É a Mãe!

Blog da Claudia Lyra

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:-S

Por Claudia Lyra | 31/07/2007, 12h04

Já aconteceu de você estar desabafando algum problema, falando de seus sentimentos mais íntimos com alguém, e sentir que a pessoa que está de ouvindo demonstra ar de impaciência?

Ou já aconteceu de você estar falando sobre seus gostos e desgostos e seu interlocutor mudar de assunto bruscamente, do nada? Ou, pior ainda, começar a falar com outra pessoa sobre alguma coisa que não tem nada a ver?

Já percebeu como é difícil ter alguém que preste atenção nos seus sentimentos? Como é raro que alguém realmente se interesse em ouvir o que você pensa?

E quando a pessoa com quem você está falando está com os olhos pregados em você, mas, se for preciso, não conseguirá repetir uma única palavra do que lhe foi dito? Já passou por isso?

Ai, ai, ai…

Por Claudia Lyra | 29/07/2007, 00h45

Quando eu era menina e ficava triste por algum motivo, era contrariada ou coisa parecida, me lembro que ia pra cama e começava a cantar “eeeeu sou rebelde porque o mundo quis assiiiim… porque nunca me trataram com amooooorrrr…” e lá ia eu, sentindo pena de mim mesma.

Na altura do refrão – “eu queria seeerr como uma criançaaaa, cheia de esperaaança e feliiiiiz…” – eu já estava aos prantos, me sentindo a mais sofredora das criaturas na face da Terra. Soluçava alto, agarrada ao travesseiro. Imagina se eu fazia drama, né?

Mas, de verdade, já naquela época, não tinha muita vocação pra tristeza não. Essa minha auto-comiseração durava o tempo da música, ou menos ainda. Aliás, o normal era eu dormir antes de acabar a canção. E no dia seguinte já estava boazinha, feliz, feliz.

E olha que eu acho bonito essa coisa de melancolia. É tão chique a pessoa ser assim meio sorumbática, taciturna. Putz, mas sou uma riso frouxo, tô sempre com os dentes amostra, insana. Qualquer bobagem me faz gargalhar.

Há uns tempos encontrei um amigo que é super sério. A gente foi tomar um café juntos. Eu toda feliz, rindo à toa, porque estava ali com meu amigo. Ele também estava feliz, eu sei. Mas ele não sorria. A gente conversou pacas, ele contou muita coisa. Ele falava e eu ria. Só eu ria. No final, já estava me sentindo uma débil. Meio patético.

Tudo bem. É uma coisa boa ser alegre, não é? Pois é…

Eu me acho

Por Claudia Lyra | 26/07/2007, 12h26

É o que muita gente fala pra mim: que eu me acho. E, em vários aspectos da minha vida, é a pura verdade, porque eu sou mesmo convencida.

Por exemplo, eu me acho A dançarina. Lá na minha aula de dança, me sinto o must. Na faculdade, também, eu me achava A jurista; não tinha pra ninguém. E, em família, me sinto A argumentadora e quero convencer todo mundo que meu ponto de vista é o melhor.

Tem mais coisa, a lista não se resume a esses pontos que indiquei. Mas, em comum a todos eles, só o meu próprio devaneio. Porque sei que não sou uma grande dançarina, ou a mais brilhante acadêmica de Direito, ou que meu ponto de vista é sempre imbatível e o único correto. Mas, quando a gente tá se achando, a gente não é racional. Eu me sinto a melhor e pronto, mesmo que as evidências esfreguem na minha cara que não é nada disso.

Talvez seja por isso que “alguém que se acha” é um trocinho tão irritante. Porque dá logo vontade de dizer: “cê não se enxerga não, rapá?!?”. Mas, ainda que a gente mande essa pro sujeito, será em vão, ele não vai se tocar. Porque ele tá lá na ilusão dele… ô, ráios, ele tá lá se achando, né!

Bom… mas existe o cara que é muito bom mesmo, sabe disso e não vê necessidade de usar de falsa modéstia. Esse não se acha, ele tem certeza. E aí? A gente se irrita também com uma coisa dessas? Normalmente sim. Mas, putz, por que isso incomoda? Afinal, o metidão não tem mesmo todo aquele talento?

Incomoda, porque a modéstia, de verdade, nunca é falsa. Por melhor que a gente seja em alguma coisa, por mais talento que a gente tenha, sempre teremos alguma limitação. E modéstia não é isso, reconhecer nossas próprias limitações? Então… a pessoa pode ser muito boa, mas tem que manter a humildade; senão, incomoda.

