Blog da Copa

Palpites sobre a maior festa do futebol mundial!

Tag: seleções

Escalações não-oficiais das seleções do Mundial

Por Marmota | 27/06/2010, 10h38

Você já deve ter recebido por e-mail a mensagem abaixo. São escalações criativas dos 32 países que começaram a Copa do Mundo. A graça do texto é tão grande quanto a impressionante percepção de que a mesma mensagem é espalhada por aí (inclusive em blogs de redações que cobrem o Mundial) sem o nome do autor! Em alguns casos realmente a piada passa por tantas reciclagens que ela torna-se “do mundo”; esta, no entanto, foi publicada originalmente no blog do carioca Leonardo Lanna, que ainda mantém o @microcontoscos.

A César o que é de César. E respire fundo: certamente é uma das coisas mais engraçadas já produzidas nesse fértil período futebolístico.

GRUPO A

ÁFRICA DO SUL – Hakuna, Matata, Zuma, Pumba e Simba. Tshabalala, Lalalala e Trololo. Zulu, Zilu e Vuvuzela. Técnico: Zamunda

MÉXICO – Zapata, Godines, Cirilo e Racha-cuca. Jose Cuervo, Xapatin, Girafales e Hector Bonilla. Taco, Roberto Bolaños e Speed Gonzáles. Técnico: Don Ramón

URUGUAI – Mujica, Bujica, Canjica e Cojones. Mate, Artigas, Ortega e Urtiga. Loco Abreu, Loco Mia e Olocomeu. Técnico: Eduardo Galeano

FRANÇA - Mondieu, Sacrebleu, Blasé e Sauté. Abatjour, Monamour, LeParkour e Monbijou. Ribéry, Tresjolie e Lingerie. Técnico: Sauvignon

GRUPO B

ARGENTINA – Maricones, Boludo, Quilmes e Chorizo. Alfajor, Tango, Perón e Verón. Palermo, Panaco e Babaco. Técnico: Mano de Dios

NIGÉRIA - Motumbo, Djeba, J’romba e Bengala. Kanu, Kani, Goku e Paunoku. Obinna, Ilê e Ayê. Técnico: Obaluayê

COREIA DO SUL – Kim Sam-Sung, Kia, Hy Un-Dai e Kun Gui-Fu. Park Ji-Sung, Park Damo-Nika, Park Guin-Le e Jurassic Park. Dae-Woo, Wong-Fu e Sal Sifu-Fu. Técnico: C.G. Jung

GRÉCIA – Onassis, Sócrates, Hermócrates e Hipócrates. Katapoulos, Kataploft, Katapimba e Christos. Churrasco grego, Beijo grego e Arroz a grega. Técnico: Homero

GRUPO C

INGLATERRA – Lancaster, Worcester, Montgomery e Wiltshire. James, John, Paul e George. Cleese, Big e Ben. Técnico: George Martin

ESTADOS UNIDOS – Bacon, McMuffin, Yogoberry e Cheddar. Yummy, Dummy, Brandon e Brian. Gonzales, Hernandez e Lewinsky. Técnico: Kissinger

ARGÉLIA – Sahid Zidane, Ahmed Zidane, Nadir Zidane e Zinedine Zifoda. Kareem, Khaled, Kebab e Kabid. مدينة الجزائر, أحمد e ويحي. Técnico: Habib’s

ESLOVÊNIA – Bronquič, Rinič, Bursič e Sinusič. Šeliga, Šetoca e Šemanca. Popovic, Twitpic, Prezunic, Ljubeyjafjalajokuljanic e Tededic. Técnico: Mobdic

GRUPO D

ALEMANHA – Sauerkraut, Strudel, Heinzbein e Kasseler. Adolph, Lager, Aftazarden e Weissfüder. Ingo Hoffman, Diego Alemão e Schumacher. Técnico: Heinz

AUSTRÁLIA – Dundee, Kookaburra, Koala e Kangaroo. Hugh, Jackman, Heath e Ledger. Sidney, Taz, Priscilla e Bloomin’ Onion. Técnico: Hugo Weaving

SÉRVIA – É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet, É o Pet e Stanković. Técnico: Dejan

GANA – Mandingo, Sahafo, Trihpé e J’boiah. Abedi Pelé, Abedi Garrincha, Abedi Tostão e Asamoah. Eric Addo, Atordo Addo e Vi Addo. Técnico: Milton Nascimento

GRUPO E

HOLANDA – Van Halen, Van der Wildner, Van pirata e Van Do. Van Geleonel, Van der Lee, Van der Cleidson e Marcelo D2. Heineken, Phillips e Tiësto. Técnico: Maurício de Nassau

DINAMARCA – Andersen, Kierkegaard, Viggo Mortensen e Bohr. Fodamsen, Danensen, Ferrensen e Sevirensen. Nhá Benta, Língua de Gato e Scooby Doo. Técnico: Danish Cook

