Archive for maio, 2007

Olha só…

… a gente pode muito bem discordar da opinião de nossos amigos, sem necessariamente brigar com eles por causa disso. Não é?

Mais ainda: a gente pode muito bem discordar da opinião de amigos preciosos, daqueles que a gente ama mesmo, sem necessariamemnte brigar com eles por causa disso e sem, principalmente, deixar de amá-los. Não é?

Bem… é o que eu acho…

 

Emotiva eu ?!?

Então, nesse fim de semana, mais um link virou gente pra mim. Gigio e eu tomamos chocolate quente juntos e conversamos, conversamos, conversamos… caramba, conversamos pra valer!

Gigio é feito de detalhes e sensibilidade. Eu fui olhos e sentidos. Perfeito, não é? Gigio não é de gestos vazios. Fiquei gamada.

Ele gravou um CD pra mim: Chicas – quem vai comprar nosso barulho? E agora esse CD não pára de tocar no meu carro, não consigo largar. Gente, que vozes são essas?!?!? Maravilhosas!!! As músicas são lindas, algumas eu não conhecia, mas tem uma do Rappa, outra do Zeca Baleiro e uma versão para Espumas ao Vento, putz, que ficou parecendo tango. Lindo!

Pois é… ele acertou em cheio. Esses meus momentos, sozinha ouvindo música, me deixam tão feliz!

Ai, ai… acho que estou sensível…

 

 

 

Pontuando

  • Pra início de conversa, descobri como colocar letrinha colorida no texto do Wordpress. É assim, ó!

  • Acho que fiquei com inveja do talento do advogado que me referi no post abaixo. Agora vou poder colorir meus posts. Não é uma belezura?

  • Também descobri como deixar o texto justificado. Ah, vem não, que essa descoberta foi útil, tá!

  • Essa noite vou conhecer o Gigio, do Mínimos Óbvios. Quer dizer, conhecer o Gigio eu já conheço, né? Mas hoje vou ver o Gigio de perto. E vou abraçá-lo e beijá-lo e afofá-lo também (essa foi pra te fazer ciúmes, Mani, hahahahaha…). 

  • O Gigio é chique, gente! Ele vem com a companhia dele apresentar uma peça no VI Festival de Teatro de Resende. Ele é artista, viu!

  • Resende também é chique, pois tem festival de teatro. E prestigiadíssimo, diga-se de passagem! Sério mesmo, o povo tá mesmo comparecendo aos espetáculos, é muito legal.

  • E não tem só peças não. Tem oficinas e cursos também. Meu professor de dança de salão disse que fez um curso de palhaço que foi excelente.

  • E pensar que tem tanto palhaço no mundo que nem precisou fazer curso… aff…

  • Acho que nem contei, mas troquei de academia e estou fazendo aula de dança em outro horário. Mas é o mesmo professor. É uma turma menor, com um pessoal mais adiantado. Tem como o professor dar mais atenção e as instalações da academia são melhores também, mais espaço…

  • Só que eu fico com saudade da minha turma antiga. A gente dava tanta gargalhada!

  • Se bem que tem um cara lá na outra turma que não me deixa nenhuma saudade. Aff… coitado, não é culpa dele, mas o sujeito é um porre!

  • Sem contar que só andava com o desodorante vencido, um horror!

  • Aqui tá frio, gente! Frio! Detestável!

  • O pior é que eu como que nem uma condenada nesse frio. Ontem, enchi a cara de pão de mel recheado de doce de leite com nozes e  com cobertura de chocolate ao leite.

  • Hum… minha boca encheu d’água, só de lembrar!

  • Tudo bem… eu sei… tô sempre arrumando uma desculpa pra comer demais. Mas é que comer é tão bom!

  • Vou precisar dançar o dobro do que danço pra compensar toda essa comilança.

  • Gente, já estava me esquecendo!!!! Vocês foram ler o post do Arnaldo, o que ele escreveu inspirado na minha história da dancinha no colégio? Meu Deus, vocês precisam ler!!!! Aquilo é que é talento pra enrolar, benza Deus!!!!

 

Vamos ser simples e diretos, por favor?

Tem treze anos que trabalho no fórum, nove destes anos no gabinete. E meu trabalho é coisa boba: basicamente, leio o que o povo pede pro juiz fazer e analiso se é possível atender.

Bom, pra pedir alguma coisa pro juiz em um processo é preciso ter advogado. Aliás, só é possível dispensar advogado em algumas ações do Juizado Especial de Pequenas Causas. Fora isso, tudo tem que ser pedido por meio de advogado*.

