Blog da Copa

Palpites sobre a maior festa do futebol mundial!

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Cinco nomes “fora da curva” para assumir a bucha

Por Marmota | 07/07/2010, 03h49

“Quem será o próximo técnico da seleção brasileira?”. A pergunta, que sempre toma conta das mesas de boteco após as fracas participações brasileiras em mundiais, costumam ser respondidas pela CBF praticamente da mesma forma: “é hora de reformular os procedimetos” ou “vamos trabalhar em conjunto com as categorias de base”. Foi assim há quatro anos, quando Ricardo Teixeira quis abandonar a filosofia anterior e convocou Dunga para o posto.

Novamente, o discurso é de mudança. E ao que tudo indica, Luiz Felipe Scolari será o homem que levará o Brasil ao hexa em meio a pressão das terras tupiniquins. É o meu favorito. Caso ele cumpra seu compromisso com o Palmeiras (o que é bem provável), algum outro começará o trabalho ao final do mês – provavelmente Leonardo, que poderá ficar por uns dois anos. Mano Menezes, que é uma espécie de “Felipão da nova geração”, é o terceiro da lista, catapultado por seus resultados em mata-matas e, por que não, por algum lobby do chefe da delegação brasileira na África, o presidente corintiano Andrés Sanchez.

Os outros nomes ventilados por aí são mais difíceis. Wanderley Luxemburgo é sempre lembrado, para o bem ou para o mal: ele já teve sua chance após o fracasso brasileiro na França, quando era considerado o melhor do Brasil. Muricy Ramalho é muito competente, mas seu temperamento faz lembrar alguns momentos dunguistas. E Ricardo Gomes sequer deveria ser citado após a vergonhosa campanha comandada por ele no Pré-Olímpico para os Jogos de Atenas. E é engraçado como Paulo Autuori, uma das apostas pós-Parreira em 2006 graças ao Mundial conquistado pelo São Paulo, mal aparece nas rodinhas.

Agora, já que o cargo está vago e a discussão tomou conta, por que não imaginar alguns palpites ainda mais difíceis, só para fazer espuma? Imagine como seria se, daqui uns dias, resolvessem anunciar algum dos cinco nomes abaixo para o comando técnico da seleção?

Joel Santana – De todos os nomes brazucas, talvez o de Joel seja o menos comentado – talvez perca para Zico, que pode contar com rejeição menor, mas que já anunciou jamais voltar a trabalhar com a atual cúpula da CBF. Mas ao declarar que “sonha em comandar a seleção em 2014″ para a mídia, Joel começou a fazer barulho. De fato, é realmente curioso o fato de um treinador carioca, com 30 anos de história e passagens por clubes do mundo todo no currículo, jamais tenha sido chamado.

Experiente ele é. Agora, suas virtudes poderiam ser questionadas pelo torcedor mais corneteiro. A bem da verdade é que o estilo “paizão” do Natalino poderia combinar com um time jovem e alegre. E nem seria necessário falar inglês, como na passagem frustrada pela África do Sul – apesar dele ter levado os Bafana Bafana a uma semifinal, hein?

Paulo Roberto Falcão – Aqui um representante da linha “se é tão fácil enxergar o que pode ser feito segurando um microfone, por que não põe a mão na massa?”. Colocar um narrador ou comentarista para treinar a seleção, evidentemente, não é uma coisa que funcionaria tão bem como nas vésperas da Copa de 70, na passagem de João Saldanha. Daria pra imaginar um Galvão Bueno treinando a seleção? Nesse aspecto, o nome mais interessante é o do eterno ídolo colorado e “Rei de Roma”.

Nos bastidores, dizem que Falcão sequer viajou à África pois está mais preocupado com seus planos em voltar a exercer o cargo de técnico. “Ah, mas ele já teve sua passagem pela seleção em 90″, vão lembrar alguns. Pois é, graças a ele a tal “reformulação” realmente aconteceu, parando na Copa América… E o que houve com o Brasil na Copa seguinte? Venceu comandado por um treinador experiente, dando continuidade ao trabalho dele. Por que não tentar de novo?

