Blog da Copa

Palpites sobre a maior festa do futebol mundial!

Tag: itália

Dunga em UM DIA DE FÚRIA 2

Por Pedrox | 26/06/2010, 16h00

Após o absoluto sucesso do vídeo Dunga em UM DIA DE FÚRIA! o publicitário Pablo Peixoto, que escreve no blog Pérolas Para Porcos, produziu a continuação da incrível saga de Dunga no comando da seleção Brasileira na Copa 2010.

Desta vez ele mostra os bastidores do jogo Brasil x Portugal. Espia:

Murais da Copa

Por Pedrox | 20/06/2010, 10h00

As tradicionais pinturas espalhadas por muros e fachadas do continente africano inspiraram os 33 posters da ESPN alusivos à Copa do Mundo.

Criaram o bonito poster principal (acima) e um diferente e criativo para cada seleção participante do mundial da África do Sul com suas respectivas simbologias e jogadores destaques. Vale a pena conferir.

Clique nas imagens para vê-las ampliadas:

Brasil e Itália:

África do Sul e Costa do Marfim

Camarões e Eslováquia:

Dinamarca e Eslovênia:

Espanha e Argélia:

França e Chile:

Gana e Inglaterra:

Grécia e Coréia do Norte:

Holanda e Japão:

Honduras e Nova Zelândia:

Coréia do Sul e Suíça:

Nigéria e Austrália:

Paraguai e Alemanha:

Portugal e Uruguai:

Sérvia e Argentina:

Estados Unidos e México:

Fonte: Brainstorm 9

No clima da Jabulani de Cristal

Por Marmota | 10/06/2010, 20h17

Agora que o prazo para o envio de bolões por aí praticamente esgotou, posso adiantar duas coisas. A primeira: em praticamente todos os placares, apliquei a boa e velha tática do “um gol” (tasquei 1 a 0 ou 1 a 1 em todos os placares possíveis). A segunda: refiz meu palpitão usando o simulador simplão do blog e constatei algumas modificações em relação ao meu chute original.

Basicamente derrubei França e Dinamarca, promovi Sérvia e Camarões, botei a África do Sul como campeã do grupo, rebaixei o Paraguai a segundo lugar, mantive a Costa do Marfim… Sim, essa foi a consequência natural: só mexi nos classificados, mas deixei os últimos dois jogos intactos: Inglaterra x Costa do Marfim decidem o terceiro lugar, enquanto Brasil x Argentina decidem qual dos dois treinadores novatos entram para o clube de campeões treinando e jogando, como Zagallo e Beckembauer.

Uma das poucas graças que ainda atraem nossa atenção pra competição é o fato de termos, nos próximos dias, um torneio extremamente curto, cujos placares sofrem diante de variáveis totalmente sem controle. Um timaço pode perfeitamente ser eliminado num relance. Assim, se eu, você ou qualquer um soubesse realmente o destino da taça, poderíamos tentar a Mega Sena ou algo que dê mais dinheiro.

Curiosamente, são os economistas os mais entusiasmados em tentar prever o que acontecerá no planeta em 30 dias – tanto com nossas finanças quanto com o título mundial.

Os holandeses do ABN Amro foram os primeiros que tive notícia. O estudo “Soccernomics” analisa o cenário econômico atual e, comparando as nações que disputam a Copa, indicam qual país, ao sair vencedor, representaria uma euforia em sua população e, consequentemente, impulso maior à economia mundial. Para o banco, o país campeão cresce, em média 0,7, ponto porcentual a mais que no ano anterior. O primeiro estudo saiu em 2006, e acredite: em abril daquele ano, eles diziam que o melhor panorama global seria possível em caso de vitória… Da Itália!

Curioso pra saber o que o Soccernomics 2010 indica? Por incrível que pareça, não seria uma vitória da Grécia, mas sim da Alemanha. Convém ressaltar que, para a Euro 2008, um estudo similar desenvolvido pelo ABN Amro sugeriu a vitória de França, Itália ou Holanda. E, no fim das contas, deu Espanha.

Particularmente, estou convicto de que a Fúria não vai me decepcionar e, como de praxe, vai tropeçar no mata-mata, sem qualquer possibilidade de realizar a final. Não é, no entanto, o que indica o site de apostas britânico Sportingbet.com, que apontam os espanhóis como favoritos. Voltando aos palpites econômicos, o banco suíço UBS indica como favoritos, em ordem de preferência, Brasil (22% de chances de título), Alemanha (18%) e Itália (13%). O UBS, no entanto, afirma que não usa variáveis econômicas em sua análise: considera basicamente o desempenho histórico e a força dos jogadores nos últimos três meses.

Agora, se variáveis matemáticas realmente representassem algo próximo das possibilidades reais, o matemático suíço Roger Kaufmann venceria facilmente qualquer bolão. Ele criou um algoritmo denominado Análise Dinâmica Esportiva (em alemão, DSA), utilizando-o tanto em alguns campeonatos europeus quanto no Mundial da África do Sul. Além do ranking da Fifa, o cálculo leva em conta a média de gols marcados, desempenho como visitantes e donos da casa e possibilidades de confrontos.