Então, se meu trabalho é, basicamente, ler o que se pede, o trabalho do advogado é, basicamente, pedir por escrito. Simples, né?

Pois é… poderia ser simples se os nobres causídicos não achassem que têm que enfeitar o pavão na hora de peticionar. Putz, vou te contar, viu! Se já é pavão, não precisa de enfeite, caramba!

Agora mesmo, peguei uma petição que, visualmente, parece mais o catálogo de fontes do Word for Windows. Acho que ele usou todos os tipos que estão disponíveis no editor de texto. Sem contar que tem frases coloridas no meio da petição, tem molduras, tem negrito, tem itálico. Caraca, um horror!

Aí, vencendo minha inicial repulsa pelo layout da coisa, vou para os argumentos. Ai, ai…

Sabe quando fica evidente que o pavão tá enfeitado para encobrir a falta de conteúdo? Sabe, né? Então… o pedido foi feito de maneira errada, deixou-se de juntar documentos essenciais e ele usou uma maneira super rebuscada para se expressar. Ugh! Nem vou falar dos erros de português, porque isso já é coisa recorrente mesmo, já me conformei.

Olha… simplicidade, concisão e boa técnica são coisas raras e não têm preço.

* o habeas corpus também, que pode ser impetrado por qualquer pessoa… eu sei, tá!

 

Embuste

Sabe quando a pessoa tem o dom de enrolar? Pois é… acho que tenho esse talento, se é que se pode chamar isso assim. Desde criança.

No colégio, por exemplo, acontecia das professoras me designarem tarefas, que eu procrastinava até não poder mais. Aí, quando não tinha mais jeito, eu fazia qualquer coisa lá, de qualquer jeito, mas com aquele ar de quem tinha feito enorme pesquisa e gasto muito tempo de preparação.

Sempre colava. Acho que só a Tia Heloísa, minha professora no C.A. e na 3ª série, não caiu nessa, porque ela me falava o tempo todo de quanto eu desperdiçava meu potencial.

Quando eu estava na 6ª série, recebi o encargo de bolar uma coreografia simulando o jorro do petróleo…

Pára tudo aqui e vamos abrir um parênteses nesse ponto: que raio de idéia que  se passa na mente de uma professora pra se mandar fazer uma coreografia que simula o jorro do petróleo? Ai, Deus… fecha parênteses.

… e eu tinha que fazer a tal coreografia, além de treinar algumas colegas, pra apresentar a dancinha na feira de ciências da escola. Só que eu não fazia! E as meninas da sala me cobrando, a professora me cobrando. Eu lá, com aquela cara de “tudo está sob controle” até o fim.

No dia da fatídica apresentação, não tinha nada pronto, por óbvio; apenas a música foi escolhida. Mas eu estava firme à frente de umas oitos gurias, todas nós vestidas de preto e com a cara pintada de preto também – nós éramos o petróleo jorrando, lembra? – e eu dizia pras meninas “o que eu fizer, vocês fazem também”.

E danei a me arrastar no chão, a fazer movimentos alongados, escorrendo como um líquido viscoso pra lá e pra cá. As meninas quase doidas tentando me imitar, cada uma fazendo de um jeito, tendo em comum só a arrastação, os alongamentos. Quando vi que a música estava pra acabar, fui me levantando, a princípio devagar e depois mais rápido, até explodir em um forte jorro, um pulo, as mãos pro alto, a cabeça jogada para trás, dramática, teatral.

As gurias todas jorrando e fazendo pose junto comigo.

Gente, vou dizer, ficou lindo! Parecia que tínhamos treinado exaustivamente toda aquela descoordenação, tão diferentes entre si e, ao mesmo tempo, tão sintonizadas. Uma beleza! Fomos aplaudidas, fotografadas ao lado da diretora da escola, parabenizadas. A professora falando sem parar que sabia que podia confiar em mim… aff…

A coordenadora da feira de ciências pediu pra que nós repetíssemos a apresentação num outro horário. Mas aí não dava, né? Eu enrolei, disse  que tínhamos outras tarefas na feira (pelo menos isso era verdade) e coisa e tal. O que eu  não queria era que percebessem que não havia nenhuma coreografia ensaiada. Ainda bem que as meninas foram solidárias nessa, igualmente apavoradas com a possibilidade de descobrirem que foi tudo de improviso.

Até hoje sou um pouco assim. Tento me controlar, mas é uma tendência forte em mim. Talvez se eu tivesse me ferrado desde a primeira vez, aprendesse a lição e mudasse de proceder. Talvez…

 

Eu rio à toa

Acho que acontece com todo mundo que gosta de ler blogs: rir sozinha, de cara pro teclado.