JAPÃO – Jaspion, Jiraya, Change Dragon e Hello Kitty. Haikai, Tamagochi, Sudoku e Wasabi. Keropi, Kotoko e Misha Ria. Técnico: Içami Tiba

CAMARÕES – Pitu, Krill, VG e Cinza. Sete Barbas, Rosa, Da Malásia e Lagostin. Risole, Empadinha e Bobó. Técnico: Sr. Sirigueijo

GRUPO F

ITÁLIA - Polpettone, Pomodoro, Tagliatelli e Frescarini. Bocchetti, Bolagatto, Pugnetta e Brogna. Donatello, Mario e Luigi. Técnico: Tony Ramos

PARAGUAI – José Lugo, Carlos Lugo, César Lugo, Ramón Lugo e Roque Lugo. Sorny, Mike, BleckBarry e Hi-Phone. Perla e Adelaide. Técnico: PolyStation

NOVA ZELÂNDIA – Peter, Jackson, Russel e Crowe. Froddo, Legolas, Aragorn e Smigol. Wellington, Kiwi e Jaca Paladium.

ESLOVÁQUIA – Swarowský, Deuokusemký, Hondačívik e Robotnik. Bratislavský, Holosko, Homalusko e Hamuleske. Extcheco, Ralatchan e Ralatcheca.

GRUPO G

BRASIL – Zé Carioca, Carmem Miranda, Blanka e Buenos Aires. Samba, Bunda, Caipirinha e Capoeira. Allejo, Pelé e Bündchen. Técnico: Lula da Silva

COREIA DO NORTE – Ping, Pong, King e Kong. Long, Dong, Yin e Yang. Tang, Pak Man e Don-Keey Kong. Técnico: Kim Jong-il

COSTA DO MARFIM – Jotalhão, Dumbo, André Marques e Ronaldo. Romaric, Bebetic, Ebony e Ivory. Drogba, Merdba e Porrba. Técnico: Djosso Ares

PORTUGAL – Manoel, Joaquim, Manoel Joaquim e Joaquim Manoel. José Maria, Vasco, Roberto Leal e Ovos Moles. Baiano, Ceará e Paulista. Técnico: Saramago

GRUPO H

ESPANHA: Almodóvar, Franco, Hernán Cortés e Paella. Iniesta, Iniaquela, Fábregas e Nádegas. Banderas, Bardem e Julio Iglesias. Técnico: Pablo Picasso

SUÍÇA – Patek Philippe, Tissot, Nestlé e Lindt. Toblerone, Emmental, Rousseau e Federer. Fondue, Canivete e Limonada. No banco: Paulo Maluf

HONDURAS – Canales, Rios, Riachos e Valones. Palacios, Castelos, Casas e Barracos. Zelaya, Zemayer e Porfírio Lobo. Técnico: Celso Amorim

CHILE – Rojas, Moai, Marcelo Ríos e Casillero del Diablo. Merlot, Malbec, Cabernet e Pinot Noir. Santa Helena, Concha e Toro. Técnico: Pablo Neruda

É hora de jogar o refugo no lixo

Por Marmota | 25/06/2010, 22h53

#POR 0 X 0 #BRA (25/06) – Não concordo totalmente com o adjetivo “saqueadores”, usado pela Luciana, para definir Portugal. Particularmente, não tenho culpa se os nossos antepassados portugueses (dela também, já que reunimos no sangue uma porcentagem européia, índia, africana, latina, entre outros derivados) aportaram por esta e outras bandas pelo mundo apenas para usufruir. Ainda que a balança pese contra a metrópole, tanto o Brasil quanto nossos irmãos africanos (Angola, Moçambique, Cabo Verde) recebemos como herança a última flor do lácio, inculta e bela: a língua de Pessoa, Camões, Saramago, Pepetela, Machado, Veríssimo e Jorge Amado.

Até o árbitro, o mexicano Benito Archundia, se quisesse, poderia entrar na conversa – o “portunhol” e suas múltiplas variantes gramaticais também é aceito entre os lusófonos. Como resultado, o que vimos logo na entrada das equipas no relvado tornou-se a consequência após o placar sem gols: a cordialidade de dois compadres, satisfeitos com o empate.

Agora, se os times se entenderam bem no gramado, a seleção de Dunga não conseguiu puxar assunto sem Kaká (suspenso) e Robinho (poupado). Se com a dupla o repertório satisfaz, a rima de Julio Baptista é fraca. Pra piorar, o time é só destro: escreve bem pela direita, mas Michel Bastos demonstrou que precisa urgentemente de um caderno de caligrafia. E depois de todas as substituições feitas, fica a pergunta: será que Kléberson veio apenas gazetar nesta sala de aula?

Enfim, ao estilo Dunga, aconteceu o que se esperava: o Brasil terminou em primeiro no grupo, mas foi sofrido e angustiante, como será até a última apresentação. Talvez a classificação garantida e a despreocupação contribuíram para o 0 a 0. De qualquer forma, a seleção já sabe, e em bom português: agora acabou a brincadeira.

