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Tênis de corrida duram de 300 a 600 km

Por Cassio Politi | 07/10/2009, 23h40

Fiz as contas e concluí que o par de tênis que estreei no início do ano está perto de completar 1.000 quilômetros. De tão amaciado, calçado e pés vivem um clímax. Mas bate a dúvida: quanto dura um tênis de corrida?

Solto a pergunta no Twitter.

Não há unanimidade. Alguns atletas usam até a sola acabar. Outros confiam no calçado enquanto sentirem bom amortecimento.

A maioria, no entanto, concorda com o seguinte dado: a vida útil é de 300 a 600 km. Literalmente, usei e abusei do McLaren, apelido que dei ao meu companheiro branco e cinza.

Vêm no Twitter opiniões de mais atletas. Um alerta para o risco de lesão. Outro explica que, após 600 km, a estrutura do calçado fica abalada.

Decido, então, ficar com a maioria. Loja de materiais esportivos, aí vou eu.

Tênis fabricados na China terão sobretaxa; preços devem subir

Por Cassio Politi | 18/09/2009, 13h19

A Câmara do Comércio Exterior (Camex) vai aplicar sobretaxa de US$ 12,47 para cada par de calçado importado da China durante seis meses. As fabricantes Nike, Adidas, Puma, Asics e Alpargatas pediram a exclusão dos tênis de corrida dessa medida, mas não foram atendidas.

A Asics, que importa da Ásia até 60% dos calçados, disse em nota oficial que a medida beneficia a Vulcabrás/Azaléia, dona das marcas Reebok e Olympikus.

A medida, segundo o governo, visa a combater o dumping — venda de produtos abaixo do preço de custo com o intuito de conquistar mercado —, prática proibida no Brasil.

O resultado do imbróglio será o aumento dos preços de parte dos calçados no País, inclusive os tênis de corrida.

Fabricante da Reebok estava animada com calçados esportivos, mas decidiu focar em outros públicos

Por Cassio Politi | 23/07/2009, 07h27

Fabricante dos tênis Reebok, a Vulcabras/Azaleia andou empolgada com o mercado de calçados esportivos. A empresa mirava, com água na boca, os tênis Olympikus renderem R$ 777 milhões anuais em vendas no Brasil, de acordo com a IstoÉ Dinheiro. Decidiu, então, apostar na produção de calçados para corredores.

O que não estava nos planos era a crise mundial, que motivou Adidas, Nike e Asics — todas com fábricas na China — a apostar no mercado brasileiro.

Resultado: com concorrência mais intensa, a receita da Vulcabras/Azaleia caiu 6% no primeiro trimestre de 2009. O lucro despencou 12% nesse período.

Não houve saída: a estratégia foi revista e a Vulcabras/Azaleia decidiu apostar em calçados femininos e infantis no País. Nada menos que 65% dos lançamentos apresentados na Feira Internacional do Calçado são focados nesses dois públicos, deixando um pouco de lado o público esportista.

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