Blog da Copa

Palpites sobre a maior festa do futebol mundial!

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Da Tiento à Jabulani: a evolução da bola nas copas do mundo

Por Pedrox | 04/07/2010, 17h14

O jornal americano The New York Times elaborou, antes do início do mundial da África do Sul, um belíssimo infográfico contando a história das bolas usadas em todas as Copas do Mundo desde a primeira, a Tiento de 1930, até a famigerada Jabulani de 2010.

É um trabalho primoroso, clique na imagem para ver.

O Profeta Vanucci

Por Pedrox | 04/07/2010, 08h00

Não foi Canavarro erguendo a Taça FIFA, tampouco Zidane cabeçeando violentamente o peito de Materazzi. A maior lembrança que se tem no Brasil da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, aconteceu logo após a decisão, quando Fernando Vanucci apresentou grogue o programa esportivo “Bola na Rede”, da Rede TV! Veja o vídeo com legendas:

O vídeo virou piada e ninguém se tocou que o apresentador terminou seu discurso com uma profecia. Observe com atenção este trecho:

“É hora da gente mudaaar…
Ou…
(…)
Mudar de Vez!
Bamos colocar o castelo de areia abaixo!
Abaixo! E iniciar uma construção sólida para 2010
Copa 2010
África do Sul também não é assim tão longe!
É logo ali!
Caso contrário nós seremos comida… De Leões…

Um observador menos atento pode acreditar que Vanucci apenas fez um jogo de palavras envolvendo o país-sede do mundial com um dos aspectos característicos de sua fauna, todavia ninguém percebeu o oráculo prevendo que a seleção que eliminaria a nossa seria representada pelo felino que reina sobre todos os animais.

Na savana desta Copa do Mundo, o Brasil enfrentou tigres norte-coreanos, elefantes marfineses, galos portugueses e cervos chilenos, mas fomos parados novamente nas quartas de final pela Holanda, seleção que possui no próprio escudo a representação de seu animal-simbolo: um leão. Veja o logo da Real Netherlands Football Association:

Fernando Vanucci, você tinha razão: viramos mesmo comida de leões.

Mantenham o verde e o amarelo nas ruas

Por Marmota | 02/07/2010, 05h41

Eu sei que é um tremendo chavão o que escrevo aqui. Mas é comum, sempre após a eliminação do Brasil de uma Copa do Mundo. A gente enlouquece com o desempenho da equipe em campo, chuta a estante, soca a mesa, deixa o churrasco queimar… Depois que as horas passam e a TV desliga, somos golpeados pela realidade.

Então vem a pergunta: por que foi mesmo que perdemos horas de nossas vidas pintando a rua com o desenho daqueles mascotes de sempre? Estendendo linha na rua e amarrando fitas plásticas e bandeiras, suspendendo-as no poste? Gastando nosso pouco dinheiro em camisas oficiais, bandeiras para o carro, vuvuzelas descartáveis?

Até o último jogo da seleção, por mais que a desconfiança sempre acompanhasse o time desde aquela fatídica convocação, cada gol era acompanhado por gritos, pulos e aquela vibração estranha, como se fosse “um orgulho ter nascido nesse país plenamente adaptado para a prática do esporte mais popular do mundo”. Como se fosse delicioso, ao menos uma vez a cada quatro anos, gritar “é Brasil, porra!”.

E é incrível como essa euforia, que poderia perfeitamente reforçar uma pretensa vontade de nos equipararmos também em outras áreas, some completamente quando o juiz ergue o braço e nossas cabeças voltam a cair. As cores passam a representar um vergonhoso “tinha que ser brasileiro mesmo, todo castigo é pouco”. É óbvio que tal cenário é surreal ao lembrarmos que tudo não passa de um jogo, e que na prática, é ridículo falar em “nacionalismo” levando em conta apenas o ufanismo provocado pelas transmissões da TV. Mas será que todos pensam mesmo assim?

