É a Mãe!

Blog da Claudia Lyra

Arquivos: outubro/2006

Essa vida de estudante universitária é mesmo muito dura!

Por Claudia Lyra | 30/10/2006, 15h16

No sábado fui para o V Encontro Intercampi da UNESA, que aconteceu no Campus Tom Jobim, Barra da Tijuca. Gente, preciso introjetar que já sou uma senhora de quase 40 anos e que não tenho que ficar me metendo em certas quebradas. Mas é que é tão bom!
Começou rolando um estresse básico, porque os ônibus fretados, que estavam programados pra sair às 6:30h, só saíram uma hora depois. Ficaram esperando uma dona lá, que se atrasou. Saco! É porque a tal mulher é da panelinha da aluna que estava à frente do arranjo de ônibus e, portanto, oitenta pessoas podem, perfeitamente, esperar por uma. Afinal, amizade é tudo, não é?
Mas, tirando isso e, também, o fato de que o motorista escolheu um caminho que aumentou nossa viagem em três horas – Gentein!!! Levamos cinco horas pra chegar na Barra, CINCO HORAS – foi tudo muito legal. É claro que estarmos nós, as Pativelhas, reunidas foi fator preponderante pro sucesso da empreitada. Não tem nenhum evento que seja bom o suficiente que não possa ser melhorado mais ainda com a nossa presença.
Flanamos no Barra Shopping na hora do almoço, demos uns tombos em alguns monitores a fim de conseguir umas horinhas/RAC e, principalmente, rimos muuuuiiiitooooo. Cês não têm noção, nós somos mesmo umas perdidas, fala sério.
Seguem algumas fotos:

As Pativelhas – Carla, eu, Lili e Rô – chiques e charmosas, fazendo pose com o Burrão Estudioso. Ai, ai… ele é nosso ídalo!

Fui monitora de uma das palestras e tinha a lista de presença dos alunos pra provar isso*. Sou, essencialmente, uma pessoa séria, eu juro.

*vocês conseguem me enxergar balançando as folhas de presença no meio do povo?

Zé Éric, Prof. Bosco e o Primogênito – nossos guarda-costas.

Bosco foi nosso professor lindinho de Processo Civil do 8º semestre.

Gosto mesmo desse professor. É tão inteligente! Morro de inveja.

No final, teve a apresentação da bateria da Escola de Samba Grande Rio. Me acabei, me acabei.

Euzinha com as únicas duas moças da bateria. Lindas! Essa mais gordinha tinha o rosto e o sorriso mais lindos de todos! A mais magrinha, fofa que só ela, me deixou chacoalhar esses guizinhos que não sei o nome, junto com a bateria!!!

Olha que coisa!!!

EU TOQUEI JUNTO COM A BATERIA!!!! hahahahaahahah… foi muito legal!

Ai, gente, bem que tento resistir, mas amo esses meus momentos fotolog!!!! Sinto muito, Vina e Poeta, sinto muito… hahahaahahahaha…

