Provas 2009
Por Cassio Politi | 23/12/2009, 13h51
1. Abertura Corpore (1º/mar)
Depois de meses parado em 2008, não dava para esperar um retorno melhor do que o modestíssimo tempo de 1h26 nos 12K da prova que abre o calendário da Corpore. O fraco desempenho é irrelevante se considerar o retorno a uma prova. Na foto, da esquerda para a direita, eu, Paulo Oliveira e Patrícia Oliveira, o casal companheiro de tantas provas.
2. Meia Maratona de São Paulo (5/abr)
Perto do Natal de 2008, a televisão mostrava reportagens sobre a São Silvestre. O fato de não estar inscrito era perturbador. Então, recebi e-mail da Corpore sobre a Meia de São Paulo. Com um sentido de urgência, me inscrevi. Treinei por conta própria e cheguei me arrastando ao km 17, onde encontrei meu amigo Paulão, que me rebocou até o final. Terminei em 2h44, mas terminei. No mesmo dia, pedi ao Paulo Oliveira que me treinasse. Foi a decisão mais acertada do ano.
3. Meia Maratona de Porto Alegre (25/abr)
Passei o dia dando aula na capital gaúcha. Antes da largada, cansaço. Mas o percurso totalmente plano e o fato de a corrida ser noturna compensaram a fadiga. Na prova, diferentemente da Meia de São Paulo, me senti forte e bem preparado graças à planilha montada pelo Paulo Oliveira. Quando terminei, liguei eufórico para ele. Comemoramos o tempo: 2h11. Sem companhia na linha de chegada, fiquei prestando atenção ao inusitado mau humor do locutor da Corpa (leia post aqui).
4. Fila Night Run (5/mai)
Também noturna, essa prova trouxe a evidência de que, mais do que meu retorno à rotina de provas, estava de volta a nossa equipe, a TP Sports (foto). A turma não se reunia desde 2007. Começou a pingar pouco antes do cronômetro ser acionado. Quando passamos pelo pórtico de largada, a chuva já era intensa. Um temporal nos fez companhia até a linha de chegada. Minha meta era fazer menos de 59′. Não consegui (leia post aqui).
5. Super 9K Montevérgine (9/jul)
Começou nessa prova a luta para aumentar o ritmo nas provas. Manter um pace baixo seria um desafio e tanto por causa da dificuldade do percurso do Autódromo de Interlagos. Suas subidas são insanas. Àquela altura, os treinos montados pelo Paulo Oliveira já surtiam efeito. Com a mesma frequência cardíaca, eu conseguia ritmo melhor. Outro aspecto importante do Autódromo é o psicológico. Interlagos é um lugar inspirador. Consegui fazer um pace de 5’52″ por quilômetro (leia relato aqui).
6. Mizuno 10 Milhas (2/ago)
A Mizuno serviu para buscar pace inferior a de 6’20″ por km em distâncias maiores do que 10K. Neste caso, eram 10 milhas, ou 16K. Nas semanas que antecederam a prova, me submeti a uma série de exames — lactato, sangue e outros — para uma experiência da USP. O mesmo se repetiu após cruzar a linha de chegada. Seria uma troca justa: os 60 atletas que se dispuseram a ser cobaias receberiam os seus resultados individualmente. É verdade que, até o final do ano, eu não havia recebido nenhum feedback.
7. Centro Histórico (9/ago)
Quatro dias depois de receber e-mail da Corpore sobre a prova, entrei no site para me inscrever. Para minha surpresa, as vagas estavam esgotadas. Meu amigo e colega Ricardo Capriotti me ofereceu ajuda: “quer que eu veja com o pessoal da Corpore se eles conseguem te encaixar?“. Quero, claro! E consegui correr pelas ruas do centro de São Paulo, num percurso que revela a beleza que o cotidiano agitado esconde. Os usuários de GPS queixaram-se de uma diferença de 600 metros no percurso da prova (leia post aqui).
8. Duque de Caxias (23/ago)
Fazia 14ºC na região do Ibirapuera quando demos a largada para os 10K. Nos primeiros minutos, fiquei com receio de que as três camisas que eu vestia pudessem me causar calor excessivo. Ao passar próximo do Obelisco, porém, o vento gelado fazia a sensação térmica baixar muito, justificando toda forma de se agasalhar. Foi também nessa prova, no percurso de 5 km, que uma iniciativa de 2009 se provou válida. A primeira-dama Alessandra (na foto), que começou a ser treinada pelo Paulo Oliveira, completou, e bem, os seus 5K.
9. Meia Maratona do Rio (6/set)
Uma meia havia sido realizada no Rio de Janeiro em junho. Naquele dia, eu estava dando aula por lá. Enquanto eu tomava café da manhã, via os corredores passarem exatamente em frente ao hotel em que me hospedava, no Arpoador. Foi deprimente. Fui à forra na outra meia, a de setembro, em companhia de amigos (foto), até o quilômetro 17. Depois, acelerei um pouco. Terminei em 2h11. Essa prova foi, na verdade, preparatória para a prova que mais me desafiava em 2009: a Meia das Pontes.
