Blog da Copa

Palpites sobre a maior festa do futebol mundial!

Tag: holanda

Um pouco da ressaca laranja via web

Por Marmota | 14/07/2010, 02h50

Logo após o título da Espanha, fui atrás de alguns sites conhecidos da Espanha pra saber como andava a festa por lá. Lógico que fiz o mesmo com alguns sites holandeses, ainda que eu não entenda patavina.

Algumas coisas interessantes. Dessa pequena amostragem, só um deles chamou claramente pela vitória da Espanha, e não a derrota holandesa: exatamente o site de esportes. Pessoalmente, a melhor combinação foto/manchete foi a que diz “de novo não!” – tente dizer qual delas é.

Ah sim, o Eduardo Tessler, profundo conhecedor do processo de edição de jornais impressos, pinçou sua amostragem de capas de jornais espanhóis e holandeses.

Polvo Paul ganha réplica da Taça Fifa

Por Pedrox | 13/07/2010, 00h56

Paul, o polvo profeta, foi devidamente recompensado após o término da Copa do Mundo.

Primeiro recebeu a gratidão da Seleção Espanhola através de Iniesta, autor do gol do título, que comemorou em seu país com uma miniatura do do polvo em suas mãos.

Depois, o molusco, que acertou todos os resultados da Alemanha na competição e ainda previu que a Espanha seria campeã mundial, também ganhou a sua Taça Fifa.

E pelo jeito gostou, espia na reportagem do Portal R7:

Parabéns, Paul! Você merece!

Leia mais sobre o Polvo Profeta.

O futuro foi escrito: Espanha campeã do mundo

Por Pedrox | 12/07/2010, 00h05

A Copa do Mundo da África do Sul acabou. Em Joanesburgo a Espanha ergueu a Taça Fifa e se juntou à Inglaterra (66), França (98), Uruguai (30 e 50), Argentina (78 e 86), Alemanha (54, 74 e 90), Itália (34, 38, 82 e 2006) e Brasil (58, 62, 70, 94 e 2010) no olimpo dos campeões.

A Holanda, por sua vez, jogando um futebol que nada tinha a ver com a mítica Laranja Mecânica da década de 70, amargou o terceiro vice-campeonato mundial (74, 78 e 2010).

É hora de dizer adeus aos coadjuvantes mais amados (e odiados) desta Copa: As vuvuzelas silenciaram. A Jabulani (que na final virou Jo’bulani) não mais rolará. Mick Jagger deve ter torcido para a Holanda. Larissa Riquelme torceu para a Espanha. E Paul, o Polvo Profeta, acertou todas as suas previsões.

Após o fracasso de todas as apostas do épico comercial da Nike, a empresa de material esportivo se redimiu publicando no dia da final um vídeo – mais simples – estrelado por alguns jogadores da Fúria e afirmando que o futuro foi escrito (e ele nem havia sido ainda):

Ao fim da partida eu liguei na Rede TV, mas Fernando Vanucci não apareceu para fazer seu pronunciamento bêbado após a decisão. Certamente ele diria que é hora de reverenciar Casillas, Iniesta, David Villa… (Ah, Espanha!) e completaria dizendo que é hora de mudar tudo, porque o Brasil não é longe… É logo aqui.

Então, para se despedir da África do Sul e já entrar no clima do próximo mundial, fica o vídeo com a vinheta oficial da Copa do Mundo Brasil 2014:

A última tourada em Johannesburgo.

Por MarcosVP | 11/07/2010, 23h37

Brigam Espanha e Holanda pelos direitos do mar.
O mar é das gaivotas que nele sabem voar.
Brigam Espanha e Holanda pelos direitos do mar.
Brigam Espanha e Holanda por que não sabem que o mar
É de quem o sabe amar
.

Esta profética canção, que tem o pitoresco título de “Um Cafuné na Cabeça, Malandro, Eu Quero Até de Macaco”, foi gravada por Milton Nascimento no início da década de 80, sobre um poema de Leila Diniz. Um lindo epitáfio para esta bela copa do mundo, intensa, colorida, barulhenta, surpreendente. Muito se escreveu sobre ela, sobre suas histórias – muita coisa legal você podem achar aqui, no coletivo Blog da Copa, do qual eu fiz parte.

Confesso que desde o início, acima mesmo de minha torcida (forçada) pelo Brasil, eu sonhava com uma final entre seleções que nunca haviam sido campeãs. O que eu não esperava era ter torcido tanto pelo redivivo futebol sulamericano. Argentina, Chile, Paraguai e principalmente o Uruguai me fizeram torcer muito, até as lágrimas. Além disso, várias coisas ficaram evidentes. Uma, é que a África ainda não encontrou seu caminho em campo. Apenas Gana se salvou, até o dia em que encontraram uma celeste mitológica pela proa. Depois, ficou claro que existem hoje três europas: uma nova, cheia de vida, de arte e de técnica – Alemanha, Holanda e Espanha – e outra velha, decadente, embolorada – França, Inglaterra, Itália, Portugal – e ainda uma absolutamente distante do que seja o futebol – Suíça, Eslovênia, Eslováquia, Sérvia. As seleções da América do Norte e da Ásia também pouco fizeram.

