É a Mãe!

Blog da Claudia Lyra

Arquivos: julho/2006

Amor pela teoria

Por Claudia Lyra | 31/07/2006, 00h32

Sempre fui uma aluna inconstante, tirando notas máximas nas matérias de minha preferência e redondos zeros nas que não gostava. Não tinha meio termo e, no final do ano, lá estava eu precisando de muita nota pra passar de série.
Acabei por me destacar na faculdade. Estou num curso que só tem “matérias preferidas”. Não… isso não é totalmente verdade… teve filosofia… teve direito do trabalho… mas, até nessas, não fui completamente mal. E fui… er…. como dizer… brilhante nas demais (ai, quanta modéstia!).
Mas, isso não quer dizer que gosto de estudar. Não mesmo! É uma coisa quase impossível pra mim. É uma tortura ter que sentar e estudar qualquer coisa. Gosto de prestar muita atenção quando falam sobre assuntos que me interessam. Gosto de ler sobre coisas que me interessam. Dei sorte de estar cursando uma faculdade que praticamente tudo me interessa muito.
Só que, no fundo no fundo, queria ser uma estudiosa. Seria maravilhoso! Queria ser teórica também, como meus amigos físicos. Queria me aprofundar muitíssimo em determinado ramo do Direito, como alguns professores que tenho e que admiro muito. Queria ter propensão à carreira acadêmica, como certos poetas amados.
Só que já vi que a teoria não é pra mim. O rumo que minha vida tomou me leva, invariavelmente, à prática. Tenho que SABER pra FAZER. Tenho que saber fazer, só isso que me cabe. Então, fico aqui com minha invejinha desses que estão se preparando para formar o conhecimento que os futuros estudantes irão sorver. Invejinha do bem, se é que isto existe. E fico aqui, parasitando esses meus amigos estudiosos, parasitando de levinho, como uma orquídea, pra não secá-los jamais.

Links virando gente

Por Claudia Lyra | 24/07/2006, 13h33

Nesse fim de semana alguns links queridos viraram gente pra mim. Fui pro Rio e me encontrei com Coyote, Policarpe e Mestre Boné – que não é blogueiro ainda, mas amigo de MSN – eminentes físicos teóricos que possuem os sorrisos mais lindos de todo o Pará. Também foi ter com a gente a linda Top Cat, que mora lá no Rio mesmo, jornalista e gatinha de primeira linha.
Foi muito legal. Esses meninos paraenses são tudibão! Tão cheirosos, macios, gostosos de abraçar, animados, com conversa e gargalhada fáceis. A linda Top Cat é isso mesmo: linda! Mas é, também, meiga, suave, com um abraço fofo, sorridente, papo gostoso e baixinha igual a mim. Ah! Fiquei tão contente que ela é baixinha também! É bobagem, mas fiquei contente, fazer o que…
Esse post era para ter fotos. Só que o raio do Blogger não abriu hoje de manhã nem com reza braba. Agora estou no trabalho e as fotos estão lá no PC de casa. Isso significa que hoje à noite vai rolar um upideite pra ilustrar essa bagaça aqui. Paciência, irmãos, paciência.

UPIDEITE 1:
Email da Menin@-Prodígio

E eu me peguei, na madrugada de sexta pra sábado, pensando seriamente em
dar uma corridinha no Correio Aéreo Nacional e me enfiar dentro de um vôo
pro Rio.

Mas aí, veio a realidade me dizendo pra eu deixar de bobagem, que eu nem
tinha certeza se os meninos iam conseguir te encontrar, visto que tava
complicado de conseguir falar com eles, e eu fiquei quietinha.

Estão todos lindos nas fotos, deu foi mais saudade. E sempre fico com
aquela impressão que os três juntos têm uma ressonância, emitem uma
espécie de música. Aquele som de gente que funciona melhor quando tá junto.

Agora, me fala a verdade: a voz do Policarpe não dá cócegas na barriga? O
sorriso do Coyote não faz o coração da gente cair de joelhos? E o Boné
não passa a impressão de alguém que está imaginando uma solução bem
simples e bem elaborada pra solução de um problema?

Eu amo tanto esses três. O Coyote um pouco mais, claro.

A Alana é uma MENININHA, jisuis. Muito criança, fala pra ela que esse
negócio de internet é proibido pra menor de dezoito anos. Muito bonita.

E tu é uma fofa meiga, parece a própria Maria Clara Diniz (Celebridade),
sem saber pra qual câmera olhar.

