Archive for janeiro, 2009

Sem computador em casa…

… e odiando com todas as forças todas as lan houses da cidade.

É claro que não fui a todas elas; na verdade, só fui naquela que já estou acostumada, aquela em que os meninos gritam sem parar e o som berra no último volume música eletrônica. Sim, sim, eu me odeio.

Então, é isso… não tenho como alongar meu tempo aqui. Por isso, comportem-se.

 

Nojo

Aí que o indivíduo bate na porta da minha sala de trabalho. E não entra. Odeio isso… minha mesa fica longe da porta, caceta, porque não bate e abre? Não… não abre e tenho que parar o que estou fazendo pra andar até a porta e abri-la.

Aí que o sujeito se apresenta como jornalista de um diário da região – aliás, não sei por qual motivo se chama “diário”, já que não é essa periodicidade da folha –, que ficou no lugar do pai dele que morreu (“ahn?!?”) e que o tal jornaleco era o representante d’O Globo na cidade (duplo “ahn?” agora, uma vez que O Globo também circula por aqui), um blábláblá sem fim que, aos poucos, vai ficando impossível de acompanhar.

E, enquanto ele falava, eu só queria sair do raio de alcance do bafo de cigarro do dito cujo, sem conseguir despregar os olhos dos dentes mais amarelos que já tive a oportunidade de vislumbrar, rezando pra que o moço adquirisse, como num passe de mágica, o dom da concisão, o que, obviamente, não aconteceu, já que minhas orações não são mesmo ouvidas há tempos.

Aí que peço pro jornalista esperar, pois meu chefe está atendendo dois advogados e o cara senta em uma das cadeiras disponíveis na minha sala e começa a chupar os próprios dentes, como se tivesse acabado de comer uma empada e quisesse aproveitar o resto da massinha que ficara por ali, como despojo.

 

 

Nhé…

E depois de quatro meses, nos quais vocês se falaram diariamente e se encontraram pelo menos duas vezes por semana, ele some. Sim, some por seis dias. Tá… ele não está completamente sumido há seis dias, sejamos justas, porque antes de anteontem ele te deu um ‘oizinho’ meio sem graça no MSN e ontem ele te mandou um email. Mas você estava muito puta pra responder direito. Você foi fria na primeira investida, sarcástica na segunda e, oh, glória!, se congratulou por isto.

**************************************************

Há seis dias ele te escreveu explicando que estava muito mal – “estou uma mala”, foi esta a expressão – e te pediu um tempo pra melhorar. Você respondeu com um ‘tudo bem, qualquer coisa me liga’.

Mas ele não ligou.

Ele não ligou… e você ficou com raiva. A raiva vem antes de tudo. A raiva fez você prometer que não vai ligar pra ele. E tem seis dias que você cumpre a promessa, mas a que custo, hein! Porque a raiva foi logo embora e veio a saudade pra tomar conta de você.

Ai, a saudade… ela está sempre justificando as ações dele, não é? E, quando a saudade finalmente convence você a pegar o telefone e mandar às favas qualquer promessa, volta a raiva pra lembrar que você tem que ter orgulho, amor próprio. E a raiva é braba, bota a saudade pra correr aos gritos de que somos mesmo umas molóides, umas bestas, umas coração-de-manteiga.

Só que a raiva também é muito ocupada. Ela não pode ficar aqui do teu lado o tempo todo, pois tem outras coisas pra fazer, outras pessoas pra envenenar e, de novo, vai embora. Ahá! Era isso que a saudade queria! A saudade fica ali, de tocaia, só esperando a raiva dar as costas. Daí, no mesmo segundo, a saudade começa sua cantilena: “ele disse que não estava bem”, “orgulho não vale a pena”, “mas você está sofrendo, de que adianta?”… e por aí vai. Ai, cacete!

Estaria bom se a briga fosse só entre a raiva e a saudade. Mas você não pode se esquecer da tristeza. A tristeza está aí, firme e forte, desde o momento em que você leu aquela bosta de email, aquele de seis dias atrás, pela primeira vez. Sim, sim, primeira vez, porque a gente sabe que você leu aquele email váááárias vezes, não foi? O email dele e a resposta que você deu. É… a gente sabe… pra que mentir agora? Você leu até decorar, a gente sabe. Você tem repetido de cor o que dizia o email dele e a resposta que você deu pra qualquer amiga que te pergunte – pras que não te perguntam também, reconheçamos – há seis dias. Tem seis dias que você só fala disso. “Monotemática”, eis teu nome do meio!

