É a Mãe!

Blog da Claudia Lyra

Arquivos: março/2008

Orkut

Por Claudia Lyra | 14/03/2008, 16h31

Cometi orkuticídio em novembro do ano passado. Eu acho. Me aborreci com algumas assombrações que apareceram, pessoas que me acharam pelo orkut, e resolvi deletar minha conta. E não sinto a menor falta.
Tudo bem que eu já quase não acessava o orkut mesmo. Pra não deixar o scrapbook às moscas, habilitei a paradinha de receber aviso por email quando deixavam novos recados e só entrava no dito cujo pra responder – ou deletar – quem ainda insistia em me contatar por ali. Não visitava comunidade nenhuma, não futucava na página de quase ninguém, não brincava de nada. Realmente, orkut nunca foi um grande passatempo pra mim.
Mas ontem, enquanto lavava louça…
Pausa pra um parênteses
(Gente!!! Que coisa triste é tirar férias pra ser dona de casa. Vou te contar, viu! Ontem passei uma pilha de roupa maior do que eu, lavei louça pacas… hoje, antes das oito da matina, já estava com almoço no fogo e lavando mais um monte de louça suja. Já varri a casa, coloquei roupa de cama pra lavar… NINGUÉM MERECE ISSO!!!! Vamos combinar que férias boas são aquelas em que você viaja, fica num hotel e só se preocupa em salgar as partes e dourar a virilha*)
Fim do parênteses.
… então. Ontem, enquanto lavava louça, sei lá porque fiquei pensando no meu orkut suicidado. Aí me lembrei de uma coisa que me deixava contente quando tinha aquilo lá: ver quem eram as pessoinhas que acessavam minha página.
Tinha um menino, em especial, que me deixava muito contente quando eu via o nominho dele lá na lista de quem tinha acessado. Esse moço é o mesmo dessa história aqui e, como já escrito no texto desse link – vai lá ler, vai! -, ele é um filho do coração que está longe. E toda vez que eu via que ele tinha visitado minha página do orkut, eu ficava feliz. E ia na página dele também, só pra ele ver meu nome lá depois de alguns dias. Aproveitava pra olhar os scraps e ver o que ele estava fazendo. Aliás, a tal viagem que ele fez do Rio à Paraíba pilotando sua Biz, acompanhei em sua página, que virou um tipo de diário de bordo.
Pois é… sem meu orkut, não dá pra me manter atualizada sobre a vida desse menino que amo tanto. Só às vezes, quando encontro com a mãe dele, tenho algumas notícias, mas, cês sabem como é, mãe é uma coisa desatualizada e por fora da vida dos filhos, o que significa que ela nunca tem muito o que me dizer. Enfim…
* by família Vitiello

Tá errado

Por Claudia Lyra | 12/03/2008, 07h37

Daí que você há tempos se sente inadequada, mas agora não consegue fingir que não vê isso. O tal sentimento, o de inadequação, depois de todo esse tempo, só ficou maior, mais gordo e mais inconveniente.

Daí que você vê que esse sentimento besta só é mais ou menos tolerado em adolescentes. Afinal, uma quarentona se sentindo “fora do esquadro” é ridículo demais, faça-me o favor!

Daí que você faz coisas que parecem sérias, mas você mesma não se leva a sério. E quem tá por perto também não te leva a sério. E te olham com uma cara tipo “ah… paciência… ela nunca foi muito séria mesmo…”

Daí que você quer ficar indignada com isso, mas não consegue porque, no fim de tudo, você acha que merece. Não pensa direito, gosta do que não tem gosto, se anima – ou desanima – com bobagens. Você merece.

Daí que isso te dá raiva. Muita raiva. Muita raiva.

