Blog da Copa

Palpites sobre a maior festa do futebol mundial!

Tag: áfrica do sul

Murais da Copa

Por Pedrox | 20/06/2010, 10h00

As tradicionais pinturas espalhadas por muros e fachadas do continente africano inspiraram os 33 posters da ESPN alusivos à Copa do Mundo.

Criaram o bonito poster principal (acima) e um diferente e criativo para cada seleção participante do mundial da África do Sul com suas respectivas simbologias e jogadores destaques. Vale a pena conferir.

Clique nas imagens para vê-las ampliadas:

Brasil e Itália:

África do Sul e Costa do Marfim

Camarões e Eslováquia:

Dinamarca e Eslovênia:

Espanha e Argélia:

França e Chile:

Gana e Inglaterra:

Grécia e Coréia do Norte:

Holanda e Japão:

Honduras e Nova Zelândia:

Coréia do Sul e Suíça:

Nigéria e Austrália:

Paraguai e Alemanha:

Portugal e Uruguai:

Sérvia e Argentina:

Estados Unidos e México:

Fonte: Brainstorm 9

Vuvuzeladas

Por Marmota | 18/06/2010, 23h39

Elas são chatas. Barulhentas. Aparecem em bando. Tornaram-se parte do vocabulário corrente. Fazem mal aos ouvidos. Complicam a comunicação dentro de campo. Deixam a transmissão zumbizante. São inúmeras as contra-indicações contra a vuvuzela. Durante a Copa das Confederações, cheguei a anunciar uma campanha contra a corneta. Sob a alegação de que se trata de uma tradição indispensável para a celebração sul-africana, o “fóóóómmm” já faz parte da rotina. Há quem tenha, inclusive, se acostumado.

Mas a primeira reação fisiológica séria registrada sobre a vuvuzela, acredite, não foi nos ouvidos – talvez pela popularização de protetores auriculares nos arredores dos estádios. Uma moça chamada Yvonne Mayer participava de uma competição (sim, de vuvuzelas) quando sentiu a garganta queimar. Descobriu uma lesão! Culpa dos sopros sucessivos, mesmo após o desgaste. Estúpida.

E não é que o UOL Esporte descobriu dois cidadãos que se auto-intitulam “inventor” do bagulho? Neil Van Schalkwyk registrou o nome, mas Saddam Maake a popularizou entre os torcedores. Imagine se pudessem cobrar “royalties”: estimativas mostram que, desde outubro, as vendas ultrapassaram 1 milhão dentro da África do Sul. Ao menos Maake arrumou uma forma de faturar: está cobrando pra dar entrevistas!

No país da Copa, as tradicionais custam aproximadamente R$ 12 (50 rands). Bem abaixo daquelas que fabricam na China, que surgem do nada em pontos comerciais como o Saara do Rio ou a 25 em São Paulo. Se na sua rua a coisa complicou durante o jogo do Brasil, imagine na Inglaterra (mesmo com aquele time ruim), onde um supermercado vendeu uma a cada dois segundos, ao preço de 2 libras (cerca de R$ 5,30). O prefeito londrino já avisou: nada de vuvuzela nos Jogos de 2012. Pra copa daqui, já tem vuvuzela. Só falta estádio, aeroporto…

Parem tudo:

Vuvuzela Hero!!! Nãããooo!!!

Em outros países, o verbete entrou na cultura. Mesmo em Portugal, onde o rigor com o idioma é grande, a campanha da Galp Energia tem como ponto alto o… Hino à vuvuzela! É vuvuzela para cá É vuvuzela pra lá É só tocar a vuvuzela Portugal, vamos lá! Blé.

Tinham que ser os babacas que inventaram o TCHA TCHA. A Hyundai inventou uma vuvuzela gigante, instalando-a em uma ponte da Cidade do Cabo. A maldita ainda toca a cada gol marcado no Mundial – felizmente, a média anda baixa.

