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O blog da Corrida de Rua

Arquivos: setembro/2009

O valor do presente de Harry Thomas Jr.

Por Cassio Politi | 20/09/2009, 20h35

Harry (à dir.) já fez três maratonas em menos de 3h

O verdadeiro valor de um presente está no quanto se escolheu — e não no preço que se pagou por ele.

Eu não conhecia o Harry Thomas Jr., empreendedor e blogueiro quando não está correndo. Nos conhecemos trocando posts sobre corrida no Twitter. “Tenho uma inscrição para o Revezamento Pão-de-Açúcar. Quer?”, ele me ofereceu. Quero, claro!

Nós dois pensamos que a largada seria às 8h. Era às 7h. Chegamos atrasados ao Ibirapuera e decidimos completar os pouco mais de 20K juntos em vez de nos revezarmos. Quem se importa com a colocação na prova? Para mim, o barato era correr com Harry.

Para Harry, o barato era correr uma prova uma semana depois de ter acompanhado Dean Karnazes — ultramaratonista norte-americano que virou referência nesse esporte — em sua passagem pelo Brasil. E o desafio de Harry era ganhar forças para superar a recente morte de um amigo de infância.

Popularidade
Começamos a correr e, antes mesmo da placa de 1 km, perco as contas de quantos amigos e conhecidos ele cumprimenta. Essa familiaridade com o meio explica o sucesso de seu site, o Webrun.

Com naturalidade, Harry aplica o que os 14 anos de corrida — com 17 maratonas — o ensinaram. Desliza pela multidão imune a esbarrões. Admira-se com profissionais como Frank Caldeira, que passa por nós. Com a mesma admiração, me mostra um amador que acaba de nos cruzar. “Esse corre muito”. Como se o próprio Harry não fosse digno da mesma observação.

A companhia torna a corrida mais leve. Valeu a pena ter desligado o iPod logo no início. Musica para quê? Em troca, recebo conselhos. “Na descida, deixe a gravidade trabalhar, assim, ó”. É só imitá-lo e o esforço diminui enquanto a velocidade aumenta. “Na subida, movimente bem os braços, assim, ó”. Subitamente, a ladeira parece menos íngreme.

Dean brasileiro
Cruzamos a linha de chegada em 2h04 e nos cumprimentamos como velhos amigos. Vou ao guarda-volumes e nos perdemos. Deixo o Ibirapuera feliz, mas com um vazio por dentro: mal nos falamos depois da linha de chegada. Nem sequer pude agradecer-lhe o presente, que foi a companhia na corrida. Pego o celular e expresso no mesmo Twitter a única coisa que me vem à cabeça: “O Harry é o Dean Karnazes brasileiro”.

Harry responde: “Sou só o Harry, já me basta”.

Em certa medida, ele tem razão. Afinal, quem é o Harry senão um sujeito simples, vencedor, apaixonado pelo que faz, vidrado na vida, embalado por desafios?

Definitivamente, Harry é o Dean Karnazes brasileiro. E isso já me basta.

Nike Human Race reunirá 1 milhão de corredores em 30 países em outubro

Por Cassio Politi | 19/09/2009, 12h49

A Nike Human Race de 2009 será no dia 25 de outubro, no Rio de Janeiro. Os participantes largarão às 8h da Barra da Tijuca e chegarão a Ipanema. Percurso bonito.

A prova acontece no mesmo fim de semana em 30 países. Reúne, no total, 1 milhão de pessoas. O valor da inscrição no Brasil é de R$ 70.

Uma parte do valor arrecadado será doada ao programa “Rede Esporte pela Mudança Social”, que a Nike mantém com a ONU com o objetivo de combater a desigualdade social por meio do esporte.

O site oficial da prova é o Nike Corre (www.nikecorre.com).

Tênis fabricados na China terão sobretaxa; preços devem subir

Por Cassio Politi | 18/09/2009, 13h19

A Câmara do Comércio Exterior (Camex) vai aplicar sobretaxa de US$ 12,47 para cada par de calçado importado da China durante seis meses. As fabricantes Nike, Adidas, Puma, Asics e Alpargatas pediram a exclusão dos tênis de corrida dessa medida, mas não foram atendidas.

A Asics, que importa da Ásia até 60% dos calçados, disse em nota oficial que a medida beneficia a Vulcabrás/Azaléia, dona das marcas Reebok e Olympikus.

A medida, segundo o governo, visa a combater o dumping — venda de produtos abaixo do preço de custo com o intuito de conquistar mercado —, prática proibida no Brasil.

O resultado do imbróglio será o aumento dos preços de parte dos calçados no País, inclusive os tênis de corrida.

Direto do Twitter: os corredores e a previsão do tempo

Por Cassio Politi | 13/09/2009, 22h11

Se não fôssemos ansiosos, previsão do tempo talvez não existisse.

Com base nessa enfadonha afirmação, perguntei aos colegas corredores do Twitter se eles também têm a mania de visitar sites de meteorologia.

“Muitas vezes não consultei a previsão e me dei mal”, conta Vanderson Afonso, co-autor do blog Vício de Correr. Me faz lembrar a Fila Night Run, em 2009, realizada sob um pé d’água surpresa em São Paulo.

A também corredora-twitteira Aline Mazer anda desconfiada de sites especializados em prever chuva ou sol. “Andam falhando bastante”.

Olhando de outro ângulo, e possível argumentar que a margem de erro das previsões é zero.

Quatro dias antes da prova, os sites prevêem céu aberto. Três dias antes, chuva. Dois dias antes, nublado. Na véspera, anunciam sol, com nebulosidade variada, e pancadas de chuva ao longo do dia. Ficamos na mesma

No final, o mais pragmático deste pequeno grupo de corredores twitteiros é o Harry Thomas Jr., autor do Blog do Harry. Ele não liga para a previsão do tempo. “Eu não acesso. Seja o tempo que tiver lá fora eu saio para correr!”.

Harry é a prova viva de que a frase que deu início a este post faz algum sentido.

O futuro

Por Cassio Politi | 13/09/2009, 19h23

A frase é de Peter Drucker, um dos mais importantes mestres de administração e marketing. É perfeitamente adaptável à corrida.

“Você não pode prever o futuro,
mas pode criá-lo.”

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