Vamos de tópicos…

Por Claudia Lyra | 26/10/2006, 16h27

… porque tô agitada que só e nenhum pensamento tá saindo de forma ordenada:
  • Gente, decididamente o tempo não passa! Ô, raio!!!
  • Poisintão: a pessoa aqui tá acostumada a conversar com a outra pessoa ali todo dia, todo o santo dia. E, de repente, isso é cortado. Dá carência, gente, dá carência… mas a gente se ama de montão, podem ter certeza, tá!
  • Pintei meu cabelo de vermelho só pra te agradar, viu!
  • Ah… mas tenho que falar mais no meu cabelo vermelho: Gente!!! Cês não têm noção!!! Meu cabelo tá vermelho MESMO… amei, ficou show!
  • Sábado, 28/10, vou passar o dia inteiro láááá na capitarr, em um evento da faculdade. Quem tiver a fim, pode aparecer lá (Estácio – campus da Barra da Tijuca) que tem coisinhas pra comunidade também. E, quem sabe, a gente não se encontra? Devo chegar lá por volta das 8:30h da madrugada e só vou embora de noite, sei lá que horas.
  • Não tem como deixar de gostar do orkut: ontem conversei por um bom tempo com um rapaz que conheci quando tinha uns 13 ou 14 anos de idade e que reencontrei agora, por óbvio, no orkut. O engraçado é que, quando éramos adolescentes, só me lembro de ter conversado com ele uma única vez. Nós éramos do mesmo grupo da igreja e blá, blá, blá, mas nunca rolou muito papo entre a gente. Só que ele foi um cara que sempre me chamou a atenção, por ser talentoso, inteligente, bem humorado, essas coisas que chamam a atenção mesmo, principalmente se levarmos em conta que, aos dezessete/dezoito anos, (sem ofensas Kakinho, Neutron e Tico, vocês são exceções à regra) os meninos são bem chatinhos, né? Bom… ontem descobri que ele continua talentoso, inteligente e bem humorado, mas tem agora 41 anos, o que torna tudo muuuiiiitooo mais interessante, né não?
  • Não me levem a mal, mas é que, quando o rapazinho passa dos 35 anos, ele fica muuuuiiitooo mais interessante. E não estou falando (só) no quesito “atração homem e mulher”, não! É claro que estou generalizando, toda regra tem exceção, patati patatá, mimimi… Só que, depois dos 35 anos, em regra – EM REGRA, GENTE! -, tudo, absolutamente TUDO, fica muito mais interessante em um homem. Coragem, guris, que vocês chegam lá!

E a imaginação voa!!!

Por Claudia Lyra | 23/10/2006, 16h10

Sonhar acordado: ô coisa boa de fazer! Mas nem sempre é proveitoso, né não?
Tem hora que a mente da gente viaja, parece que não tem limite para o pensamento. Só parece, só parece. Porque, se não tem limite, a gente tem que colocar um. Sou chata ao dizer isso?
Nada! O pensamento é algo muito poderoso, capaz de alterar nosso posicionamento perante os problemas cotidianos. Então, se a dita “viagem” for muito louca, pra muito longe e muito fora da nossa realidade, periga ficarmos frustrados. Uma hora acordamos pra realidade e, bah!, ela não tem nada a ver com o mundinho idealizado por nossas cabecinhas. Pronto! Desânimo e insatisfação, ô porquêra!!!
Mas tem vezes que é inevitável cogitar “o que seria acaso fosse”. E se eu ainda fosse solteira? E se eu tivesse entrado na faculdade antes? E se eu tivesse escolhido outra profissão? E se eu fosse mãe de meninas e não de meninos? Efeito Borboleta, sem dúvida.
Comecei a escrever pensando em um assunto e saiu outro. Ai, fio da meada, onde você está?
O que queria falar – e não falei – é sobre a “viagem” que já está acontecendo na minha mente por conta da minha ida a Manaus no início de novembro. Já estou me vendo com Menin@ e , as abraçando e beijando e rindo e falando bobiça e rindo de novo. Já estou pensando em como vai ser encontrar a moça mais audaciosa que já tive notícia, feliz com seu sonho que virou realidade, e vejo na minha cabeça seu sorriso tão lindo. E ainda tem o mais irresistível dos homens, que até os rapazes os descrevem como magnífico, tamanho é o seu poder de sedução, que me prometeu umas cervejas (nem pense que esqueci!).
Pois é, pois é… eita cabecinha!!!

Momento Google – Porque eu A-D-O-R-O “momentos google”!

Por Claudia Lyra | 20/10/2006, 14h40

Saudade da mãe:
Vai visitá-la, meu lindo, vai. Como dizem por aí, mãe é mãe, o resto é tudo vaca.

Frases que falam sobre chocolate e Máquina de espetos de chocolate:
Ai, fio, não é aqui que tem isso não. Vou te dar um link mió, mais especializado – www.claroquenunca.blogspot.com

Mãe:
Oi!

Casamento união de dois bons perdoadores:
Ah! Essa é a mais pura verdade, é mesmo! Sem perdão, miuzifios, o casamento vai pro brejo rapidim, rapidim, rapidim, antes que você consiga falar [insira uma palavra bem grande aqui].