Você quer se livrar da tristeza. Mas a bicha é renitente. Ela não é frouxa como a saudade que, a qualquer gritinho da raiva, sai correndo. A tristeza fica ali, olhando pra raiva e pra saudade, tão patéticas. E olhando pra você. A tristeza vai contigo pro banho e faz você confundir água de chuveiro com lágrima. A tristeza deita contigo e mexe no seu cabelo até você pegar no sono, dizendo pra você se acostumar com a idéia de que, de  verdade, ele viu que você não vale a pena. A tristeza te faz escrever alguns emails que você não vai mandar, porque, afinal, tem o raio da promessa que você fez pra raiva blábláblá… não vamos falar disso de novo, por favor.

Bom… a quem você vai ouvir? À raiva, à saudade, à tristeza? Você não sabe. Você está confusa. Confusa…

Pra piorar tudo, mais uma voz começa a dar seus pitacos, a princípio de forma tímida, mas agora de maneira mais forte e audaciosa do que todas as outras. É a voz do seu desejo. Seu desejo. Tão impaciente, tão imediatista, tão mimado. Quer tudo pra ontem. Melhor, quer tudo pra seis dias atrás! Ah, desejo… não faz isso, não… é muita sacanagem…

 

É difícil…

Alguns aqui já se confessaram ciumentos. E quero, de coração, pedir a estes desculpas por esse post. Mas, estou precisando mesmo falar sobre isso.

Eu não sou ciumenta… quer dizer, tenho certo ciúmes de meus filhos (que é mais motivo de piada do que qualquer outra coisa) e, além deles, quase nada me provoca esse sentimento, que sei ser fortíssimo. Mas, é muito difícil conviver com pessoas ciumentas. Isso, às vezes, me tira do sério.

Graças a Deus, não sofro com um marido ciumento. Por alguma manobra bem feita do destino, Marido e eu temos praticamente a mesma maneira de reagir a situações que, em outras pessoas, causariam ciúmes. Entretanto, tenho uma amiga que é ciumenta à beça.

É difícil, porque o ciumento vê como afronta pessoal coisas que, na maioria das vezes, não têm nada a ver com ele. Na verdade, só o fato da coisa, atitude ou seja lá o que for, não ter nada a ver com o ciumento já o ofende. E é complicado, muito complicado.

Se você está em grupo, o ciumento se ressente da atenção que você dá a outros. Se você está só com ele, é quase impossível satisfazer a ânsia de exclusividade. E ai de você se resolver fazer qualquer coisa que seja sem o ciumento ou, pelo menos, a anuência dele!

Cansativo… é o mínimo que posso falar. Nem sempre estamos dispostos a justificar nossas atitudes. Principalmente quando a gente não pede satisfação de nada, por achar natural os limites que uma amizade normalmente tem. Então, a gente se vê obrigado a pisar em ovos para não entristecer alguém que você ama. Cansativo…

(Postado pela primeira vez em 01/05/06)

 

RPG: Galahil, o elfo marcadão by Fábio Melo.

(…)

Por favor, não me repreenda por não recordar direito as datas e nem pela falta de precisão cronológica. Há alguns anos, como você deve saber, houve uma intensa batalha na cidade de Lennorien em que os elfos perderam o poder da cidade para a Aliança Negra. Lá vivíamos eu, meus amigos e parentes. Poucos de nós que não fugimos foram aprisionados,  levados para as terras goblinóides e feitos de escravos. Os que não fugiram e nem foram presos, morreram! Não posso mais detalhar sobre esse massacre, aqueles momentos foram apagados da minha memória, consciente ou inconscientemente. Mas o que vi ao acordar posso descrever bem.