José Mourinho – Sinto muito, acabaram os bons nomes brasileiros. As três sugestões restantes implicam em algo que fere profundamente o orgulho nacional: nunca um técnico estrangeiro seria chamado para assumir o cargo. Menos ainda tendo como planejamento o Mundial realizado em nosso próprio país. Agora, seria uma experiência interessante se algum dos treinadores que já declararam “sonhar com um trabalho no Brasil” como Sven-Goran Eriksson ou Bora Milutinovic, passassem pelo país por um ano ou dois. E se é pra pensar num estrangeiro, comecemos por uma unanimidade, que poderia até mesmo ficar até 2014: o “Luxemburgo da Europa”, que já tem inúmeras biografias publicadas de tão bom que é.

Uma vantagem seria vista com bons olhos: o atual campeão europeu não teria qualquer problema com o idioma. José Antônio Lima, do excelente Esporte Fino, é um dos que gostariam de vê-lo por aqui. “A amarelinha serviria perfeitamente para o ego do português e ele certamente provocaria uma revolução muito necessária no futebol brasileiro. Faria os jogadores, na seleção, desempenharem funções táticas diferentes das tradicionais, mostrando um caminho que os técnicos brasileiros simplesmente desconhecem”.

Marcelo Bielsa – Ainda na linha “experimentos impossíveis”, um nome que se encaixa perfeitamente ao discurso de ofensividade e retorno ao “futebol arte”, característica desprezada pelo futebol brasileiro nos últimos anos, seria o de um entusiasta do ataque. O trabalho de “El Loco” Bielsa no Chile fez com que os deputados do país chegasse a oferecer “nacionalidade chilena” por ter resgatado a auto-estima dos “rojos”.

Tenho certeza de que o Brasil de Bielsa encheria os olhos do torcedor, desde que não se importassem com um pormenor aparentemente irrelevante: Bielsa é argentino. Como se não bastassem, poderiam dizer ainda que, quando teve a chance de comandar um time de ponta (a Argentina de 2002), ficou na primeira fase do Mundial. Enfim, diga com franqueza: algum técnico no Brasil possui perfil parecido?

Guus Hiddink – Lembro quando o Inagaki, entusiasmado com o título do Barcelona na Champions League de 2006, cogitou o nome de Frank Rijkaard como treinador da seleção. Na época, o holandês entusiasmava ao comandar um time com três homens no ataque – Giuly, Eto`o e Ronaldinho Gaúcho. “Sem falar que ele conseguiu fazer o Belletti jogar! O Belletti!!!“, comentava na época.

O ex-parceiro de Gullit e Van Basten no time campeão europeu de 1988 está na Turquia, longe dos holofotes. Mas a idéia de tomar emprestado o método holandês de comando poderia ganhar nova força, especialmente em função da presença laranja na decisão da Copa. E entre os treinadores, não há melhor opção do que Guus Hiddink – que, convenhamos, fez muita falta na África do Sul. Se ele ou qualquer um dos três anteriores fizessem um bom trabalho, com certeza o brasileiro nem se importaria com detalhes como nacionalidade.

De volta à realidade, seja bem-vindo, Leonardo. E até daqui um tempo, Felipão.

Em tempo: não deixe de ver as sugestões de Felipe Lessa, no De Primeira. Bem melhores que as cinco acima.

Dunga em UM DIA DE FÚRIA 4 (episódio final)

Por Pedrox | 03/07/2010, 20h10

Depois de Dunga em UM DIA DE FÚRIA,

Dunga em UM DIA E FÚRIA 2 e

Dunga em UM DIA E FÚRIA 3,

Pablo Peixoto, que escreve no blog Pérolas Para Porcos, finalmente produziu o último episódio da saga de Michael Dunga como técnico da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo de 2010:

O último fim de uma era.

