É a Mãe!

Blog da Claudia Lyra

Arquivos: janeiro/2007

Meg

Por Claudia Lyra | 30/01/2007, 20h00

Alguém aqui já conhecia a Meg? Do dia 14 de janeiro pra cá, Meg se tornou assunto recorrente em vários blogs.

Tomei conhecimento de Meg ao ler um post muito bonito no Ao Mirante, Nelson. Não entendi direito o que queria dizer, mas vi que era uma homenagem. Pouco tempo depois, talvez até no mesmo dia, não lembro, li outro post, agora no blog de Cíntia, mulher de Nelson, externando sua tristeza pela morte de Meg. E, se não me engano, li mais um outro texto lamentando essa morte, só que não sei mais onde foi.

Pelo que pude perceber, Meg era uma blogueira das antigas, dona do Sub Rosa, e muito querida dos blogueiros de primeira geração. Em algum desses posts-homenagens tinha o link pro Sub Rosa e cheguei a ler uma coisa ou outra. Ainda pensei: “poxa, depois que a moça morre é que eu fico conhecendo o blog… agora é tarde.”.

Só que ontem fiquei sabendo que Meg não morreu. É, gente, não morreu. A Alê Félix até brincou um pouco com isso, mas foi no blog do Inagaki que fiquei sabendo do causo de forma mais detalhada. E aí é que veio a minha bolação.

Meg forjou sua própria morte para a blogosfera. Os motivos? Bom, de que importa os motivos?

Só é interessante dizer que não foi uma brincadeira, pois, pelo jeito, ela fez isso porque realmente queria que pensassem que estava morta. Mas, com sua atitude, Meg primeiro deixou muitos sinceramente tristes, alguns desolados até. E num segundo momento, suscitou a indignação de outros tantos.

Tá… a pergunta agora é: já que eu nem sabia da existência dessa pessoa, por que o que ela fez me deixou tão tocada? É justamente isso que venho me perguntando desde ontem. Fiquei super impressionada com essa história, mas não conseguia entender direito o porquê.

E hoje, no carro – meu lugar de meditação profunda – a caminho do trabalho, pude analisar o que se passava no meu íntimo, o motivo de ter ficado tão… tão… meu Deus, nem sei que palavra usar! Vou repetir a palavra “impressionada”. Então insiram depois do “tão” a palavra “impressionada”.

Fiquei impressionada porque, como Meg, também fiz muitos amigos por intermédio do blog. E, sei lá, pode ser que eu seja uma pessoa que se apega muito, mas, poxa vida, sinto saudade de gente que nunca vi, gente que, no melhor dos casos, só falei por telefone. Tive a alegria de encontrar pessoalmente com alguns poucos blogueiros e, pra minha sorte, todos já tinham tomado um pedação do meu coração antes desse primeiro encontr, mas a maioria desses meus amigos é apenas virtual.

Aí me dei conta de quanto a gente pode ser atingido nesse mundo estranho da rede. Me lembrei, por exemplo, de como fiquei triste e preocupada quando Pogodom resolveu sumir da internet. Eu pensava: “Meu Deus! Mas é só nesse ambiente virtual que encontro esse menino! E agora?”.

Claro que pensei também no Karateca, ai, meu irmão, que, putz, já era, acabou o contato, acabou a ligação, só não acabou o sentimento que tenho por ele.

Pensei em quantos me são tão caros e que me dispensam tanto carinho. Pessoas que se mostram realmente amigas: a Eva, Rô, Poeta, o Thi, Aninha P., Vina – que nunca nem ouvi a voz, esse é virtual meeesssmoooo! – Bodas, Tico, são tantos! Eles me ouvem pacientemente. Tá doido, como eles aguentam?!?!?

Depois me veio à mente que eu me deixo envolver fácil com gente que não merece, mas que, em pouco tempo, vira parte da minha vida. Isso não pode ser assim! Olha… fiquei com pena de mim. Me senti uma bocó, mais uma vez tendo a certeza que não sei avaliar quem e o que é mesmo importante.

De qualquer maneira, como sói acontecer toda vez que sinto pena de mim, tratei de me dar um fora e parar de frescura. Ainda estou perplexa, mas quero mesmo me situar melhor nesse mundo de amigos nunca vistos e textos. Sim, sim… é tudo muito estranho, muito estranho.

Fui à praia!

Por Claudia Lyra | 29/01/2007, 11h32

Depois de quase um ano. Pois é… a última vez  foi no carnaval do ano passado.

Gente! Como é que posso morar tão longe da praia? Ai… é uma coisa que gosto tanto!

Fui à praia com meu povo, mas fui sozinha também. SOZINHA! Olha… melhor do que ir à praia, é ir à praia sozinha. Ficar deitada na canga, sem ter que falar com ninguém, só ouvindo o barulho de praia mesmo: ah… isso é muito bom.

Preciso fazer isso mais vezes. Preciso mesmo.

O Diabo veste Prada

Por Claudia Lyra | 25/01/2007, 23h52

Li esse livro essa semana. Pra dizer a verdade, comprei o livro na terça e acabei de lê-lo ontem à noite. Ai, como sou horrível, porque o livro me custou mais de R$40,00 e o li de uma sentada só.

Beeeem… acho que muitos já viram o filme, então não vou ficar contando a história aqui, né? Ainda não assisti a versão pro cinema, mas já me disseram que é muito boa. Acredito que realmente seja, porque ainda não vi Meryl Streep entrar em furada. A danada da mulé é o máximo mesmo, ela beira a perfeição.