 ”Acordei, acredito, pelo cheiro forte que fazia arder minhas narinas. Carne pobre espalhada por todo o acampamento armado com muita destreza, mesmo que com materiais rudes. Uma multidão de goblinóides amontoados e armados até os dentes, prontos para destruir mais uma cidade. Muitos se preparavam como se fossem avançar naquele momento; outros, sentados em volta de fogueiras, comendo mãos de elfos. Vi até alguns sugando os olhos de uma cabeça infante. São verdadeiros monstros, canibais, feras incansáveis.

“Tudo isso vi em um segundo. Quando mal dei por mim, fui arrastado para os limites do acampamento e entendi que deveria ajudar na construção das torres de vigia; não entendi uma palavra do que aquele dizia, mas junto a mim havia alguns elfos que já se esforçavam na construção.

(…)

“Aparentemente todos tinham suas línguas cortadas. Assustado não demorei a conferir a minha. Por sorte a minha estava no lugar que deveria estar. Andei alguns passos em direção a uma marreta encostada em um monte de troncos, curvei-me e a segurei; tive a impressão que pesava mais que o meu próprio corpo; óbvio, sou um pequeno ser de pouco mais que 1,60m. Senti uma pressão na nuca e desmaiei. 

 (…)

 

“Por uma surpresa do destino, um desses monstros, um tanto maior que este guarda me pegou pelo braço e levou-me para uma reunião do que me parecia ser dos comandantes do grupo. Esse, de nome Hurgar Uran, por mais forte e maior que fosse, parecia um pouco mais racional que o menor. No meio da reunião, olhou-me como se fosse me matar. Abaixou a cabeça na minha direção e disse ‘Não falo bem língua sua, mas você vai entender língua minha e comandar obra obedecendo ordens deles!’. 

“Assim foi feito, tive que aprender a língua bruta o mais rápido possível, a obra exigia pressa e não podia demorar, já que era o único com língua no acampamento. Em alguns meses já havia dominado a pobre língua deles, com poucas palavras, era mais fácil do que o imaginado. Depois que aprendi a língua, a obra ganhou velocidade e em pouco tempo toda a segurança do acampamento estava pronta. Ganhei minha vida devido minha utilidade. Naquele momento, já era escravo chave para os serviços do grupo e como tal fui marcado com essa marca que me pergunta, uma marca eterna, vergonha!

 ”Havia um erro ao me ensinar sua língua, que Hurgar não percebeu. Agora eu escutava a tudo e a todos numa naturalidade como se falassem elfico, ou a língua comum de Arton. Eu sabia de todos os planos e estratégias.

(…)

“Em um dia não diferente dos outros, senti algo que há muito tempo não sentia. Era como se meu sangue fluísse com mais facilidade pelo corpo, sentia uma corrente continua por toda a parte. Não era meu sangue, era algo diferente, sobrenatural. Já havia sentido isso na infância, e talvez até na adolescência. Era energia, descia de trás das minhas longas orelhas e escorria pelo pescoço, arrepiando-me toda a coluna, ombros, braços e pernas. Meu coração palpitava e me faltava ar. Quando acontecia e não estava sozinho, alguns dos guardas se tornavam imóveis, outros pasmavam-se e tinha alguns que até sentiam frio e fortes dores nos membros. Eram acontecimentos estranhos, e eu tinha certeza que isso partia de mim.

(…)

“Sabia que aquele era o momento da minha liberdade. Convenci Hurgar que comandaria metade dos escravos em uma construção de um novo acampamento na superfície enquanto eles e a outra metade escavavam o túnel. Ficamos, na parte de cima, 30 elfos, 1 Bugbear Comandante ( Kargaik ) e 20 soldados goblins.

“Nós estávamos sem suprimentos para o acampamento e ofereci-me a Kargaik para atrair alguns humanos da fronteira de Khalifor para uma emboscada sob a custodia de 4 soldados, e assim teríamos pelo menos a janta garantida. Avançamos mata a dentro e quando não mais escutávamos as vozes do acampamento, lancei quatro feitiços, um em cada soldado. Dois fugiram de medo, um travou na mesma posição e outro, surpreendentemente, teve sua fronte perfurada. Depois do susto, percebi que havia matada um ser vivo, nunca imaginei que teria coragem para fazer isso (futuramente treinei esse feitiço, que ainda hoje tento domina-lo com eficácia). Já que matei um, não custou para matar o outro com sua própria arma que furtei, uma besta leve.

