Desvendando a marca Nike

outubro 21, 2009 by Cassio Politi · 3 Comments
Filed under: Marketing 
O Swoosh representa a asa de Niké

Nesta véspera do tão esperado Desafio dos 600K da Nike, eu lançaria a seguinte pergunta: você sabe o que é o Swoosh?

Certamente, sim, você sabe. Swoosh é o conhecido logotipo da Nike.

O que este blogueiro não sabia é que o Swoosh simboliza uma asa. Mas por que uma asa? Simples: porque Niké é a deusa grega da vitória.

Para fazer todo o sentido, basta esclarecer que Niké é uma deusa alada, que serviu de inspiração para a marca. Uma das asas de Niké virou o Swoosh.

O desenhista que criou o logotipo cobrou dos fundadores da Nike apenas US$ 35 pela arte. Isso aconteceu há 38 anos. Hoje, a marca Nike está avaliada em US$ 12,7 bilhões. E é a 29ª marca mais valiosa do mundo, segundo o ranking da Interbrand (2008).

Dizem que uma boa ideia vale muito. Ah, se vale!

Um pouco da história da Mizuno

outubro 20, 2009 by Cassio Politi · 3 Comments
Filed under: Marketing 

Tudo começou em Osaka, no Japão, em 1906, quando os irmãos Rihachi e Rizo Mizuno fundaram uma loja que levava o sobrenome da família vendia artigos para baseball. No ano seguinte, a loja começou a vender roupas esportivas. O sucesso nas vendas impulsionou o crescimento da loja em Osaka e a abertura de uma filial em Tóquio.

Ainda na década de 1910, a empresa começou a patrocinar campeonatos de baseball e a estampar sua marca em roupas esportivas. Nos anos 20, a empresa entrou em outras modalidades, como golfe e esqui na neve. A primeira fábrica foi instalada em Yoro, em 1943.

Nos anos 60, foi feito o primeiro grande investimento em mídia. Para incentivar as pessoas a esquiarem, a empresa patrocinou um programa na TV japonesa.

Em parcerias com empresas suecas, australianas e norte-americanas, começou a migrar para outras modalidades e a se tornar uma marca presente em diversos países. Nos Estados Unidos, por exemplo, a Mizuno se instalou em 1969.

O patrocínio a programas de TV se intensificou nos anos 70, período em que começaram também os patrocínios a atletas profissionais de diversas modalidades, seleções e competições — Olimpíadas, inclusive.

Atualmente, a empresa fabrica material para golfe, baseball, esqui, ciclismo, vôlei, futebol, rúgbi, judô e atletismo.

O dia em que o atleta foi mais veloz que o motorista

outubro 12, 2009 by Cassio Politi · 1 Comment
Filed under: Corrida de rua 
Velocidade média de carro: 10,1 km/h

Almoçando uma vez com o amigo André Rosa, expliquei a ele como me distraio nas longas viagens para a casa de parentes no interior de Minas Gerais. Enquanto dirijo, fico calculando a velocidade média de meu carro de hora em hora. Faço contas também nas parciais: aos 15, 20, 30, 40 e 45 minutos. E aí comparo e até classifico os trechos conforme a velocidade.

O André ouviu pacientemente minha explicação. Matutou por um instante e, então, perguntou:

— Você contou isso para mais alguém?

Educadamente, ele me chamou de maluco. Que dirá o André se souber que meu passatempo não apenas continua, mas se desenvolveu? Agora, conto com o auxílio do GPS que uso para correr.

O campeonato
Decidi fazer uma competição na sexta-feira, véspera do fim de semana prolongado pelo feriado de Nossa Srª Aparecida. Caótico, o trânsito de São Paulo me fez criar uma prova virtual entre o atleta e o motorista.

Na Marginal Tietê, o GPS mostrou que, de carro, percorri 21,1 km em longas 2h05′10″. Numa recente meia maratona, meu tempo foi de 1h58′31″. Amador e limitado, o atleta foi mais rápido que o motorista nas ruas da cidade.