Estou encantada ao saber que estavam todos juntos. O mesmo encantamento
que tive quando juntou os jedis, as padmés e o Poeta. Parece um sonho,
então eu vou digitar bem baixinho pra ninguém acordar.

Menina Prodígio

P.S.: Esse e-mail ficou parecendo a correspondência secreta das Megeras.
Quer publicar?? :D Eu deixo e recomendo.

P.P.S.: Sabe, é muito bom ouvir alguém dizendo que eu faço falta. Tenho
tido tantas declarações do contrário…

As fotos… bem… o blogger não está colaborando… vou tentar mais tarde um Upideite 2

Cuidado! Mamy anti social!

Por Claudia Lyra | 20/07/2006, 17h45

Tem três dias que não durmo direito. Quando deito, tusso, tusso e tusso. Aí, levanto. E fico tossindo sentada, assistindo o Jô. Saco…
Depois, volto pra cama e tusso, tusso, tusso até dormir. Mas, pouco tempo depois, minha tosse me acorda. De manhã estou com cara de macaca-morta-a-tapa*. Ai, saco…
Então, passo o dia tossindo. Tusso no carro, tusso durante as audiências, tusso na volta pra casa. Chego em casa cansada de tanto tossir, com o peito doendo, mas continuo tossindo. Ô saco…
E antes que alguém pergunte, fui ao médico hoje de manhã. Melhor, fui à médica. Ela auscultou meu pulmão e disse que não tem nada. Mandou bater uma chapa – pobre adora bater chapa – dos seios da face e detectou ali um início de sinusite. Então, agora estou tomando antibiótico e antialérgico. Putz, saco…
Bom… isso quer dizer que estou insuportável de tanto mau humor. EU PRECISO DORMIR. Que saco…
*Gente, amo essa expressão! Macaca-morta-a-tapa. Meu pai sempre falava isso quando eu era criança. Aliás, acho que meu pai gosta de macacas. Porque, quando eu era criança, ele me chamava carinhosamente de macaca-trica, apelido esse que foi imediatamente transferido pra minha sobrinha após seu nascimento. Ela nasceu e já virou macaca-trica. Mas, ainda sou macaca-trica pro meu pai e pra uma meia dúzia de tios velhos.

Sem tempo pra postar; sem tempo pra ler blogs; e precisando muito disso tudo…

Por Claudia Lyra | 18/07/2006, 11h20

O pior é que, quando finalmente a telinha branca do blogger se abre à sua frente, toda sua, com todo o tempo do mundo, você não consegue conciliar as idéias. Ô, porquêra!!!!
Mas, a verdade é que nos últimos dias aconteceram coisas que me fizeram desejar muito um tempinho pra escrever. Coisas que me deixaram bem, coisas que me deixaram muito mal.
Na hora do turbilhão, a vontade é que os pensamentos sejam automaticamente registrados num editor de texto. O ideal seria que esse registro não exigisse nem que se ligasse o computador, saísse direto da mente imediatamente salvo em forma de post. Depois, as coisas se acalmam e, sei lá, a gente acaba pensando que foi melhor não ter escrito. Seria mais um texto pra lamentar depois ou até pra deletar…
Nesses últimos dias tive, também, a exata noção de como os relacionamentos afetivos, por mais fortes que possam aparentar, estão presos por um fio. O que liga um homem e uma mulher é um quase nada, uma efemeridade, uma bolha de sabão. E é por isso que, se a gente quer que a coisa dure um pouco mais, se a gente quer que a coisa permaneça mais ou menos pra sempre, é preciso que se cuide de que o olho e o coração permaneçam singelos.
Além disso, em poucos dias pude ver como o egoísmo é devastador, como destrói vidas e a perspectiva de um futuro que já se tinha como certo. E como o egoísmo acaba com a felicidade do próprio egoísta que, cego, pensa que todas as vontades de seu ventre têm que ser satisfeitas a todo custo.
Mas, a constatação mais amarga de assimilar foi a de que controlar seu próprio orgulho, suas próprias vaidades, seu próprio egoísmo, é a coisa mais difícil do mundo. Gente… dói fisicamente até. Na quinta-feira pensei estar doente, pois tudo estava dolorido, tudo. A cabeça, o pescoço, ombros, peito… tudo doía, tudo estava sensível, como se meu corpo queimasse em febre.
E aí, aconteceu uma coisa boa. Amigos, bons amigos, estavam com disposição de ouvir, de compreender, de me fazer rir. Essa é a cura mais poderosa que existe. Bons amigos que estão do seu lado numa hora que você quer mesmo é um saco de pão pra enfiar na cara. Bons amigos que te fazem desistir da idéia do saco de pão.

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