“Assim, fugi do acampamento, avancei pelos portões de Khalifor depois de muito explicar o que fazia além da fronteira. Ali começou uma nova vida para mim. Depois de atravessar a fronteira, tive como objetivo de vida avisar a todos que pudesse sobre um possível traidor no Panteão. Todos me ridicularizam, mas com esperança cheguei aqui, em Valkaria, e acredito que seja aqui mesmo que encontrarei alguém que me dê ouvidos e faça alguma coisa a respeito”. 

 

Voltei a trabalhar, gente

Ontem. Voltei ontem. De cara, tivemos uma audiência com um menino de 15 anos que matou um homem por causa de briga sobre linha de pipa. Pois é… motivo bom pra se matar um homem.

Mas fiquei contente de voltar a trabalhar. Aqui na minha terra só chove – bom, hoje está sol – e eu não tinha mesmo mais nada a fazer, além de comer e dormir. Então, acho que já estava na hora mesmo.

Tenho lido muito. Coisas boas e coisas chinfrins. Li um romance do Luis Fernando Veríssimo, A Décima Segunda Noite, e o cara é mesmo gênio. O livro é inspirado em uma comédia de Shakespeare e eu sempre adoro o que o LFV escreve.

Estou na metade da edição de contos completos da Virgínia Woolf, mas parei pra ler três outros livros, sendo que só um deles vale a pena, menos pelo estilo do que pela história. O livro se chama Evelyn e conta a história de um pai de família na Irlanda da década de 50 que luta na justiça pra ter a guarda de seus filhos, internados em orfanatos depois que a mãe fugiu com o amante. Evelyn é a filha mais velha de tal homem e ela mesma é a escritora. Sim, sim, é “fato verídico” -expressão idiota essa, já que, se é fato, só pode ser verídico.

Estou me sentindo ligeiramente oca. É estranho. Aquela coisa de não estar nem feliz e nem triste, sabe como? Mas tenho momentos alegres, muitos momentos alegres. Pois é… tá valendo.

 

CAXAMBU S.O.S. URGENTE!!!

amigas, como todas sabem, mudou prefeito etc etc etc

acontece que quem saiu não deixou nada para quem entrou.nem as senhas dos computadores. no dia seguinte à posse do novo prefeito, estava marcado um festival de cinema na cidade. nem a população foi avisada, nem a nova equipe. os promotores do festival chegaram e aí? improvisaram carro de som para avisar a cidade e projetaram os filmes no ginásio poliesportivo para umas cem pessoas.

no dia 31 de dezembro todos os funcionários que exploravam e envasavam as águas minerais de caxambu foram demitidos. e tudo parou novamente só porque a antiga administração não refez o contrato.

na segunda-feira ele (o prefeito)  terá reunião com a copasa, que fazia este serviço – a copasa é uma empresa do governo do estado de minas  responsável pelo abastecimento de água e saneamento, mas está para ser privatizada – para ver se uma empresa da copasa, terceirizada, assumirá a exploração e aproveitará os funcionários despedidos.

a pergunta é, fal, por favor, as falmigas podem ajudar caxambu neste momento dificílimo para a cidade que, se não sair do buraco, acaba?

como? divulguem o problema, divulguem caxambu, que está lotada de gente. com a subida do dólar o turismo passa a ser interno, portanto lucram com isto as cidades turísticas. mas sem água mineral correndo nas torneiras, danou-se…. este é o único atrativo de caxambu: o parque das águas.

fal, amigas, vejam o que podem fazer em seus blogs. 

o novo prefeito é muito bom como ser humano e médico.. hoje ainda posto uma entrevista que fiz ontem com ele. conversamos mais de 4 horas. 

vejam que raro: ele aproveitou funcionários de carreira, competentes, da prefeitura, em seu secretariado. não tem ninguém apadrinhado por lá. ele montou uma equipe de pessoas competentes.

estou numa campanha cerrada para ajudar a cidade. caso possam dar uma força, agradeço.

o foco é a parada da produção das águas minerais.

