É a Mãe!

Blog da Claudia Lyra

O Futuro da Humanidade

Por Claudia Lyra | 18/10/2012, 13h00

Este é o título do livro que acabei de ler hoje de manhã. Do Augusto Cury. Sim, sim, é do Augusto Cury. É.. pois é…

Ganhei o livro de presente de um homem muito importante pra mim. Mas quem me conhece, sabe que não gosto do estilo desse autor. Com uma narrativa rebuscada, repleta de frases de efeito e marketing pessoal, – não é à toa que Augusto Cury tem tantos livros de auto-ajuda publicados – os textos dele sempre me deixam meio irritada. Os mais chegados que me viram com o livro perguntaram: “lendo Augusto Cury???”. Surpreendi o povo, hahahahaha…

Mas li tudinho com muita atenção.

O mote é bom. É a história de um estudante de medicina que faz amizade com um andarilho filósofo e, por conta dessa amizade, desenvolve uma maneira “”"revolucionária”"” de exercer a profissão (muitas aspas no lance). O rapaz se especializa em psiquiatria e se esforça para que seus pacientes tomem as rédias do seu próprio tratamento, que sejam “líderes de si mesmos”, o que faz com que o hospital em que ele trabalha mude totalmente a maneira de tratar os doentes. Augusto Cury é psiquiatra, provavelmente entende do assunto.

Não posso dizer que foi uma leitura prazerosa ou instigante, porque Augusto Cury é mesmo dose pra leão. O tema é tratado por ele com uma superficialidade e um messianismo tão descarado que, sinceramente, dói. Não me admira que o cara venda muito livro, pois ele publica o que a maioria quer ler: pensamentos prontos, já que poucos querem gastar seu tempo com elaboração de raciocínio, e que te façam sentir um revolucionário ao adotá-los.

Ainda assim, seria muito esnobismo da minha parte se negasse qualquer coisa boa na leitura que fiz. Tenho que reconhecer que Augusto Cury foi feliz quando descreveu como o preconceito é desmoralizante para quem o sofre e como é triste ser desprezado e marginalizado. Também nunca é demais ser lembrado de que tratar as pessoas de forma amorosa e digna é o comportamento básico que se espera da gente em qualquer relacionamento, seja este romântico, de amizade ou profissional. Simplesmente ignorar outro ser humano quando este só quer nossa atenção é uma violência sem tamanho. Não são ensinamentos novos, é verdade. Mas a gente esquece de por em prática… a gente esquece…

 

 

 

Idosos

Por Claudia Lyra | 18/09/2010, 12h05

Tinha um casal, já meio idoso, que fazia sucesso nas rodinhas de seresta aqui de Resende cantando Tem que Rebolar. Clicando no link, a gente vê que é um samba bem engraçado mesmo e o povo se divertia em ver a esposa, mulata estilo gostosona, e o marido, negro e magrinho, nesse diálogo abusado.

Isso foi o que me contaram. Porque só vim a conhecer a mulher muitos anos depois, já viúva e bem idosa. Mas ela continua frequentando serestas e cantando –  provavelmente não esta música -, apesar dos seus mais de 80 anos, como fiquei sabendo ontem por acaso.

Enfim… me contaram também que essa senhora sentiu muito a morte do marido. O que não me surpreendeu, já que, pelo jeito, aquele era um casal que sabia se divertir junto, que tinha uma atividade prazerosa em comum, e deve ter sido muito duro perder alguém que, mais do que um marido, era um companheiro pra todas as horas, sobretudo nas alegres.

Porque essa coisa de estar junto quando há crise é importantíssima, sem dúvida nenhuma, mas é maravilhoso quando a pessoa que a gente ama compartilha nossos gostos e nossos momentos de descontração também. Melhor ainda é perceber que o lazer do outro inclui a nossa presença, que a gente não faz parte apenas das suas “obrigações”. Faz a gente se sentir amado, sei lá…

Fodasse mesmo!!!

Por Claudia Lyra | 24/08/2010, 16h21

Lendo isso aqui, e comparando com o que vem acontecendo comigo nos últimos tempos, percebo que, se tem uma coisa que deixa a gente bem arrasada, é uma ‘paixão mal resolvida, dessas que a gente tem ciúme e se encharca de perfume, faz que tenta se mataaaaaarrrrr‘…

O Ninfeto que sensualiza na Web

Por Claudia Lyra | 09/08/2010, 12h28

Acho que todo mundo que usa a internet como divertimento já viu ou leu alguma coisa sobre Lucas Celebridade, famoso na rede por seus ensaios sensuais.

É claro que o que primeiro chama a atenção nessa personagem da web é a cara de pau, é ou não é? Se a gente, por exemplo, der uma olhada no vídeo em que ele é atacado por fãs, Deus do céu!, não tem como não pensar que o sujeito perdeu toda a noção. E o post em que ele anuncia que “pagou peitinho” sem querer numa coletiva de imprensa? Cara, é de chorar de rir.

Confesso que comecei a seguir Lucas Celebridade no Twitter porque o achava hilário. Achava engraçado o jeito dele se auto-promover e de anunciar eventos sociais de Luzilândia/PI, cidade onde mora. Mas, de repente, vi que o que Lucas Celebridade tem de mais surpreendente não é essa aparente maneira nonsense de enxergar a realidade. Na verdade, Lucas enxerga com precisão o mundo em que ele vive, mas não acha que tem que se conformar com o que não lhe agrada.

Logo nas primeiras twitadas de Lucas, me admirei de ver o uso do português correto. E isso se repete em seu blog, espécie de Revista Caras de Luzilândia. Seus textos são claros, diretos, bem humorados e, principalmente, escritos corretamente, coisa rara na internet, infelizmente. Além disso, a preocupação social de Lucas é evidente. Ele vive em uma comunidade carente pro padrão Rio/São Paulo, padrão este que domina blogosfera, e se mostra engajado em melhorar a situação de seus conterrâneos, principalmente na seara cultural.

Recentemente, Lucas dividiu com a gente a alegria que foi ter sido aprovado para dar aulas na A.A.B.B. Comunidade de Luzilândia. Quando li isso, sério, fiquei super feliz. Feliz por ele, feliz pelos jovens que vão ter a oportunidade de participar desse projeto. E hoje tive mais um motivo de alegria, porque a #trollagemdobem no Twitter tem como alvo nosso querido @lucasfamapop. O Morroida explica melhor, nesse texto, qual é o objetivo da campanha. Tô na torcida, Lucas! Você merece.

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