Aparecem Iniesta, Fabregas e Piqué logo após a “consagração de Wayne Rooney” no vídeo original da Nike.
Eles aparecem em pouquíssimos segundos, muito putos com a manchete que celebra o atacante inglês e quase não são percebidos em meio à constelação exibida na peça publicitária.
Para disfarçar a fama de pé-frio e mostrar que aquele vídeo também exibiu campeões, a Nike refez o trecho depois da Copa e a coisa ficou assim:
Paul, o polvo profeta, foi devidamente recompensado após o término da Copa do Mundo.
Primeiro recebeu a gratidão da Seleção Espanhola através de Iniesta, autor do gol do título, que comemorou em seu país com uma miniatura do do polvo em suas mãos.
Depois, o molusco, que acertou todos os resultados da Alemanha na competição e ainda previu que a Espanha seria campeã mundial, também ganhou a sua Taça Fifa.
Após o término das oitavas de final podemos assegurar que foi a propaganda mais amaldiçoada da história das Copas do Mundo. O vídeo é lindo, todavia é incrível como a peça consegue apostar em tantos craques e destes NENHUM EMPLACAR na África do Sul. Só para comprovar a zicada mais cara de todos os tempos, vou enumerar os fracassos na ordem em que eles aparecem no comercial:
- Didier Drogba: Costa do Marfim foi eliminada na primeira fase.
- Fabio Cannavaro: A Itália se igualou ao Brasil de 66 e à França de 2002 e foi a terceira seleção campeã do mundo eliminada na primeira fase da Copa do Mundo seguinte. Pior que isso, ficou na laterna do grupo que tinha Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia. Um verdadeiro vexame.
- Wayne Rooney: A Inglaterra por muito pouco não voltou pra casa ainda na primeira fase, quando se classificou em segundo lugar num grupo fácil (Com EUA, Eslovênia e Argélia). Precipitou um confronto com a Alemanha que, sem piedade, meteu 4 bolas nas redes inglesas. O atacante do Manchester United não marcou um gol sequer e provavelmente vai virar zelador em Old Trafford e morar num trailer.
- Frank Ribery: A França fez uma campanha pífia, teve jogador expulso, treino desmarcado por protesto dos atletas e “les bleus” conseguiram a FAÇANHA de proporcionar a única vitória dos anfitriões Sul-africanos na Copa do Mundo. Foi o segundo finalista de 2006 eliminado na primeira fase. Ribery nem teve tempo para aparecer.
- Ronaldinho Gaúcho: Foi a primeira vítima da “zica naiqueana”. Nem sequer foi convocado, figurou a famosa lista de espera que não foi acionada e talvez por isso o Brasil ainda prossiga na Copa América que está acontecendo na África do Sul.
- Cristiano Ronaldo: Era a única esperança da retrancada Seleção Portuguesa de Carlos Queiroz, conhecida neste mundial como a Suíça da Península Ibérica em função de sua defesa quase intransponível. Portugal não fez gol na estreia, desencantou com 7 gols contra a Coréia do Norte e depois não balançou as redes de mais ninguém. Os lusos levaram apenas e tão somente 1 gol na Copa, justamente o da eliminação (marcado por David Villa, da Espanha). Ficou marcado como o jogador que mais olhou para o telão e, em especial, pela cusparada furiosa no pé do cinegrafista após a derrota pra Fúria. Acho que dificilmente Gael Garcia Bernal aceitará o papel do atacante-galã-marrento na telona.
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Por isso imploro de joelhos para que a Nike pare de veicular este comercial com o “rei das pedaladas”:
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Deus queira também que a desgraça não alcance o Robinho nem transborde para o Nilmar e o Luís Fabiano:
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Bem da verdade, o único brasileiro digno de ESCREVER SEU FUTURO nesta Copa do Mundo é o atacante GRAFITE. Afinal de contas, de LETRA ele entende. Eis a prova cabal:
A Nike lançou uma campanha mundial de futebol “Escreva o Futuro” (”Write the Future”, em inglês), com um comercial que mostra com muita emoção o impacto dos momentos fundamentais de um jogo que vão além dos 90 minutos. O comercial foi exibido na TV pela primeira vez antes da decisão da Liga dos Campeões, entre Internazionale de Milão e Bayern de Munique.
Estrelam a campanha global algumas das maiores estrelas do futebol mundial: Cristiano Ronaldo, Drogba, Rooney, Fabio Cannavaro, Ribéry, Iniesta, Fábregas, Theo Walcott, Patrice Evra, Gerard Piqué, Ronaldinho Gaúcho, Donovan e Thiago Silva, além da lenda do tênis Roger Federer e da estrela da NBA, Kobe Bryant. Homer Simpson completa o time de estrelas convidadas.
O filme foi dirigido pelo renomado diretor Alejandro Gonzalez Inarritu, de filmes como “21 Gramas” e “Babel”. A história começa com Didier Drogba passando pela defesa adversária até seu gol ser evitado por Canavarro, momento surpreendente que transforma o capitão italiano em ícone da cultura pop. Já Wayne Rooney tem um passe decisivo interceptado por Ribéry. Como resultado, o futuro do craque inglês é cuidar de um campo de futebol, enquanto o francês é o personagem de um vistoso outdoor. Já Cristiano Ronaldo marca um gol decisivo e vira nome de estádio e tema de filme estrelado por Gael Garcia Bernal.
Dunga atrapalhou a campanha ao não convocar Ronaldinho Gaúcho. Mas OK, sem lamentações. Uma versão do comercial com Robinho – lançada ontem (14) resolve o problema. São 30 segundos só pra ele. Destaque para aparição relâmpago de Ganso e Neymar na torcida.
Com moedas e tatuagens exibindo a cara de atacante da Seleção Brasileira, homenagens em escola de samba e até a santificação do craque, acho que esta versão ficou bem mais condizente com a cultura brasileira do que a anterior. Escreva o futuro, Robinho: