De Bubuia

Blog da Elis Marchioni

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O que é isso no seu prato?

Por Elis Marchioni | 26/08/2009, 13h11

Há algum tempo estava comentando um querido amigo que quando eu tinha uns dois anos gostava de comer carne crua com sal. Amava tomar suco de tomate na mamadeira e comer verduras amargas com alho. Também comia bolinhos de miolos, embora detestasse a textura… Ele me disse que quando era pirralho adorava comer pés de galinha e até chupava os dedinhos da ave. Aí, resolvi perguntar a alguns amigos o que comiam de estranho quando crianças. Selecionei algumas das respostas mais curiosas, vejam:

Vegetais: flores, pétalas de rosas, folhas, mato, trevo de três folhas, casca de mexerica e de laranja, arroz gelado com mostarda, tomate com açúcar, azeite de andiroba.
Carnes: lascas de bacalhau salgado cru, carne seca crua (e o sal grosso da carne seca), carne crua, fígado cru.
Absurdos: pão com banana e pasta de dente, papel, carvão, telha, cabeça do palito de fósforo, massinha de modelar, adubo, titica de galinha.

Do Relicário (17/08/2007). Apenas para espanar o pó enquanto eu não retorno às minhas atividades por aqui. :)

De bubuia

Por Elis Marchioni | 21/06/2009, 21h23

Este blog inicia aqui. Antes deste post há alguns escritos, mas vieram do Mulheres de Antenas, que abandonei no ano passado. Foi apenas uma experiência que deixei de lado porque meus textos estavam dispersos e eu não gostava do nome. Na época, queria escrever textos mais delicados do que os escritos no Relicário, meu outro blog. Lá, mantenho pequenos petardos sobre futebol, comida e música, vídeos do Youtube, além de álbuns de homens bonitos.

O convite de me juntar ao miniportal Dialética veio da Luciana. Aceitei, sem saber bem se escreveria algo temático ou um apanhado de coisas. Optei pelos prazeres cotidianos, futebol, comida, música e o que passar pela minha janela. Mas ainda era preciso escolher o nome.

Como não quero me obrigar a nada, nem ficar inquieta ao pensar no quê escrever, lembrei de bubuiar, um verbo muito falado na região amazônica. Bubuiar é flutuar no rio, deixar as águas levarem. Também pode sugerir que você está sem nada para fazer, uma coisa bem vagabunda, que eu acho o máximo! Mas o sentido que eu quis dar é mesmo o de fluir, seguir a própria sorte e confiar no destino. Ficar de bubuia.

Que seja bom este rio!

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