha só: já deu. Cara, não tenho paciência com minha própria tristeza. Quero rir, quero brincar. Chega, né?

Tô ausente

Por Claudia Lyra | 20/04/2009, 21h30

Deu pra perceber? 

Tenho vivido sentimentos tão contraditórios que fico até com medo de escrever. Sem contar que me sinto repetitiva. Fico repetindo essa coisa de “tão bom seria se eu não entendesse” ou “como eu queria não saber o nome dos bois”. Ah… fala sério! E quem garante que eu sei mesmo alguma coisa?

Tão arrogante esta minha atitude. Tão dona da verdade. Enfim…

Minha cadela não para de roer as patas. A veterinária dela disse que isso é o equivalente do ato humano de roer as unhas. Que ela deve estar ansiosa e estressada. Isso é ridículo… qualquer dia só sobra o cotoco.

Mas estou lendo muito e escrevendo nada. Nada mesmo. Até aquele pensamento comum ao blogueiro mediano – “isso daria um ótimo post” – não me ocorre. E estou me amargurando. Porque é muito complicado estar num poço de contradição. As pessoas não têm como entender o que você quer dizer, você não consegue se explicar. Escrever compensa um pouco isso.

Tudo bem… tudo bem nada, mas a gente fala que tá tudo bem pra não perder os amigos. Aqui eu não perco amigos. Talvez espante leitores. São tão pouquinhos já… mas é um risco, né? Ter um lugar pra despejar o que está te apertando o peito talvez valha essa pena. Aff… “apertando o peito” é muito novela mexicana, não é? Eu não tenho talento nem pra ser trágica.

Tô sem paciência. Já falei isso, né? Ói eu me repetindo de novo… mas falei mesmo, no último post. Estou sem paciência nem pra MSN. Entro no modo “invisível”, vejo quem tá lá… e me dá um cansaço. As pessoas são legais, mas estou cansada, impaciente, chata. Bom… tem uns chatos no meu MSN também, mas que não vale o trabalho de deletar.

Ai, que horror…

Mordendo

Por Claudia Lyra | 09/04/2009, 12h25

Ontem estava mais irritadiça do que o normal. Problemas em casa, coisas chatinhas de relacionamento, gastaram minha paciência. Me sinto sozinha e, por mais que isso não seja, de fato, verdade, fico com peninha de mim mesma. Objetivamente, vejo que sou uma pessoa com sérias dificuldades em pedir ajuda. Engraçado que já estava pensando nessa minha dificuldade, quando li esse texto aqui e me identifiquei um tanto enorme. Sim, sim… quase nunca abro a guarda a ponto de pedir colo. Mas, quando faço, já chego na base da voadora, pé nos peitos, prevendo uma resposta negativa. Com tanta agressividade, é claro que o povo foge, né? Aff…

Bom… só que o caso não é este. Acontece que, como comecei a contar no início do texto e me perdi, ontem estava irritada, mais sensível do que o normal. Por conta disso, a conversa do pessoal da sala ao lado da minha me incomodou demais. Cara… vontade de mandar todo mundo calar a boca. Não sei como conseguem trabalhar! Gente… uma discussão sem fim do que eles achavam que deviam fazer no processo X ou Y, uma falação repetitiva, ninguém ouvia ninguém…

Ah… sinceramente… eu é que não estava boa mesmo.

Pontinhos

Por Claudia Lyra | 07/04/2009, 09h13

  • Ontem, primeiro dia de trabalho depois das férias, eu me arrastei de preguiça.
  • Passei a tarde com fome, frio e sono.
  • Se eu fosse um bebezinho, teria chorado a tarde inteira.
  • Comprei o livro da Marina W e li todinho em meu último dia de férias.
  • MInha mãe também leu… e me diagnosticou como bipolar.
  • Adoro gente que se torna “especialista na matéria” lendo apenas um livro.
  • Tive que trocar dois pneus do carro. 
  • Oitocentos e quinze dinheiros gastos nisto… parcelado em três vezes, é claro.
  • Já tinha trocado dois em dezembro do ano passado.
  • Isso quer dizer que vou ficar meio ano pagando pneu.
  • Homens e mulheres são estúpidos uns com os outros quando o assunto é relacionamento amoroso.
  • Talvez seja assim também nas relações homoafetivas (tem hífen?). Não sei.
  • Só sei que não canso de me surpreender com a cara de pau do cerumano.
  • Mas pelo menos meus filhos e eu temos saúde, hahahahahahaha…
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