Blog da Copa

Palpites sobre a maior festa do futebol mundial!

Arquivos: Seleção brasileira

O último fim de uma era.

Por MarcosVP | 02/07/2010, 18h42

A primeira vez que se falou em “era Dunga” foi em 1990, depois do fiasco da seleção de Lazaroni na copa da Itália. Desde então, derrotado ou vitorioso, Dunga simbolizou, nos anos que se seguiram, uma coisa que nem o brasileiro médio nem a mídia aceitavam com muita tranquilidade: o futebol feio, de marcação, de disciplina e aplicação tática, o que pode até ter trazido ao Brasil uma copa do mundo – a de 1994. Ora, de qualquer forma, convenhamos que, num país que já teve craques mágicos como Pelé, Garrincha, Leônidas, Zizinho, Didi, Zico, Romário e – vá lá… – os Ronaldos, ganhar uma copa com um meio campo que tinha Zinho e Mazinho foi até uma heresia. Mas enfim, vivemos a era dos resultados. Quem vence é herói, quem perde é um fracassado.

Só que isso não é nem nunca foi a cara e o jeito, nem do Brasil, nem do vitorioso futebol sulamericano. Essa história é coisa de americano, de WASP. Por mais que me irritasse ao extremo aquele oba-oba da copa de 2006, o monástério dos meninos de Cristo montado por Dunga e Jorginho acabou se provando falível no momento crucial. Lembrando, é claro, do implacável axioma que Renato Russo escreveu um dia: “Deus está do lado de quem vai vencer”.

Agora a última “era Dunga” – a primeira parecia terminada em 1998 – se encerra. As glórias destes quatro anos serão sepultadas pelo patético cartão vermelho recebido por Felipe Melo no jogo contra a Holanda. Confesso, foi impossível, por mais críticas que eu tivesse à seleção, não torcer e não sofrer. E confesso também que meu bode maior nunca foi com o técnico, embora ele seja sim, uma pessoa intratável, descontrolada e ignorante. E nem nessa briga com a Globo eu estava do lado de alguém, pois como diz o profeta Franciel Cruz, dou um pelo outro e não quero troco. Meu bode é principalmente com o caráter fraco e questionável de alguns jogadores, principalmente as duas maiores estrelas desse time: Kaká e Robinho. Foi sobre esses dois galãzinhos de comercial que foram depositadas as esperanças da torcida brasileira por essa seleção. Porque nós nos esquecemos de quem são esses dois rapazes e o que eles já aprontaram, ou por seu desprezo às pessoas – caso de Robinho – ou por seu desprezo à seleção, quando as partidas e jogos eram menos importantes, como a copa América – caso de Kaká.

O triste é que o Brasil se ressente de algo que não possui há tempos, na verdade, desde 1970: uma seleção que jogue como o Brasil e vença. Eu creio que jamais veremos uma geração como aquela em campo novamente, como sei que nunca mais se reunirá novamente um Clube da Esquina, uma ipanema da Bossa Nova, uma Jovem Guarda, os Beatles, o Flamengo de Zico e Adílio, o Vasco de Ademir de Menezes, o Botafogo de Garrincha e Nilton Santos. Mas há de haver um time e um técnico por aí que resgatem nossa alegria, que nos remetam novamente ao futebol que só este país de pés-sujos e vira-latas sabe jogar. Que nunca nos tirem da cabeça e do coração que mais vale uma seleção como a “fracassada” equipe de 1982 que mil times de Felipe Bastos, Michel Alves, Daniel Melo e demais quejandos sem nome, passado ou futuro. Por mais que tenhamos torcido e nos vestidos de verde e amarelo, isso não era o Brasil. Que venha, então o próximo.

E claro, depois de todo esse #mimimi, e depois de ver com que RAÇA e SANGUE os uruguaios arrancaram do fundo de uma partida quase perdida a sua classificação – APRENDAM, dungaboyz! – vamos ao palpite – difícil – para a primeira das semifinais.

