Blog da Copa

Palpites sobre a maior festa do futebol mundial!

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Minha visita ao Fifa Fan Fest no Rio

Por Marmota | 10/07/2010, 10h29

Cabem dois agradecimentos aos responsáveis pelo meu embarque à Cidade Maravilhosa no último dia dois. O primeiro foi circular por São Paulo exatamente durante o segundo tempo de Brasil x Holanda, evitando dores de cabeça com congestionamentos e com o time do Dunga. O segundo foi o de ter desembarcado a tempo de caminhar pela Avenida Atlântica e passar um tempinho na instalação que concentrou, aqui no Brasil, parte das intenções da Fifa com um Mundial de futebol: a Fan Fest nas areias de Copacabana.

A primeira vez que uma praça com telão foi armada oficialmente pela Fifa foi em 2002. A idéia era atender aos turistas que perambulavam sem ingressos para os estádios. O esboço no Japão e na Coréia serviu de modelo para a Alemanha, em 2006: estima-se que 18 milhões de pessoas frequentaram as Fan Fests nas doze cidades-sede. Para 2010, talvez os números na África do Sul não sejam tão estimulantes, graças ao inverno rigoroso no país. Em compensação, outras seis cidades no mundo receberam o evento patrocinado: Roma, Paris, Berlim, Sydney, Cidade do México e o Rio – a única na América do Sul.

A arena tem capacidade para receber até 20 mil pessoas – durante a manhã daquela sexta-feira, mais ou menos 69 mil circularam pelos arredores da praia. Nem todos, portanto, ficaram diante do telão de 120metros quadrados, em alta definição, apesar de ser possível enxergá-lo antes mesmo de entrar no complexo. Antes mesmo de chegar, o primeiro contraste: por ser oficial, a transmissão da Fan Fest é, obrigatoriamente, da Globo; já os bares recebem o sinal da Orla TV, do Grupo Bandeirantes, que também exibia os jogos da Copa…

A arena fica exatamente a areia da praia – sabendo disso, optei por deixar os tênis no hotel e usar chinelão mesmo. Isso não impedia a presença de alguns perdidos, certamente saídos do escritório, usando camosa social, calça e sapatos. Todos estes, ao entrar, passam por duas barreiras: os seguranças responsáveis pela revista e os fiscais das catracas, que contabilizam a lotação do espaço, são parte dos cerca de mil profissionais envolvidos na organização. Mesmo no final da tarde posterior a eliminação brasileira, ainda tinha uma porção de torcedores curtindo uma ressaca, além do segundo jogo do dia: Uruguai x Gana.

Antes da prorrogação, consegui circular por todos os quiosques mantidos pelos patrocinadores. No cinema 3D da Sony, fila para curtir a transmissão da partida. Ao lado, uma lojinha de produtos licenciados, com preços inflacionados: uma camisa alusiva a qualquer seleção não saía por menos de R$ 100; a mini-jabulani, que encontrei por aí a R$ 35, custava o dobro. Valores que desmotivaram minha especulada em um dos dois bares da Coca-Cola instalados ali. Parti para o ambiente mais interessante: a área do telão.

Tava na cara que a maioria dos torcedores sentados ou escorados nas bordas da arena estavam ali desde o início da manhã, vestindo verde-amarelo e segurando vuvuzelas. Não encontrei ninguém vestindo azul celeste ou alguma camisa relacionada à África, tanto na arena quanto nos camarotes praticamente vazios: só descobri que a maioria dos presentes pareciam torcer para Gana quando Suárez salvou o que seria o gol da classificação de Gana aos 30 minutos da prorrogação, com a mão.

“Que vacilo…”, pensei, em voz baixa, enquanto a maioria gritava loucamente e Suárez deixava o campo, chorando, expulso de campo pelo árbitro português. Asamoah Gyan, um dos grandes nomes da seleção africana, partiu para a cobrança, Chutou com força e a bola bateu no travessão. Enquanto Gyan olhava atônito, vibrava ao lado de uns poucos aficcionados pelo Uruguai. Passei o minuto mais sensacional da Copa do Mundo não apenas diante de uma imagem em alta definição, mas também ouvindo reações da galera. Não podia ter escolhido melhor.

Aquela imagem deu a certeza, ao menos para mim, que o Uruguai se classificaria nos pênaltis. Mesmo com a redenção de Gyan, que foi lá cobrar o seu após ter desperdiçado a chance de se classificar. Vieram duas cobrancinhas medíocres dos africanos, além de uma bola na trave de Maxi Pereira, antes do botafoguense Loco Abreu fazer a alegria dos botafoguenses presentes na areia. Chute com cavadinha e vaga celeste para as semifinais, celebradas pela minoria dos cariocas da Fan Fest.