De verdade? Ainda gostaria de ver, um dia, os mesmos que se empenham para torcer por um time, transferir este mesmo clima pré-jogo quando ouve falar numa ex-namorada encontrada morta dias depois numa represa, num governador alegando que usa nosso próprio dinheiro para comprar panetones ou construir um estádio no meio do nada, no aumento do pedágio,numa sequência de disputas partidárias que nada ajudam a escolha do nosso futuro… Bem, talvez seja mais fácil imaginar que a gente consiga lembrar dessas coisas durante a disputa de um Mundial.

Esse clima de Copa do Mundo, que incrivelmente não se repete em Olimpíadas, seria perfeito em uma ou outra ocasião do calendário. E não é preciso um time de futebol erguendo uma taça para tal. Por que não torcer para que uma luz inspiradora caia sobre quem deve tomar atitudes – seja pra substituir o Josué ou punir os fora-da-lei? Experimente deixar as bandeiras penduradas, a vuvuzela acessível ou ao menos use mais vezes sua camisa verde e amarela. Isso não nos torna (e nunca nos tornará) patriotas, mas talvez nos ajude a caminhar pela trilha que, por erro ou descuido, Dunga e seus comandados não conseguiram trilhar na África.

Ou ao menos seja útil para não errarmos com o que chamamos de “nosso país”, naquilo que você considera importante para muita gente.

***

Ooops, esse texto foi publicado antes do jogo entre Brasil x Holanda, eu sequer imagino o resultado da partida e já anuncio que o Brasil está fora da Copa! De modo que, puxa, acabo de cometer um erro! Como se trata de um blog com acessos poucos (mas qualificados), talvez aceitem minhas desculpas. Mais: por ser uma página web, eu poderia perfeitamente “despublicá-lo”, para evitar o constrangimento de ver a seleção classificada ou, pior, ser chamado de agourento.

Mas enfim, já que errei, ao menos que sirva como sinal de solidariedade ao responsável pelo posicionamento de anúncios na Folha de S. Paulo.

Sabem, textos como o que vocês leram lá em cima já estão prontos em inúmeras redações. Constatamos no episódio do hipermercado Extra que a publicidade também utiliza este artifício. A agilidade de uma redação, somado ao tempo curto, exige material preparado na véspera. É por isso que tanto a mídia impressa quanto a Internet já anunciou desde times campeões até gente morta com antecedência aos moldes da “eliminação” acima: erro ou descuido. Ninguém gosta de errar, evidentemente, apesar da sensação de que a web é mais “irresponsável” que o jornal, já que o papel não aceita correções.


O anúncio equivocado (acima) e o que deveria ter sido publicado: até Abílio Diniz ficou indignado com quem errou…

Errar faz parte da vida, bola pra frente. Convém lembrar, no entanto, de quando ouvi pela primeira vez que esse tipo de coisa acontece: “mas não é pra acontecer, Adilson!”.

***

Falando nisso, só pra ficar no que houve após Brasil x Chile, alguém consegue identificar qual o erro bobo que ficou no ar na home do chileno La Tercera durante os 90 minutos e algo mais?

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Um último registro, para defender boas soluções num jornal, sempre o que exige mais criatividade em meio à instantaneidade das novas mídias. Em 21 de junho de 2002, Brasil e Inglaterra jogaram em Shizuoka durante a madrugada, horário ingrato para a mídia impressa. Imagine se o Extra tivesse que programar um anúncio do gênero para o dia seguinte, sendo que não haveria tempo hábil para imprimir e distribuir? A solução poderia ser algo tão genial quanto a capa do Correio Braziliense naquela manhã: bastava “girá-la” para ter a manchete certa.

Revirando o baú de Brasil e Holanda

Por Pedrox | 01/07/2010, 11h00

Brasil e Holanda já se enfrentaram 3 vezes em Copas do Mundo, uma vitória para cada lado e um empate decidido nos pênaltis em que a Seleção Brasileira levou a melhor. Holanda fez 6 gols contra 5 do Brasil, no entanto os alaranjados só nos venceram no primeiro confronto, há 36 anos.

