Blog da Copa

Palpites sobre a maior festa do futebol mundial!

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Dunga em UM DIA DE FÚRIA 2

Por Pedrox | 26/06/2010, 16h00

Após o absoluto sucesso do vídeo Dunga em UM DIA DE FÚRIA! o publicitário Pablo Peixoto, que escreve no blog Pérolas Para Porcos, produziu a continuação da incrível saga de Dunga no comando da seleção Brasileira na Copa 2010.

Desta vez ele mostra os bastidores do jogo Brasil x Portugal. Espia:

Dunga em UM DIA DE FÚRIA!

Por Pedrox | 23/06/2010, 01h29

Já que o André tocou no assunto, apresento-lhes um vídeo que circula na internet mostrando o que DE FATO aconteceu na polêmica COLETIVA DE IMPRENSA com Carlos Caetano Bledorn Verri:

A presepada é de autoria do publicitário Pablo Peixoto, que escreve no blog Pérolas Para Porcos.

Dunguistas

Por Marmota | 22/06/2010, 06h06

Quando a Revista Placar dedicou matéria de capa ao treinador da seleção brasileira, já sabíamos que o capitão do tetra, como Gerard Leônidas Butler em 300, alimenta-se da raiva para superar seus obstáculos. Para ter raiva, é preciso cultivar inimigos. Que, nos últimos quatro anos, é a imprensa.

Além da briga com os jornalistas, a postura de Dunga remete a outros atributos. Como a lealdade aos seus comandados, independente de seus desempenhos nos clubes, o fim de qualquer privilégio – tanto para imprensa quanto pros próprios jogadores confinados – e a valorização à seleção de um jeito que, se você não sente orgulho de vestir esta camisa e batalhar por ela, não merece este convívio. É uma mistura demasiadamente humana de bons valores com uma inflexível “brucutice”.

O episódio deste final de semana, onde Dunga balbucia palavrões enquanto observa Alex Escobar – só interpretado tempos depois e reproduzido à exaustão no YouTube – , evidenciou tal estilo com muita força. O mais curioso, no entanto, é o equilíbrio de opiniões diante do tema. A mídia e alguns entusiastas, obviamente, se posicionam contra os métodos xiitas do treinador. Muitos torcedores, no entanto, apóiam Dunga, chegando a lembrar coisas como “essa Globo manipula mesmo, bem feito pra eles”.

Resumidamente, não tem como ficar indiferente. Mais ou menos como torcedores diante do Corinthians, ou num comício do PT: você apóia ou odeia, simples assim. E se temos petistas e corintianos, nada mais apropriado: temos também os dunguistas.

É possível, diante do desempenho da seleção na África, bradar com orgulho de comercial da cerveja: eu sou dunguista, e bato no peito! Também dá para apontar o dedo em direção a algum cabeça dura, incapaz de mudar a opinião ou apenas dialogar civilizadamente. E, com desprezo, dizer: “seu… Seu… Seu dunguista!”.

Sua relação com este neologismo define sua postura diante da possibilidade de uma punição, imposta pela Fifa, ao treinador. Mesmo com um gancho, uma multa ou um simples puxão de orelhas, não saberia dizer, de verdade, se um potencial título mundial seria capaz de arrebanhar mais dunguistas espontaneamente.

Mas dá pra cravar que, com taça ou com punição, o “dunguismo” e seus inimigos imaginários vão continuar com a força de sua inabalável teimosia.

Atualizado: Dois ingredientes de alta combustão para os dunguistas, pinçados do UOL Esporte. Primeiro, a Fifa não encontrou qualquer elemento para punir o treinador. Segundo, Mauricio Stycer bancou a informação de que Dunga teria vetado entrevistas exclusivas durante o Fantástico de domingo – o que explicaria o entrevero durante a coletiva e a dura resposta no programa. Se por um lado o técnico poderia ter sido menos contundente, por outro temos aquela velha máxima: “prezada Globo, no meio de tanto festim, que tal um pouco de jornalismo?”.

Torcendo para a Argentina

Por Marcos Donizetti | 15/06/2010, 14h37

Bandeira da Argentina

A seleção brasileira entrará em campo hoje para a primeira partida pela Copa do Mundo 2010. Eu deveria estar nervoso, roendo as unhas de ansiedade, mas a verdade é que estou tranqüilo. Emoção mesmo, com direito a grito na hora do gol, eu senti quando a Argentina venceu a Nigéria, dias atrás. O fato deixou alguns amigos e conhecidos chocados, então resolvi explicar, não que isso fosse uma obrigação.

De início, preciso refutar o argumento simplório e inocente de quem diz que não torcer para a Seleção Brasileira é não torcer pelo Brasil e não merecer minha condição de brasileiro (como se ter ou não determinada nacionalidade fosse mesmo uma questão de merecimento). Ora, o ufanismo bobo da expressão “a seleção é a pátria” só serve ao discurso publicitário fácil ou ao “ame-o ou deixe-o” do período da ditadura.

O fato é que mais do que torcer pela seleção ou ser “brasileiro com muito orgulho e com muito amor”, o que me move é gostar de futebol. Não este futebol dos “guerreiros pré-fabricados” que precisam vencer a qualquer custo, mas o futebol do sonho e da utopia, o futebol que nada mais é que a representação maior e mais fiel das tragédias humanas. Daí, nada mais natural que torcer pela Argentina nesta Copa.