10. Maratona de Revezamento Pão de Açúcar (20/set)
Correr essa prova não estava nos planos. Mas veio parar em meu calendário no contexto de um acontecimento marcante: o surgimento dos TwittersRun, comunidade virtual de praticantes de corrida no Twitter. Foi assim que conheci Harry Thomas Jr., que me ofereceu uma inscrição para correr com ele a Pão de Açúcar. Naquele dia, o Harry e eu erramos o horário da largada. Acabamos correndo juntos, em vez de nos revezarmos. Experiência única em minha vida, relatada em um post logo após a prova.
11. Meia das Pontes (27/set)
É simples explicar por que foi essa a mais importante prova do ano para mim. Nela, eu buscava bater a minha meta mais ousada em 2009. Seria a última meia maratona do ano. A meta era representativa porque o Paulo Oliveira explicou que, para pensar em maratona, eu tinha de completar meias maratonas em menos de duas horas. Na véspera, houve o primeiro efetivo encontro presencial dos TwittersRun: um jantar de massas, como mostra a foto. Relatei a emoção de bater a meta em um post após a prova.
12. Nike Human Race (25/out)
Nos três dias que antecederam a prova, acompanhei como jornalista-corredor o Desafio dos 600K da Nike, prova de revezamento que começou em São Paulo e terminou no Rio de Janeiro. Experiência de vida única. A convivência com atletas amadores e profissionais (como Vanderlei Cordeiro e Frank Caldeira, na foto) foi inspiradora e me ajudou a buscar uma nova marca em provas de 10K: o chamado sub-50. Fiz meu melhor tempo em provas dessa distância: 49’49″. Relatei essa vivência em uma crônica.
13. Ayrton Senna Racing Day (8/nov)
Havia dois anos que eu não corria provas com distância inferior a 10K. O Ayrton Senna Racing Day me trouxe a obrigação de fazer os 5K em ritmo de tiro. E assim o fiz, com pace de 4’53″ por km, no duro percurso do Autódromo de Interlagos. Além da boa marca, foi gratificante encontrar amigos do TwittersRun e, principalmente, a equipe da TP Sports, novamente reunida. A equipe estava maior e mais incrementada, com duas tendas armadas pelo Paulo Oliveira, uma delas com massagista à disposição do corredor.
14. Maratona Pão de Açúcar do Rio (15/nov)
Essa prova também não estava nos planos, mas uma mudança em meu calendário profissional fez com que eu estivesse livre nesse dia, no Rio. Menos de duas semanas antes da prova, perguntei no Twitter se alguém queria formar equipe de 4 corredores (10,5 km cada um). No dia seguinte, o time estava formado. A melhor parte foi a data da prova coincidir com o TwittersRunDay, evento que eu havia sugerido durante o Desafio dos 600K. E que aconteceu justamente nos dias 14 e 15/11, como expliquei em post no dia 18/11 (leia aqui).
15. Zumbi dos Palmares (22/nov)
É estranho relatar isso, mas não sei exatamente por que participei dessa prova. Organização ótima, encontro com os TwittersRun após a prova e tudo mais. Acontece que, uma semana antes, conversei com o Paulo Oliveira sobre qual deveria ser meu pace. E ele foi coerente na resposta: “segure a onda, não exagere. Você pode se machucar se não respeitar os seus limites“. Corri num ritmo bem mais leve. Afinal, não faz sentido buscar alta velocidade em provas curtas se meu objetivo é correr provas longas, de resistência.
16. Volta da Pampulha (6/dez)
Sabe aquelas viagens que você sempre deseja que se repitam? Essa foi uma delas. Na semana que antecedeu a prova, minha viagem a Belo Horizonte a trabalho foi cancelada. Tive de me contorcer para conseguir passagem para a capital mineira. Minutos depois de solucionado o problema, recebo telefonema da Bruna, produtora da ESPN, perguntando se eu poderia ser o repórter do programa “Vamos Correr?”, que abordaria o encontro dos TwittersRun em BH. O resultado está no YouTube (clique aqui para assistir).
17. São Silvestre (31/dez)
Queria fechar o ano de 2009, tão proveitoso no quesito corridas, com uma boa performance na São Silvestre. Tinha em mente percorrer os 15 km em 1h20. Os amigos do TwittersRun (foto) alertaram para a dificuldade de se correr a prova. Não deu outra. Consegui fazer pace de 5’00″ por km, mas em muitos pontos houve congestionamento de atletas, derrubando meu ritmo. Fechei em 1h23, o que não foi nada mal considerando o número elevado de participantes e o calor no dia da prova.


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