É a Mãe!

Blog da Claudia Lyra

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Olha só…

Por Claudia Lyra | 31/05/2007, 13h03

… a gente pode muito bem discordar da opinião de nossos amigos, sem necessariamente brigar com eles por causa disso. Não é?

Mais ainda: a gente pode muito bem discordar da opinião de amigos preciosos, daqueles que a gente ama mesmo, sem necessariamemnte brigar com eles por causa disso e sem, principalmente, deixar de amá-los. Não é?

Bem… é o que eu acho…

Emotiva eu ?!?

Por Claudia Lyra | 28/05/2007, 16h23

Então, nesse fim de semana, mais um link virou gente pra mim. Gigio e eu tomamos chocolate quente juntos e conversamos, conversamos, conversamos… caramba, conversamos pra valer!

Gigio é feito de detalhes e sensibilidade. Eu fui olhos e sentidos. Perfeito, não é? Gigio não é de gestos vazios. Fiquei gamada.

Ele gravou um CD pra mim: Chicas – quem vai comprar nosso barulho? E agora esse CD não pára de tocar no meu carro, não consigo largar. Gente, que vozes são essas?!?!? Maravilhosas!!! As músicas são lindas, algumas eu não conhecia, mas tem uma do Rappa, outra do Zeca Baleiro e uma versão para Espumas ao Vento, putz, que ficou parecendo tango. Lindo!

Pois é… ele acertou em cheio. Esses meus momentos, sozinha ouvindo música, me deixam tão feliz!

Ai, ai… acho que estou sensível…

 

 

Pontuando

Por Claudia Lyra | 25/05/2007, 15h40

  • Pra início de conversa, descobri como colocar letrinha colorida no texto do WordPress. É assim, ó!

  • Acho que fiquei com inveja do talento do advogado que me referi no post abaixo. Agora vou poder colorir meus posts. Não é uma belezura?

  • Também descobri como deixar o texto justificado. Ah, vem não, que essa descoberta foi útil, tá!

  • Essa noite vou conhecer o Gigio, do Mínimos Óbvios. Quer dizer, conhecer o Gigio eu já conheço, né? Mas hoje vou ver o Gigio de perto. E vou abraçá-lo e beijá-lo e afofá-lo também (essa foi pra te fazer ciúmes, Mani, hahahahaha…). 

  • O Gigio é chique, gente! Ele vem com a companhia dele apresentar uma peça no VI Festival de Teatro de Resende. Ele é artista, viu!

  • Resende também é chique, pois tem festival de teatro. E prestigiadíssimo, diga-se de passagem! Sério mesmo, o povo tá mesmo comparecendo aos espetáculos, é muito legal.

  • E não tem só peças não. Tem oficinas e cursos também. Meu professor de dança de salão disse que fez um curso de palhaço que foi excelente.

  • E pensar que tem tanto palhaço no mundo que nem precisou fazer curso… aff…

  • Acho que nem contei, mas troquei de academia e estou fazendo aula de dança em outro horário. Mas é o mesmo professor. É uma turma menor, com um pessoal mais adiantado. Tem como o professor dar mais atenção e as instalações da academia são melhores também, mais espaço…

  • Só que eu fico com saudade da minha turma antiga. A gente dava tanta gargalhada!

  • Se bem que tem um cara lá na outra turma que não me deixa nenhuma saudade. Aff… coitado, não é culpa dele, mas o sujeito é um porre!

  • Sem contar que só andava com o desodorante vencido, um horror!

  • Aqui tá frio, gente! Frio! Detestável!

  • O pior é que eu como que nem uma condenada nesse frio. Ontem, enchi a cara de pão de mel recheado de doce de leite com nozes e  com cobertura de chocolate ao leite.

  • Hum… minha boca encheu d’água, só de lembrar!

  • Tudo bem… eu sei… tô sempre arrumando uma desculpa pra comer demais. Mas é que comer é tão bom!

  • Vou precisar dançar o dobro do que danço pra compensar toda essa comilança.

  • Gente, já estava me esquecendo!!!! Vocês foram ler o post do Arnaldo, o que ele escreveu inspirado na minha história da dancinha no colégio? Meu Deus, vocês precisam ler!!!! Aquilo é que é talento pra enrolar, benza Deus!!!!

Vamos ser simples e diretos, por favor?

Por Claudia Lyra | 23/05/2007, 18h09

Tem treze anos que trabalho no fórum, nove destes anos no gabinete. E meu trabalho é coisa boba: basicamente, leio o que o povo pede pro juiz fazer e analiso se é possível atender.

Bom, pra pedir alguma coisa pro juiz em um processo é preciso ter advogado. Aliás, só é possível dispensar advogado em algumas ações do Juizado Especial de Pequenas Causas. Fora isso, tudo tem que ser pedido por meio de advogado*.

