Blog da Copa

Palpites sobre a maior festa do futebol mundial!

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O comercial da Nike escreveu o futuro certo por linhas tortas

Por Pedrox | 20/07/2010, 20h10

Lembram da Maldição do comercial da Nike? Pois é. Ela afetou os protagonistas do épico vídeo “Escreva o Futuro” (Write the Future). Mas parece que a maldição não atingiu a todos, vejam a foto abaixo:

Aparecem Iniesta, Fabregas e Piqué logo após a “consagração de Wayne Rooney” no vídeo original da Nike.

Eles aparecem em pouquíssimos segundos, muito putos com a manchete que celebra o atacante inglês e quase não são percebidos em meio à constelação exibida na peça publicitária.

Para disfarçar a fama de pé-frio e mostrar que aquele vídeo também exibiu campeões, a Nike refez o trecho depois da Copa e a coisa ficou assim:

E aí, deu pra tirar a bronca?

Fim do mundial das surpresas

Por Marmota | 13/07/2010, 14h38

#NED 0 X 1 #ESP (11/07) – Para arrematar os resuminhos da disputa na África do Sul e seguir com este espaço rumo à 2014, reproduzo aqui a capa do jornal Esto, publicado no dia do confronto entre mexicanos e argentinos.

“Revancha”, isto é, revanche, representada múltiplas vezes, como se quisessem dizer ainda rivalidade, vingança, raiva. Como se uma vitória ou um potencial título não fosse suficiente, muitas vezes é este sentimento que move torcedores. Não é à toa que uma final Brasil x Argentina vinha sendo desejada; ou, já com as semifinais configuradas, um Alemanha x Holanda. Para um apaixonado por futebol, é como se fosse um Palmeiras x São Paulo, um Gre-Nal. Pode ser que a taça não venha, mas vencê-los ganha importância maior, ainda que momentaneamente.

Pois os mexicanos não conseguiram a revanche. Nem os norte-americanos, que perderam para Gana pelo mesmo placar de 2006. Mas os alemães, contra a Inglaterra, revidaram com a mesma moeda de 66: um gol irregular. Também não deram chance a uma vingança argentina, ao aplicar humilhantes quatro gols nos hermanos, mas fracassaram ao tentar devolver a derrota aos espanhóis na semifinal. Os holandeses, ao eliminarem o Brasil, repetiram 74 e soltaram um “finalmente”, uníssonos, após dois reveses nos anos 90.

Mas a maior das revanches não foi diante de um rival uniformizado, com onze em campo e uma bola. Os espanhóis, favoritos como nunca e, até domingo, derrotados como sempre, venceram não apenas a Holanda, mas a história. Uma nação acostumada a vencedores como Fernando Alonso e Rafael Nadal viu gerações fracassarem desde 1950, última presença espanhola em uma semifinal. Na decisão em Joanesburgo, sonolenta e truncada como nunca se viu, puseram fim a um histórico de “amareladas” com o gol de Iniesta.

Foi, sem dúvidas, uma Copa repleta de surpresas. A começar pela organização sul-africana, que se não foi impecável consegiu dizer ao Brasil algo como “faz melhor que eu quero ver”. Teve uma musa em escala mundial que, pasmem, não era holandesa nem brasileira, mas paraguaia. E entre os catedráticos e especialistas, o mais importante e respeitado foi um singelo octópode. Mesmo a velha máxima de que a camisa pesa em uma final foi para o vinagre, afinal de contas era a Holanda que cumpria esse papel, após duas decisões. Os azarões, agora, passaram a ser eles.

#URU 2 X 3 #GER (10/07) – Se fôssemos seguir a lógica do “peso histórico”, esta poderia ser uma decisão tranquilamente. Aliás, só não foi em 1970 porque Brasil e Itália fizeram o mesmo trajeto de holandeses e espanhóis desta vez. O resultado final também foi o mesmo: Alemanha em terceiro, Uruguai em quarto. Os alemães, recordistas em semifinais, puderam se contentar ao menos com um tetra: a quarta vez que chegaram em terceiro, como em 1934, 1970 e 2006.