O mais difícil é identificar quando é falta de humildade ou quando é, apenas, reconhecimento do que se é capaz. E parece que aí cada um sente de jeito diferente. Um amigo diz que “não existe escala absoluta para os sentimentos”. Aí, o que parece uma pessoa super esnobe e metida pra você, pra mim não é. E eu posso admirar uma pessoa que é convencida e outro detestá-la, simplesmente porque não aguenta a falta de modéstia da dita cuja.

Nos meus contatos pessoais, sempre sou, num primeiro momento, vista como antipática. Parei de contar as vezes em que me dizem “poxa, você é tão legal… mas, quando te conheci, te achei um nojo”. Então, a explicação só pode ser essa: Eu me acho!

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Amanhã, a barriguda mais gostosa de toda a blogosfera, vai desbarrigudar! Quer ver uma coisa que Engraçadinha – e Engraçadão, é claro! – sabe fazer é filho. Caraca, Pacotinho, sua primeira cria, é a coisa mais linda e estilosa e cheia de personalidade que se tem notícia! Confira as fotos lá no blog da mãe-coruja! E, agora, vem aí mais um menino que, a que tudo indica, será lindo demais também.

Amiga, estou em espírito de oração por você, por seu bebê e por toda sua família. Vai dar tudo certo, todos nós sabemos. Te amo!!!!

 

 

 

Genteeee!!!!

Por Claudia Lyra | 24/07/2007, 09h24

Eu quero escrever sobre gente que se acha, gente que sabe que é bão, gente que é bão, mas não se acha… só que agora não dá.

Tenho que ir pro trabalho e lá AS POSTAGENS NO WORDPRESS ESTÃO BLOQUEADAS!!!! AAAARGGGHHHHHHH!!!!!!

Então, esse é um vale-post sobre aquilo tudo que falei lá em cima. Descontem amanhã.

Caraminholas

Por Claudia Lyra | 21/07/2007, 20h35

Essa coisa de blogosfera é engraçada mesmo.

Sábado passado vi de perto algumas pessoas que só conhecia por seus textos e, ainda assim, não parecia que estava com estranhos. Mas, de forma contraditória, quase todos me deixaram surpresa por serem tão diferentes da imagem mental que eu tinha criado. Até você, Poeta, é super diferente do cara que minha cabecinha fértil imaginou.

Já tive oportunidade de ver de perto alguns dos meus links e posso assegurar que eu não acerto uma. Devo ser muito ruim de imaginação mesmo.

Menin@ Eva, por exemplo, eu imaginava suave como uma música de Nora Jones. Voz sussurrada, delicada, gestos contidos… Ai Deus, nada mais longe da verdade! A garota é Madonna, Tina Tuner… Nora Jones nunca!

E Jussara? Primeiro que, quando lia a Jussara, a enxergava como uma mulher mais velha do que eu. Ah, gente, porque ela esbanja maturidade e força! Os textos da Jussara são de rasgar a página mesmo – ai, trocadilho infâme, céus! – , profundos. Também achava que ela era séria, introspectiva. Aí, lá vou eu ao encontro da moça e, tóin, tuuudooo erraaadoo, viu! Ela é uma menina ainda, alegre, sorridente, que fala pacas, uma delícia!

E os moços? O Biajoni me perguntou se estranhei quando o vi de perto. “Você devia achar que eu era um ogro”, ele falou. Não achava ele um ogro, mas, confesso, ele me parecia um tanto quanto esnobe. Pois bem… a verdade é que Biajoni é uma das pessoas mais gentis e simpáticas que já tive o prazer de conhecer. Sorriso fácil, largo, voz calma. Ele é bonito. E o cara é contador de causos, imagina! Bom demais.

E não posso falar do Biajoni sem falar da filhota dele, Belle Polenta. Você lê o blog da menina e pensa o que? É uma patricinha, né? Vai lá agora! Tem fotos de Belle na Disney. Tudo bem que a ausência do miguxês já te faz desconfiar que essa adolescente não é comum. Então, quando você chega perto, vê uma moça – sim, sim, moça, madura, centrada, apesar da pouca idade – que quer estudar e se especializar em medicina chinesa. Medicina chinesa?!?!? Olha, te garanto que, conversando com Belle, você sai convencido que essa não é uma idéia maluca, muito pelo contrário.

Ah, fala sério, esse negócio de blog é muito legal.

 

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