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Arquivos: agosto/2009

Placa no Recife que alerta para tubarões impõe respeito

Por Cassio Politi | 31/08/2009, 23h27

Quem se atreveria a ignorar o aviso da placa no calçadão no Recife?

Este corredor-blogueiro achava que já tinha visto uma boa variedade de peculiaridades nos treinos durante viagens a trabalho pelo Brasil.

Perto da pista de corrida da Universidade Federal de Juiz de Fora, um grupo de pedestres alardeava: “liguem para os bombeiros! Tem um jacaré no lago”. Minutos depois, o jacaré saiu do lago. Era um belo cachorro da raça pastor-alemão. Parou, olhou rapidamente para sua platéia, sacudiu-se e correu para o outro lado, fazendo com que este míope corredor, que acreditou mais nos transeuntes do que em sua visão pouco confiável, interrompesse o treino por alguns minutos.

Em outra ocasião, a bordo de um cruzeiro marítimo, o treino começou com um desentendimento com a esteira. Mesmo após ter sido acionado o botão de zerar a inclinação, a esteira continuava inclinada. Instantes depois, sem explicação, ela passou a ter inclinação negativa, como se fosse uma descida. E, então, logo voltou a subida. E, de novo, a descida.

Até que este destraído atleta comentou com a monitora de plantão: “engraçado, tem hora que sobe, tem hora que desce. Será que a esteira está com problema?”. Não, claro que não. Era o balanço do navio em plena navegação, ô, estúpido.

Tubarões
Neste ano, foram observações e causos de Manaus, Fortaleza, Salvador, João Pessoa, Rio de Janeiro, Santos, Florianópolis, Curitiba, Porto Alegre. A vencedora foi a placa do calçadão da praia de Boa Viagem, no Recife, cuja foto ilustra este post. Trata-se de um case de sucesso na orientação ao público.

De forma mais direta, os dizeres da placa poderiam ser estes: “se não quiser virar chiclete de tubarão, nem pense em entrar no mar”. O histórico de ataques por ali dá credibilidade ao alerta.

Foram 8 km de corrida pelo calçadão, 4 sentido sul e 4 de volta para o norte. A contagem serviu de distração. E o placar final foi: muitas pessoas na areia, nenhuma no mar. Isso em plena manhã de um sábado ensolarado.

Confesso que nunca tinha visto uma placa impor tanto respeito.

Competir

Por Cassio Politi | 27/08/2009, 22h30

Fez nesta semana 18 anos que Ayrton Senna ganhou pela 5ª e última vez em sua carreira o GP de Spa-Francorchamps, na Bélgica, que volta a ser disputado neste fim de semana. As entrevistas de Senna não envelhecem, não morrem.

“Todo esportista deve ter dentro de si
um forte sentimento de competição.
Por exemplo, se você vai jogar pingue-pongue,
você tenta vencer. Você se diverte mais, claro.
Mas você compete do mesmo jeito”.

Do sucesso ao fracasso

Por Cassio Politi | 22/08/2009, 13h07

Ele é professor de Marketing, trabalhou em banco e não pratica esportes. Num MBA da ESPM aqui, em São Paulo, disse uma frase que vale para a vida. Não sei se a frase tem autor definido; foi dita espontaneamente. Como a corrida imita a vida, a frase vale inclusive para nós, corredores.

“O sucesso gera a arrogância,
que gera a prepotência,
que gera o fracasso.”

Admirar os rivais

Por Cassio Politi | 19/08/2009, 23h23

Embora a corrida nos ofereça a oportunidade de só fazer amigos, um ensinamento do Ayrton Senna é útil para qualquer esporte. Aliás, para a vida.

“Admiro, sim, os meus rivais.
Porque no dia em que eu deixar de admirá-los,
paro de aprender com eles.”

Dicas para Interlagos

Por Cassio Politi | 17/08/2009, 20h10

Estão abertas as inscrições para o Ayrton Senna Racing Day 2009, prova que acontece em novembro no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Eis um breve manual para o percurso cheio de altos e baixos — literalmente.

Localize cada trecho no mapa que vem logo abaixo do texto. E treine para subidas, que são puxadas.

Boxes
Normalmente a largada é feita dos boxes. O trecho inicial é plano, reto e curto. Pode acelerar. O que virá em seguida é uma descida, localizada na saída dos boxes, aquela que acompanha o “S” do Senna.

Reta Oposta
Trecho plano, com leve declínio. Vale a pena manter o ritmo médio ou forte.

Curva do Lago
Aproveite bem essa descida para tomar fôlego. Você estará prestes a entrar no misto, onde seu preparo para subidas será testado.

Ferradura
Começa a subida, ainda leve. O trecho onde se faz a curva para a direita é de leve inclinação. Já o pedaço que antecede o Laranjinha é plano. Dá para recuperar o fôlego. Dali, é possível visualizar bem a Subida do Café.

Pinheirinho
Antes de contornar a curva conhecida como Pinheirinho, vem uma breve descida. Caso tenha acelerado mais do que devia até aqui, aproveite agora para recuperar o fôlego. Você precisará dele em breve.

Bico de Pato
A subida agora é curta, mas um pouco mais íngreme que a anterior.

Mergulho
Como o nome sugere, trata-se de uma descida. É a última antes do trecho mais difícil. Concentre-se.

Subida do Café
Não é tão longa, mas é íngreme e — pegando emprestado o jargão do automobilismo — é feita em uma curva “cega”. Ou seja, não é possível enxergar o final dela. Quem nunca correu ali perde a noção de onde exatamente acaba a inclinação.

Reta dos boxes
Começa no plano, depois vem leve descida e, então, leve subida.

“S” do Senna
É muito similar à saída dos boxes. Em algumas provas de revezamento, os corredores não chegam a passar pelo “S” do Senna. De qualquer forma, é a descida que serve de recompensa por ter passado pela Subida do Café. Ao mesmo tempo, faz um lembrete: a subida do Café ressurgirá sob seus pés dali a 4 quilômetros.

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