Blog da Copa

Palpites sobre a maior festa do futebol mundial!

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Macumba, a bola oficial da Copa 2014

Por Marmota | 16/07/2010, 17h17

Nunca uma bola fez tanto sucesso em um Mundial quanto a Jabulani. Talvez por isso meio mundo tenha especulado por sugestões, loucos para batizar a redonda que deverá ser usada em nossos gramados. Que nome você daria para a bola da Copa? Já sugeriram Samba, Canarinho, Brazuca, Jabiraca…

Pois a melhor entre as sugestões que vi por aí é… Macumba!

Taí um desses nomes tipicamente brasileiros que nenhum gringo se importaria com a tradução – ou alguém sabe realmente que Jabulani quer dizer “celebração”? E você sabe o que quer dizer “Teamgeist”, nome da bola da Copa de 2006? Imagine os locutores elaborando toda sorte de trocadilhos: “rola a Macumba no Maraca”; “olha lá a Macumba no canto, é escanteio”; ou a trivial “chuta que é Macumba!”. E caso a Adidas permaneça com a tecnologia polêmica, complicando a vida de goleiros e artilheiros, nada mais óbvio do que uma palavra que, via senso comum, pode ser interpretada como algum tipo de “maldição”…

Por isso, começa aqui nossa campanha: dêem o nome de Macumba para a Bola do Mundial de 2014.

***

Parece uma brincadeira? Mas não duvidaria de uma escolha criativa como essa, haja vista o que vimos com a eppoéia do logo. Fontes oficiais revelam a escolha por “notáveis”, apesar da história estar um pouco mal contada. Independente do processo, será que ninguém percebeu a conotação de “metendo a mão”, representada pelas charges do Diogo Salles e do Dalcio Machado?

O futuro foi escrito: Espanha campeã do mundo

Por Pedrox | 12/07/2010, 00h05

A Copa do Mundo da África do Sul acabou. Em Joanesburgo a Espanha ergueu a Taça Fifa e se juntou à Inglaterra (66), França (98), Uruguai (30 e 50), Argentina (78 e 86), Alemanha (54, 74 e 90), Itália (34, 38, 82 e 2006) e Brasil (58, 62, 70, 94 e 2010) no olimpo dos campeões.

A Holanda, por sua vez, jogando um futebol que nada tinha a ver com a mítica Laranja Mecânica da década de 70, amargou o terceiro vice-campeonato mundial (74, 78 e 2010).

É hora de dizer adeus aos coadjuvantes mais amados (e odiados) desta Copa: As vuvuzelas silenciaram. A Jabulani (que na final virou Jo’bulani) não mais rolará. Mick Jagger deve ter torcido para a Holanda. Larissa Riquelme torceu para a Espanha. E Paul, o Polvo Profeta, acertou todas as suas previsões.

Após o fracasso de todas as apostas do épico comercial da Nike, a empresa de material esportivo se redimiu publicando no dia da final um vídeo – mais simples – estrelado por alguns jogadores da Fúria e afirmando que o futuro foi escrito (e ele nem havia sido ainda):

Ao fim da partida eu liguei na Rede TV, mas Fernando Vanucci não apareceu para fazer seu pronunciamento bêbado após a decisão. Certamente ele diria que é hora de reverenciar Casillas, Iniesta, David Villa… (Ah, Espanha!) e completaria dizendo que é hora de mudar tudo, porque o Brasil não é longe… É logo aqui.

Então, para se despedir da África do Sul e já entrar no clima do próximo mundial, fica o vídeo com a vinheta oficial da Copa do Mundo Brasil 2014:

Cinco coadjuvantes que roubaram a cena na Copa de 2010

Por Pedrox | 07/07/2010, 23h31

5. Vuvuzelas

Foi o primeiro personagem a aparecer. No ano anterior ao mundial ela já deu o ar de sua graça na Copa das Confederações.

Vuvuzela nada mais é do que um cornetão que as pessoas usam para fazer barulho nos estádios. Segundo a wikipedia, é um instrumento inventado por tribos ancestrais sul-africanas de origem muito antiga que se popularizou no país de Nelson Mandela na década de 1990 quando foi industrializado em massa numa versão feita de plástico.