Neste momento o que intriga não é o caos do trânsito. Preocupante mesmo é dar ao André Rosa a oportunidade de ter razão.

Fotorreportagem: o meio Ironman de Cancún

outubro 11, 2009 by Cassio Politi · Leave a Comment
Filed under: Triatlo 

Teve início neste mês um projeto que nasceu no meio do ano. Duas fotorreportagens — ambas experimentais — sobre corrida, triatlo e outros esportes já estavam no YouTube. Ainda neste ano, um site vai ao ar com esse tipo de matéria.

Por enquanto, assista à fotorreportagem familiar, mas internacional, no YouTube.

Tênis de corrida duram de 300 a 600 km

outubro 7, 2009 by Cassio Politi · 1 Comment
Filed under: Corrida de rua 

Fiz as contas e concluí que o par de tênis que estreei no início do ano está perto de completar 1.000 quilômetros. De tão amaciado, calçado e pés vivem um clímax. Mas bate a dúvida: quanto dura um tênis de corrida?

Solto a pergunta no Twitter.

Não há unanimidade. Alguns atletas usam até a sola acabar. Outros confiam no calçado enquanto sentirem bom amortecimento.

A maioria, no entanto, concorda com o seguinte dado: a vida útil é de 300 a 600 km. Literalmente, usei e abusei do McLaren, apelido que dei ao meu companheiro branco e cinza.

Vêm no Twitter opiniões de mais atletas. Um alerta para o risco de lesão. Outro explica que, após 600 km, a estrutura do calçado fica abalada.

Decido, então, ficar com a maioria. Loja de materiais esportivos, aí vou eu.

Saucony: fabricante de calçados esportivos com histórico imponente

outubro 2, 2009 by Cassio Politi · 4 Comments
Filed under: Corrida de rua 
Modelo masculino da Saucony

Chamou a atenção o estande da Saucony no São Paulo Running Show 2009, que terminou no domingo (27/9). Admito minha ignorância em relação à relevância dessa marca.

A Saucony nasceu no estado norte-americano da Pensilvânia em 1898. Sua primeira fábrica de tênis foi implantada em 1906.

Começou a fabricar tênis para corrida em 1968. Na década de 70, recebeu os primeiros prêmios pela qualidade de seus calçados esportivos e de suas operações. Foi premiada, ainda, pelas revistas Runner’s Workd e Go Outside

Desde a década de 80, atletas patrocinados pela empresa venceram algumas das provas mais importantes do mundo, como as maratonas de Nova York e Boston, o Mundial de Triatlo e o Mundial de Ironman do Havaí.

Na disputa pelo crescente mercado de corrida de rua, as marcas mais conhecidas no Brasil têm uma concorrente com currículo respeitável.

Economize passadas em um quilômetro buscando os pontos de tangência

setembro 30, 2009 by Cassio Politi · 4 Comments
Filed under: Corrida de rua 

A maior parte dos corredores tem o mau hábito de cumprir o percurso de uma prova ignorando as tangências. Usando GPS, fiz o teste na Meia Maratona das Pontes (27/9).

Em alguns trechos, percorri uma linha reta partindo do ponto de tangência de uma curva até o ponto de tangência da outra. Resultado: o GPS aferiu exato 1 km entre uma placa de distância e outra.

Em outros trechos, fiz a curva aberta, ignorando essa prática, e a distância entre as placas aumentou de 20 a 40 metros por quilômetro.

Pelas normas da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAT), a medição é feita em linha reta, entre os pontos de tangência, como sugerido aqui. Isso significa que, na hora de marcar as distâncias, a organização da prova escolhe o menor trajeto possível dentro do percurso da prova.

Na figura abaixo, o desenho da esquerda mostra a linha azul, que representa o percurso adequado. Ou seja, o mais curto.

O desenho da direita, com linha vermelha, mostra aquilo que é mais habitualmente praticado por nós, corredores. A comparação mostra que, por uma questão de geometria, damos mais passadas para percorrer os mesmos mil metros.