Ah, sim: essa coisa da Fifa decidir o melhor jogador da partida numa enquete da Internet, culminando em doidices como “Cristiano Ronaldo Man of the Match”, lembra as “mutretas de enquetes” elaboradas pelo KibeLoco. Como sugestão para o próximo jogo, devíamos inflar a Internet e fazer um esforo para escolher Michel Bastos. Que tal?

Os últimos pitacos da primeira fase:

#POR 7 X 0 #PRK (21/06) – Então a imprensa brasileira dizia: “ninguém enfrentou a Coréia do Norte além do Brasil, talvez as outras seleções do grupo sintam dificuldade em quebrar a obediência tática dos asiáticos” e blablabla. Então os portugueses fizeram o que, vai dizer que não, os brasileiros deviam ter feito na estréia.

#CHI 1 X 0 #SUI (21/06) – Definitivamente, a estréia não fez bem a muitas seleções. A Suíça, que havia vencido a Espanha no primeiro jogo, mostrou realmente o que veio fazer na África diante dos chilenos – que poderiam ter vencido por dois a zero, não fosse um gol do Alexis Sanches anulado. No ritmo de Copa América, os comandados do El Loco chegaram à liderança do Grupo H.

#ESP 2 X 0 #HON (21/06) – Ainda que os espanhóis tenham derrotado os hondurenhos e retomado a rota para a classificação, imaginava-se que uma seleção favorita pudesse atropelar o time, em tese, mais fraco da chave. David Villa ainda perdeu um pênalti, o que comprova a idéia de que “la roja” não vai nos decepcionar: tem tudo pra morrer na praia.

#MEX 0 X 1 #URU (22/06) – Queimei a língua: ao invés do empate, que poderia favorecer as duas equipes numa boa, os uruguaios fizeram o gol logo no primeiro tempo e terminaram com a liderança do Grupo A – algo que poucos esperavam. Mesmo derrotados, os mexicanos avançaram no saldo de gols, já que…

#FRA 1 X 2 #RSA (22/06) – … os Bafana Bafana chegaram aos mesmos quatro pontos ao se retirarem, deixando os convidados na sala. Vitória esperada, diante da atribulada passagem francesa pela África do Sul: a última cena de Raymond Domenech em campo, recusando um cumprimento a Parreira, reflete a melancólica lanterna dos bleus.

#NGA 2 X 2 #KOR (22/06) – Inacreditável o que se viu nesta partida, e não estou falando das defesas de Enyeama: o ataque nigeriano perdeu ao menos duas oportunidades claríssimas no segundo tempo. Não é, realmente, a Copa dos africanos, como se pensava: entre os três potenciais classificados do Grupo B, os coreanos não eram unanimidade. Mais estranho ainda é um Uruguai x Coréia nas oitavas!

#GRE 0 X 2 #ARG (22/06) – Eu dou risada ao lembrar que meu palpite nessa chave era a Grécia… Se eles realmente quisessem a vaga, tentariam ao menos por um instante buscar um gol diante da Argentina – que passou boa parte do jogo satisfeita com o empate. No fim, até o interminável Palermo fez o dele, com a ajuda do incansável Messi: ele pode não ter feito nenhum, mas mostrou que pode fazer alguma diferença em momentos decisivos.

#SVN 0 X 1 #ENG (23/06) – Outro resultado previsível: se os ingleses realmente pudessem garantir a vaga, diante do que mostraram nos primeiros jogos, seria diante de uma vitória magrinha contra a Eslovênia – outra seleção meia bomba que, pasmem, estava com uma vaga nas oitavas na mão durante boa parte da segunda rodada. Outro palpite bem previsível: se não cair na próxima partida, a Inglaterra cai na seguinte.

#USA 1 X 0 #ALG (23/06) – Essa é a partida que, em alguns anos, um roteirista de Hollywood irá transformar em filme. Novo gol anulado injustamente para os norte-americanos, tensão e reclamação nas arquibancadas e fora delas – até celebridades ianques “tuitavam” suas cornetadas. Então um gol, já nos acréscimos do segundo tempo, fez com que o país finalmente descobrisse: nem sempre um jogo com placar apertado significa chatice. Tal fenômeno dá forças pra uma velha constatação: não vai demorar pros EUA chegarem lá.

#GHA 0 X 1 #GER (23/06) – Uma palavra define a classificação alemã como líderes do Grupo D: Ozil. Resultado que colocou o jovem e renovado time germânico em rota de colisão com os ingleses – e o vencedor dessa peleja ainda enfrenta, ao que tudo indica, os argentinos. Que pedrada!