O costume de soprar vuvuzelas nas partidas de futebol dos times locais foi levado a uma escala internacional. O barulho da corneta africana se tornou parte integrante de todos os jogos da Copa do Mundo e foi tema de diversos posts neste blog.

Se você acha que vai se livrar do zoada insuportável do aerofone africano depois do duelo entre Holanda e Espanha, temo que esteja redondamente enganado.

Se a CBF não proibí-la nos estádios brasileiros, seu ouvido corre sério risco de sofrer com as vuvuzelas no Mangueirão, no Morumbi, no Beira-Rio, no Maracanã ou em qualquer estádio do país.

Vuvuzela é um dos maiores legados da África do Sul para a humanidade.

4. Jabulani

Antes de rolar ela já estava sendo ofendida: horrorosa, bola de supermercado, patricinha… sobrenatural.

A pobre Jabulani nada tem de extraterrena, sua peculiaridade aerodinâmica foi estudada por físicos australianos que constataram que a bola é de fato mais rápida, faz curvas de forma imprevisível e é sentida como sendo mais dura no impacto por causa de sua textura com pequenos sulcos e “aero ranhuras”.

Temida pelos goleiros e odiada pelos atacantes, a bola da Copa nunca teve seu nome tão mencionado – muitas vezes em vão – durante um certame.

Ela virou o álibi perfeito para as falhas dos arqueiros e chutes errados dos artilheiros e ganhou até vinhetas com a voz assustadora de Cid Moreira para ser colocadas durante as transmissões da Globo a cada lance onde a esfera roubou a cena.

Jabulani é uma palavra da língua Bantu isiZulu (um dos 11 idiomas oficiais da África do Sul) que significa Celebrar. Seu grande legado foi dar novo status aos nomes de bola nos campeonatos de futebol.

P.S.: O Fantástico até fez uma enquete para escolher o nome da bola brasileira da Copa de 2014. Eu acho UMBABARAÚNA muito bom. Qual nome você daria?

3. Mick Jagger

Não convide Mick Jagger para assistir no estádio um jogo do seu time, porque se depender do aproveitamento do vocalista dos Rolling Stones o resultado pode ser contrário ao esperado.

Foi assim com o ex-presidente estadunidense Bill Clinton que convidou o roqueiro para prestigiar a seleção ianque, que perdeu para os ganeses na prorrogação. No dia seguinte foi a vez do cantor não ficar satisfeito com a goleada aplicada pela seleção alemã no english team.

O fracasso nos oitavas de final não intimidou Jagger, que seguiu deixando seu rastro de destruição pelos estádios em que passava na África do Sul. Nas quartas de final levou seu filho brasileiro Lucas para ver a seleção pentacampeã do mundo sucumbir diante da Sneijder e sua trupe alaranjada. Por fim, no dia seguinte, sua torcida para os hermanos argentinos só provocou um dos maiores sapeca ia-iás já sofrido pelos hermanos… 4 a 0 para fazer chorar Maradona e seus filhinhos.

Coincidência ou não, Mick Jagger viu a eliminação das 4 seleções que torceu. Um incrível aproveitamente negativo de 100%. Se tornou o maior pé-frio da copa e a uruca jegueriana foi tão marcante que a única coisa boa que ele ganhou foi uma vinheta exclusiva gravada por Cid Moreira (repare na pronúncia do sobrenome):

Como legado desta Copa, Mick Jagger levou a fama de azarento e um site chamado SupportingJagger.com onde você pode fazer o “rockstar sem sorte” apoiar uma campanha que obviamente você gostaria que desse errado.

2. Larissa Riquelme

Ela provou que não é apenas o porta-celular mais formoso do Paraguai como se mostrou a rainha do marketing pessoal. Pouco me importa se ela usou suas belíssimas Jabulanis para fazer propaganda de celular e de desodorante, o fato é que nunca torci tanto para uma seleção hermana quanto o fiz pelo Paraguai diante da, agora finalista, Espanha. A promessa era que se a seleção Guarany chegasse ao menos na semi-final da Copa do Mundo ela desfilaria nuinha, despida e totalmente pelada pelas ruas de Assunção.