Corredeiros são o resultado da mistura de corrida de rua com Twitter

setembro 28, 2009 by Cassio Politi · 9 Comments
Filed under: Corrida de rua 
Os corredeiros Edu, Cassio, Yara, Selma, Joel e Vagner em SP

Ninguém sabe ao certo como começou. Deve ter sido assim: sabendo da existência do Twitter, teve a ideia de se cadastrar para falar sobre sua paixão: corrida de rua. Afinal, já escreve um blog sobre esse mesmo tema.

Em linhas gerais, essa foi a recente história não de um, mas de um grupo de corredores-twitteiros (ou corredeiros), do qual faço parte. Alguns tiveram o primeiro contato pessoal no Desafio Dean Karnazes, norte-americano que neste mês correu durante 24h pelas ruas de São Paulo.

Depois, houve novos encontros na Meia do Rio, na Maratona de Revezamento Pão-de-Açúcar, no São Paulo Running Show. Está agora no ar a ideia de reunir a turma em Belo Horizonte para a Volta da Pampulha. A trupe, que está aberta a receber mais corredeiros, já ganhou até nome: “Equipe Twitters Run”.

Todos deixamos de ser pequenas fotos quadradas na tela para ganharmos forma de seres humanos reais.

Comilança
No sábado (26/9), véspera da Meia das Pontes, houve um jantar de massas numa cantina de São Paulo. O encontro foi regado a muita água mineral.

Hoje decidi lançar no Twitter a seguinte pergunta: “como foi sua alimentação após a Meia das Pontes?”.

Conclusão: se tivéssemos almoçado juntos, a mesa teria sanduíche pronto, amendoim, pão italiano, picanha na pedra, picanha com risoto, hard yakissoba, frango empanado e massa. Cerveja e coca-cola para rebater os isotônicos. Jujuba, pudim, Sonho de Valsa, sorvete e Danette na sobremesa. Ruffles no lanche da tarde. Estrogonofe e pizza no jantar.

Se fôssemos atletas profissionais, nossos nutricionistas rasgariam seus diplomas. Felizmente, somos amadores e nos demos pratos apetitosos como recompensa pela conclusão dos 21 km.

A pausa para a gula dominical é a prova cabal de que todos somos, de fato, seres humanos reais — e não pequenas fotos quadradas na tela.

O percurso da mente durante a Meia das Pontes

setembro 27, 2009 by Cassio Politi · 5 Comments
Filed under: Corrida de rua 
A orientação do Paulo (à esq.) em uma das muitas conversas

Não lembro quando foi. O Paulo Oliveira, meu treinador, sentenciou: você consegue completar a Meia das Pontes em menos de 2 horas.

Ok, estamos combinados.

Manhã de 6 de setembro. Cruzo a linha de chegada da Meia do Rio em 2h11. Chego inteiro, mas ainda distante da meta.

Madrugada de 27 de setembro. O despertador toca às 4h55. Lembro-me de ter sonhado que bati minha meta na Meia das Pontes. Sinal de que estou focado.

Manhã de 27 de setembro. Faltam 15 minutos para a largada. Sem perceber, começo a pensar na linha de chegada. Recobro a concentração e penso no 1º quilômetro. Quando tiver vencido o 1º, pensarei no 2º. E assim sucessivamente até o 21º.

Contra o relógio
É dada a largada. São 7h15. Começo num bom ritmo. Cada segundo ganho será importante. Deixar para acelerar no fim é muito arriscado.

O primeiro túnel presenteia os atletas com uma descida. É hora de deixar a força da gravidade trabalhar. Mas o túnel logo cobra a dívida — a inclinação agora é para cima. Vem a segunda passagem pelo túnel. De novo, o presente e a dívida. Treinei para subidas. Não deveria me preocupar.

Dúvidas e certezas
Um terço da prova fica para trás. Estou 2 minutos mais rápido do que o planejado. Será que estou forçando muito? Faltará fôlego no fim? De novo: não é hora de pensar no futuro, mas no quilômetro atual. Consigo focar na velocidade.