#SRB 1 X 2 #AUS (23/06) – Taí um placar que ninguém apostou. E se a Sérvia, a Eslovênia ou mesmo a Croácia e a Bósnia quiserem realmente mostrar algum resultado, talvez fosse o caso de estabelecer um novo acordo nos Balcãs, esquecer qualquer conflito separatista e recriar a seleção da Iugoslávia, não?

#PAR 0 X 0 #NZL (24/06) – Eu já suspeitava, ainda que sem tanta firmeza, que os paraguaios poderiam terminar a primeira fase na liderança do Grupo F. O que não estava em qualquer bolão, com toda certeza, era Nova Zelândia encerrando sua viagem ao continente africano com três pontos e nenhuma derrota. Viraram heróis nacionais.

#SVK 3 X 2 #ITA (24/06) – Você também torceu contra os italianos diante do sufoco contra o lado menos habilidoso da ex-Tchecoslováquia? Quem imaginava essa Itália aos moldes do Brasil de 86 (experiente, mas com um esboço de renovação) viu um amontoado que, certamente, acreditava numa “engrenada” durante o Mundial, como de praxe – aquele matemático suíço dava 64% de chances da Azzurra seguir na Copa, contra 20% da Eslováquia. Cannavaro e seus colegas acabaram na lanterna da chave, associados a adjetivos como “vexame” e “vergonha”.

#CMR 1 X 2 #NED (24/06) – Tudo bem, Holanda 100% diante de um time já eliminado… Mas quem se importou com esse jogo mesmo?

#DEN 1 X 3 #JPN (24/06) – Maior que qualquer #TulioTanakaFacts foi a constatação: os nipônicos, que sabiam correr como poucos, aprenderam a dominar e chutar a bola. Qualquer brasileiro adoraria ver o Honda, lindo loiro e japonês, em seu time. Já a Dinamarca não fez sombra sequer no time dos irmãos Laudrup, de 1998 – que já não tinha nada a ver com a “dinamáquina”. Sempre tem uma primeira vez para ficar de fora do mata-mata: chegou a vez dos dinamarqueses.

#PRK 0 X 3 #CIV (25/06) – Outra partida que ninguém prestou atenção. Dizem que, no primeiro tempo, os Elefantes foram envolventes e até ensaiaram uma goleada, ao abrir 2 a 0 nos primeiros minutos. Então, no segundo tempo, se empenharam o suficiente pra cumprir tabela e marcar mais um. No fim das contas, agora a África se resume a Gana.

#SUI 0 X 0 #HON (25/06) – A melhor defesa da Copa diante do ataque mais frágil… Qual resultado você tascaria? Esse 0 a 0 sem dúvida garantiu pontuação máxima nos bolões mundo afora. Sem falar na garantia de classificação de quem realmente merecia no Grupo H…

#CHI 1 X 2 #ESP (25/06) – … tanto chilenos quanto espanhóis acabaram nas oitavas: os gols de Villa e Iniesta salvaram as apostas de uma potencial final Brasil e Espanha, que eu ainda duvido. Já minha torcida para os simpáticos chilenos acabou neste jogo: em dois confrontos com o Brasil em Copas, tomaram no mínimo quatro gols. É o que se espera na segunda-feira.

E o próximo resuminho virá apenas na terça-feira. Ao menos, desta vez será cada vez mais curto.

No braço, a Copa volta ao normal!

Por Marmota | 21/06/2010, 03h10

#BRA 3 X 1 #CIV (20/06) – Depois da estréia, muitos brasileiros, munidos de suas vuvuzelas, sopraram com força ruidosa nos ouvidos de Dunga. “Desse jeito, não vai dar”. O tropeço da Espanha no dia seguinte antecipou a provável colisão da Fúria: ela está na decisão do Mundial ao lado do Brasil em mais da metade dos bolões, mas pode ser o adversário da seleção já nas oitavas-de-final.

As comparações com Copas anteriores é inevitável. Duas delas não me saem da cabeça: 90 e 94. Em ambas, o Brasil apresentou um esquema de jogo “a la européia”, com reforço na defesa, meio-campo vagaroso, ataque baseado na qualidade de seus talentos individuais. Não à toa, aquela época ficou marcada como “Era Dunga”, o que nos ajuda a entender um pouco os atuais ingredientes deste time. Dessa forma, em três semanas, o técnico pode ser comparado ao desempenho de Parreira… Ou de Lazaroni.

Para os prognósticos deste domingo, contra Costa do Marifm, pesavam não apenas a aplicação dos Elefantes no empate sem gols com Portugal, como também as “jabulanadas” da semana envolvendo os “gigantes”, como definiu Galvão Bueno. Horas antes, naqueles horrendos links ao vivo pré-transmissão, os mais eufóricos lembravam que, diante de africanos, é comum o Brasil marcar três gols.