Revirando o baú de imagens da internet – mais conhecido como You Tube – trouxe alguns vídeos que mostram os melhores momentos dos três jogaços que marcaram os encontros entre brasileiros e holandeses nas Copas. Espia:

Alemanha 1974 – Semi-Finais: Brasil 0 x 2 Holanda

EUA 1994 – Quartas de Final: Brasil 3 x 2 Holanda

França 1998 – Semi-Finais: Brasil 1 x 1 Holanda (Pen: 4 x 2)

Se a Holanda receberá da Seleção Brasileira a carteirinha de freguês em Copas do Mundo ou finalmente conseguirá a tão sonhada revanche pelas eliminações na década de 90 só saberemos amanhã. Baseado no histórico de confrontos só temos uma certeza: seja qual for o resultado, será muito sofrido.

Que Nossa Senhora da Jabulani nos abençoe e nos leve novamente às Semi-Finais!

Brasil pode unificar os títulos mundiais de futebol!

Por Marmota | 01/07/2010, 05h03

Não há dúvidas que o jogo desta sexta-feira, entre brasileiros e holandeses, terá como pano de fundo principal a disputa por uma vaga entre os semifinalistas da Copa do Mundo. Como até aqui as duas seleções mostraram características parecidas (eficiência na defesa e agilidade no ataque), certamente será a partida mais difícil para os brasileiros.

Mesmo vencendo os confrontos de 1994 e 1998, a torcida lembra claramente dos momentos tensos, como o empate de Winter nos EUA ou a cobrança de pênaltis nas semifinais em Marselha. A Holanda, que virá com espírito de revanche, tentará reeditar a surpresa aprontada pela única que pode ser chamada de “Laranja Mecânica”: os 2 a 0 no Westfalenstadion, em Dortmund, pelo Mundial de 1974.

Aliás, tanto o confronto na Alemanha quanto o da França já possuem, antes mesmo da bola rolar, uma coincidência em relação ao jogo desta sexta, em Porto Elizabeth: Brasil e Holanda voltarão a decidir o fictício título não-oficial de futebol mundial.

escrevi aqui sobre o UFWC (Unofficial Football World Championship), uma brincadeira levada a sério pelo jornalista britânico Paul Brown que conheci por intermédio do Ubiratan Leal. A lógica é simples: se a faixa de campeão fosse dada aos moldes de um cinturão de boxe, todo confronto oficial da Fifa entre seleções representa uma decisão. Assim, desde o duelo entre Inglaterra e Escócia, em 1872, o título já rodou o planeta, graças a centenas de finais durante todo o ano.

A Holanda está com a posse transitória do título não-oficial desde o dia 19 de novembro de 2008, quando derrotou a Suécia num amistoso em Amsterdã. De lá para cá, foram 19 jogos sem perder – antes, é possível computar outros quatro, resultando numa invencibilidade de 23 partidas. Se lembrarmos que a equipe está com 100% de aproveitamento neste Mundial, veremos que trata-se de um retrospecto e tanto. A seleção de Dunga vem de dez partidas sem derrota – a última foram os anormais 2 a 1 da Bolívia, na altitude de La Paz.

Se o título da UFWC servir de parâmetro para algum tipo de preságio, os holandeses também entraram campeões não-oficiais em uma Copa do Mundo em 1974 e 1978. Perderam o título exatamente na decisão destas Copas. Em 1998, os holandeses também ficaram com a faixa temporária, mas por apenas um jogo: os detentores do título eram os argentinos, eliminados nas quartas-de-final. Perderam na semifinal para o Brasil, que vieram a perder as duas taças para os franceses.

Enfim, se já tínhamos motivos para torcer por uma vitória brasileira nesta sexta, não custa nada acrescentarmos mais este. É o Brasil rumo ao título da UFWC!

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