É a Mãe!

Blog da Claudia Lyra

Arquivos: março/2006

Mágoas

Por Claudia Lyra | 29/03/2006, 15h35

Relacionamento é sinônimo de mágoa. Qualquer que seja este – marido e mulher, pais e filhos, entre vizinhos, colegas de trabalho, membros de uma igreja, de uma comunidade no Orkut – se houver convívio relativamente próximo de dois ou mais seres humanos, surgem mágoas e ressentimentos uma hora ou outra.
Essas mágoas podem ter um alcance maior ou menor em nossa vida, dependendo da importância que conferimos à pessoa que as causou e da freqüência no convívio que temos com o desafeto da vez. Óbvio: ver todo dia a cara daquele colega de trabalho que foi super grosso com você, ou do marido que esqueceu a data do primeiro beijo trocado entre o casal, pode ser muito desgastante. Nesses casos, se não se resolve o problema de imediato, ele se arrasta e toma proporções muito maiores do que o motivo que o originou. Outras pessoas que não têm convívio diário conosco, aqueles que a gente vê uma ou duas vezes na semana, tipo o colega do cursinho de mandarim que a gente paquera e depois fica sabendo que ele espalhou que somos doidas, jamais ficaria com uma baranga dessas, não nos deixam tão mal. A gente acaba por deixar pra lá.
Recentemente, passei a conviver de maneira bem próxima com pessoas que nunca vi o rosto, conversando com elas quase que diariamente, numa freqüência maior do que faço com muitos de meus amigos de longa data. Algumas dessas pessoas se tornaram mesmo íntimas, me vejo compartilhando esperanças, ansiedades, tristezas e ouvindo delas muito de seus sentimentos e espectativas, numa mão e contramão típica de uma amizade sincera. É bom? Sim! É ótimo! São pessoas maravilhosas, que passei a amar como qualquer uma outra que eu possa tocar com minhas mãos.
Essas pessoas estão espalhadas por aí. Às vezes tão longe, que sequer posso ter esperança de um dia encontrá-las pra tomar um chopp e comer um pastel. Mas, são importantes pra mim, quero saber o que elas pensam sobre diversos assuntos, quero contar o que se passou comigo, coisas boas e coisas ruins. Mas, é um convívio, não é? É uma espécie de relacionamento. Então, surgem mágoas, não tem jeito.
E aí, de repente, a gente vê que esse fenômeno não acontece só com você. As pessoas estão aí, se relacionando doidamente na grande rede. E o convívio é diário e intenso. E as mágoas geradas também são intensas. E as pessoas acabam por não se suportar mais. E não querem mais “encontrar” aquele outrem por aí. E mudam de endereço, mudam de servidor, mudam tudo! E é tudo tão forte!
Além disso, parece que todos moramos em uma vila de 2000 habitantes, porque o desentendimento de uns se torna assunto de toda aquela comunidade, gerando partidos. Tomamos as dores, fazemos julgamentos, caraca, parece uma quermesse do interior!
Só que essa seara de relacionamento ainda é muito nova se comparada a outras. Por isso, agimos todos de forma bem imatura. Resultado? Mais mágoas.

Manias, by Mamy

Por Claudia Lyra | 24/03/2006, 00h08

Cá estou eu atendendo ao mandado da portuguesita nota dez, expondo minhas manias e me sujeitando a opróbrio público.
Cada bloguista participante tem de enunciar cinco manias suas [vão ser dez, já vou avisando], hábitos muito pessoais que os diferenciem do comum dos mortais. E além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do ‘recrutamento’. Ademais, cada participante deve reproduzir este ‘regulamento’ no seu blog.


Manias de gente:

  1. Tenho mania de comprar sapatos e esmaltes. Os sapatos eu uso todos; os esmaltes… bem, eles ficam guardados lá no meu banheiro, esperando o dia que eu tiver a disciplina de fazer as unhas toda a semana.
  2. Por falar em banheiro, lá vai uma mania um tanto quanto íntima, mas é tão bizarra que tenho que revelar: todas as vezes que vou ao sanitário, tenho que tirar o batom. Pois é, não sei o que uma coisa tem a ver com a outra, mas simplesmente não consigo ficar sentada no “troninho” com batom na boca… me dá um nervoso danado.
  3. Bebo leite desnatado, mas só se for misturado com dois dedinhos de leite integral, pra dar uma “corzinha”.
  4. Tenho que cheirar meus filhos depois que eles se deitam pra dormir. Cheirar mesmo, sentir o perfume dos meninos, pra eu dormir legal.
  5. Só durmo com a perna jogada por cima das pernas do Marido. Se ele, por algum motivo, não dorme em casa, perco completamente o sono e já aconteceu de eu virar a noite acordada.