Então o jogo começou e, depois daquele chute de Robinho no primeiro minuto, aquela sensação de moleza, tal como diante dos norte-coreanos, voltava a incomodar. Finalmente, Kaká e Robinho deram as mãos e convidaram o até então zicado Luis Fabiano. Um petardo na urucubaca. Se a zebra passeou numa boa pelos gramados africanos, não seria no Soccer City. No segundo tempo, o “fabuloso” seguiu desentortando a Copa, com o braço. Duas vezes. Mas foi um golaço.

Confesso que, até a primeira rodada, via com bons olhos uma classificação da Costa do Marfim para a próxima fase. Meu palpite, inclusive, era o time de Drogba nas semifinais, inaugurando a presença africana entre os quatro melhores em uma Copa do Mundo. Mas depois das sapatadas impostas aos brasileiros nos minutos finais da partida, quero mais é vê-los num estábulo. Já o árbitro francês Stéphane Lannoy devia passar uma semana com seus compatriotas – como estão brigando entre si, podiam aproveitar e dar uns tapas nesse banana.

Enfim, após a segunda rodada, todo mundo coloca Brasil e Argentina na final. Convém lembrar que, muitos deles, colocavam a Espanha esses dias.

Mais pitacos, como na primeira rodada

#HON 0 X 1 #CHI (16/06) – A última vez que o Chile participou de um Mundial, em 98, ainda com os memoráveis Bambam Zamorano e Marcelo Salas, empatou três jogos antes de perder pro Brasil nas oitavas-de-final. Contra Honduras, quase que o goleiro Valladares estragou a festa dos comandados de “El Loco” Bielsa. No fim, vitória! Vamos, Chile!

#ESP 0 X 1 #SUI (16/06) – Certamente foi um dos resultados mais espantosos, por duas razões: os espanhóis atacaram muito, e os suíços, apesar da sólida defesa, não atacam nada. Acharam um gol estranho, e ninguém mais lembra o nome de seu autor: preferem lembrar de Sara Carbonero, namorada (boazuda) de Casillas, que teria desconcentrado-o. Desculpinha boba, hein?

#RSA 0 X 3 #URU (16/06) – Eu sou uma besta. Depois da estréia, da empolgação, do empate e da confiança, imaginava que realmente os Bafana Bafana poderiam se classificar. Curiosamente, poucos falavam nos uruguaios antes do início da Copa. E não é que eles calaram as vuvuzelas e deixaram Parreira a um passo de entrar para a história – não apenas com seu recorde de participações, mas por ser o primeiro a ficar com os anfitriões na primeira fase.

#ARG 4 X 1 #KOR (17/06) – Don Diego segue armando seu time no esquema “buemba mio boy”, que certamente vai garantir sua seleção com 100% de aproveitamento – e do jeito que essa copinha anda, realmente não duvido do Doni. Aliás, uma competição cujo artilheiro é o Higuaín realmente deve entrar para a história como uma das mais estranhas de todos os tempos…

#GRE 2 X 1 #NGA (17/06) – Meu palpite, antes da Copa começar, era Argentina em primeiro, Grécia em segundo. Então a geração futura dos responsáveis pela sociedade ocidental tropeçaram nos coreanos e meu bolão subia no telhado. O gol dos nigerianos, além de Enyeama, o melhor goleiro do Mundial até aqui, enterravam de vez o prognóstico. Então un nigeriano foi expulso, os gregos viraram o jogo, venceram pela primeira vez e ampliaram a agonia africana.

#FRA 0 X 2 #MEX (17/06) – Se os Bafana Bafana podem ficar de fora, ao menos podem se despedir de um jeito honroso. Basta repetir o mesmo “sapeca-iaiá” protagonizado pelos mexicanos diante daquele ajuntamento que só o Domenech consegue chamar de “time”. Seria lindo ver os irlandeses distribuirem mais pizzas gratuitas – promessa do Pizza Hut graças à mãozinha do Henry – enquanto Uruguai e México se abraçarem e, com um empate, passarem juntos para as oitavas – e dane-se o fato do potencial adversário ser a Argentina.

#GER 0 X 1 #SRB (18/06) – No sábado: “ninguém segura a Alemanha; o Ozil é melhor que o Ballack; candidatíssima ao título”… Então o ex-futuro-artilheiro-de-todas-as-copas Klose foi expulso e um ex-iugoslavo qualquer com nome terminado em ic fez o gol do jogo e pulou no fosso, denotando o fanatismo sérvio com o futebol. Podolski, o atacante que ficou em campo, errou tudo o que pode, inclusive um pênalti. No fim, Joachim Low, que dizia antes do Mundial que desconfiava de seu time, parece ter razão. Não nós.

#SVN 2 X 2 #USA (18/06) – Duvido que, mesmo após duas rodadas, você saiba realmente a diferença entre “ex-ovelha” e “exo-vaca”. Mesmo assim, os ex-iugoslavos começaram o jogo com tudo, abriram 2 a 0 e, pasmem, estavam prestes a ser os primeiros classificados. Mas além da queda de bateria no segundo tempo e da reação norte-americana, tenho certeza que o juiz, que me lembra o Amaral (ex-Palmeiras) apitou a favor do próprio bolão ao anular o gol da virada norte-americano.