beijos

– 

esther lucio bittencourt

Então, gente, é isso. Politicagem das brabas está prejudicando muitíssimo Caxambu, um lugar lindo e que vive praticamente do turismo e das águas minerais. Quem quiser ajudar a divulgar este absurdo e precisar de mais informações, pode acessar os blogs da Esther, corajosa guerrilheira de Caxambas: 

http://porcaseparafusos.blogbrasil.com

http://imaginarioeixo.blogdrive.com

http://primeirafonte.com

http://midiaindependente.org.br

 

Então…

… que viajei pra Vila Velha/ES e fiquei dez dias lá. Isso eu já tinha dito, né? Pois é…

Mas quero contar que foi muito bom pro meu emocional viajar. Muito bom mesmo. E por vários motivos. Queria expor aqui alguns deles. Você teria paciência pra ler? Vou acreditar que sim, hehehehehe…

Primeiro de tudo, porque fui à praia. Tipo assim, fui à praia todos os dias menos um, sabe como? Praia linda, linda, muito sol, água limpinha. Uma delícia. Gente, como eu gosto disso!!! É impressionante como gosto disso!!! Voltei revigorada de verdade.

Depois, porque viajei com meu pai, com minha mãe e com o Caçula. E foi muito legal! A gente riu muito um com o outro no carro (doze horas na ida e oito na volta… dose pra leão!), dentro de casa, nos lugares onde fomos. O convívio foi quase o tempo todo pacífico. A presença do meu pai suaviza a chatice de minha mãe e vice-versa. E parece que fico mais pimpona quando estou com eles. Coisa besta, né? Eles se separaram quando eu tinha 13 anos de idade e, ainda assim, fico feliz  com essa impressão de “família unida”. Vai entender…

Também foi legal rever meu primo. Sabe aquele primo por quem você é apaixonada até os dez anos de idade? Pois é… é ele. Mas, tirando essa paixonite infantil – que não era correspondida, diga-se de passagem – a gente sempre foi muito amigo, sempre se deu muito bem. Ele também toca violão e, na adolescência, a gente se encontrava pra 

trocar partituras, cifras e afins. Aí que, no dia que cheguei, ele levou os violões lá pra casa da mãe dele (onde fiquei hospedada) e a gente tocava quase todo dia. Me senti adolescente de novo.

Nesses dez dias que fiquei fora, caminhei no calçadão da praia e não bebi nada alcoólico. Isso foi bom, porque estava engordando por conta de tanta “confraternização de fim de ano”, sinônimo de beber e comer muito todo dia. Acho que emagreci um pouquinho. Beleza!

A viagem também serviu pra me mostrar quais as ausências que, realmente, são quase que insuportáveis. 

Por exemplo, foi quase insuportável ficar tanto tempo longe do Primogênito. Em cada lugar que fui, a cada coisa legal que fiz, minha mente se reportava imediatamente a ele. Posso dizer com segurança que a viagem só não foi perfeita porque Primogênito não estava com a gente. E esse sentimento foi compartilhado de forma sincera por meus 

companheiros de viagem, o que também foi bem legal de perceber.

Três amigas aqui de minha cidade se mostraram essenciais pra mim. Fiquei com muita saudade delas, coisa terrível. Ficar longe foi bem difícil.

(…)

Bom… fiquei esses dias todos sem acesso a internet e senti muito a sua falta. Isso é impressionante. Fiquei tão feliz de receber mensagens pelo celular da Evinha e da Alline!!! A da Evinha eu respondi, mas a da Alline eu não consegui… 

Ah! Vi fogos na praia! O prédio da minha tia é na orla de Vila Velha, coisa chique, e à meia-noite, na hora da virada, a gente desceu pro calçadão e vimos os fogos. É tão lindo, não é? Eu acho. Tinha anos que não fazia isso. Pensando bem, acho que, na última vez que vi os fogos na praia, eu ainda era solteira!!! Deus me livre!!!

Então, estou de volta à vida normal. Trabalhei nessa sexta-feira, mas só começo no trampo com força total no dia 07 de janeiro. Tenho uns dias de flozô em casa. Quem sabe faço algo útil, tal como cortar o cabelo e fazer a “pôgressiva”?!? Oremos!!!