“Desculpa, vai…”
Por Claudia Lyra | 17/03/2009, 09h41
Também serve: “foi mal, não queria te magoar”. Pode ser um “caraca, véi, mandei mal” ou um “putz, lamento muito pelo que fiz”. Quem sabe se disser um “sinto muito… vou tentar agir diferente de agora em diante”? Acho que serviria também.
É difícil, não é? Difícil pronunciar essas frases. Eu sei… eu sei que é. Mas o tom da tua voz te entrega, sabia? Seu jeito, a maneira como você me olha… esse teu jeito meio sem graça, meio brincalhão. Dá pra ver que você sentiu que fez bobagem e que estou chateada.
Sem ofensas, mas vejo sempre essa expressão na cara do meu cachorro. Não ria! É verdade! Ele faz uma besteira, eu brigo. Logo, logo vem ele tentando reestabelecer o contato desse mesmo jeitinho. Desse jeitinho que você faz. Tá certo que meu cachorro abana o rabo, mas, em compensação, você sorri lindamente. As duas coisas me quebram.
Talvez eu devesse dar mais importância às coisas, ser mais durona. Talvez. Mas… olha o tempo que eu ia perder! Eu sei, você sabe… meu tempo é curto. Não quero gastar o pouco que tenho com ressentimentos. E a minha vontade, como ficaria? Meu desejo de te ter… não, não, nada é tão importante assim.


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