#ALG 0 X 0 #ENG (18/06) – Ainda bem que eu estava concentrado com meus afazeres por toda a tarde. Ficaria revoltado caso tivesse desperdiçado duas horas da minha vida diante da TV, alimentando alguma expectativa diante dos favoritaços ingleses… Que droga, eu apostei nesses medíocres numa potencial semifinal. O pior é que eu não duvido que esses coiós vão vencer a Eslovênia na próxima rodada e salvar a pele de Fabio Capello. Assim, a pretensa “barbada”, junto com os Estados Unidos, permanecerá registrada, ainda que tenha sido em linhas tortas.

#NED 1 X 0 #JPN (19/06) – Mais um gigante, favorito, que vai atropelar até a semifinal… Não jogaram absolutamente nada contra os japoneses, conseguiram o gol numa “jabulanada”, após um chute de Sneijder… E assim garantiram sua classificação. Aos japoneses, que ao menos contribuíram para a eliminação de Camarões, resta uma esperança: derrotar a Dinamarca e, quem sabe, também aprontar pra cima da Itália.

#GHA 1 X 1 #AUS (19/06) – Depois de vencer a Sérvia, a seleção de Gana tinha a faca e o queijo na mão: bastava derrotar a Austrália, a mesma que tomou um chocolate alemão. Parecia uma tarefa simples, mas mesmo com um a mais, enfrentaram um time raçudo, que segurou o resultado e embolou o Grupo D. Gana ainda lidera, mas precisa passar pela Alemanha para não ser mais uma a contribuir para a agonia da África. Agora, a faca e o queijo foi pras mãos dos sérvios.

#CMR 1 X 2 #DEN (19/06) – Bom, não é exatamente a “dinamáquina”, basta lembrar da estréia desastrosa contra os holandeses. Mas Camarões sequer desembarcou à África do Sul: repetiram a mesma displicência e desinteresse, representada pela vontade de sua estrela Samuel Eto’o: esse devia estar louco por férias ao invés de passar dias batendo bola com seus compatriotas. De novo: saudades do Roger Milla…

#SVK 0 X 2 #PAR (20/06) – Vamos recapitular: uruguaios, mexicanos, argentinos, chilenos e brasileiros mandaram bem até aqui; africanos pisaram no tomate; europeus badalados estão absolutamente displicentes… Até o Paraguai, acostumado a empatar, venceu! É impressão minha ou isso aqui tá virando um COPA AMÉRICA???

#ITA 1 X 1 #NZL (20/06) – Na última segunda-feira: “esse time da Itália está mais velho, mas a experiência vai fazer a diferença; é normal começar o Mundial empatando; os paraguaios são bons, aguarde a força da Azzurra diante dos amadores da Nova Zelândia”… Pois se os resultados do grupo C derrubaram todos os bolões, o que dizer deste aqui? O mais incrível é: de um jeito estranho, meu palpite (Paraguai em primeiro e Itália em segundo) vai rolar. Itália x Holanda e Brasil x Espanha logo nas oitavas?

E estas tijoladas resumísticas acabam na sexta-feira. Depois, separararemos os homens dos meninos.

Estilo Dunga de levar a seleção

Por Marmota | 16/06/2010, 02h41

#BRA 2 X 1 #PRK (15/06) – O paulistano padrão saiu mais cedo do expediente nesta terça. Enfrentou uns 200 quilômetros de congestionamento por volta das duas da tarde – algo improvável inclusive em feriados. Uma hora mais tarde, a cidade está praticamente inerte: meio mundo diante da televisão, empunhando vuvuzelas, camisetas e outros motivos verde-amarelo, cerveja e derivados. Bastaram poucos minutos diante de um time excessivamente cauteloso e com dificuldades para sobrepor a seleção mais fraca do Mundial da África do Sul.

Perspectiva infeliz, pautada pela emoção: se diante dos norte-coreanos os gols levaram cinquenta minutos pra sair – e de quebra a melhor defesa da Copa levou um golzinho no fim – o significado é simples: com esse mesmo futebol, não seremos páreo para Costa do Marfim e Portugal. Com sorte, o Brasil se classifica para a próxima fase, mas não vai durar muito.

A minha perspectiva: mesmo na Copa América, em 2007, ou na Copa das Confederações ano passado, o time de Dunga mostrou exatamente os mesmos problemas. Demonstrou nervosismo, mas conquistou três pontos. A correção da rota veio com o passar dos jogos, e as vitórias compensavam o início tropeçante. Depois da decepção e das críticas, os louros da glória.