Como vocês perceberam, até um jogo fácil como Uruguai e Gana eu consegui errar. De qualquer modo, era uma aposta de 50%, já que qualquer dos dois uniformes de Gana dava certo contra a celeste. Gana deve ter vestido a superstição e a lembrança da vitória contra os EUA. Os ganenses lutaram muito, mas não deu. Agora, o Uruguai, depois de 40 anos, manda a primeira semifinal contra a Holanda. Não dá para vir completo porque a Holanda, a não ser que tenha uns pantalones brancos escondidos, só tem calções pretos ou azuis. Então, como ocorreu várias vezes na copa, o Uruguai vem alterado e a Holanda com o uniforme completo. Mas também pode ocorrer do Uruguai vir todo de branco. Quem garante o contrário?

Amanhã, a segunda partida das semis. E toda minha torcida para a Argentina. Paraguai x Espanha pouco me importa.

Brasil pode unificar os títulos mundiais de futebol!

Por Marmota | 01/07/2010, 05h03

Não há dúvidas que o jogo desta sexta-feira, entre brasileiros e holandeses, terá como pano de fundo principal a disputa por uma vaga entre os semifinalistas da Copa do Mundo. Como até aqui as duas seleções mostraram características parecidas (eficiência na defesa e agilidade no ataque), certamente será a partida mais difícil para os brasileiros.

Mesmo vencendo os confrontos de 1994 e 1998, a torcida lembra claramente dos momentos tensos, como o empate de Winter nos EUA ou a cobrança de pênaltis nas semifinais em Marselha. A Holanda, que virá com espírito de revanche, tentará reeditar a surpresa aprontada pela única que pode ser chamada de “Laranja Mecânica”: os 2 a 0 no Westfalenstadion, em Dortmund, pelo Mundial de 1974.

Aliás, tanto o confronto na Alemanha quanto o da França já possuem, antes mesmo da bola rolar, uma coincidência em relação ao jogo desta sexta, em Porto Elizabeth: Brasil e Holanda voltarão a decidir o fictício título não-oficial de futebol mundial.

escrevi aqui sobre o UFWC (Unofficial Football World Championship), uma brincadeira levada a sério pelo jornalista britânico Paul Brown que conheci por intermédio do Ubiratan Leal. A lógica é simples: se a faixa de campeão fosse dada aos moldes de um cinturão de boxe, todo confronto oficial da Fifa entre seleções representa uma decisão. Assim, desde o duelo entre Inglaterra e Escócia, em 1872, o título já rodou o planeta, graças a centenas de finais durante todo o ano.

A Holanda está com a posse transitória do título não-oficial desde o dia 19 de novembro de 2008, quando derrotou a Suécia num amistoso em Amsterdã. De lá para cá, foram 19 jogos sem perder – antes, é possível computar outros quatro, resultando numa invencibilidade de 23 partidas. Se lembrarmos que a equipe está com 100% de aproveitamento neste Mundial, veremos que trata-se de um retrospecto e tanto. A seleção de Dunga vem de dez partidas sem derrota – a última foram os anormais 2 a 1 da Bolívia, na altitude de La Paz.

Se o título da UFWC servir de parâmetro para algum tipo de preságio, os holandeses também entraram campeões não-oficiais em uma Copa do Mundo em 1974 e 1978. Perderam o título exatamente na decisão destas Copas. Em 1998, os holandeses também ficaram com a faixa temporária, mas por apenas um jogo: os detentores do título eram os argentinos, eliminados nas quartas-de-final. Perderam na semifinal para o Brasil, que vieram a perder as duas taças para os franceses.

Enfim, se já tínhamos motivos para torcer por uma vitória brasileira nesta sexta, não custa nada acrescentarmos mais este. É o Brasil rumo ao título da UFWC!