Lógico que, mesmo na África do Sul, há locais onde as vuvuzelas são gentilmente proibidas. Mesmo nos estádios, antes dos hinos, o telão estampa um “quiet please” Mas há quem goste do barulhinho – não exatamente o que sai da própria, uns 140 decibéis, mais alto que um avião decolando. Na Europa, o ringtone campeão de downloads é o da vuvuzela. Pela web é possível encontrar vários sites que popularizam a brincadeira – este aqui é um dos links mais populares. Clique e espalhe ao mundo quanto tempo você consegue vuvuzelar.

Emissoras de TV em todo mundo receberam reclamações: “tirem este chiado ou mudo de canal!”. Pobres telespectadores. De qualquer forma, algumas emissoras de TV à cabo anunciaram a exibição de jogos sem o ruído da vuvuzela. Especialistas ensinam como fazer isso, usando filtros de som – é preciso cortar o som equivalente, que ressoa aproximadamente em 235Hz, além de suas harmônicas, 466 Hz, 932Hz e 1862Hz. O resultado fica melhor usando um computador para “filtrar” o áudio. Se a sua TV tiver equalizador, é só mexer na faixa dos 300Hz. O resultado, dizem, resolve.

Parem tudo, de novo:

FUNK DA VUVUZELA!!!

Em campo, o único sujeito que conseguiu calar as vuvuzelas das arquibancadas de um jeito impressionante foi Diego Forlán, no segundo gol marcado na vitória conta os donos da casa. Este trecho do programa Fanáticos por Futebol, da Rádio Bandeirantes, mostra o registro em áudio do “Vuvuzelazzo”, como definiu Mauro Beting.

A última vuvuzelada tinha que ser um desses memes sem autor conhecido, altamente circulantes em blogs e redes diversas: uma tremenda maldade com o ex-craque, ex-apresentador, ex-morto e atual técnico argentino.

E olha que esta foi só a primeira semana de Copa do Mundo na África. Haja vuvuzela até o dia 11.

Vídeos feitos com Legos reproduzem gols da Copa

Por Pedrox | 16/06/2010, 12h00

Quem nunca brincou de Lego que atire a primeira pedra de seu balde para crianças  1 a 5 anos de idade (que tem peças grandes e pesadas). Eu era fã destes brinquedos de encaixe e passei boa parte da minha infância exercitando minha imaginação na montagem das mais diversas coisas. É um troço que mexe com nossa memória afetiva.

Cativando-nos ao aliar nossas lembranças dos tempos de criança com o futebol, um site alemão resolveu mostrar os gols da Copa do Mundo de uma maneira diferente. Os lances do Mundial da África do Sul foram reproduzidos com a ajuda de bonecos. Ao todo, o Lego Fussball (futebol de Lego, em alemão) planejam produzir 27 vídeos com Lego durante a competição.

Até agora, três partidas já estão no ar. O primeiro jogo da Copa, o empate por 1 a 1 entre África do Sul e México foi feito, com direito à dancinha após o gol de Tshabalala. O empate entre Inglaterra e Estados Unidos por 1 a 1 tem a decepção do goleiro Robert Green depois de seu frango. A goleada da Alemanha por 4 a 0 sobre a Austrália também foi reproduzida.

A estreia do Brasil na Copa contra a Coreia do Norte não terá vídeo. Na primeira fase, estão previstas representações da seleção de Dunga apenas nos confrontos com Costa do Marfim e Portugal.

Ingleses e alemães serão os únicos países com os três jogos da primeira fase reproduzidos. Consideradas favoritas ao título, Espanha e Argentina terão apenas um vídeo.

Confira os vídeos:

África do Sul 1 x 1 México – Abertura da Copa:

Inglaterra 1 x 1 E.U.A. – Frango do goleiro Green:

Alemanha 4 x 0 Nova Zelândia – Maior goleada da Copa:

Fonte: GloboEsporte.com

Sal de Africa pray very uél, an de brasilians is uifi iu, Joel!