Por MarcosVP | 02/07/2010, 18h42

A primeira vez que se falou em “era Dunga” foi em 1990, depois do fiasco da seleção de Lazaroni na copa da Itália. Desde então, derrotado ou vitorioso, Dunga simbolizou, nos anos que se seguiram, uma coisa que nem o brasileiro médio nem a mídia aceitavam com muita tranquilidade: o futebol feio, de marcação, de disciplina e aplicação tática, o que pode até ter trazido ao Brasil uma copa do mundo – a de 1994. Ora, de qualquer forma, convenhamos que, num país que já teve craques mágicos como Pelé, Garrincha, Leônidas, Zizinho, Didi, Zico, Romário e – vá lá… – os Ronaldos, ganhar uma copa com um meio campo que tinha Zinho e Mazinho foi até uma heresia. Mas enfim, vivemos a era dos resultados. Quem vence é herói, quem perde é um fracassado.

Só que isso não é nem nunca foi a cara e o jeito, nem do Brasil, nem do vitorioso futebol sulamericano. Essa história é coisa de americano, de WASP. Por mais que me irritasse ao extremo aquele oba-oba da copa de 2006, o monástério dos meninos de Cristo montado por Dunga e Jorginho acabou se provando falível no momento crucial. Lembrando, é claro, do implacável axioma que Renato Russo escreveu um dia: “Deus está do lado de quem vai vencer”.

Agora a última “era Dunga” – a primeira parecia terminada em 1998 – se encerra. As glórias destes quatro anos serão sepultadas pelo patético cartão vermelho recebido por Felipe Melo no jogo contra a Holanda. Confesso, foi impossível, por mais críticas que eu tivesse à seleção, não torcer e não sofrer. E confesso também que meu bode maior nunca foi com o técnico, embora ele seja sim, uma pessoa intratável, descontrolada e ignorante. E nem nessa briga com a Globo eu estava do lado de alguém, pois como diz o profeta Franciel Cruz, dou um pelo outro e não quero troco. Meu bode é principalmente com o caráter fraco e questionável de alguns jogadores, principalmente as duas maiores estrelas desse time: Kaká e Robinho. Foi sobre esses dois galãzinhos de comercial que foram depositadas as esperanças da torcida brasileira por essa seleção. Porque nós nos esquecemos de quem são esses dois rapazes e o que eles já aprontaram, ou por seu desprezo às pessoas – caso de Robinho – ou por seu desprezo à seleção, quando as partidas e jogos eram menos importantes, como a copa América – caso de Kaká.

O triste é que o Brasil se ressente de algo que não possui há tempos, na verdade, desde 1970: uma seleção que jogue como o Brasil e vença. Eu creio que jamais veremos uma geração como aquela em campo novamente, como sei que nunca mais se reunirá novamente um Clube da Esquina, uma ipanema da Bossa Nova, uma Jovem Guarda, os Beatles, o Flamengo de Zico e Adílio, o Vasco de Ademir de Menezes, o Botafogo de Garrincha e Nilton Santos. Mas há de haver um time e um técnico por aí que resgatem nossa alegria, que nos remetam novamente ao futebol que só este país de pés-sujos e vira-latas sabe jogar. Que nunca nos tirem da cabeça e do coração que mais vale uma seleção como a “fracassada” equipe de 1982 que mil times de Felipe Bastos, Michel Alves, Daniel Melo e demais quejandos sem nome, passado ou futuro. Por mais que tenhamos torcido e nos vestidos de verde e amarelo, isso não era o Brasil. Que venha, então o próximo.

E claro, depois de todo esse #mimimi, e depois de ver com que RAÇA e SANGUE os uruguaios arrancaram do fundo de uma partida quase perdida a sua classificação – APRENDAM, dungaboyz! – vamos ao palpite – difícil – para a primeira das semifinais.

Como vocês perceberam, até um jogo fácil como Uruguai e Gana eu consegui errar. De qualquer modo, era uma aposta de 50%, já que qualquer dos dois uniformes de Gana dava certo contra a celeste. Gana deve ter vestido a superstição e a lembrança da vitória contra os EUA. Os ganenses lutaram muito, mas não deu. Agora, o Uruguai, depois de 40 anos, manda a primeira semifinal contra a Holanda. Não dá para vir completo porque a Holanda, a não ser que tenha uns pantalones brancos escondidos, só tem calções pretos ou azuis. Então, como ocorreu várias vezes na copa, o Uruguai vem alterado e a Holanda com o uniforme completo. Mas também pode ocorrer do Uruguai vir todo de branco. Quem garante o contrário?

