Blog da Copa

Palpites sobre a maior festa do futebol mundial!

Tag: espanha

Polvo Paul ganha réplica da Taça Fifa

Por Pedrox | 13/07/2010, 00h56

Paul, o polvo profeta, foi devidamente recompensado após o término da Copa do Mundo.

Primeiro recebeu a gratidão da Seleção Espanhola através de Iniesta, autor do gol do título, que comemorou em seu país com uma miniatura do do polvo em suas mãos.

Depois, o molusco, que acertou todos os resultados da Alemanha na competição e ainda previu que a Espanha seria campeã mundial, também ganhou a sua Taça Fifa.

E pelo jeito gostou, espia na reportagem do Portal R7:

Parabéns, Paul! Você merece!

Leia mais sobre o Polvo Profeta.

Jimmy Jump ataca na final da Copa do Mundo

Por Pedrox | 12/07/2010, 09h30

Você viu esta cena?

O vídeo acima mostra um torcedor contido após a tentativa de colocar um gorro na Taça Fifa, pouco antes das seleções de Holanda e Espanha entrarem em campo para a execução dos hinos nacionais na Final da Copa do Mundo.

Jaume Marquet i Cot é um catalão de 36 anos que torce pelo Barcelona e ficou famoso por interromper os mais importantes eventos esportivos do mundo.

Mais conhecido como Jimmy Jump, ele se vangloria em seu site de cada intervenção feita… e são muitas. O vídeo abaixo mostra uma coletânea de aparições do invasor:

Sua aparição anterior aconteceu no Eurovision Song Contest 2010. Jimmy Jump invadiu a performance de um artista espanhol. O vídeo é hilário:

Atualizado dia 13/07/2010: O torcedor que invadiu o gramado do estádio Soccer City, antes da final entre Holanda e Espanha começar, foi julgado por uma corte de Joanesburgo e recebeu multa de 2 mil Rands (US$ 260). Ficou barato!

O futuro foi escrito: Espanha campeã do mundo

Por Pedrox | 12/07/2010, 00h05

A Copa do Mundo da África do Sul acabou. Em Joanesburgo a Espanha ergueu a Taça Fifa e se juntou à Inglaterra (66), França (98), Uruguai (30 e 50), Argentina (78 e 86), Alemanha (54, 74 e 90), Itália (34, 38, 82 e 2006) e Brasil (58, 62, 70, 94 e 2010) no olimpo dos campeões.

A Holanda, por sua vez, jogando um futebol que nada tinha a ver com a mítica Laranja Mecânica da década de 70, amargou o terceiro vice-campeonato mundial (74, 78 e 2010).

É hora de dizer adeus aos coadjuvantes mais amados (e odiados) desta Copa: As vuvuzelas silenciaram. A Jabulani (que na final virou Jo’bulani) não mais rolará. Mick Jagger deve ter torcido para a Holanda. Larissa Riquelme torceu para a Espanha. E Paul, o Polvo Profeta, acertou todas as suas previsões.

Após o fracasso de todas as apostas do épico comercial da Nike, a empresa de material esportivo se redimiu publicando no dia da final um vídeo – mais simples – estrelado por alguns jogadores da Fúria e afirmando que o futuro foi escrito (e ele nem havia sido ainda):

Ao fim da partida eu liguei na Rede TV, mas Fernando Vanucci não apareceu para fazer seu pronunciamento bêbado após a decisão. Certamente ele diria que é hora de reverenciar Casillas, Iniesta, David Villa… (Ah, Espanha!) e completaria dizendo que é hora de mudar tudo, porque o Brasil não é longe… É logo aqui.

Então, para se despedir da África do Sul e já entrar no clima do próximo mundial, fica o vídeo com a vinheta oficial da Copa do Mundo Brasil 2014:

Um pouco da festa espanhola via web

Por Marmota | 11/07/2010, 23h59

Como um país recém-campeão mundial foi dormir (ou não) esta noite? Que tal aproveitarmos a comemoração da Fúria e observarmos alguns dos mais populares sites de notícia da Espanha?

De uma forma geral, todos os sites espanhóis estão conectados a redes como Twitter e Facebook, permitindo uma “celebração coletiva” em vários espaços. Além da taça e das repercussões dos vestiários, destaque ainda para outras duas informações que devem render bons cliques: Jimmy Jump, o espanhol que tentou agarrar a taça antes do jogo, e Sara Carbonero, que ganhou um beijo de Casillas enquanto o entrevistava, ao vivo.