Pior que isso é gargalhar e ter que fingir tosse, porque você está no ambiente de trabalho e não quer que o povo em volta, principalmente seu chefe, descubra que você está flanando na blogosfera em vez de trabalhar.

Quando pensei em criar um blog pra mim, sabe-se lá quando foi isto, mas acho que já tem uns três anos, tive a idéia de postar textos que achasse geniais – e eu tinha muitos que eu achava geniais – como uma compilação. Achei essa idéia o máximo da originalidade, até descobrir que já existia o Copy e Paste.

Bom… desisti disso e criei o Louca por Blog (não tem link porque ele foi cruelmente deletado por mim), onde passei a escrever sobre meu cotidiano. E foi com esse blog que conheci alguns dos meus amores virtuais.

Mas, sério, volta e meia me dá vontade de só transcrever textos que me encantam nos blogs que leio. Ou, pelo menos, partes desses textos. Por exemplo, olha só que perfeito:

Sei que as forças e energias, como disse eu aí num comentário tardio aos posts todos que foram acontecendo so far away from me, vão-se todas consumidas pela ansiedade, o mal maior. Não sei se do século, mas meu eu garanto. O diacho do frio na barriga e do organismo todo em alerta alimentam-se das energias da pessoa. Bem podiam alimentar-se da gordura toda da pessoa, mas nãããão. Estas estão aí, firmes e fortes. Aliás, nada firmes, mas sempre fortes e crescentes.” – Carol do “Ah, é?“.

Ou então, isso aqui:

Devia existir uma vacina pra tristeza, do mesmo jeito que existe uma vacina pra gripe. Por que daqui a pouco eu vou lá tomar a vacina e o que se espera é que eu fique menos gripado, tenha mais imunidade e blá. Com a tristeza devia ser a mesma coisa. Ah, tem medo de agulha? Tudo bem, toma um Benetristeza que tudo passa.Neutron, no A vida é uma série de TV americana.

Ao mirante, Nelson! - ai como sou repetitiva, já falei isso tantas vezes… - é um blog que eu adoro! Se eu pudesse, serviria só de link pra ele, avisando de todas as atualizações. O texto de ontem, caraca, tá muito bom! Tive que simular um ataque de tosse tão forte pra disfarçar o riso, que não sei como meu chefe não chamou uma ambulância pra me socorrer. Muito bom!

E olhem só isso:

A mulher tá lá e vê a amiga morrendo de chorar, berrando com alguém. Não quer nem saber o que foi. Já chega metendo o rímel no olho dessa tal alguém, uma bolsada, tipo voadora pegando na nuca, um arranhão na diagonal que corta do olho direito até o ombro esquerdo, o alguém cai no chão, a mulher pula em cima e fura ele todinho com o salto agulha e depois ainda belisca ele todinho com pinça. Depois pergunta: o que foi?Tatiana Rocha no Coisa Rara.

Gente… vou enganar não. Ainda perco meu emprego por causa disso!

 

Coisa básica

Então que hoje fui lá toda metida entregar meu TCC e, tóin, errei um troço tão básico, mas tão básico, que dá até raiva: coloquei citações nas considerações finais.

Arrrgghhhh!!!

E a fessôra falou tanto disso, tanto!

Tudo bem, tudo bem, são só três páginas pra consertar. Porque o resto, a fessôra disse que está muuuiiito bom. Ela falou assim mesmo: “muuuiiitooo bom”… “isso aqui tá muuuiiitooo bom!!!”, com três exclamações no final, desse jeito.

Ai, ai… estou numa fase felizinha… bom, bom… sem explicação, “é só sentimento”, como diria tia Olga apud Oliveira, F, ahauahauahuahua…  é claro que devem ser os hormônios, porque eles estão descontroladíssimos e me fazem variar. Não sei porque tem gente que toma drogas para alterar o ânimo. É só ter hormônios doidos como os meus, que a gente fica assim, ora feliz, ora meio pra baixo… tomara que não me levem ao estágio super-mega-power-pra baixo, porque tenho medo.

Mas tô com um medinho porque essa doideira hormonal tá alterando meu ciclo menstrual também e, sei lá, vai que não é só hormônio, vai que eu tô com alguma outra coisa, tipo um cisto…

Bão… mas, basicamente, estou de boa, felizinha, a faculdade tá acabando, não preciso de muita nota, as coisas lá em casa estão indo do jeito que tem que ser, essas coisas…

 

MSN da peste!!!