A final não foi um bom jogo. Não foi um jogo bonito. Espanha e Holanda tiveram mais defeitos que virtudes em sua última partida. O propalado toque de bola espanhol foi anulado por uma marcação implacável – e mesmo violenta – dos holandeses. Já a Holanda falhou onde era sua maior força: as finalizações mortais de Robben e Sneijder. Quando nada mais parecia funcionar, contudo, e a partida se encaminhava para a loteria dos pênaltis, a Espanha, que não desistiu de vencer um só minuto foi recompensada pelo gol salvador do irritante Iniesta. Era a estocada final, a morte do miúra laranja, o fim da tourada, o início da glória do matador. Assim se encerrava a copa de 2010, com uma seleção européia vencendo pela primeira vez fora do velho continente.

Eu, por minha vez, encerro também aqui minha função de palpiteiro, com a felicidade de ter pelo menos acertado o último jogo, inclusive contra notícia que dava conta de que os holandeses viriam com calções pretos. Então, para os que tiveram a paciencia de me aturar durante este longo mês, fica o meu primeiro presente da noite: o luxuoso PDF com todos os jogos da copa.

Agora, deixo aqui minhas últimas opiniões sobre o torneio, com aquilo que mais me chamou a atenção no que é o meu metier: a imagem, a visão, a cena. Como os 11 jogadores, onze imagens desta copa, onze imagens mexeram com minha emoção e que vão ficar na minha memória.


Com tantas câmeras ao redor, nada poderia mesmo passar impune. O primeiro vexame, o primeiro grade erro, capturado pelos olhos de todo um planeta, este coube ao infeliz Green, goleiro da Inglaterra, no jogo contra os EUA. Um frango homérico que lhe custou a posição.


Os vice campeões de 2006 esfarelaram-se na África como um macarrón velho. De um lado, o tresloucado Domenech, o técnico do zodíaco. De outro, alguns velhos remanescentes da geração zidânica. E uma maldição fermentada por meses nos fígados irlandeses.


Em um jogo violento, um lampejo de genialidade, de uma genialidade arte, moleque, insolente. No final, acabou não passando disso. Um lampejo.


Um craque das lentes, das câmeras, das propagandas. Em campo, um jogador pobre, de lances grotescos, de caras, bocas e ao final, arrogância e falta de educação. Triste epitáfio do belo narciso.


Um mito em campo, uma lenda fora dele. Um passa triste, de ombros caídos, sem coração e sangue. O outro lhe tenta acalmar. Não seria ainda a vez do mito em campo nem da lenda fora dele.


A tecnologia é pedida, é exigida. O juizão não viu o gol que Neuer, o goleiro alemão e milhões de pessoas pelo mundo, assistiram. E a Inglaterra pagou uma dívida histórica com o futebol.


A alegria albirroja de Larissa Riquelme, símbolo dos que torcem e acreditam, mesmo que sua camisa não tenha a história das outras, mesmo que seu país não tenha a glória dos outros. Porque amor é coisa que não cabe no peito, sequer na blusa.


A maior defesa de todos os tempos. Trapaça para muitos. Heroísmo para os que entendem verdadeiramente o que é este esporte, este pequeno mundo onde uma forma redonda encaixa perfeitamente entre linhas quadradas.


A cena final de um épico. O dia em que o louco não teve medo de mostrar, diante do mundo e da história, diante dos seus e dos outros, a sua própria genial e debochada loucura.


Brigam Espanha e Holanda, pelos designios do mar. O polvo, ao que parece, os conhecia melhor que todos.


O maestro da celeste é escolhido o melhor jogador da copa. E os olhos deste que vos escreve se encheram de água. Há muito um jogador não me emocionava. Obrigado por tudo, Diego.


E no grande e merecido final, a paradoxal alegria da Fúria.

E aqui me despeço com uma pequena coincidência. Hoje, dia 11 de julho, meu blog Escudinhos completa dois anos. Há exatos dois anos a primeira cartela foi publicada nele. Que venham mais anos. E eu, peço permissão para dizer adeus ao Blog da Copa. Obrigado pela oportunidade, adorei compartilhar este espaço com vocês. Tio Marmota, o Léo agradece mais uma vez pela Jabulani. Pela primeira vez ele resolveu bater bola dentro de casa e quebrar coisas e eu achei lindo.

Um grande abraço.

O último palpite de Paul, o Polvo Profeta!

Por Pedrox | 10/07/2010, 20h28

Eu pensei em torcer para a Holanda nesta final de Copa do Mundo, mas mudei de ideia. Nesta decisão minha torcida é fervorosa pela Espanha e o motivo é bem simples: é a última e mais importante previsão de Paul, o Polvo Profeta, que cravou seu palpite na Fúria.

O molusco, que é um dos coadjuvantes que roubaram a cena neste mundial da África do Sul, ganhou dois concorrentes (um periquito e uma polva holandesa) e já teve suas habilidades proféticas contestadas. Porém (ai, porém), ninguém pode negar o aproveitamento do animal que acertou todos os resultados da Alemanha em seus jogos na Copa da África do Sul.

Resumindo: A voz do POLVO é a voz de DEUS!

A nota triste disso tudo é que o animal dificilmente verá o ano de 2011 e não fará previsões na Copa de 2014, no Brasil. Segundo informações publicadas pelo jornal alemão Bild, o Polvo Profeta já tem dois anos e meio de idade e espécies como ele raramente ultrapassam os três anos.

O pior de tudo é que o oráculo nunca teve relações sexuais e por isso não se reproduziu. Não dá uma tristeza no coração só de imaginar seu fim virgem e solitário?

Por isso eu, assim como a Shakira, torcerei muito para que Paul não erre sua previsão. Diferente dela, minha torcida não é pela equipe de Del Bosque, Villa, Puyol e seus asseclas. Eu torço é pelo Polvo e para que sua lenda seja eternizada.

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