Dunga é bem intencionado e comprometido sim com o que ele acredita ser a Seleção Brasileira. O problema é que tanto ele quanto seus comandados estão comprometidos com a mais patética mediocridade. Pior, ele representa não só a mediocridade dentro de campo, mas a mediocridade endêmica e maniqueísta que contamina todos os setores da nossa sociedade. O discurso de quem diz “o que importa é vencer, contra tudo e contra todos” é o discurso dos idiotas leitores de auto-ajuda.

Michel Bastos, Daniel Alves, Thiago Silva e Felipe Melo são ofensas ao Brasil que teve Pelé, Garrincha, Zizinho e Didi. Nomes forçadamente compostos, pensados por empresários e assessores de imprensa para agregar valor a um produto que querem logo exportar. Este é o Brasil dos “publieditoriais”, dos carros “semi-novos” e de todos os outros eufemismos tapados e politicamente corretos. É o Brasil do choque de ordem, que tenta esquecer seu passado em nome da modernidade acéfala e da eficiência vazia. É o Brasil de quem vive no interior e tenta esconder o sotaque por ter vergonha de suas origens.

Bastos, Melo e Alves são aspones de uma repartição pública qualquer, e não jogadores de futebol dignos de jogar uma Copa do Mundo. Mais patética ainda é a tentativa de transformá-los em soldados (ou guerreiros de uma marca de cerveja ruim). Dunga adota um discurso militarizado, de ordem imposta, e todos que não estão ao seu lado estão automaticamente contra ele e contra a Seleção. Emílio Garrastazu Médici com certeza está sorrindo neste momento, em algum lugar do inferno.

Ao mesmo tempo, Maradona é o anti-Dunga. Maradona é trágico e instável como a vida deve ser, Maradona é a irreverência, a genialidade e a imprevisibilidade dos grandes. Maradona é um tango de Carlos Gardel e Dunga é uma dupla qualquer de sertanejo universitário. Maradona é Beatles e Dunga é Orlando Morais.

Enquanto Maradona libera os encontros para seus comandados durante a Copa, Dunga diz que nem todos gostam de sexo. Enquanto Dunga faz um jogador pedir desculpas por uma entrevista, Maradona promete sair pelado pelas ruas se a Argentina for campeã.

Maradona foi o principal protagonista da última grande Copa do Mundo da história, e hoje tem Lionel Messi. A Argentina lembra muito o fantástico Santos do primeiro semestre: o ataque é pura técnica e genialidade enquanto a defesa é frágil e capaz de dar arrepios. Mais divertido, impossível! Enquanto isso, Dunga preferiu deixar Ganso e Neymar no Brasil, porque deve achar que Single Ladies não é coisa de guerreiros. Azar dele, e nosso.

Eu abro mão do título em nome de uma Copa do Mundo inesquecível como todas as copas devem ser. Quero uma Copa de sonho como a de 1982 ou de 1986, uma Copa com todo o chato time da Inglaterra driblado antes do gol antológico, uma Copa com la mano de Dios! Que esta seja a Copa do Mundo de Maradona, de Verón e de Lionel Messi!

“A Argentina vai perder e vamos todos rir de você, perdedor”. É possível, e responderei que prefiro fracassar junto dos gênios do que vencer com os medíocres.

Escreva o futuro, Brasil!

Por Pedrox | 15/06/2010, 08h30

A Nike lançou uma campanha mundial de futebol “Escreva o Futuro” (”Write the Future”, em inglês), com um comercial que mostra com muita emoção o impacto dos momentos fundamentais de um jogo que vão além dos 90 minutos. O comercial foi exibido na TV pela primeira vez antes da decisão da Liga dos Campeões, entre Internazionale de Milão e Bayern de Munique.

Estrelam a campanha global algumas das maiores estrelas do futebol mundial: Cristiano Ronaldo, Drogba, Rooney, Fabio Cannavaro, Ribéry, Iniesta, Fábregas, Theo Walcott, Patrice Evra, Gerard Piqué, Ronaldinho Gaúcho, Donovan e Thiago Silva, além da lenda do tênis Roger Federer e da estrela da NBA, Kobe Bryant. Homer Simpson completa o time de estrelas convidadas.

O filme foi dirigido pelo renomado diretor Alejandro Gonzalez Inarritu, de filmes como “21 Gramas” e “Babel”. A história começa com Didier Drogba passando pela defesa adversária até seu gol ser evitado por Canavarro, momento surpreendente que transforma o capitão italiano em ícone da cultura pop. Já Wayne Rooney tem um passe decisivo interceptado por Ribéry. Como resultado, o futuro do craque inglês é cuidar de um campo de futebol, enquanto o francês é o personagem de um vistoso outdoor. Já Cristiano Ronaldo marca um gol decisivo e vira nome de estádio e tema de filme estrelado por Gael Garcia Bernal.

Dunga atrapalhou a campanha ao não convocar Ronaldinho Gaúcho. Mas OK, sem lamentações. Uma versão do comercial com Robinho – lançada ontem (14) resolve o problema. São 30 segundos só pra ele. Destaque para aparição relâmpago de Ganso e Neymar na torcida.

Com moedas e tatuagens exibindo a cara de atacante da Seleção Brasileira, homenagens em escola de samba e até a santificação do craque, acho que esta versão ficou bem mais condizente com a cultura brasileira do que a anterior. Escreva o futuro, Robinho:

Boa sorte, Brasil!

Que este vídeo inspire a Seleção nesta estreia.

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