Amanhã, a segunda partida das semis. E toda minha torcida para a Argentina. Paraguai x Espanha pouco me importa.

A Maldição do Comercial da Nike

Por Pedrox | 30/06/2010, 23h42

Lembram do “Escreva o Futuro” (Write the Future) aquele épico comercial da Nike feito especialmente para esta Copa do Mundo de 2010? Ei-lo para quem ainda não assistiu:

Após o término das oitavas de final podemos assegurar que foi a propaganda mais amaldiçoada da história das Copas do Mundo. O vídeo é lindo, todavia é incrível como a peça consegue apostar em tantos craques e destes NENHUM EMPLACAR na África do Sul. Só para comprovar a zicada mais cara de todos os tempos, vou enumerar os fracassos na ordem em que eles aparecem no comercial:

- Didier Drogba: Costa do Marfim foi eliminada na primeira fase.

- Fabio Cannavaro: A Itália se igualou ao Brasil de 66 e à França de 2002 e foi a terceira seleção campeã do mundo eliminada na primeira fase da Copa do Mundo seguinte. Pior que isso, ficou na laterna do grupo que tinha Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia. Um verdadeiro vexame.

- Wayne Rooney: A Inglaterra por muito pouco não voltou pra casa ainda na primeira fase, quando se classificou em segundo lugar num grupo fácil (Com EUA, Eslovênia e Argélia). Precipitou um confronto com a Alemanha que, sem piedade, meteu 4 bolas nas redes inglesas. O atacante do Manchester United não marcou um gol sequer e provavelmente vai virar zelador em Old Trafford e morar num trailer.

- Frank Ribery: A França fez uma campanha pífia, teve jogador expulso, treino desmarcado por protesto dos atletas e “les bleus” conseguiram a FAÇANHA de proporcionar a única vitória dos anfitriões Sul-africanos na Copa do Mundo. Foi o segundo finalista de 2006 eliminado na primeira fase. Ribery nem teve tempo para aparecer.

- Ronaldinho Gaúcho: Foi a primeira vítima da “zica naiqueana”. Nem sequer foi convocado, figurou a famosa lista de espera que não foi acionada e talvez por isso o Brasil ainda prossiga na Copa América que está acontecendo na África do Sul.

- Cristiano Ronaldo: Era a única esperança da retrancada Seleção Portuguesa de Carlos Queiroz, conhecida neste mundial como a Suíça da Península Ibérica em função de sua defesa quase intransponível. Portugal não fez gol na estreia, desencantou com 7 gols contra a Coréia do Norte e depois não balançou as redes de mais ninguém. Os lusos levaram apenas e tão somente 1 gol na Copa, justamente o da eliminação (marcado por David Villa, da Espanha). Ficou marcado como o jogador que mais olhou para o telão e, em especial, pela cusparada furiosa no pé do cinegrafista após a derrota pra Fúria. Acho que dificilmente Gael Garcia Bernal aceitará o papel do atacante-galã-marrento na telona.

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Por isso imploro de joelhos para que a Nike pare de veicular este comercial com o “rei das pedaladas”:

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Deus queira também que a desgraça não alcance o Robinho nem transborde para o Nilmar e o Luís Fabiano:

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Bem da verdade, o único brasileiro digno de ESCREVER SEU FUTURO nesta Copa do Mundo é o atacante GRAFITE. Afinal de contas, de LETRA ele entende. Eis a prova cabal:

Dunga em UM DIA DE FÚRIA 3

Por Pedrox | 29/06/2010, 22h02

Tudo era apenas uma brincadeira, foi crescendo, crescendo e agora todo mundo já aguarda ansioso após cada jogo do Brasil para a continuação da saga de Dunga no comando da Seleção Brasileira.

Após Dunga em UM DIA DE FÚRIA! e Dunga em UM DIA E FÚRIA 2, o publicitário Pablo Peixoto, que escreve no blog Pérolas Para Porcos, produziu mais um hilariante episódio da mini-série mais marrenta deste mundial sul-africano.

Saiba o que realmente aconteceu no jogo Brasil x Chile, pelas oitavas de final da Copa do Mundo:

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