Apesar do infortúnio, a “namoradinha da Copa” não decepcionou sua legião de fãs e fez um ensaio fotográfico no estádio do Cerro Porteño para a alegria de todos os discípulos de Onã do planeta! Integrada às mídias sociais, a musa reativou seu perfil no twitter e abriu um canal no You Tube para capitalizar seu sucesso.

Vasculhando os vídeos dá para ver que ela ganhou uma homenagem de dois brasileiros que compuseram uma música EMO e depois gravaram um vídeoclip para a paraguaia. A atitude – digna de vergonha alheia – foi recompensada com uma mensagem de Larissa para todos os seus admiradores brasileiros. Sintam-se beijados pela musa:

Estou ansioso para ver o legado de Larissa Riquelme nesta copa do mundo: seu ensaio fotográfico.

1. Polvo Profeta

Esqueçam as adivinhações da mãe Diná ou equivalentes e não se deixe envolver pelos complexos cálculos dos matemáticos, ninguém fez previsões tão acertadas nesta Copa do Mundo quanto o morador do aquário Sea Life, em Oberhausen, na Alemanha. Seu nome é Paul e ele é um Polvo. Ele simplesmente acertou TODOS OS RESULTADOS da campanha alemã no mundial (inclusive as derrotas para Sérvia e Espanha).

Dois recipientes contendo a mesma quantidade de alimento (no caso, mexilhão) são oferecidos ao animal dentro do aquário. Em cada pote é colocada a bandeira de uma seleção e o recipiente escolhido pelo polvo é o do ‘provável’ vencedor da partida em questão. Espia o desempenho do molusco espertalhão antes de seu último acerto:

A imprensa alemã recordou que Paul costuma acertar, mas não é infalível, pois na última Eurocopa apostou em uma vitória alemã sobre a Espanha, mas foi a Fúria que levantou o troféu.

“O Povo talvez esteja errado!”

Os alemães bem que tentaram secá-lo, mas o fato é que o animal foi certeiro novamente.

Dizem, no twitter, que os alemãos perderam porque, em consequência da previsão, estavam em polvorosa e que na verdade o octópode “preferiu” a Espanha para fugir de figurar em uma típica e espanhola Paella.

Falta apenas um jogo alemão para definir a invencibilidade do Polvo Profeta na Copa do Mundo de 2010. Será que ele acerta o vencedor da decisão do 3º lugar entre Uruguai e Alemanha? Acertando ou não, Paul já assegurou seu lugar dentre as grandes figuras deste mundial.

Da Tiento à Jabulani: a evolução da bola nas copas do mundo

Por Pedrox | 04/07/2010, 17h14

O jornal americano The New York Times elaborou, antes do início do mundial da África do Sul, um belíssimo infográfico contando a história das bolas usadas em todas as Copas do Mundo desde a primeira, a Tiento de 1930, até a famigerada Jabulani de 2010.

É um trabalho primoroso, clique na imagem para ver.

Você já viu como se faz uma Jabulani?

Por Pedrox | 18/06/2010, 10h00

Quem já assistiu Rá-tim-bum ao menos uma vez na vida lembra do quadro “Viu como se faz”, que ensinava como eram confeccionadas as coisas com um indefectível rap adaptado ao objeto que estava sendo fabricado. Eu tentei achar o episódio em que fazem uma bola, mas não achei. Queria editar o som da canção com este vídeo abaixo, que mostra como é feita a temida Jabulaaaaaaaaaaaaaani, a bola oficial da Copa do Mundo da África do Sul. Espia:

Aproveito para sugerir uns versos pro refrão:

“Viu como se faz
Uma bola redondinha que na Copa vai rolar
Viu como se faz
Uma bolinha bem arisca pros goleiros enganar”

E encerro o post com Cid Moreira, no Fantástico, pronunciando o nome mais assustador deste mundial. Goleiros, tremei:

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