Sim, Kaká está jogando a uns 12, 14% de sua capacidade. Felipe Melo conseguiu destoar até mesmo de Michel Bastos, o mais criticado entre os titulares antes da estréia. A expressão de Luís Fabiano não nega sua preocupação, que desencantará nos próximos jogos. Mesmo assim, a atuação pode ter despertado alguma tática ofensiva na cabeça dos marfinenses… De repente, os africanos decidem jogar de igual para igual no domingo. Aí será uns 3 a 0, com facilidade. Resultado que garante a classificação brasileira e, por que não, revela para Dunga um time mais leve e determinado contra os portugueses na última rodada.

É possível, por que não? Na pior das hipóteses, vamos continuar sofreeendo com o Estilo Dunga.

Outros pitacos:

#RSA 1 X 1 #MEX (11/06) – Com Galvão, foi assim: “O primeeeiro jogo da Copa! A primeeeira falta da Copa! O primeeeiro gol da Copa é dos Bafana Bafaaana!” Sim. Teve ainda a primeira cusparada da Copa, o primeiro grito de “burro” da Copa, o primeiro trocadalho do carilho com o nome TSHABALALA da Copa…

#URU 0 X 0 #FRA (11/06) – Não foi o primeiro empate da Copa – e não seria o único. Mas foi o primeiro jogo ruim da Copa, e ora vejam, também não seria o único. A única certeza após a primeira rodada do Grupo A é: bem que os quatro poderiam perfeitamente não se classificar para a próxima fase.

#KOR 2 X 0 #GRE (12/06) – A tabela da Copa, combinada com o sorteio, deixou para as 8h30 a maioria das partidas do gênero “não deixe de perder”. Esta, em pleno sábado, começou a detonar meu bolão. Incrível imaginar que, se a Copa fosse em pontos corridos, os coreanos seriam vice-líderes no saldo de gols!

#ARG 1 X 0 #NGA (12/06) – O que dizer de uma partida onde o melhor em campo foi Diego Maradona e seu terno feito sob medida, usando o molde errado? Apesar da ofensividade e do gol irregular, há uma semelhança entre os hermanos e o time do Dunga: são times tão cheios de desconfiança… Que, de repente, podem fazer a final, oras.

#ENG 1 X 1 #USA (12/06) – O primeeeiro peru da Copa!!! O gol norte-americano fez os ingleses pensarem que “Calamidade James” pode ser melhor opção a Green. Além disso, fez com que o Fantástico executasse uma idéia genial: fazer Cid Moreira gravar inúmeras versões de “jaaabuuulaaaniii”… Como se a culpa fosse da bola.

#ALG 0 X 1 #SVN (13/06) – Mais um clááássico das 8h30, onde o melhor em campo foi Zinedine Zidane, ao longe, nas arquibancadas. O segundo frango da Copa deixou os ex-iugoslavos na liderança do grupo. Guardando a vaga de ingleses e norte-americanos, que vão se classificar numa boa.

#SRB 0 X 1 #GHA (13/06) – Quando se esperava da Sérvia aquele futebol da antiga Iugoslávia, fazendo com que seus torcedores esquecessem o péssimo desempenho na Copa de 2006, ao lado dos montenegrinos… O cururu do zagueiro bota a mão na bola em plena área e dá a única vitória de uma seleção africana nesta rodada. E chupa meu bolão.

#GER 4 X 0 #AUS (13/06) – Líder isolado da Copa caso fosse disputada em pontos corridos, a Alemanha apresentou Ozil ao mundo, dando sequência ao seu processo de “brasileirização” do futebol, treinado pragmaticamente (como bons alemães) no centro de desenvolvimento esportivo em Colônia. E na TV, Galvão e Casagrande lamentavam o estilo holandês dos australianos – esquecendo que, em 2006, o técnico era Guus Hiddink! Lamentável.

#NED 2 X 0 #DEN (14/06) – Espera-se muito da “laranja mecânica” neste Mundial, especialmente após os amistosos arrasadores. No entanto, foram dois gols saídos graças às deficiências dos nórdicos, que em nada remetem ao time de 86. No fim, Holanda e Coréia do Sul, pasmem, igualaram seus desempenhos! Fez juz aos jogos marcados às 8h30.

#JPN 1 X 0 #CMR (14/06) – Mais um “chupa meu bolão”. Mesmo um empate faria mais sentido do que “gol do Honda” diante do badalado time de Samuel Eto’o. Saudades do Roger Milla e daquele estilo africano descompromissado, quase ingênuo.

#ITA 1 X 1 #PAR (14/06) – A Elis Marchioni que me desculpe, mas esse placar era barbada. Os italianos, independente da idade dos jogadores, sempre começa uma Copa dando sustos em seus torcedores. Já os paraguaios comemoram uma geração bastante talentosa – ou seja, o suficiente para empatar com a Itália. Os dois vão passar nesse grupo F.

#NZL 1 X 1 #SVK (15/06) – Adivinhem? Oito e meia, lógico. Então o lado mais talentoso da antiga Tchecoslováquia ficou de fora da Copa por causa do outro lado, menos íntimo da bola. O que esperar deles, então? A eliminação, ao lado dos fracos neozelandezes, que celebraram um gol já nos acréscimos como se fosse um field goal dos seus compatriotas realmente talentosos – os “All Blacks” do rúgbi.