Completo metade da prova em 57 minutos. Se conseguir manter o ritmo, bato a meta. Passamos pela raia olímpica da USP. Nas curvas da Av. Escola Politécnica, observo pelo GPS que, fazendo a tangente, evito um desperdício de 20, 30, 40 metros por quilômetro.

Corpo x mente
Voltamos à USP. Já são 16 km. A subida após a Praça do Cavalo castiga. O corpo suplica. Pede redução no ritmo. Nem pensar, não posso diminuir. O corpo reage. A frequência cardíaca sobe para 188 bpm. Que suba: sei que recupero na descida.

Cruzo a 18ª placa. Faltam só 3 km. É uma mísera volta no Ibirapuera. Isso não é nada! Mas o corpo discorda. As pernas estão cansadas. Repito mentalmente: garra, garra, garra! Consigo manter a passada.

Um termômetro marca 26ºC. O seguinte marca 29ºC. Decido ignorar os demais. Psicologicamente, não me ajuda saber que está quente. Prefiro pensar que está seco, o que é bom.

O relógio marca 1h41. Mesmo que eu diminua o ritmo para 10 km/h, conseguirei chegar e ainda me sobrará 1 minuto. Vai dar!

A meta
Falta apenas 1 km. Acelero: 5′20″ por km. Quero menos de 2h no tempo oficial da prova, não apenas no meu relógio. Vou mais rápido, agora a 5′10″ por km.

Cruzo a linha de chegada em 1h58′31″. Agora, que consegui, o que devo sentir? Não sinto nada. Apenas vontade de andar. Paro de pensar na prova. Já posso lembrar que a vida é mais do que postos de hidratação, quilômetros percorridos, frequência cardíaca.

Deleite
Qual a emoção pela meta alcançada? Por enquanto, nenhuma. Apenas tiro o chip do pé.

Pego a medalha e, então, um filme dos treinos roda. No Parque do Ibirapuera, nas brechas das viagens a trabalho, em Santos, na chuva, no calor, no frio. Mas homem não chora.

Penso no trio que testemunhou a minha dedicação: Paulo (o treinador), Alê (a “primeira-dama”) e Deus. Penso no e-mail encorajador que o Paulo mandara na sexta-feira. Lembro o que dissera a Alê na véspera: você vai conseguir, eu tenho certeza.

Não demora e, atrás da lente dos meus óculos, um sujeito fracassa na tentativa de reprimir a emoção. Só choram os homens que têm alguma razão especial para isso.

Antes de encontrar os amigos, enxugo o rosto e faço um pacto comigo mesmo. Quando corrida, trabalho ou qualquer atividade não puder mais me trazer prazer e emoção, estará na hora de parar.

Ok, estamos combinados.

Sob árvores, Garmin tem margem de erro

setembro 26, 2009 by Cassio Politi · 1 Comment
Filed under: Corrida de rua 
Forerunner 310XT para triatletas chega ao Brasil

A Garmin, que anda fazendo a cabeça dos corredores com frequencímetros equipados com GPS, foi esclarecedora em pelo menos dois aspectos em seu estande no São Paulo Running Show, feira de corrida que termina dia 27 de setembro, em São Paulo.

Primeiro: a pronúncia correta é Gármin. Quase todo mundo fala Garmín. Segundo: sob árvores, o Forerunner 305 — um dos modelos da Garmin — fica mesmo perdidinho em bosques, como a pista de cooper do Parque do Ibirapuera, coberta por árvores. Quando muito “densas”, as folhas das árvores prejudicam o sinal do GPS.

O novo modelo Forerunner 310XT, próprio para triatletas, chega ao mercado brasileiro com uma melhoria no GPS que deve minimizar esse efeito. Pelo menos é a promessa da Garmin. O que continua assustando é o preço. Um Forerunner com GPS no Brasil custa entre R$ 1.600 e R$ 2.500. Nos Estados Unidos, sai por US$ 180 a US$ 400.

O custo e a carga tributária para importação são adversários implacáveis dos corredores.

« Previous PageNext Page »