Para o software do suíço, segundo cálculos de 26 de maio, Brasil e Espanha são as favoritas para uma decisão, e cada uma tem algo como 15% de chances de conquistar o título. Enfim, os mesmos números também colocam Inglaterra e Argélia com chances equivalentes de conquistarem o Grupo C, além de Nigéria superar a Argentina no Grupo B – será que a matemática faz mesmo sentido?

Enfim, apenas para efeito de comparação, os cálculos de Kaufmann em em 2006 davam como favoritos Brasil, Holanda, República Tcheca… Considerando apenas o então Grupo F, Japão e Croácia tinham mais chances de classificação do que a Austrália.

Pois é. Hein Schotsman, responsável pelo Soccernomics do ABM Amro é quem parece ter razão: “uma previsão de sucesso, muitas vezes, depende tanto da sorte quanto da habilidade; esta é uma lição que é frequentemente é esquecida quando tratamos de quantificar o futuro”.

Todos os Corações do Mundo

Por Marmota | 16/07/2009, 21h55

Alguns meses após da Copa da Alemanha, encomendei uma cópia do filme “Deutschland: ein Sommermärchen” (Alemanha, um conto de verão), dirigido por Sönke Wortmann – o mesmo de “O Milagre de Berna”. O longa narra o desempenho da “Nationalmannschaft” em seu próprio país, numa visão nacionalista alegre e oposta ao seu passado nazista – ao final, mesmo com o terceiro lugar da equipe de Klinsmann, os alemães fizeram festa diante do Portão de Brandemburgo, exatamente onde passava o Muro de Berlim anos antes.

Lembrei dele por considerá-lo o melhor filme do Mundial de 2006, mesmo não sendo o “oficial da Fifa”. Nesse quesito, talvez tenhamos que esperar a Copa de 2014, quando algum diretor competente fará com que jamais nos esqueçamos de uma história contada em duas horas. A mesma sensação que tenho quando lembro de Todos os Corações do Mundo (“Two Billion Hearts”), produção da Sports Target Media dirigida pelo brasileiro Murilo Salles. Uma feliz lembrança neste baile de debutantes do Tetra – conquistado em 17 de julho de 1994, exatos quinze anos.

O filme começa contextualizando o palco da Copa: os Estados Unidos – aquele país que não tá nem aí pro “soccer”. Entrevistas bem humoradas com populares dão a entender que o país não está nem um pouco interessado na competição. Surge a música tema composta pelo maestro Lalo Schifrin apresenta a preparação para a festa de abertura, em câmera rápida.

Na sequência do longa metragem, histórias envolvendo torcedores e favoritas ao título, entre as 24 nações participantes, se alternam com momentos inesquecíveis dos jogos mais importantes. Dezoito câmeras de 35mm, quatro de 16mm, captação de som dolby surround: recursos técnicos que transportam o espectador para a arquibancada. Ao fundo, o texto adaptado por Armando Nogueira é narrado pelo ator Antônio Grassi.

Resumidamente: a Argentina, animada com o tango de Batistuta, se abala com o doping de Maradona e cai diante da Romênia de George Hagi – que, por sua vez, perde uma batalha épica para os suecos (do goleiro Ravelli) com direito a empate cedido na prorrogação antes dos pênaltis. Os animados holandeses e sua torcida laranja se entusiasma, até o gol milagroso de Branco nas quartas-de-final. Os alemães, firmes como um tanque de guerra, começam se complicando com o calor (também pudera, quem aguenta partidas ao meio-dia…) e tropeçam na simpática zebra búlgara. Espanhóis em Madrid comemoram a melhor equipe em anos, eliminadas como sempre em um confronto inesquecível (e injusto) com a Itália.

Ah sim, tem a Colômbia, o torcedor e seu conversível pintado (“Animo muchachos, que nada se ha perdido! Con un esfuerzo mas ganaremos el partido!”) e a célebre entrevista coletiva de Francisco Maturana (“Un equipo que llegó con el intuito de ser protagonista… y en busca de su protagonismo tomamos un gol, después otro…”). Hahaha!

Mas enfim. Antes da decisão no Rose Bowl, temos um rápido histórico de seus dois personagens principais. Em Caldogno, o primeiro técnico de Roberto Baggio conta que o moleque fez 50 gols num torneio da escola, e todos perguntavam se era brasileiro. Na Vila da Penha, no Rio de Janeiro, Seu Edevair lembra do filho Romário, louco por futivôlei e por gols. Finalmente, o nervosismo de ambos no túnel que leva ao gramado. Tensão que prossegue com a trilha clássica forte a partir do apito inicial. Chutes a gol, torcedores nervosos, relógio correndo… Cobranças de pênalti, chute de Baggio pra fora, festa, emoção, aquela coisa toda.

Incrível como este documentário delicioso, que termina com a conclusão “não se trata de jogo, mas sim de pessoas”, até hoje não foi lançado em DVD. O que se vê nos mercados livres da web são cópias do VHS, lançado pouco antes da Copa de 98 pela Europa Filmes. Uma pena: mesmo quem não é louco por futebol, mas adora um bom filme, adoraria rever. Bem que podiam bolar uma parceria entre Placar, Lance, Trivela ou qualquer publicação e distribuir cópias, a preços camaradas, para os aficcionados.

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