Olha só: eu gosto de conversar pelo MSN. Gosto muito de conversar pelo MSN. Tenho amigos que encontro exclusivamente nesse ambiente virtual (falei certo Bodas?).

Mas, putz, meu MSN tem estado detestável há alguns dias. Caraca, eu não consigo falar com ninguém!!! Isso me irrita muitíssimo!!!!!!!!! Ele cai sem parar, as mensagens voltam, quem conversa comigo reclama que eu não respondo… só que eu não vejo o que a pessoa falou!!!!!!! Drooogaaaaaaa!!!!!!!!!

Então… sabe o que eu queria? Eu queria que todo mundo que é meu contato de MSN fosse pro Skype. É pedir muito? Ah… não é não, é? Também serve o Gtalk… vamos todo mundo ou pro Skype ou pro Gtalk? Ah… vamos! Please… ia ser tão legal… Vamos lá, vamos lá!

Bigada… :D

 

Sabe quando…

… a gente começa um texto, apaga o que escreveu, começa de novo, apaga de novo e continua sem saber direito o que e como escrever?

Pois é… ia começar a falar do frio. Depois, ao me deparar com uma situação estranha aqui no trabalho, ia escrever sobre isso.

Mas, aí, tive que levar um processo correndo pro cartório, porque o tal lance estranho que apareceu aqui no trabalho exigia urgência e não pude nem iniciar o tal texto.

Agora voltei e já não estou mais com vontade de falar sobre o babado forte daqui; acho que minha vontade de desabafar sobre o caso acabou porque eu tricotei bastante sobre o fato com as ‘calégas’ do cartório e, puft, passou a urgência de escrever.

De qualquer maneira, vou consignar aqui minha revolta de ver que tem tanta gente, em todos os níveis da administração pública, sendo corrupto, se dando bem com o dinheiro público e se lixando pra comunidade.

E, no caso que acabei de observar, é mais triste ainda, porque envolve prestação de assistência a crianças e adolescentes em situação de risco, famílias carentes, problemas sociais sérios. Mas neguinho (e branquinho) não tá nem aí. É dose, viu!

Quero deixar registrado também - ainda mais num momento como o atual, em que graúdas autoridades chegaram a comer tranca (tá certo que foi todo mundo solto depois, mas ficaram fechados um tiquinho, isso ficaram) por serem pegos com a boca na botija enchendo o bolso de dinheiro sujo - que ainda tem gente que faz a diferença, juízes e promotores de justiça que acreditam que a honestidade ainda vale a pena e que não estão com disposição de, sequer, fazer vistas grossas pras maracutaias. 

Isso é legal, gente. É muito legal.

ÂPIDEITE NADA A VER:

Em minha mesa de trabalho passeiam algumas formiguinhas minúsculas. E acho que elas estão comendo tinta (!), porque já esmaguei três das ditas e parece até um estouro de caneta bic… coisa estranha…

 

Bora falar de um monte de coisa

  • Meu TCC, a quem interessar possa, já está quase pronto. Excrusive publiquei uma parte dele aqui no blog, tem uma orelhinha aí em cima que dá nele.
  • Do TCC, faltam apenas os dois últimos tópicos, as considerações finais e o resumo. Aliás, tenho que ver com a orientadora da possibilidade de transformar esses dois últimos tópicos em um só.
  • Aliás, vou ver nada não. Vou transformar e pronto.
  • Hoje de manhã quis muito me entregar à depressão profunda ou, pelo menos, a uma tristeza infinita daquelas que te deixa incapacitada para os atos da vida normal. Mas até pra isso me falta talento.
  • A verdade é que sou uma besta que se alegra com qualquer bobagem.
  • Não é que queira insistir nesse assunto, mas tem hora que é realmente desvantajoso ser tão alegrinha… o pessoal não te leva a sério… não leva não…
  • Estou cansada… cansada e com aquela sensação de que ainda vou andar uns bons quilômetros na areia fofa… areia fofa não, porque areia fofa é coisa legal… num asfalto… uma estrada beeem longa. E no calor forte. E carregando peso. E sozinha.
  • Alguém aí já viu Happy Feet? Lembra daquela hora em que ele é levado prum aquário que simulava o ambiente natural?
  • Simulação… pois é… parecia tudo tão perfeito, né? Mas os pingüins que estavam lá ficaram tudo meio lelé-da-cuca.
  • Gente! De repente aparece cada troço estranho na frente do serumano, né não?
  • Tenho dificuldades de encerrar esses posts que são em tópicos… Neutron, meu filho, como é que tu faz isso?