Corredeiros são o resultado da mistura de corrida de rua com Twitter
Por Cassio Politi | 28/09/2009, 20h34
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| Os corredeiros Edu, Cassio, Yara, Selma, Joel e Vagner em SP |
Ninguém sabe ao certo como começou. Deve ter sido assim: sabendo da existência do Twitter, teve a ideia de se cadastrar para falar sobre sua paixão: corrida de rua. Afinal, já escreve um blog sobre esse mesmo tema.
Em linhas gerais, essa foi a recente história não de um, mas de um grupo de corredores-twitteiros (ou corredeiros), do qual faço parte. Alguns tiveram o primeiro contato pessoal no Desafio Dean Karnazes, norte-americano que neste mês correu durante 24h pelas ruas de São Paulo.
Depois, houve novos encontros na Meia do Rio, na Maratona de Revezamento Pão-de-Açúcar, no São Paulo Running Show. Está agora no ar a ideia de reunir a turma em Belo Horizonte para a Volta da Pampulha. A trupe, que está aberta a receber mais corredeiros, já ganhou até nome: “Equipe Twitters Run”.
Todos deixamos de ser pequenas fotos quadradas na tela para ganharmos forma de seres humanos reais.
Comilança
No sábado (26/9), véspera da Meia das Pontes, houve um jantar de massas numa cantina de São Paulo. O encontro foi regado a muita água mineral.
Hoje decidi lançar no Twitter a seguinte pergunta: “como foi sua alimentação após a Meia das Pontes?”.
Conclusão: se tivéssemos almoçado juntos, a mesa teria sanduíche pronto, amendoim, pão italiano, picanha na pedra, picanha com risoto, hard yakissoba, frango empanado e massa. Cerveja e coca-cola para rebater os isotônicos. Jujuba, pudim, Sonho de Valsa, sorvete e Danette na sobremesa. Ruffles no lanche da tarde. Estrogonofe e pizza no jantar.
Se fôssemos atletas profissionais, nossos nutricionistas rasgariam seus diplomas. Felizmente, somos amadores e nos demos pratos apetitosos como recompensa pela conclusão dos 21 km.
A pausa para a gula dominical é a prova cabal de que todos somos, de fato, seres humanos reais — e não pequenas fotos quadradas na tela.



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