Emagrecer depois dos 30:
É lenha, queridas! Mas não é impossível. Pra mim, o que dá o melhor resultado é mesmo frequentar os Vigilantes do Peso.
O que é mãe:
Bem, querido, se você não sabe é porque se criou em chocadeira. Então, nem adianta a gente explicar, né?
É possível transar com roupa:
Rapá! Isso é coisa pra perguntar pra mãe??!? Aff…
Mulheres loucas por rola:
Hahahahaahah… cês são tudo uns depravados mesmo, né não? hahaahahahahaha…
Crentes dos infernos:
Devem estar juntos com as moçoilas do link acima… favor procurar por lá.

Dor

Por Claudia Lyra | 18/10/2006, 08h41

Ontem foi um dia trabalhoso, pesado. Questões vitais se apresentaram pra mim bem cedo no dia. Aí, por volta das 10h, fui à faculdade só pra me irritar e ter certeza que pago algumas matérias em vão, puro dinheiro jogado fora. E, o pior, são matérias importantes. Mas isso não tem solução.

Daí, mais ou menos no meio da tarde, minha cabeça começou a doer muitíssimo. Quer dizer, a cabeça começou a doer logo na parte da manhã, mas piorou muito durante a tarde. Coincidentemente, estávamos no meio de uma audiência de um processo de homicídio. O “réu”: um menino de 15 anos, com cara de crente. Semblante de quem está apavorado. A mãe, mais apavorada ainda. Ai… dá um aperto no coração, logo espantado dali porque é totalmente inapropriado naquela hora. Então, o aperto se transfere pra cabeça. E ela lateja…

Imediatamente após, vem uma audiência de peruazinhas que se pegaram no colégio. Descrição de como as penas voaram pra todos os lados, futilidade, desrespeito ao próximo, desrespeito pelas autoridades escolares… e o malfadado Poder Judiciário perdendo 50 minutos do seu dia com essa palhaçada. Meu Deus, a cabeça vai estourar, vai miolo pra tudo que é lado, cês vão ver!

O expediente acaba, não sem antes eu ter que presenciar uma fedelha, que compareceu ao fórum quase nua e que tem o nome do namorado bandido tatuado nas costas, ameaçar a própria mãe com uns tapas na cara. E aquela mãe chora. E nessa hora meu cérebro estala, porque eu mesma já teria enfiado uma bifa no meio dos córneos da guria. Vamos embora pra casa, porque meu dia ainda está longe de terminar.

Na estrada, chuva. Muita chuva. Tudo perigoso, muito perigoso. A massa cinzenta tem o dobro do seu tamanho normal, inchada, mas o crânio, não é possível, deve ter diminuído.

Mais faculdade. Só que desta vez, vale a pena. A cabeça, a estas alturas, rodopia no seu próprio eixo de dor, mas estou feliz por escutar alguém falar com tanta propriedade sobre um tema que eu amo. Como a inteligência é algo atraente, rapá! A assistência hipnotizada, ninguém demonstra cansaço, é impressionante. Um assunto tão complexo sendo explicado de uma maneira que até os calouros têm condição de entender. Quando eu crescer, quero ser assim.

Agora sim, chegar em casa. Ah, não… mas assim direto não. Primeiro uma cervejinha com o primogênito no botequim da esquina, porque ninguém é de ferro. Só nós dois no meio de alguns pingunços que assistiam a novela das oito. Engraçado isso. Dois adultos, né? Mas lembro – sinto até – quando ele abraçava meus joelhos, pedindo colo. Era menos complexo naquela época, só as costas doíam, a cabeça não.

E hoje? Hoje são as lágrimas que não puderam rolar livremente ontem. Talvez alivie a cabeça. Quem sabe a dor não era do choro contido, da necessidade de parecer forte e confiante? Olha gente. Sou forte mesmo! Sou confiante! Desde que, de vez em quando, possa ficar sozinha, com chance de descansar dessa pose de super-mulher.

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