Assim como seria no Brasil (os espanhóis encaram o futebol com paixão semelhante a nossa), seria previsível uma abordagem diferenciada – ainda mais por se tratar do primeiro título. Mas dá pra perceber que a home do La Vanguardia (jornal da Catalunha) ou da TVE, apesar do destaque ao título, não fizeram nenhuma modificação em sua estrutura.

Versão da home do La Vanguardia em JPG (800 px)

Versão da home da TVE em JPG (800 px)

O El Mundo, site de notícias mais acessado da Espanha, fez o que boa parte dos sites costumam deixar preparados em dias de grandes eventos: uma foto “estourada”, ocupando toda a tela. Além disso, é possível visualizar um box com a narração de momento da festa nas ruas (como se fosse um “miniblog”), atualizado pelos repórteres com breves relatos e fotos do celular.

Versão da home do El Mundo em JPG (800 px)

A identidade do El País adotou as cores da bandeira espanhola, e além do placar pós-narração e do vídeo com o gol de Iniesta, o site convida seus leitores de todo o mundo para contar como anda a festa. No espaço da “fotona” temos uma galeria de fotos com grandes momentos da decisão. Outro detalhe: o fac-símile da capa do jornal impresso desta segunda-feira. Além de demonstrar agilidade, é como se estivesse convidando o leitor a comprar e guardar esta edição histórica.

Outro que também pegou emprestado o vermelho e o amarelo é o 20 Minutos, que sempre me chamou a atenção – não apenas pela ousadia na hierarquização dos conteúdos, como também a quantidade de comentários em todas as suas notas.

Versão da home do El País em JPG (800 px)

Versão da home do 20 Minutos em JPG (800 px)

Vamos aos dois sites esportivos mais conhecidos. Tanto o Marca quanto o As usaram a mesma palavra e muitas exclamações: ¡¡¡campeones!!!. No As encontramos a “fotona rotativa”, como no El País. O Marca – que, é bom lembrar, bolou o calendário mais bacana entre os sites – disponibiliza o perfil dos 23 campeões já em uma barra horizontal acima da “fotona”. Em uma de suas fotogalerias, a repercussão da imprensa mundial.

Versão da home do As em JPG (800 px)

Versão da home do Marca em JPG (800 px)

Deixei o mais legal para o fim. No La Informacion, um dos sites que cuidam melhor dos aspectos visuais, uma das imagens da “fotona rotativa” lembra bem uma capa de revista. E antes de exibir a home completa, o Público exibe um slideshow, uma manchete e uma chamada: “Un gol de Iniesta en la prórroga contra Holanda encumbra a España como la mejor selección de mundo. El fútbol hace justicia con la Roja”. Melhor destaque, impossível.

Versão da home do La Informacion em JPG (800 px)

Versão do slideshow do Público em JPG (800 px)

Versão da home do Público em JPG (800 px)

De lambuja, dois arquivos para a posteridade: o áudio da narração com o gol de Iniesta, pinçado da Rádio Marca; e um sensacional infográfico do La Informacion, mostrando como a Espanha e outras sete seleções favoritas atuaram em suas partidas neste Mundial.

A última tourada em Johannesburgo.

Por MarcosVP | 11/07/2010, 23h37

Brigam Espanha e Holanda pelos direitos do mar.
O mar é das gaivotas que nele sabem voar.
Brigam Espanha e Holanda pelos direitos do mar.
Brigam Espanha e Holanda por que não sabem que o mar
É de quem o sabe amar
.

Esta profética canção, que tem o pitoresco título de “Um Cafuné na Cabeça, Malandro, Eu Quero Até de Macaco”, foi gravada por Milton Nascimento no início da década de 80, sobre um poema de Leila Diniz. Um lindo epitáfio para esta bela copa do mundo, intensa, colorida, barulhenta, surpreendente. Muito se escreveu sobre ela, sobre suas histórias – muita coisa legal você podem achar aqui, no coletivo Blog da Copa, do qual eu fiz parte.

Confesso que desde o início, acima mesmo de minha torcida (forçada) pelo Brasil, eu sonhava com uma final entre seleções que nunca haviam sido campeãs. O que eu não esperava era ter torcido tanto pelo redivivo futebol sulamericano. Argentina, Chile, Paraguai e principalmente o Uruguai me fizeram torcer muito, até as lágrimas. Além disso, várias coisas ficaram evidentes. Uma, é que a África ainda não encontrou seu caminho em campo. Apenas Gana se salvou, até o dia em que encontraram uma celeste mitológica pela proa. Depois, ficou claro que existem hoje três europas: uma nova, cheia de vida, de arte e de técnica – Alemanha, Holanda e Espanha – e outra velha, decadente, embolorada – França, Inglaterra, Itália, Portugal – e ainda uma absolutamente distante do que seja o futebol – Suíça, Eslovênia, Eslováquia, Sérvia. As seleções da América do Norte e da Ásia também pouco fizeram.

