Blog da Copa

Palpites sobre a maior festa do futebol mundial!

Arquivos: Bastidores

#vamosjogarbola

Por Marmota | 19/04/2012, 09h36

Então a agência África desenvolveu uma campanha para o banco Itaú, estimulando uma reflexão a partir de uma hashtag capaz de conectar uma bola de futebol ao desenrolar nacional rumo à Copa. Mais do que isso: nos próximos meses, a ação promoverá encontros nas doze cidades-sede, convocando a comunidade para arregaçar as mangas. A frase imperativa, cujo sentido vai além da interpretação literal, é simples.

“Vamos jogar bola! Jogar bola é ir em frente, é arregaçar as mangas. A grande festa do futebol vai ser na nossa casa. Vamos jogar bola, que vai dar certo. Jogar bola une as pessoas; jogar bola muda o amanhã”. É esse o texto do primeiro filme da campanha, que certamente você já viu na TV. “Com este convite otimista o banco aposta no poder transformador do futebol e convoca a todos que amam o esporte e o país a acreditar nas mudanças e trabalhar para realizá-las”, anuncia o texto de lançamento.

Apesar da proposição otimista, todos os envolvidos já devem pressupor que, em função da amplitude dos potenciais significados, o mesmo convite pode ser apropriado de múltiplas formas. Afinal, o que mais significa “jogar bola”?

Jogar bola é organizar a partida, convidar a patota para dividir a grana dos patrocinadores e arrumar umas notinhas fiscais para justificar a verba.

Jogar bola é arrumar um campinho pra botar as traves, ainda que seja um puxadinho. Melhor ainda é ter um terreno e obras subsidiadas.

Jogar bola é avisar quem gosta pra assistir. Agora, eles precisam ter condições para chegar, circular, ficar, aproveitar.

Jogar bola é ter a chance de escolher os melhores para jogar ao seu lado, mas só se tiver um golpe de sorte e ganhar no par ou ímpar.

Jogar bola é definir se vira cinco e acaba dez, ou se vai ter cronômetro. Enfim, deve haver algum prazo claro para o final.

Hogar bola é contar com um sujeito imparcial e que entenda as regras do jogo para apitar quando vê alguma coisa suspeita.

Jogar bola é improvisar com talento. Mas todo lampejo criativo só aparece quando se sabe (e executa) a tática “feijão com arroz”.

Jogar bola é se transformar, temporariamente, em alguém que não costumamos ser: pode xingar, gritar palavrão, cuspir, fazer uma ou outra falta.

Jogar bola é gritar “gol”. Simultaneamente, sempre que alguém marca, outro grita “chupa” pro torcedor adversário.

Jogar bola é competir, saber que é possível ganhar ou perder. Desde que vencer seja obrigação; do contrário, todos serão lembrados como fracassados.

Jogar bola é celebrar o esporte, mas lembrar que tem pouca diversão na hora de organizar. Muito menos quando vier a conta depois.

Jogar bola é amar o futebol. E quem ama melhor é, por definição, amador. Vamos jogar bola, que vai dar certo, né?

Os problemas de uma revista semanal…

Por Marmota | 30/07/2010, 11h44

Vejam só que coisa: imagine se um alienígena ou qualquer outro que passou a semana no mundo da lua folheasse a Revista Época nesta sexta-feira – exatamente o que fiz com a que perambula pela casa desde terça – e começasse a ler a página a seguir:

Basicamente: “Muricy, tricampeão brasileiro, foi escolhido pela CBF e fará sua estréia em 10 de agosto”. Ah sim, tem um trecho que isenta os repórteres: “Só faltou combinar sua saída com o Fluminense”.

Em tempo: alguém pode confirmar se as outras revistas semanais caíram na mesma pegadinha no dia do fechamento?

Macumba, a bola oficial da Copa 2014

Por Marmota | 16/07/2010, 17h17

Nunca uma bola fez tanto sucesso em um Mundial quanto a Jabulani. Talvez por isso meio mundo tenha especulado por sugestões, loucos para batizar a redonda que deverá ser usada em nossos gramados. Que nome você daria para a bola da Copa? Já sugeriram Samba, Canarinho, Brazuca, Jabiraca…

Pois a melhor entre as sugestões que vi por aí é… Macumba!

Taí um desses nomes tipicamente brasileiros que nenhum gringo se importaria com a tradução – ou alguém sabe realmente que Jabulani quer dizer “celebração”? E você sabe o que quer dizer “Teamgeist”, nome da bola da Copa de 2006? Imagine os locutores elaborando toda sorte de trocadilhos: “rola a Macumba no Maraca”; “olha lá a Macumba no canto, é escanteio”; ou a trivial “chuta que é Macumba!”. E caso a Adidas permaneça com a tecnologia polêmica, complicando a vida de goleiros e artilheiros, nada mais óbvio do que uma palavra que, via senso comum, pode ser interpretada como algum tipo de “maldição”…

Por isso, começa aqui nossa campanha: dêem o nome de Macumba para a Bola do Mundial de 2014.

***

Parece uma brincadeira? Mas não duvidaria de uma escolha criativa como essa, haja vista o que vimos com a eppoéia do logo. Fontes oficiais revelam a escolha por “notáveis”, apesar da história estar um pouco mal contada. Independente do processo, será que ninguém percebeu a conotação de “metendo a mão”, representada pelas charges do Diogo Salles e do Dalcio Machado?

Apresentação do logotipo da Copa de 2014 (redublada)

Por Pedrox | 15/07/2010, 06h00

No final de maio André antecipou neste blog a base do logo da Copa 2014 e desde então torci muito para que ele estivesse bem errado. E ele não estava. Agora não adianta gritar, chorar ou espernear que não adiantará: a imagem acima é o logotipo oficial da próxima Copa do Mundo.

O fato é que poucos gostaram dessa logomarca “cheia de dedos”. Inspirado na rejeição popular do símbolo do mundial do Brasil, Pablo Peixoto – o autor da saga Dunga em um dia de fúria – elaborou uma redublagem da apresentação oficial do emblema com os dizeres que realmente deveriam ser ditos naquele evento festivo do dia 8 de junho, na África do Sul:

Mais no Dialetica.org:
Creative Commons 2008 - 2012 Alguns direitos reservados • Dialetica.org utiliza WordPress 3.3.1 WordPress