Por Marmota | 28/06/2009, 15h23

Responda rápido: qual o nome do treinador brasileiro que, por conta de sua relação com a imprensa, tornou-se o centro das atenções durante a Copa das Confederações?

Pois é, vejam como são as coisas: há duas semanas, mesmo após duas vitórias convincentes nas Eliminatórias, o alvo da torcida verde-amarela era Dunga. Estreamos na África do Sul com o discurso “torço pela Seleção, mas prefiro não falar do técnico”. Então chegamos à decisão e, pouco antes da partida, o burburinho na rede faz com que os holofotes se voltem para o carioca Joel Natalino Santana.

Por aqui (especialmente no Rio), sua prancheta já se tornou lendária. O que ele fez no Flamengo em 2007, por exemplo, tirando-o das últimas posições do Brasileirão e classificando a equipe para a Libertadores, merece aplausos.

Mas depois que chegou ao país-sede do Mundial, em abril do ano passado, Joel “conquistou” uma legião de críticos. Mesmo indicado por Parreira, seu antecessor, tratava-se de uma presença impopular. Um dos problemas apontados pela imprensa era o idioma: ao contrário do tetracampeão, fluente em inglês, Joel teria dificuldades em transmitir o que deseja aos seus jogadores.

Para minimizar ao menos esta alfinetada, Joel arriscou. Foi no começo de junho, após a vitória sul-africana num amistoso contra a Polônia, que o brasileiro pediu licença à intérprete. “Resolvi começar a falar, mesmo que um pouco errado, porque acho que é melhor para me comunicar com o pessoal”, disse ao Globoesporte.com. A nota lembra da surpresa de Mokoena, capitão do time, na primeira coletiva em inglês do “coach”. “Não sabia que você falava inglês tão bem”.

Claro que essa aproximação foi celebrada muito mais pelos jogadores, que não se importam com os erros na pronúncia: preferem sentir exatamente o que o professor deseja, com espontaneidade. Nessa toada, a torcida e a imprensa local também comemorou seu esforço e atenção. Mesmo tropeçando, percebe-se que ele entende o que é perguntado, e dentro do possível, consegue ser compreendido.

Não vou negar: quando o vi pela primeira vez, dei risada. Foi espontâneo, mesmo sabendo que a minha pronúncia britânica não é tão diferente. É engraçado sim, mas ao mesmo tempo corajoso – eu não teria a mesma força do carismático Joel diante de um microfone, para o mundo todo – seja ao vivo ou nos milhares de cliques no YouTube.

Também não pretendo julgar quem simplesmente debochou de seu falar exótico. O fato é que, seja em inglês ou português, o brasileiro teve problemas maiores para driblar. A seleção da casa se classificou para as semifinais perdendo para a até então imbatível Espanha, mas vencendo apenas a inexpressiva Nova Zelândia – e empatando com o não menos inofensivo Iraque.

O reencontro de Joel na semifinal, no entanto, fez com que alguns cururus que riram sozinhos de seu “engrish” chegassem a torcer pela presença da África do Sul na final. Isso porque a equipe se superou naquela partida: atacou bastante e defendeu ainda mais. Não fosse o gol milagroso de Daniel Alves, já nos minutos finais, ficaria difícil.

Já nesse domingo, muitos torcedores do outro lado do oceano acordaram cedo para “secar” a Fúria. Quase deu: Mphela abriu o placar, viu Güiza virar o jogo e, de falta, empatou. Tudo isso nos emocionantes vinte últimos minutos de partida. Na prorrogação, a badalada campeã européia fez 3 a 2, deixando os anfitriões em quarto lugar.

Não sei se Joel Santana fica no comando dos até a Copa, mas tanto sua imagem folclórica quanto seu carisma só fizeram com que seu nome ecoasse mais forte por aqui. Pelo que vimos na Copa das Confederações, ele merece um voto de confiança depois de seu time “preied veri uel” e mostrar o que sabe contra Brasil e Espanha. Se ficar, provavelmente “Sal de África” e o “engrish” de Joel vão melhorar muito.

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