 

Pra não perder o costume

Por Claudia Lyra | 10/03/2008, 23h46

Quando criei esse blog, pretendia que ele fosse desconhecido das pessoas do “mundo real”. Não queria que o pessoal aqui de casa, ou mesmo alguém do trabalho ou da faculdade, lesse nada do que eu colocasse aqui. E foi assim por um bom tempo.
Pra que o segredo se mantivesse, eu só acessava o blog no computador do meu trabalho. Naquela época não tinha nada bloqueado, eu usava o Blogger e podia postar, ler comentários, respondê-los, tudo lá do meu trabalho mesmo.
Mas o tempo foi passando e fui relaxando com meus cuidados. Passei a ler o blog e, eventualmente, escrever alguma coisa aqui de casa mesmo. Acho que foi examinando o “histórico” do PC aqui de casa que meu marido tomou conhecimento de que eu tinha virado blogueira. Eu acho. Porque ele não comentou nada a princípio.
E nem sei quanto tempo levou até ele me dizer que sabia da existência do blog. Mas lembro que fiquei muito sem graça, muito mesmo.
De qualquer maneira, mesmo sabendo que alguns que me conhecem pessoalmente estão lendo isso aqui, mesmo assim, vou escrevendo, escrevendo, escrevendo… vou contando com a preguiça do povo… vou contando com a hipótese de que só quem gosta de blog tem saco pra ler blog.
E vou lendo os blogs que gosto, não com a regularidade de antes, mas… vou lendo. E comentando… comentando quando dá…
É…
Definitivamente, não sou mais a mesma.

Vamos ver se cola…

Por Claudia Lyra | 07/03/2008, 16h55

– Marido…

– Diga, mulher.

– Vamos pro Rio esse fim de semana?

– Pro Rio? Ah… não dá não… tenho umas coisas pra fazer aqui…

– Mas, eu queria ir.

– Fazer o que lá, mulher?

– Ué! Vai ter o show dos Rolling Stones.

– Eita! Tá doida!

– Doida por que? Vai um monte de gente, não vai?

– Não tô te entendendo… você nem gosta de Rolling Stones. Aquilo lá vai ficar uma loucura, gente pra dar com o pau!

– Bem… na verdade… a gente nem precisa ir ao show.

– Ah, não?!?!?!? Agora que não entendo mesmo nada.

– É que o que eu queria mesmo era encontrar um amigo meu que vai estar lá.

– Amigo?!?!? Que amigo é esse?!?!? Desde quando a gente tem amigos que vão a shows de rock na praia?

– Não é nosso amigo. É meu amigo… um amigo virtual um blogueiro…

– BLOGUEIRO?!?!??!?!?!!!!! Hahahahahaaha… e você acha mesmo que vou sair daqui, do meu santo lar, viajar duas horas e meia de carro, pra você ver um blogueiro? Mulher, eu vou te internar! Enlouqueceu de vez!

– Ah, Marido… ele é meu amigo…

– Mulher, mulher! Já te falei um monte de vezes: não existe essa coisa de amigo virtual. Você é que está com essas histórias na cabeça e é tudo culpa desses blogueiros! E se o cara for um golpista?!!? E se ele nem existir?!!? Ele pode ser imaginário, já pensou nisso?!?!??!!! Sem chances…

É… não colou…

(Postado pela primeira vez no Sotaques em 20/02/06)

Então

Ah… eu gosto desse texto. É requentado e tô sem tempo agora… mas eu realmente gosto desse texto.

E seguem as férias…

Por Claudia Lyra | 05/03/2008, 18h22

É o quinto dia de minhas férias queridas e, pra variar, não fiz nada que se aproveite muito. Ontem, por exemplo, dormi a tarde inteira. Tá doido…

Mas, dessa vez, não estou enfurnada nessa coisa vil que é a internet. Aliás, nem tenho lido blog direito porque, pra me conectar, tenho que vir pra alguma lan house. Por sinal, descobri uma onde não tem nenhum adolescente aos berros e o ar-condicionado funciona, o que é muito agradável tendo em vista o calor senegalês que tem feito aqui na terrinha.

O que me lembra que quero aproveitar esse calorão e esses dias tão lindos de sol pra pegar uma cor no quintal. Pensei em pagar os atrasados do clube, mas me desanimo só de pensar em, tal qual um jacaré, me estender de frente de uma piscina cheia de crianças boiando aos berros.

(Pára tudo, gente: começou uma aula de informática aqui agora… daquelas basiquinhas.. são duas crianças e quatro adultos… e os adultos acabaram de confessar que nunca nem chegaram perto de um mouse… por sinal, a moça que sentou do meu lado não consegue clicar no botão esquerdo do mouse sem mover a setinha… ugh… sei lá… acho que tá na hora de eu ir embora… nada é perfeito mesmo… bleh…)

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