Então, se meu trabalho é, basicamente, ler o que se pede, o trabalho do advogado é, basicamente, pedir por escrito. Simples, né?

Pois é… poderia ser simples se os nobres causídicos não achassem que têm que enfeitar o pavão na hora de peticionar. Putz, vou te contar, viu! Se já é pavão, não precisa de enfeite, caramba!

Agora mesmo, peguei uma petição que, visualmente, parece mais o catálogo de fontes do Word for Windows. Acho que ele usou todos os tipos que estão disponíveis no editor de texto. Sem contar que tem frases coloridas no meio da petição, tem molduras, tem negrito, tem itálico. Caraca, um horror!

Aí, vencendo minha inicial repulsa pelo layout da coisa, vou para os argumentos. Ai, ai…

Sabe quando fica evidente que o pavão tá enfeitado para encobrir a falta de conteúdo? Sabe, né? Então… o pedido foi feito de maneira errada, deixou-se de juntar documentos essenciais e ele usou uma maneira super rebuscada para se expressar. Ugh! Nem vou falar dos erros de português, porque isso já é coisa recorrente mesmo, já me conformei.

Olha… simplicidade, concisão e boa técnica são coisas raras e não têm preço.

* o habeas corpus também, que pode ser impetrado por qualquer pessoa… eu sei, tá!

Embuste

Por Claudia Lyra | 21/05/2007, 16h50

Sabe quando a pessoa tem o dom de enrolar? Pois é… acho que tenho esse talento, se é que se pode chamar isso assim. Desde criança.

No colégio, por exemplo, acontecia das professoras me designarem tarefas, que eu procrastinava até não poder mais. Aí, quando não tinha mais jeito, eu fazia qualquer coisa lá, de qualquer jeito, mas com aquele ar de quem tinha feito enorme pesquisa e gasto muito tempo de preparação.

Sempre colava. Acho que só a Tia Heloísa, minha professora no C.A. e na 3ª série, não caiu nessa, porque ela me falava o tempo todo de quanto eu desperdiçava meu potencial.

Quando eu estava na 6ª série, recebi o encargo de bolar uma coreografia simulando o jorro do petróleo…

Pára tudo aqui e vamos abrir um parênteses nesse ponto: que raio de idéia que  se passa na mente de uma professora pra se mandar fazer uma coreografia que simula o jorro do petróleo? Ai, Deus… fecha parênteses.

… e eu tinha que fazer a tal coreografia, além de treinar algumas colegas, pra apresentar a dancinha na feira de ciências da escola. Só que eu não fazia! E as meninas da sala me cobrando, a professora me cobrando. Eu lá, com aquela cara de “tudo está sob controle” até o fim.

No dia da fatídica apresentação, não tinha nada pronto, por óbvio; apenas a música foi escolhida. Mas eu estava firme à frente de umas oitos gurias, todas nós vestidas de preto e com a cara pintada de preto também – nós éramos o petróleo jorrando, lembra? – e eu dizia pras meninas “o que eu fizer, vocês fazem também”.

E danei a me arrastar no chão, a fazer movimentos alongados, escorrendo como um líquido viscoso pra lá e pra cá. As meninas quase doidas tentando me imitar, cada uma fazendo de um jeito, tendo em comum só a arrastação, os alongamentos. Quando vi que a música estava pra acabar, fui me levantando, a princípio devagar e depois mais rápido, até explodir em um forte jorro, um pulo, as mãos pro alto, a cabeça jogada para trás, dramática, teatral.

As gurias todas jorrando e fazendo pose junto comigo.

Gente, vou dizer, ficou lindo! Parecia que tínhamos treinado exaustivamente toda aquela descoordenação, tão diferentes entre si e, ao mesmo tempo, tão sintonizadas. Uma beleza! Fomos aplaudidas, fotografadas ao lado da diretora da escola, parabenizadas. A professora falando sem parar que sabia que podia confiar em mim… aff…

A coordenadora da feira de ciências pediu pra que nós repetíssemos a apresentação num outro horário. Mas aí não dava, né? Eu enrolei, disse  que tínhamos outras tarefas na feira (pelo menos isso era verdade) e coisa e tal. O que eu  não queria era que percebessem que não havia nenhuma coreografia ensaiada. Ainda bem que as meninas foram solidárias nessa, igualmente apavoradas com a possibilidade de descobrirem que foi tudo de improviso.

Até hoje sou um pouco assim. Tento me controlar, mas é uma tendência forte em mim. Talvez se eu tivesse me ferrado desde a primeira vez, aprendesse a lição e mudasse de proceder. Talvez…

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