Assim que a transmissão acabou, entraram os comerciais dos patrocinadores – entre eles o famigerado Tcha Tcha. E acreditem: meia dúzia de três ou quatro torcedores levantaram-se e… Levantaram os braços, seguindo o jeito novo e envolvente de torcer nesta Copa do Mundo! Lógico que estavam levando na brincadeira… Mas isso denota que, mesmo babaca, repercutiu…

Enquanto ia embora, o mestre de cerimônias da Fifa Fan Fest tentava animar os presentes que ficariam para o show do sambista Arlindo Cruz. “É, pessoal, a seleção perdeu hoje mas nossa festa continua! Vamos continuar alegres, com a cabeça erguida! Vamos cantar juntos! Eeeeuuu… Sou brasileeeeiroooo…”. Ah, não, né?

Enfim, enquanto caminhava de volta, fiquei imaginando cada uma das doze cidades-sede no Brasil com uma estrutura semelhante. Fiquei imaginando onde cada uma das que conhecia poderia instalar uma área daquelas, com 31 mil metros quadrados e num lugar bem localizado? Talvez o Anhembi em São Paulo, os arredores do Beira-Rio em Porto Alegre… Onde mais?

Holanda x Espanha: a final em caricaturas

Por Pedrox | 08/07/2010, 21h30

“Economista não praticante, aderiu aos bonecos por brincadeira.” É assim que se define Ricardo Galvão, caricaturista do jornal português de esportes “A Bola” que fez uma série de caricaturas de todos os jogadores da Copa do Mundo de 2010.

Os jogadores portugueses adoraram o mimo oferecido pelo jornal e dentre os Dungaboys a mancada está na ausência do Felipe Melo – o nome brasileiro na Copa – na escalação.

No blog do Ricardo tem todas as caricaturas das seleções que disputaram a Copa do Mundo de 2010. Abaixo as caricaturas de Holanda e Espanha, as duas valentes seleções finalistas que podem erguer pela primeira vez em sua história a Taça Fifa (clique nas imagens para ver em tamanho real):

Holanda

Espanha

Comemore como Sneijder

Por Pedrox | 08/07/2010, 15h22

Sneijder ganhou todos os títulos que disputou este ano e está a um jogo de ser campeão do mundo. É um dos artilheiros da Copa (com 5 gols, ao lado de David Villa) e é candidatíssimo a craque deste mundial.

Deste meio-campista holandês o torcedor brasileiro possui a amarga lembrança dos dois gols daquela triste virada que expulsou os “Dungaboys” da África do Sul nas quartas-de-final da Copa do Mundo.

Na Holanda ele é herói nacional e há algum tempo estão a venda camisetas com seu rosto e de outros jogadores da seleção alaranjada estampadas no verso, assim, na hora de comemorar um gol, o rosto do jogador se estampa na face do torcedor que cobre a cara. Espia:

Mais realista que isso, só batendo na testa. Aposto que a camisa esta sendo um sucesso de vendas!

O Profeta Vanucci

Por Pedrox | 04/07/2010, 08h00

Não foi Canavarro erguendo a Taça FIFA, tampouco Zidane cabeçeando violentamente o peito de Materazzi. A maior lembrança que se tem no Brasil da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, aconteceu logo após a decisão, quando Fernando Vanucci apresentou grogue o programa esportivo “Bola na Rede”, da Rede TV! Veja o vídeo com legendas:

O vídeo virou piada e ninguém se tocou que o apresentador terminou seu discurso com uma profecia. Observe com atenção este trecho:

“É hora da gente mudaaar…
Ou…
(…)
Mudar de Vez!
Bamos colocar o castelo de areia abaixo!
Abaixo! E iniciar uma construção sólida para 2010
Copa 2010
África do Sul também não é assim tão longe!
É logo ali!
Caso contrário nós seremos comida… De Leões…

Um observador menos atento pode acreditar que Vanucci apenas fez um jogo de palavras envolvendo o país-sede do mundial com um dos aspectos característicos de sua fauna, todavia ninguém percebeu o oráculo prevendo que a seleção que eliminaria a nossa seria representada pelo felino que reina sobre todos os animais.

Na savana desta Copa do Mundo, o Brasil enfrentou tigres norte-coreanos, elefantes marfineses, galos portugueses e cervos chilenos, mas fomos parados novamente nas quartas de final pela Holanda, seleção que possui no próprio escudo a representação de seu animal-simbolo: um leão. Veja o logo da Real Netherlands Football Association:

Fernando Vanucci, você tinha razão: viramos mesmo comida de leões.

Dunga em UM DIA DE FÚRIA 4 (episódio final)

Por Pedrox | 03/07/2010, 20h10

Depois de Dunga em UM DIA DE FÚRIA,

Dunga em UM DIA E FÚRIA 2 e

Dunga em UM DIA E FÚRIA 3,

Pablo Peixoto, que escreve no blog Pérolas Para Porcos, finalmente produziu o último episódio da saga de Michael Dunga como técnico da seleção brasileira de futebol na Copa do Mundo de 2010:

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