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O campinho dos sonhos

Por Cassio Politi | 23/12/2009, 15h53

Jardim em São Vicente ocupa espaço do antigo campinho

Chucruts é o apelido de um amigo de muitos anos. Não tente entender o porquê da alcunha. Só lembro que ela foi criada mais ou menos na Copa de 1982.

Por falar em Copa, o Chucruts sempre foi muito bom de bola. Onde quer que houvesse uma pelada, lá estava ele. Bola de couro, bola Dente-de-Leite, bola de borracha: ele tinha intimidade com todas elas.

O tempo voou, o Chucruts cresceu. E cresceu até demais, para cima de 1,90m. Aquele sujeito negro, magro e alto virou o melhor centroavante da história do time do Itararé. Da janela de casa, eu ficava assistindo aos jogos no campinho do Itararé ali, entre o calçadão e a praia. Vi muitos gols seus, alguns dos quais antológicos.

O Chucruts contava suas histórias com um bom humor incessante. Eram narrativas fiéis aos fatos, mas deliciosamente sarristas. Muitas vezes previ que ele seria um prato cheio para a imprensa esportiva.

Nos labirintos da vida, porém, o Chucruts não virou jogador profissional de futebol. Estudou e teve sucesso vestindo calça comprida e sapato.

Não faz muito tempo, numa festa da família, o Chucruts apareceu lá em casa depois de muitos anos sem nos vermos. Abraços para lá, risadas para cá. Num certo momento, estávamos nós dois apoiados no parapeito da mesma janela que um dia fora meu camarote. Dali entramos no túnel do tempo e recitamos gols, causos e suas tardes gloriosas no Itararé.

De repente, o Chucruts ficou pensativo. Calculou e apontou para um poste que hoje ilumina o bem cuidado jardim. Era mais ou menos ali que ficava a trave, não era? Eu acho que sim. E a outra trave ficava um pouco para cá do que hoje é um teleférico.

Pela primeira vez, e única, vi uma profunda tristeza no olhar do Chucruts. Nem a perda dos avós nem as derrotas do Corinthians tinham sido capazes de roubar-lhe a alegria.

Logo voltamos a falar racionalmente e concluímos que a orla da praia ficou muito melhor com o jardim, que cruelmente desapropriou o campinho do Itararé.

Acontece que aquela conversa nunca acabou. Sempre que entro no Parque do Ibirapuera, me lembro da nostalgia que acometeu o Chucruts.

Porque o Ibira não é apenas o lugar onde treino. É o lugar onde alimento minha paixão pela corrida. É o lugar que, a cada passada, acolhe minhas emoções, desejos, sonhos e até orações.

Todo corredor se apega a um lugar. Não importa se esse lugar é arborizado ou árido, lotado ou vazio, praiano ou urbano. É o campinho do Itararé de cada um. Afinal, quem faz o lugar é a gente.

Saucony: fabricante de calçados esportivos com histórico imponente

Por Cassio Politi | 02/10/2009, 17h19

Modelo masculino da Saucony

Chamou a atenção o estande da Saucony no São Paulo Running Show 2009, que terminou no domingo (27/9). Admito minha ignorância em relação à relevância dessa marca.

A Saucony nasceu no estado norte-americano da Pensilvânia em 1898. Sua primeira fábrica de tênis foi implantada em 1906.

Começou a fabricar tênis para corrida em 1968. Na década de 70, recebeu os primeiros prêmios pela qualidade de seus calçados esportivos e de suas operações. Foi premiada, ainda, pelas revistas Runner’s Workd e Go Outside

Desde a década de 80, atletas patrocinados pela empresa venceram algumas das provas mais importantes do mundo, como as maratonas de Nova York e Boston, o Mundial de Triatlo e o Mundial de Ironman do Havaí.

Na disputa pelo crescente mercado de corrida de rua, as marcas mais conhecidas no Brasil têm uma concorrente com currículo respeitável.

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