A Maldição do Comercial da Nike

Por Pedrox | 30/06/2010, 23h42

Lembram do “Escreva o Futuro” (Write the Future) aquele épico comercial da Nike feito especialmente para esta Copa do Mundo de 2010? Ei-lo para quem ainda não assistiu:

Após o término das oitavas de final podemos assegurar que foi a propaganda mais amaldiçoada da história das Copas do Mundo. O vídeo é lindo, todavia é incrível como a peça consegue apostar em tantos craques e destes NENHUM EMPLACAR na África do Sul. Só para comprovar a zicada mais cara de todos os tempos, vou enumerar os fracassos na ordem em que eles aparecem no comercial:

- Didier Drogba: Costa do Marfim foi eliminada na primeira fase.

- Fabio Cannavaro: A Itália se igualou ao Brasil de 66 e à França de 2002 e foi a terceira seleção campeã do mundo eliminada na primeira fase da Copa do Mundo seguinte. Pior que isso, ficou na laterna do grupo que tinha Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia. Um verdadeiro vexame.

- Wayne Rooney: A Inglaterra por muito pouco não voltou pra casa ainda na primeira fase, quando se classificou em segundo lugar num grupo fácil (Com EUA, Eslovênia e Argélia). Precipitou um confronto com a Alemanha que, sem piedade, meteu 4 bolas nas redes inglesas. O atacante do Manchester United não marcou um gol sequer e provavelmente vai virar zelador em Old Trafford e morar num trailer.

- Frank Ribery: A França fez uma campanha pífia, teve jogador expulso, treino desmarcado por protesto dos atletas e “les bleus” conseguiram a FAÇANHA de proporcionar a única vitória dos anfitriões Sul-africanos na Copa do Mundo. Foi o segundo finalista de 2006 eliminado na primeira fase. Ribery nem teve tempo para aparecer.

- Ronaldinho Gaúcho: Foi a primeira vítima da “zica naiqueana”. Nem sequer foi convocado, figurou a famosa lista de espera que não foi acionada e talvez por isso o Brasil ainda prossiga na Copa América que está acontecendo na África do Sul.

- Cristiano Ronaldo: Era a única esperança da retrancada Seleção Portuguesa de Carlos Queiroz, conhecida neste mundial como a Suíça da Península Ibérica em função de sua defesa quase intransponível. Portugal não fez gol na estreia, desencantou com 7 gols contra a Coréia do Norte e depois não balançou as redes de mais ninguém. Os lusos levaram apenas e tão somente 1 gol na Copa, justamente o da eliminação (marcado por David Villa, da Espanha). Ficou marcado como o jogador que mais olhou para o telão e, em especial, pela cusparada furiosa no pé do cinegrafista após a derrota pra Fúria. Acho que dificilmente Gael Garcia Bernal aceitará o papel do atacante-galã-marrento na telona.

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Por isso imploro de joelhos para que a Nike pare de veicular este comercial com o “rei das pedaladas”:

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Deus queira também que a desgraça não alcance o Robinho nem transborde para o Nilmar e o Luís Fabiano:

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Bem da verdade, o único brasileiro digno de ESCREVER SEU FUTURO nesta Copa do Mundo é o atacante GRAFITE. Afinal de contas, de LETRA ele entende. Eis a prova cabal:

É hora de jogar o refugo no lixo

Por Marmota | 25/06/2010, 22h53

#POR 0 X 0 #BRA (25/06) – Não concordo totalmente com o adjetivo “saqueadores”, usado pela Luciana, para definir Portugal. Particularmente, não tenho culpa se os nossos antepassados portugueses (dela também, já que reunimos no sangue uma porcentagem européia, índia, africana, latina, entre outros derivados) aportaram por esta e outras bandas pelo mundo apenas para usufruir. Ainda que a balança pese contra a metrópole, tanto o Brasil quanto nossos irmãos africanos (Angola, Moçambique, Cabo Verde) recebemos como herança a última flor do lácio, inculta e bela: a língua de Pessoa, Camões, Saramago, Pepetela, Machado, Veríssimo e Jorge Amado.