A final não foi um bom jogo. Não foi um jogo bonito. Espanha e Holanda tiveram mais defeitos que virtudes em sua última partida. O propalado toque de bola espanhol foi anulado por uma marcação implacável – e mesmo violenta – dos holandeses. Já a Holanda falhou onde era sua maior força: as finalizações mortais de Robben e Sneijder. Quando nada mais parecia funcionar, contudo, e a partida se encaminhava para a loteria dos pênaltis, a Espanha, que não desistiu de vencer um só minuto foi recompensada pelo gol salvador do irritante Iniesta. Era a estocada final, a morte do miúra laranja, o fim da tourada, o início da glória do matador. Assim se encerrava a copa de 2010, com uma seleção européia vencendo pela primeira vez fora do velho continente.

Eu, por minha vez, encerro também aqui minha função de palpiteiro, com a felicidade de ter pelo menos acertado o último jogo, inclusive contra notícia que dava conta de que os holandeses viriam com calções pretos. Então, para os que tiveram a paciencia de me aturar durante este longo mês, fica o meu primeiro presente da noite: o luxuoso PDF com todos os jogos da copa.

Agora, deixo aqui minhas últimas opiniões sobre o torneio, com aquilo que mais me chamou a atenção no que é o meu metier: a imagem, a visão, a cena. Como os 11 jogadores, onze imagens desta copa, onze imagens mexeram com minha emoção e que vão ficar na minha memória.


Com tantas câmeras ao redor, nada poderia mesmo passar impune. O primeiro vexame, o primeiro grade erro, capturado pelos olhos de todo um planeta, este coube ao infeliz Green, goleiro da Inglaterra, no jogo contra os EUA. Um frango homérico que lhe custou a posição.


Os vice campeões de 2006 esfarelaram-se na África como um macarrón velho. De um lado, o tresloucado Domenech, o técnico do zodíaco. De outro, alguns velhos remanescentes da geração zidânica. E uma maldição fermentada por meses nos fígados irlandeses.


Em um jogo violento, um lampejo de genialidade, de uma genialidade arte, moleque, insolente. No final, acabou não passando disso. Um lampejo.


Um craque das lentes, das câmeras, das propagandas. Em campo, um jogador pobre, de lances grotescos, de caras, bocas e ao final, arrogância e falta de educação. Triste epitáfio do belo narciso.


Um mito em campo, uma lenda fora dele. Um passa triste, de ombros caídos, sem coração e sangue. O outro lhe tenta acalmar. Não seria ainda a vez do mito em campo nem da lenda fora dele.


A tecnologia é pedida, é exigida. O juizão não viu o gol que Neuer, o goleiro alemão e milhões de pessoas pelo mundo, assistiram. E a Inglaterra pagou uma dívida histórica com o futebol.


A alegria albirroja de Larissa Riquelme, símbolo dos que torcem e acreditam, mesmo que sua camisa não tenha a história das outras, mesmo que seu país não tenha a glória dos outros. Porque amor é coisa que não cabe no peito, sequer na blusa.


A maior defesa de todos os tempos. Trapaça para muitos. Heroísmo para os que entendem verdadeiramente o que é este esporte, este pequeno mundo onde uma forma redonda encaixa perfeitamente entre linhas quadradas.


A cena final de um épico. O dia em que o louco não teve medo de mostrar, diante do mundo e da história, diante dos seus e dos outros, a sua própria genial e debochada loucura.


Brigam Espanha e Holanda, pelos designios do mar. O polvo, ao que parece, os conhecia melhor que todos.


O maestro da celeste é escolhido o melhor jogador da copa. E os olhos deste que vos escreve se encheram de água. Há muito um jogador não me emocionava. Obrigado por tudo, Diego.


E no grande e merecido final, a paradoxal alegria da Fúria.

E aqui me despeço com uma pequena coincidência. Hoje, dia 11 de julho, meu blog Escudinhos completa dois anos. Há exatos dois anos a primeira cartela foi publicada nele. Que venham mais anos. E eu, peço permissão para dizer adeus ao Blog da Copa. Obrigado pela oportunidade, adorei compartilhar este espaço com vocês. Tio Marmota, o Léo agradece mais uma vez pela Jabulani. Pela primeira vez ele resolveu bater bola dentro de casa e quebrar coisas e eu achei lindo.

Um grande abraço.

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