Pontos fortes e fracos da meia maratona de Porto Alegre
Por Cassio Politi | 26/04/2009, 15h25
A organização da edição de 2009 da meia maratona de Porto Alegre da Corpa, no dia 25 de abril, teve um saldo positivo. Aliás, a existência de um saldo pressupõe pontos positivos e negativos. Então, vamos a eles.
Acompanhando o Rio Guaíba, o percurso é deliciosamente plano. A largada, pontualmente às 19h, fez bem aos corredores. Na casa dos 23ºC, a temperatura foi uma aliada.
Durante o percurso, no entanto, as placas que informam a distância percorrida eram esporádicas. A primeira delas era a de 4 km. Isso confunde quem está acostumado a calibrar a própria velocidade nos primeiros quilômetros.
O percurso era de pouco mais de 10 km. Percorrendo o trajeto duas vezes, completava-se a meia. Na segunda volta, as placas só iam até 15 km. Dali em diante, era preciso guiar-se pelas placas de 6 a 10 km referentes à primeira volta.
Com um pouco de boa vontade, era possível situar-se fazendo algumas contas de cabeça. Convenhamos: depois de 1h30 de corrida, fazer contas já não é o ponto forte de um corredor.
Água e iluminação
Faltavam placas, mas sobrava água. A capital gaúcha parece ser um exemplo no quesito hidratação. Havia um posto a cada 2 km aproximadamente.
Em um trecho de mais ou menos 500 metros, os postes públicos de iluminação estavam apagados. Certamente, a falta de luz na rua é um problema que vai além do alcance da Corpa, associação de corredores local. Mas a organização encontrou uma solução. Havia staffs com lanternas, motos e bicicletas que orientavam no voo cego. Um grupo com 3 ou 4 staffs ficava em frente às lombadas (ou quebra-molas) alertando os corredores para a armadilha camuflada no breu.
Vozeirão irritado
Diferente mesmo era o locutor. Ele transmitia um mau humor incomum. Algo diferente de provas de São Paulo e Rio, onde a voz que sai dos alto falantes costuma ser de um alto astral contagiante. Na hora da premiação, o dono do vozeirão perdeu a paciência com as equipes vencedoras que não estavam perto do pódio. Ameaçou não premiar essas categorias, e não premiou. Deu, ainda, uma bronca generalizada pela sujeira dos copos na área próxima à linha de chegada.
É bem verdade que o locutor de Porto Alegre não chegou a maltratar o público. Pelo contrário: ajudou parceiros a se encontrarem, deu informações úteis e claras. Mas a rispidez definitivamente não combina com o clima entre os corredores gaúchos, solícitos e atenciosos.
Também causou estranheza a pequena quantidade de fotógrafos durante toda a prova, o que talvez seja justificado pelo fato de ela ser noturna.
O saldo mesmo pode ser sentenciado assim: vale a pena participar da meia maratona de Porto Alegre, que permite correr sozinho ou em equipes de 2 ou 4 participantes. As vantagens superam os contratempos, irrelevantes quando dissolvidos pela endorfina.



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