Até o árbitro, o mexicano Benito Archundia, se quisesse, poderia entrar na conversa – o “portunhol” e suas múltiplas variantes gramaticais também é aceito entre os lusófonos. Como resultado, o que vimos logo na entrada das equipas no relvado tornou-se a consequência após o placar sem gols: a cordialidade de dois compadres, satisfeitos com o empate.

Agora, se os times se entenderam bem no gramado, a seleção de Dunga não conseguiu puxar assunto sem Kaká (suspenso) e Robinho (poupado). Se com a dupla o repertório satisfaz, a rima de Julio Baptista é fraca. Pra piorar, o time é só destro: escreve bem pela direita, mas Michel Bastos demonstrou que precisa urgentemente de um caderno de caligrafia. E depois de todas as substituições feitas, fica a pergunta: será que Kléberson veio apenas gazetar nesta sala de aula?

Enfim, ao estilo Dunga, aconteceu o que se esperava: o Brasil terminou em primeiro no grupo, mas foi sofrido e angustiante, como será até a última apresentação. Talvez a classificação garantida e a despreocupação contribuíram para o 0 a 0. De qualquer forma, a seleção já sabe, e em bom português: agora acabou a brincadeira.

Ah, sim: essa coisa da Fifa decidir o melhor jogador da partida numa enquete da Internet, culminando em doidices como “Cristiano Ronaldo Man of the Match”, lembra as “mutretas de enquetes” elaboradas pelo KibeLoco. Como sugestão para o próximo jogo, devíamos inflar a Internet e fazer um esforo para escolher Michel Bastos. Que tal?

Os últimos pitacos da primeira fase:

#POR 7 X 0 #PRK (21/06) – Então a imprensa brasileira dizia: “ninguém enfrentou a Coréia do Norte além do Brasil, talvez as outras seleções do grupo sintam dificuldade em quebrar a obediência tática dos asiáticos” e blablabla. Então os portugueses fizeram o que, vai dizer que não, os brasileiros deviam ter feito na estréia.

#CHI 1 X 0 #SUI (21/06) – Definitivamente, a estréia não fez bem a muitas seleções. A Suíça, que havia vencido a Espanha no primeiro jogo, mostrou realmente o que veio fazer na África diante dos chilenos – que poderiam ter vencido por dois a zero, não fosse um gol do Alexis Sanches anulado. No ritmo de Copa América, os comandados do El Loco chegaram à liderança do Grupo H.

#ESP 2 X 0 #HON (21/06) – Ainda que os espanhóis tenham derrotado os hondurenhos e retomado a rota para a classificação, imaginava-se que uma seleção favorita pudesse atropelar o time, em tese, mais fraco da chave. David Villa ainda perdeu um pênalti, o que comprova a idéia de que “la roja” não vai nos decepcionar: tem tudo pra morrer na praia.

#MEX 0 X 1 #URU (22/06) – Queimei a língua: ao invés do empate, que poderia favorecer as duas equipes numa boa, os uruguaios fizeram o gol logo no primeiro tempo e terminaram com a liderança do Grupo A – algo que poucos esperavam. Mesmo derrotados, os mexicanos avançaram no saldo de gols, já que…

#FRA 1 X 2 #RSA (22/06) – … os Bafana Bafana chegaram aos mesmos quatro pontos ao se retirarem, deixando os convidados na sala. Vitória esperada, diante da atribulada passagem francesa pela África do Sul: a última cena de Raymond Domenech em campo, recusando um cumprimento a Parreira, reflete a melancólica lanterna dos bleus.

#NGA 2 X 2 #KOR (22/06) – Inacreditável o que se viu nesta partida, e não estou falando das defesas de Enyeama: o ataque nigeriano perdeu ao menos duas oportunidades claríssimas no segundo tempo. Não é, realmente, a Copa dos africanos, como se pensava: entre os três potenciais classificados do Grupo B, os coreanos não eram unanimidade. Mais estranho ainda é um Uruguai x Coréia nas oitavas!