E ao contrário da decisão, foi um belo jogo. A Alemanha, apesar de ter reencontrado o poder ofensivo que havia sumido contra a Espanha, levou a melhor apesar do Uruguai ter jogado muito mais. Os nossos vizinhos terminaram a competição de cabeça erguida e com o melhor jogador do torneio: Diego Forlán, que quase mudou a história dessa partida com aquela bola na trave. Já os alemães, além do melhor ataque e das maiores revelações – Ozil e Thomas Muller – deixaram um recado aos brasileiros: em 2014, estaremos melhores. Cabe a organização do Mundial colocá-los pra jogar em Manaus ou Cuiabá…

Breve resuminho da Copa: Tanzânia, Zimbábue, treino fechado, Túlio Tanaka Facts, shosholoza, Shakira, Waka Waka, Tshabalala, Jabulani, cala boca Galvão, terno do Maradona, Green e seu frango, Camarões caídos, o choro de Tae-Se, Suíça apronta pra Espanha, Senderos muito louco, defesa de Valladares, defesa de Enyeama, primeira vitória grega, Uruguai apronta Vuvuzelazzo, chupa Bafana Bafana, gol dos EUA anulado, Eslovênia quase classificada, caquinha do Joachim Low, cavalos da Costa do Marfim, tchau Elano, até mais Kaká “bad boy”, a “mãozinha” do Fabuloso, dunguices na coletiva e a resposta do Tadeu Schmidt, o celular da Larissa Riquelme, o microfone da Sara Carbonero, as minissaias das torcedoras holandesas, Domenech muito louco, Evra mais ainda, chupa França, quase gol da Nigéria, cadê o Messi, cadê o Cristiano Ronaldo, cadê o Rooney gol dos EUA anulado de novo, chupa Sérvia, chupa Itália, Nova Zelândia invicta, Eslováquia classificada, Japão classificado, Pepe x Felipe Melo, fracassou o dia sem Globo, cabeçada de Heinze na câmera, Argentina passa com gol irregular, Alemanha passa com gol irregular, queremos tecnologia na arbitragem, Mick Jagger elimina Inglaterra, Mick Jagger elimina os EUA, chupa Chile, anúncio errado na Folha, David Maravilla, chupa Portugal, chupa Komano, Mick Jagger elimina o Brasil, chupa Felipe Melo, chupa Dunga, Sneijder Bátema e Arjen Robben, chupa Maradona, chupa Argentina, Klose quase recordista, mãozinha de Suárez, chute de Gyan na trave e o melhor minuto da copa, cavadinha de Loco Abreu, Gana perde pênaltis, Cardoso perde pênalti, Xabi Alonso perde pênalti, Larissa Riquelme perde aposta mas sai pelada, jabulanada de van Bronckhorst, jabulanada de Forlán, chute de Cáceres na cara do holandês, cabeçada de Puyol, cadê a Alemahha, Uruguai até o fim, bola na trave de Forlán, duas viradas e terceiro lugar, botinadas holandesas, defesa de Casillas, doze cartões amarelos, um vermelho, gol de Iniesta, Dani Jarque sempre conosco, finalmente a taça, festa espanhola, beijo na Sara Carbonero, viva o Twitter, viva Madiba e viva o polvo Paul.

Rápido, não? Pois a Folha.com conseguiu sintetizar ainda mais o Mundial:

Jimmy Jump ataca na final da Copa do Mundo

Por Pedrox | 12/07/2010, 09h30

Você viu esta cena?

O vídeo acima mostra um torcedor contido após a tentativa de colocar um gorro na Taça Fifa, pouco antes das seleções de Holanda e Espanha entrarem em campo para a execução dos hinos nacionais na Final da Copa do Mundo.

Jaume Marquet i Cot é um catalão de 36 anos que torce pelo Barcelona e ficou famoso por interromper os mais importantes eventos esportivos do mundo.

Mais conhecido como Jimmy Jump, ele se vangloria em seu site de cada intervenção feita… e são muitas. O vídeo abaixo mostra uma coletânea de aparições do invasor:

Sua aparição anterior aconteceu no Eurovision Song Contest 2010. Jimmy Jump invadiu a performance de um artista espanhol. O vídeo é hilário:

Atualizado dia 13/07/2010: O torcedor que invadiu o gramado do estádio Soccer City, antes da final entre Holanda e Espanha começar, foi julgado por uma corte de Joanesburgo e recebeu multa de 2 mil Rands (US$ 260). Ficou barato!

O futuro foi escrito: Espanha campeã do mundo

Por Pedrox | 12/07/2010, 00h05

A Copa do Mundo da África do Sul acabou. Em Joanesburgo a Espanha ergueu a Taça Fifa e se juntou à Inglaterra (66), França (98), Uruguai (30 e 50), Argentina (78 e 86), Alemanha (54, 74 e 90), Itália (34, 38, 82 e 2006) e Brasil (58, 62, 70, 94 e 2010) no olimpo dos campeões.

A Holanda, por sua vez, jogando um futebol que nada tinha a ver com a mítica Laranja Mecânica da década de 70, amargou o terceiro vice-campeonato mundial (74, 78 e 2010).

É hora de dizer adeus aos coadjuvantes mais amados (e odiados) desta Copa: As vuvuzelas silenciaram. A Jabulani (que na final virou Jo’bulani) não mais rolará. Mick Jagger deve ter torcido para a Holanda. Larissa Riquelme torceu para a Espanha. E Paul, o Polvo Profeta, acertou todas as suas previsões.

