De Bubuia

Blog da Elis Marchioni

Arquivos: junho/2009

Comida de “sustância”

Por Elis Marchioni | 30/06/2009, 15h03

O bairro da Liberdade, em São Paulo, é mesmo incrível. Só lá podemos encontrar, por exemplo, duas casas especializadas em comida de sumotori, os lutadores de sumô. São cardápios balanceados, que incluem carnes, verduras e legumes, acompanhados de uma generosa porção de arroz.

Com as paredes cobertas com fotos de sumotoris, o restaurante Bueno prepara o chanko nabe: caldeirada de tiras de carne de porco ou frango com verduras, preparado por Fernando Yoshinobu Kuroda, um ex-lutador de sumô que disputou campeonatos no Japão.
Já no bar típico Kintarô, o cliente prova vários petiscos que fazem parte da alimentação desses atletas, como a salada de polvo com pepino, a bardana apimentada e os oniguiris, bolinhos de arroz rechados com ameixa azeda umê. Rango de peso é o oden, ensopado feito na panela elétrica, que leva legumes, ovos e peixes. Uma família de lutadores de sumô comanda o bar.

Quer provar?

Bueno – Rua Galvão Bueno, 458, tel: 3203-2215

Kintarô – R. Tomás Gonzaga 57,  tel: 3277-9124

E, aqui, uma entrevista com Fernando Yoshinobu Kuroda, dono do restaurante Bueno.

Imagem: Sumotori em Ukiyo-ê (não tenho o autor).

Postado originalmente em 30 de maio de 2008, no Relicário.

De bubuia

Por Elis Marchioni | 21/06/2009, 21h23

Este blog inicia aqui. Antes deste post há alguns escritos, mas vieram do Mulheres de Antenas, que abandonei no ano passado. Foi apenas uma experiência que deixei de lado porque meus textos estavam dispersos e eu não gostava do nome. Na época, queria escrever textos mais delicados do que os escritos no Relicário, meu outro blog. Lá, mantenho pequenos petardos sobre futebol, comida e música, vídeos do Youtube, além de álbuns de homens bonitos.

O convite de me juntar ao miniportal Dialética veio da Luciana. Aceitei, sem saber bem se escreveria algo temático ou um apanhado de coisas. Optei pelos prazeres cotidianos, futebol, comida, música e o que passar pela minha janela. Mas ainda era preciso escolher o nome.

Como não quero me obrigar a nada, nem ficar inquieta ao pensar no quê escrever, lembrei de bubuiar, um verbo muito falado na região amazônica. Bubuiar é flutuar no rio, deixar as águas levarem. Também pode sugerir que você está sem nada para fazer, uma coisa bem vagabunda, que eu acho o máximo! Mas o sentido que eu quis dar é mesmo o de fluir, seguir a própria sorte e confiar no destino. Ficar de bubuia.

Que seja bom este rio!

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