E o livro… Gostei do livro. É engraçado, as situações são bizarras e, apesar da quantidade de páginas, a leitura é bem leve. Mas, é aquela coisa, né?

Não sei se vocês têm essa impressão: quando leio autores americanos, sempre me parece que eles já escrevem imaginando que o livro vai virar filme. Então, me dá aquela sensação de que estou lendo um roteiro. Não me surpreenderia se encontrasse até a marcação de onde os atores vão ficar em cena.

O Diabo veste Prada também é assim. Mas isso não quer dizer que é ruim ou chato. Todos esses detalhes me agradam, porque sou mesmo muito imaginativa, quando leio tenho o hábito de fazer um quadro mental e, quanto mais minúcias, melhor. Só achei que a personagem “diaba” foi retratada de forma muito patética, como se fosse uma idiota.

UPIDEITI:

O post acima foi tão mal escrito, tão mal escrito, que merecia mesmo ser deletado. Maaaas… deixa ele aí, só riscado.

Segunda faço outro, mais decente…

Pelo menos aprendi uma coisa: nada de postar enquanto rola uma audiência chatérrima de cinco horas de duração e com cheiro de fofoca besta.

Cinco coisas que me deixam feliz – finalmente, porque enrolou tudo e fiquei sem tempo pra postar

Por Claudia Lyra | 23/01/2007, 19h49

Bão… minha linda Cily mandou e eu obedeço. Cá estão as cinco coisas que me deixam feliz:

  1. O bom humor de meus filhos: Sim, sim, sim! Porque meus meninos são super bem humorados. Acho que teria um chilique se eles fossem daqueles adolescentes insuportáveis, de mal com a vida, sempre com cara de quem acabou de pisar no coco de cachorro.
  2. Ter filhos homens: Pois é… meus filhos de novo. Mas é que realmente amo ter tido filhos homens. Quando estava grávida, só de pensar que poderia ser uma menina me dava um nervoso horrível. E quando, por um lapso, o médico numa ultra-sonografia de meu segundo filho disse que era menina, eu quase tive uma crise de depressão pré-parto. Aí, na hora do nascimento,  me anunciaram que era um menino – um enorme menino de 04 quilos e 53 centímetros – e eu tive um ataque de riso, hahahahahahaha…
  3. Ler: Caramba, como eu gosto de ler! Nem sei como explicar, só gosto e pronto. E não consigo parar de ler um livro, deixar pra outro dia. É uma compulsão.
  4. Dançar: Eu AMO dançar! E estou amando fazer aulas de dança de salão.
  5. Gente que sabe fazer humor inteligente: Pode ser qualquer pessoa – desde os redatores dos episódios dos Simpsons até o carinha que me atende na quitanda e me sai com uma piada simplesmente ótima – eu fico feliz com quem sabe rir com inteligência das coisas mais infames possíveis.

Ai, gente, esse post foi escrito de qualquer maneira, uma vergonha. Além disso, tem uma quantidade absurda de coisas que me deixam feliz que ficou de fora. Mas a listinha é verdadeira, tá!

UPIDÊITE: Gente! Escrevi o post na correria e esqueci de algo importantíssimo – indicar quem vai continuar a tal corrente. Então, vamos lá!

Pogodom - É claaaaroooo!!!!

Juju – Ah… faz uma forcinha, vai…

Marília – Tem que postar, viu!

Bodas – Mais cinco coisas, meu amigo, por favor.

Karateca – Aproveitar que você tem postado ultimamente.

Tios

Por Claudia Lyra | 19/01/2007, 15h30

Meus pais se separaram, acho que já falei isso, quando eu tinha 13 anos de idade. E, junto com a separação, veio uma pindaíba financeira tenebrosa, coisa de arrepiar. Isso quer dizer que, se num dia eu era patricinha da zona sul, no outro já era a preparada da periferia, pois mudou tudo: endereço, limites parentais, colégio, amizades.

Bom, a adolescência é mesmo época de mudanças, só que a minha superou todas as expectativas porque, não bastasse minhas próprias mutações internas, a família inteira resolveu desgringolar junto. Uma graça.

Agora, com o tempo passado, vejo que só não foi pior por conta do suporte que meus tios, irmãos de minha mãe, deram pra nossa fragilizada família. Coisa impressionante, não sei se vocês já viveram algo parecido, mas esse negócio de “laço de sangue” é mesmo coisa divina.

Teve um tio, por exemplo, que arrumou um apartamento no prédio dele pra gente morar. Outro que ajudou na mudança e que passou a ir lá pra casa todo fim de semana, junto com minha avó materna. Uma tia, que morava à época no Espírito Santo, passou uma longa temporada lá em casa, só assuntando, vendo o que se precisava fazer. Minha outra tia, de Sumpaulo, junto com o marido, passou a nos visitar uma vez por mês e já chegava lá em casa com uma grande compra de mantimentos, coisa pra durar até a próxima vinda dela.

Enquanto isso, eu estava aprontando todas, soltinha na vida, já que meus pais não estavam em condições psicológicas, e nem mesmo físicas, de me frear os impulsos próprios da idade. Mas, sabe, teria feito muito mais coisas estranhas e que, provavelmente, trariam conseqüências bem danosas, se esses tios não estivessem ali - ainda que não com a autoridade que um pai ou uma mãe tem - aconselhando, vigiando, me chamando a atenção.

Pois é… alguns desses já morreram. Os outros estão idosos, todos com mais de 65 anos de idade. Mas… poxa… amo esses tios. Amo demais.

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