#CIV 0 X 0 #POR (15/06) – Ouvi da Luciana o seguinte: se esses times não conseguem ganhar nem de si mesmos, vão passar pelo Brasil? Faz todo sentido. Da mesma forma, o sexto empate em 14 jogos (!!!) só serviu para reforçar o meu palpite: ainda que seja no saldo de gols, a Costa do Marfim vai deixar Portugal para trás e se classificar ao lado do Brasil.

Ainda falta assistir aos espanhóis, futuros eliminados como de praxe, e outro imperdível sucesso das 8h30, Chile e Honduras. Fica para o resuminho de domingo. A propósito, fique à vontade para incluir, logo abaixo, suas próprias vuvuzeladas.

Ajustando o cós.

Por MarcosVP | 29/06/2009, 18h07

Bem amigos do Dialética, é com muita felicidade e com o espírito imbuído e coeso que eu adentro estas mal traçadas quatro linhas do gramado para escrever para vocês sobre a Copa do Mundo de 2010, esta copa que promete ser uma copa moleque, uma copa que solta pipa na lage. Claro que, como jornalista não diplomado que sou, eu não vou me meter a escrever sobre futebol aqui, claro que não. Vamos falar sobre coisas muito mais importantes: os uniformes e as cores do futebol. E vejam só vocês, caros amigos: não é porque eu tenho um grande gosto pela arte das sequências (aqueles conjuntos matemáticos onde diferenças e semelhanças se reunem) ou mesmo porque eu me emociono toda vez que uma seleção adentra a cancha e se perfila para executar seu hino que eu escrevo sobre uniformes.


"Ouvirundunspirangasmargensflácias..."

Eu escrevo sobre uniformes e cores porque este é um assunto fascinante e cheio de lances de perigo, uma verdadeira caixinha de surpresas. Por exemplo, Lacan, o filósofo e psicólogo, já dizia que um homem sem roupa não é ninguém. Imagine então vinte e dois peladões em campo, com suas naturezas balançando e uma bola de couro duro cruel e insidiosa indo de lado a outro em grandes velocidades. Viram só a importância dos uniformes para o esporte? Sem falar no auxílio que o conhecimento das cores dá aos narradores dos jogos. Irradiar a final da copa de 1930 deve ter sido complicado…


"Galvão, o Uruguai joga de azul celeste e calções marinho.
A Argentina, de azul claro e azul escuro, ok?"

As mídias transmissoras, é claro, sofriam. O futebol atravessou a era do rádio e da fotografia sem saber direito como distinguir os times, afinal, como todos sabem, as cores só foram inventadas lá pela década de 70. Antes disso, era tudo um preto-e-branco desgraçado. Tricolor naquela época só se fosse branco, preto e um cinzazinho desmaiado. Sem falar no machismo inerente ao vigoroso esporte bretão. Mesmo quando as cores passaram a fazer parte do cotidiano do jogo, poucos se arriscavam a usá-las com mais exuberância.


"Esplendor e Glória das Vedetes de Acapulco é a put$#%$@!"

A forma dos uniformes também é assunto digno de ganhar muitos pontos corridos em nossas crônicas. Afinal, pelo corte e desenho das vestimentas dos gladiadores da pelota, pode-se perfeitamente apreender a época histórica à qual se quer referenciar. No início do século podia-se assitir a uma missa dominical explanada em latim digna e decentemente composto e rumar para o campo de futebol imediatamente após, usando a mesma vestimenta – sem o chapéu, é claro. É claro que os uniformes mudaram, e mudaram muito.


"Ainda bem que me deram um calção GG dessa vez."

Na verdade, tudo nos uniformes mudou muito do início do século passado para cá: a forma, as cores, os padrões, o modo de usar, numerações e escudos e principalmente, os materiais usados na confecção. Hoje em dia são muito mais leves e mais resistentes.


"Eu falei que arrancar pela cabeça não dava!!! Huummmfff!"

Como vocês podem verificar, há muito, muito mesmo para falar do futebol sob as lentes dos costureiros, desenhistas e roupeiros. Da história do esporte, incluindo aí os clubes e as seleções nacionais, a forma como as equipes se vestem para enfrentar-se, o marketing de fabricantes, confederações e transmissoras em relação às vestimentas, a paixão pelas cores, as cores do passado, presente e futuro, os negócios, a psicologia de jogadores e torcidas, tudo que se pode pensar em relação ao futebol passa, uma hora ou outra, pela segunda pele dos atletas, pelos mantos sagrados, pelas camisas históricas e heróicas.


"Ai, eu amei esse novo tom de morangos frescos.
Combina com meu piercing, olha aqui."

E vamos nessa, que temos um ano de histórias para contar até a copa.

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