Sabe quando…
Por Claudia Lyra | 11/05/2007, 16h22
… a gente começa um texto, apaga o que escreveu, começa de novo, apaga de novo e continua sem saber direito o que e como escrever?
Pois é… ia começar a falar do frio. Depois, ao me deparar com uma situação estranha aqui no trabalho, ia escrever sobre isso.
Mas, aí, tive que levar um processo correndo pro cartório, porque o tal lance estranho que apareceu aqui no trabalho exigia urgência e não pude nem iniciar o tal texto.
Agora voltei e já não estou mais com vontade de falar sobre o babado forte daqui; acho que minha vontade de desabafar sobre o caso acabou porque eu tricotei bastante sobre o fato com as ‘calégas’ do cartório e, puft, passou a urgência de escrever.
De qualquer maneira, vou consignar aqui minha revolta de ver que tem tanta gente, em todos os níveis da administração pública, sendo corrupto, se dando bem com o dinheiro público e se lixando pra comunidade.
E, no caso que acabei de observar, é mais triste ainda, porque envolve prestação de assistência a crianças e adolescentes em situação de risco, famílias carentes, problemas sociais sérios. Mas neguinho (e branquinho) não tá nem aí. É dose, viu!
Quero deixar registrado também - ainda mais num momento como o atual, em que graúdas autoridades chegaram a comer tranca (tá certo que foi todo mundo solto depois, mas ficaram fechados um tiquinho, isso ficaram) por serem pegos com a boca na botija enchendo o bolso de dinheiro sujo - que ainda tem gente que faz a diferença, juízes e promotores de justiça que acreditam que a honestidade ainda vale a pena e que não estão com disposição de, sequer, fazer vistas grossas pras maracutaias.
Isso é legal, gente. É muito legal.
ÂPIDEITE NADA A VER:
Em minha mesa de trabalho passeiam algumas formiguinhas minúsculas. E acho que elas estão comendo tinta (!), porque já esmaguei três das ditas e parece até um estouro de caneta bic… coisa estranha…


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