Após o fracasso de todas as apostas do épico comercial da Nike, a empresa de material esportivo se redimiu publicando no dia da final um vídeo – mais simples – estrelado por alguns jogadores da Fúria e afirmando que o futuro foi escrito (e ele nem havia sido ainda):

Ao fim da partida eu liguei na Rede TV, mas Fernando Vanucci não apareceu para fazer seu pronunciamento bêbado após a decisão. Certamente ele diria que é hora de reverenciar Casillas, Iniesta, David Villa… (Ah, Espanha!) e completaria dizendo que é hora de mudar tudo, porque o Brasil não é longe… É logo aqui.

Então, para se despedir da África do Sul e já entrar no clima do próximo mundial, fica o vídeo com a vinheta oficial da Copa do Mundo Brasil 2014:

Um pouco da festa espanhola via web

Por Marmota | 11/07/2010, 23h59

Como um país recém-campeão mundial foi dormir (ou não) esta noite? Que tal aproveitarmos a comemoração da Fúria e observarmos alguns dos mais populares sites de notícia da Espanha?

De uma forma geral, todos os sites espanhóis estão conectados a redes como Twitter e Facebook, permitindo uma “celebração coletiva” em vários espaços. Além da taça e das repercussões dos vestiários, destaque ainda para outras duas informações que devem render bons cliques: Jimmy Jump, o espanhol que tentou agarrar a taça antes do jogo, e Sara Carbonero, que ganhou um beijo de Casillas enquanto o entrevistava, ao vivo.

Assim como seria no Brasil (os espanhóis encaram o futebol com paixão semelhante a nossa), seria previsível uma abordagem diferenciada – ainda mais por se tratar do primeiro título. Mas dá pra perceber que a home do La Vanguardia (jornal da Catalunha) ou da TVE, apesar do destaque ao título, não fizeram nenhuma modificação em sua estrutura.

Versão da home do La Vanguardia em JPG (800 px)

Versão da home da TVE em JPG (800 px)

O El Mundo, site de notícias mais acessado da Espanha, fez o que boa parte dos sites costumam deixar preparados em dias de grandes eventos: uma foto “estourada”, ocupando toda a tela. Além disso, é possível visualizar um box com a narração de momento da festa nas ruas (como se fosse um “miniblog”), atualizado pelos repórteres com breves relatos e fotos do celular.

Versão da home do El Mundo em JPG (800 px)

A identidade do El País adotou as cores da bandeira espanhola, e além do placar pós-narração e do vídeo com o gol de Iniesta, o site convida seus leitores de todo o mundo para contar como anda a festa. No espaço da “fotona” temos uma galeria de fotos com grandes momentos da decisão. Outro detalhe: o fac-símile da capa do jornal impresso desta segunda-feira. Além de demonstrar agilidade, é como se estivesse convidando o leitor a comprar e guardar esta edição histórica.

Outro que também pegou emprestado o vermelho e o amarelo é o 20 Minutos, que sempre me chamou a atenção – não apenas pela ousadia na hierarquização dos conteúdos, como também a quantidade de comentários em todas as suas notas.

Versão da home do El País em JPG (800 px)

Versão da home do 20 Minutos em JPG (800 px)

Vamos aos dois sites esportivos mais conhecidos. Tanto o Marca quanto o As usaram a mesma palavra e muitas exclamações: ¡¡¡campeones!!!. No As encontramos a “fotona rotativa”, como no El País. O Marca – que, é bom lembrar, bolou o calendário mais bacana entre os sites – disponibiliza o perfil dos 23 campeões já em uma barra horizontal acima da “fotona”. Em uma de suas fotogalerias, a repercussão da imprensa mundial.

Versão da home do As em JPG (800 px)

Versão da home do Marca em JPG (800 px)

Deixei o mais legal para o fim. No La Informacion, um dos sites que cuidam melhor dos aspectos visuais, uma das imagens da “fotona rotativa” lembra bem uma capa de revista. E antes de exibir a home completa, o Público exibe um slideshow, uma manchete e uma chamada: “Un gol de Iniesta en la prórroga contra Holanda encumbra a España como la mejor selección de mundo. El fútbol hace justicia con la Roja”. Melhor destaque, impossível.

Versão da home do La Informacion em JPG (800 px)

Versão do slideshow do Público em JPG (800 px)

Versão da home do Público em JPG (800 px)

De lambuja, dois arquivos para a posteridade: o áudio da narração com o gol de Iniesta, pinçado da Rádio Marca; e um sensacional infográfico do La Informacion, mostrando como a Espanha e outras sete seleções favoritas atuaram em suas partidas neste Mundial.

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