Manias de ‘periférico do PC’:

  1. Tenho obsessão pelas teclas de atalho, pois acho irritante usar o mouse, principalmente o alt+tab.
  2. Tenho a mania de fechar as janelas do MSN assim que envio minha frase da conversa.
  3. Coleciono os e-mails recebidos em pastas próprias (marido, faculdade, blogueiros etc, etc, etc…), mas jogo fora as cartas e bilhetes, pois detesto papel.
  4. Tenho que postar algo de dois em dois dias. Não admito que seja antes desse lapso de tempo e, quando se passa mais do que isso de um post para o outro, fico incomodadíssima.
  5. Só consigo corrigir os erros de grafia e concordância dos meus posts depois que os publico, relendo-os diretamente no blog. Aí, tenho que entrar no blogger e editar o texto, coisa que pode acontecer várias vezes em cada um que escrevo. Mas, fazer o que se não consigo enxergar nada de errado se não fizer assim?

Agora, lá vai a lista dos cinco bloguistas que escolhi:

  1. Roger Elias
  2. Kaka
  3. Minha vizinha Jussara
  4. Alana praieira
  5. Fer

Bão…

Por Claudia Lyra | 22/03/2006, 13h00

  • Minha alegria com o novo brinquedinho durou pouco: ele deu defeito no fone da orelha direita logo no segundo dia de uso e, depois de uma sebança danada por parte do lojista que me vendeu o trocinho, com várias violações ao Código de Defesa do Consumidor, preferi pegar meu dinheiro de volta, mas isso dá assunto para outro post, não vou falar disso agora porque estou com raiva.
  • Não vou conseguir postar tão cedo o poema do Marido – ai… outro motivo para raiva – porque o dito cujo poema recitado ficou dentro do aparelhinho que eu devolvi e eu esqueci de passar o arquivo pro PC e agora Marido não quer me dar cópia da poesia porque acha que vou mostrar pra todo mundo e todo mundo vai ficar rindo dele.
  • Com certeza, a Ana P. será uma excelente Marida de quem quer que se habilite a desposá-la, porque ela é uma menina de ouro, trabalhadeira, inteligente, estudiosa, meiga, carinhosa, romântica, escreve bem pacas, meio desbocada, mas com um coração enoooormeeeee; entretanto, fica óbvio que o candidato a marido dela tem que ser igualmente tudibão.
  • Meu próximo grande objetivo na vida é saber se Arno realmente sabe assobiar bem.
  • O meu autorádio não toca MP3.
  • Marido é super-hiper-ultra-mega-blaster-romântico e se eu contasse todas as coisas super-hiper-ultra-mega-blaster-românticas que ele já fez nesses nossos 21 anos de convívio esse blog ficaria completamente coberto de mel, açúcar de confeiteiro e glacê, a maioria das meninas que freqüentam essa bagaça morreria de inveja, o que atrairia olhares cobiçosos para Marido, formigas e abelhas.
  • Acho que ainda tem maridos tipo super-hiper-ultra-mega-blaster-românticos no mercado, mas não sei onde eles se escondem… não, não estão nas prateleiras mais destacadas, não mesmo.
  • Também não sei aonde se encomenda esse tipo de marido, pois encontrei o meu meio que por acaso.
  • Infelizmente não tenho mais meu brinquedinho para me divertir nas horas de tédio no trabalho e supermercado.

Tô tão “muderna”!

Por Claudia Lyra | 20/03/2006, 16h20

Gente! Eu bem ganhei um MP3 player! Tão lindinho! Ele é pequenino e fica pendurado no pescoço. É vermelho, minha cor preferida. Só não gostei muito do tamanho do fone do ouvido – é maior do que o buraco da orelha. Dói um pouco …
Ah! Detalhe fofo: Marido gravou uma mensagem romântica no aparelhinho e eu acordei ouvindo a dita. Tinha até um poema composto por ele! Por sinal, o poema ficou bom pra caramba, vou postá-lo aqui outro dia. Mas, como eu dizia, estava dormindo e Marido colocou o fone no meu ouvido, deu o play e eu acordei ouvindo a mensagem romântica. Isso não é cuti-cuti?
Confesso que, na hora, fiquei ligeiramente invocada. Sabe quando se tem a impressão que se ganhou um presente que não é pra você? Cheia de maldade, pensei que o Marido me deu o aparelho, mas quem ia mesmo usar e se divertir com o trequinho era ele. Enfim, segurei a onda e ouvi as explicações de “como funciona”. De qualquer maneira, Marido falou que comprou o MP3 para eu gravar as aulas da faculdade. Ai, ai… é ruim, hein?!?
Entonces, enchi o bichinho de musiquetas e fui pra rua com ele. Caraca! Muito bom, né não? Aqui no trabalho eu não tinha como ouvir música e agora já tenho. Rá! Amei! Fui pro supermercado com o treco também. Uia! Não tenho mais que ouvir o “som ambiente” tocando Calypso e Calcinha Preta! Glória, glória, Aleluia!
É claro que, como algunssabem, apanhei um pouquinho para fazer o trocinho funcionar. Mas, agora, já estamos amigos. E, pelo jeito, seremos amigos do tipo inseparáveis. Puxa! Amei o presente!
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