#GRE 0 X 2 #ARG (22/06) – Eu dou risada ao lembrar que meu palpite nessa chave era a Grécia… Se eles realmente quisessem a vaga, tentariam ao menos por um instante buscar um gol diante da Argentina – que passou boa parte do jogo satisfeita com o empate. No fim, até o interminável Palermo fez o dele, com a ajuda do incansável Messi: ele pode não ter feito nenhum, mas mostrou que pode fazer alguma diferença em momentos decisivos.

#SVN 0 X 1 #ENG (23/06) – Outro resultado previsível: se os ingleses realmente pudessem garantir a vaga, diante do que mostraram nos primeiros jogos, seria diante de uma vitória magrinha contra a Eslovênia – outra seleção meia bomba que, pasmem, estava com uma vaga nas oitavas na mão durante boa parte da segunda rodada. Outro palpite bem previsível: se não cair na próxima partida, a Inglaterra cai na seguinte.

#USA 1 X 0 #ALG (23/06) – Essa é a partida que, em alguns anos, um roteirista de Hollywood irá transformar em filme. Novo gol anulado injustamente para os norte-americanos, tensão e reclamação nas arquibancadas e fora delas – até celebridades ianques “tuitavam” suas cornetadas. Então um gol, já nos acréscimos do segundo tempo, fez com que o país finalmente descobrisse: nem sempre um jogo com placar apertado significa chatice. Tal fenômeno dá forças pra uma velha constatação: não vai demorar pros EUA chegarem lá.

#GHA 0 X 1 #GER (23/06) – Uma palavra define a classificação alemã como líderes do Grupo D: Ozil. Resultado que colocou o jovem e renovado time germânico em rota de colisão com os ingleses – e o vencedor dessa peleja ainda enfrenta, ao que tudo indica, os argentinos. Que pedrada!

#SRB 1 X 2 #AUS (23/06) – Taí um placar que ninguém apostou. E se a Sérvia, a Eslovênia ou mesmo a Croácia e a Bósnia quiserem realmente mostrar algum resultado, talvez fosse o caso de estabelecer um novo acordo nos Balcãs, esquecer qualquer conflito separatista e recriar a seleção da Iugoslávia, não?

#PAR 0 X 0 #NZL (24/06) – Eu já suspeitava, ainda que sem tanta firmeza, que os paraguaios poderiam terminar a primeira fase na liderança do Grupo F. O que não estava em qualquer bolão, com toda certeza, era Nova Zelândia encerrando sua viagem ao continente africano com três pontos e nenhuma derrota. Viraram heróis nacionais.

#SVK 3 X 2 #ITA (24/06) – Você também torceu contra os italianos diante do sufoco contra o lado menos habilidoso da ex-Tchecoslováquia? Quem imaginava essa Itália aos moldes do Brasil de 86 (experiente, mas com um esboço de renovação) viu um amontoado que, certamente, acreditava numa “engrenada” durante o Mundial, como de praxe – aquele matemático suíço dava 64% de chances da Azzurra seguir na Copa, contra 20% da Eslováquia. Cannavaro e seus colegas acabaram na lanterna da chave, associados a adjetivos como “vexame” e “vergonha”.

#CMR 1 X 2 #NED (24/06) – Tudo bem, Holanda 100% diante de um time já eliminado… Mas quem se importou com esse jogo mesmo?

#DEN 1 X 3 #JPN (24/06) – Maior que qualquer #TulioTanakaFacts foi a constatação: os nipônicos, que sabiam correr como poucos, aprenderam a dominar e chutar a bola. Qualquer brasileiro adoraria ver o Honda, lindo loiro e japonês, em seu time. Já a Dinamarca não fez sombra sequer no time dos irmãos Laudrup, de 1998 – que já não tinha nada a ver com a “dinamáquina”. Sempre tem uma primeira vez para ficar de fora do mata-mata: chegou a vez dos dinamarqueses.

#PRK 0 X 3 #CIV (25/06) – Outra partida que ninguém prestou atenção. Dizem que, no primeiro tempo, os Elefantes foram envolventes e até ensaiaram uma goleada, ao abrir 2 a 0 nos primeiros minutos. Então, no segundo tempo, se empenharam o suficiente pra cumprir tabela e marcar mais um. No fim das contas, agora a África se resume a Gana.

