Voltei do mercado
Por Claudia Lyra | 14/11/2008, 20h56
Escrever é muito bom. Escrever é muito bom mesmo.
Mas não me contento em apenas escrever. Quero que alguém leia. Então, muitas das vezes escrevo aqui no blog. Como estou fazendo agora.
Só que tem coisa que não dá pra colocar aqui. Muita exposição. Isso não é bom. Mas a vontade de que alguém leia tanta intimidade colocada por escrito ainda existe.
Então a gente manda um email. Email é bom, pois é carta. Eletrônica, mas é carta. E é bom porque aquele sentimento oculto, só seu, pode ser partilhado com aquela determinada pessoa, alguém que você conhece, que te conhece e você pode até imaginar que está conversando, só que sem apartes imbecis ou olhares perdidos de desinteresse. Você pode imaginar a pessoa te dando atenção.
Hoje fiz isso. Cara… hoje pensei que não ia dar. Que eu não ia conseguir segurar a tristeza, que não ia evitar que todo mundo no trabalho me visse chorando. Quer lugar pior pra se chorar do que no trabalho? Chorar na frente do chefe? Que horror, que horror! De qualquer maneira, chorei. Um pouco, né? Porque fiquei tentando me controlar, olhando pra cima, respirando fundo, abrindo a boca. Mas as lágrimas insistiam. Eu estava mesmo muito triste.
Foi aí que me deu a idéia de mandar um email pra alguém, contando o que estava sentindo. Bom… pra dizer a verdade, mandei vários emails pra um amigo, vários, porque a gente faz o email lá do trabalho de MSN. Vira conversa de verdade. Mas também mandei um email só pra outro amigo. Um email enorme! Carta-testamento quase. Um amigo recente, que me conhece muito pouco, mas é amigo. E, se ele for legal como espero que seja, depois desse email vai ter sabido algumas coisinhas de mim. Bobagem. Se ele não tiver percepção pra entender alguma coisa da minha personalidade por conta do que escrevi pra ele, isso não quer dizer que ele não é legal. Claro que não. Bobagem mesmo.
É que as pessoas são muito desatentas. Só isso.








:


2008 - 2012 