A Câmara do Comércio Exterior (Camex) vai aplicar sobretaxa de US$ 12,47 para cada par de calçado importado da China durante seis meses. As fabricantes Nike, Adidas, Puma, Asics e Alpargatas pediram a exclusão dos tênis de corrida dessa medida, mas não foram atendidas.
A Asics, que importa da Ásia até 60% dos calçados, disse em nota oficial que a medida beneficia a Vulcabrás/Azaléia, dona das marcas Reebok e Olympikus.
A medida, segundo o governo, visa a combater o dumping — venda de produtos abaixo do preço de custo com o intuito de conquistar mercado —, prática proibida no Brasil.
O resultado do imbróglio será o aumento dos preços de parte dos calçados no País, inclusive os tênis de corrida.
Fabricante dos tênis Reebok, a Vulcabras/Azaleia andou empolgada com o mercado de calçados esportivos. A empresa mirava, com água na boca, os tênis Olympikus renderem R$ 777 milhões anuais em vendas no Brasil, de acordo com a IstoÉ Dinheiro. Decidiu, então, apostar na produção de calçados para corredores.
O que não estava nos planos era a crise mundial, que motivou Adidas, Nike e Asics — todas com fábricas na China — a apostar no mercado brasileiro.
Resultado: com concorrência mais intensa, a receita da Vulcabras/Azaleia caiu 6% no primeiro trimestre de 2009. O lucro despencou 12% nesse período.
Não houve saída: a estratégia foi revista e a Vulcabras/Azaleia decidiu apostar em calçados femininos e infantis no País. Nada menos que 65% dos lançamentos apresentados na Feira Internacional do Calçado são focados nesses dois públicos, deixando um pouco de lado o público esportista.
Bem lembrado pelo colega Pedro, que enviou comentário sobre o Post anterior: intitulada “Pausa”, a segunda fase da campanha “Inspire-se”, da Olympikus, já está no ar. O foco é o mesmo: o esportista. Em especial, o praticante de de corrida de rua.
Por um momento, parem os e-mails. Desliguem os telefones. Adiem as reuniões, os eventos e os encontros. Agora, é impossível. Suspendam as perguntas. Retardem as notícias. Atrasem os almoços, os cafés. Atrasem as visitas. Enquanto isso, recebam todos os recados, anotem os endereços. Façam com que os relógios aguardem pacientes. E, se não for possível, peçam desculpas. Digam que volto logo. (Inspire-se)
Com investimento de R$ 25 milhões em uma nova tecnologia, a Olympikus decidiu disputar para valer o mercado de corredores.
A empresa apresentou neste mês a tecnologia Tube Tech, resultado de 3 anos de pesquisa. O investimento inclui pesquisa, campanha publicitária e outras ações de marketing. O preço para o consumidor final será de R$ 249,00.
A tecnologia Tube Tech está presente no modelo Tera One, que promete amortecer o impacto no calcanhar e na planta do pé.
A empresa já vem focando no crescente segmento de praticantes de corrida. Na campanha “Inspire-se”, veiculada recentemente na TV, a Olympikus conseguiu se comunicar com corredores. Veja abaixo o vídeo que tão bem se conectou com atletas amadores.
Por quê? Se não há medalhas nem troféus? Se não tem torcida, aplausos nem hinos de vitória? Só o silêncio. Por quê, então, se não há dinheiro nem contratos? Se não tem flashes, câmeras nem pódios… nem glórias? Talvez só uma luz. Onde estão as pistas, os campos, as quadras, os estádios? Onde estão os adversários, os rivais? Onde está o tempo? E o limite? Onde está o limite? (Inspire-se)