#SUI 0 X 0 #HON (25/06) – A melhor defesa da Copa diante do ataque mais frágil… Qual resultado você tascaria? Esse 0 a 0 sem dúvida garantiu pontuação máxima nos bolões mundo afora. Sem falar na garantia de classificação de quem realmente merecia no Grupo H…

#CHI 1 X 2 #ESP (25/06) – … tanto chilenos quanto espanhóis acabaram nas oitavas: os gols de Villa e Iniesta salvaram as apostas de uma potencial final Brasil e Espanha, que eu ainda duvido. Já minha torcida para os simpáticos chilenos acabou neste jogo: em dois confrontos com o Brasil em Copas, tomaram no mínimo quatro gols. É o que se espera na segunda-feira.

E o próximo resuminho virá apenas na terça-feira. Ao menos, desta vez será cada vez mais curto.

Que venga el torito.

Por MarcosVP | 25/06/2010, 18h04

E termina – finalmente! – essa interminável primeira fase da copa. O fechamento dos grupos G e H não trouxe qualquer surpresa. Brasil e Portugal dançaram um VIRAZINHO fajuto e não correram riscos. Coréia do Norte e Costa do Marfim fizeram lá o esperado e dão adeus sem choros nem vuvuzelas. O jogo do dia foi Espanha e Chile. Os chilenos de El Loco Bielsa até jogaram bem, mas em duas falhas da defesa aprenderam da pior forma o que podem fazer os excelentes Villa e Iniesta. De qualquer forma, ambos se classificaram, já que o resultado de Suíça e Honduras não tava pagando nem 1 por 1 em qualquer casa de aposta decente. Era OCHO sem sombra de dúvidas. No final das contas, contrário ao meu desejo, os Dungaboyz vão pegar nas oitavas não o touro grande, mas o pequeno.

Bem, todos já sabemos que minha previsão de uniformes para Alemanha e Inglaterra já furou, por causa da FRESCURA supersticiosa de Fábio Capello. Pelo menos espero que o all red lhes dê sorte. Vamos fechar então o caixão das oitavas de final:

Espanha e Portugal não deve ser um jogo complicado para definir. A fúria vem com uniforme titular e os portugueses, com uniforme reserva, sem alterações. Se alguma alteração ocorrer, eu aposto em calções brancos para Portugal. Mas não creio. Agora, para Brasil e Chile eu vou fazer uma aposta arriscada. O Brasil poderia vir com o uniforme tradicional completo, com calções azuis e meias brancas, forçando o Chile a usar calções brancos e meias azuis, numa combinação semelhante ao jogo de hoje entre Portugal e Brasil, mudando só a cor das meias. Mas eu vou jogar tudo no vermelho 23: acho que o Brasil vem de calções e meias brancas e o Chile de calções e meias azuis. Pode rodar a bolinha.

Bem, até o final da copa eu terei a chance de ser mais rápido que a FIFA e palpitar os uniformes, como fiz com os das oitavas. Então, como já são poucos jogos, que tal curtirmos algumas curiosidades de uniformes usados na história das copas? Comecemos com uma bem interessante. Lembram que eu falei aqui de como Brasil e Argentina disputaram quatro partidas em copas e com quatro combinações de quatro uniformes diferentes? Algo próximo disso ocorreu nos jogos entre Brasil e Suécia, que se eu não estou enganado, foi uma das partidas que mais se repetiu na história das copas: foram sete confrontos. E querem mais uma? Em nenhum desses sete confrontos Brasil e Suécia repetiram a mesma combinação de uniformes. Não acreditam? Eu mostro.

Ah, sim… o sétimo e último jogo foi aquele da semi-final da copa de 1994, que eu postei aqui há alguns dias, quando o Brasil jogou todo de azul e a Suécia toda de branco.

E vamo que vamo.

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