Blog da Copa

Palpites sobre a maior festa do futebol mundial!

Arquivos: Arquibancada e arredores

O comercial da Nike escreveu o futuro certo por linhas tortas

Por Pedrox | 20/07/2010, 20h10

Lembram da Maldição do comercial da Nike? Pois é. Ela afetou os protagonistas do épico vídeo “Escreva o Futuro” (Write the Future). Mas parece que a maldição não atingiu a todos, vejam a foto abaixo:

Aparecem Iniesta, Fabregas e Piqué logo após a “consagração de Wayne Rooney” no vídeo original da Nike.

Eles aparecem em pouquíssimos segundos, muito putos com a manchete que celebra o atacante inglês e quase não são percebidos em meio à constelação exibida na peça publicitária.

Para disfarçar a fama de pé-frio e mostrar que aquele vídeo também exibiu campeões, a Nike refez o trecho depois da Copa e a coisa ficou assim:

E aí, deu pra tirar a bronca?

Polvo Paul ganha réplica da Taça Fifa

Por Pedrox | 13/07/2010, 00h56

Paul, o polvo profeta, foi devidamente recompensado após o término da Copa do Mundo.

Primeiro recebeu a gratidão da Seleção Espanhola através de Iniesta, autor do gol do título, que comemorou em seu país com uma miniatura do do polvo em suas mãos.

Depois, o molusco, que acertou todos os resultados da Alemanha na competição e ainda previu que a Espanha seria campeã mundial, também ganhou a sua Taça Fifa.

E pelo jeito gostou, espia na reportagem do Portal R7:

Parabéns, Paul! Você merece!

Leia mais sobre o Polvo Profeta.

O futuro foi escrito: Espanha campeã do mundo

Por Pedrox | 12/07/2010, 00h05

A Copa do Mundo da África do Sul acabou. Em Joanesburgo a Espanha ergueu a Taça Fifa e se juntou à Inglaterra (66), França (98), Uruguai (30 e 50), Argentina (78 e 86), Alemanha (54, 74 e 90), Itália (34, 38, 82 e 2006) e Brasil (58, 62, 70, 94 e 2010) no olimpo dos campeões.

A Holanda, por sua vez, jogando um futebol que nada tinha a ver com a mítica Laranja Mecânica da década de 70, amargou o terceiro vice-campeonato mundial (74, 78 e 2010).

É hora de dizer adeus aos coadjuvantes mais amados (e odiados) desta Copa: As vuvuzelas silenciaram. A Jabulani (que na final virou Jo’bulani) não mais rolará. Mick Jagger deve ter torcido para a Holanda. Larissa Riquelme torceu para a Espanha. E Paul, o Polvo Profeta, acertou todas as suas previsões.

Após o fracasso de todas as apostas do épico comercial da Nike, a empresa de material esportivo se redimiu publicando no dia da final um vídeo – mais simples – estrelado por alguns jogadores da Fúria e afirmando que o futuro foi escrito (e ele nem havia sido ainda):

Ao fim da partida eu liguei na Rede TV, mas Fernando Vanucci não apareceu para fazer seu pronunciamento bêbado após a decisão. Certamente ele diria que é hora de reverenciar Casillas, Iniesta, David Villa… (Ah, Espanha!) e completaria dizendo que é hora de mudar tudo, porque o Brasil não é longe… É logo aqui.

Então, para se despedir da África do Sul e já entrar no clima do próximo mundial, fica o vídeo com a vinheta oficial da Copa do Mundo Brasil 2014:

O último palpite de Paul, o Polvo Profeta!

Por Pedrox | 10/07/2010, 20h28

Eu pensei em torcer para a Holanda nesta final de Copa do Mundo, mas mudei de ideia. Nesta decisão minha torcida é fervorosa pela Espanha e o motivo é bem simples: é a última e mais importante previsão de Paul, o Polvo Profeta, que cravou seu palpite na Fúria.

O molusco, que é um dos coadjuvantes que roubaram a cena neste mundial da África do Sul, ganhou dois concorrentes (um periquito e uma polva holandesa) e já teve suas habilidades proféticas contestadas. Porém (ai, porém), ninguém pode negar o aproveitamento do animal que acertou todos os resultados da Alemanha em seus jogos na Copa da África do Sul.

Resumindo: A voz do POLVO é a voz de DEUS!

A nota triste disso tudo é que o animal dificilmente verá o ano de 2011 e não fará previsões na Copa de 2014, no Brasil. Segundo informações publicadas pelo jornal alemão Bild, o Polvo Profeta já tem dois anos e meio de idade e espécies como ele raramente ultrapassam os três anos.

O pior de tudo é que o oráculo nunca teve relações sexuais e por isso não se reproduziu. Não dá uma tristeza no coração só de imaginar seu fim virgem e solitário?

Por isso eu, assim como a Shakira, torcerei muito para que Paul não erre sua previsão. Diferente dela, minha torcida não é pela equipe de Del Bosque, Villa, Puyol e seus asseclas. Eu torço é pelo Polvo e para que sua lenda seja eternizada.

Minha visita ao Fifa Fan Fest no Rio

Por Marmota | 10/07/2010, 10h29

Cabem dois agradecimentos aos responsáveis pelo meu embarque à Cidade Maravilhosa no último dia dois. O primeiro foi circular por São Paulo exatamente durante o segundo tempo de Brasil x Holanda, evitando dores de cabeça com congestionamentos e com o time do Dunga. O segundo foi o de ter desembarcado a tempo de caminhar pela Avenida Atlântica e passar um tempinho na instalação que concentrou, aqui no Brasil, parte das intenções da Fifa com um Mundial de futebol: a Fan Fest nas areias de Copacabana.

A primeira vez que uma praça com telão foi armada oficialmente pela Fifa foi em 2002. A idéia era atender aos turistas que perambulavam sem ingressos para os estádios. O esboço no Japão e na Coréia serviu de modelo para a Alemanha, em 2006: estima-se que 18 milhões de pessoas frequentaram as Fan Fests nas doze cidades-sede. Para 2010, talvez os números na África do Sul não sejam tão estimulantes, graças ao inverno rigoroso no país. Em compensação, outras seis cidades no mundo receberam o evento patrocinado: Roma, Paris, Berlim, Sydney, Cidade do México e o Rio – a única na América do Sul.

A arena tem capacidade para receber até 20 mil pessoas – durante a manhã daquela sexta-feira, mais ou menos 69 mil circularam pelos arredores da praia. Nem todos, portanto, ficaram diante do telão de 120metros quadrados, em alta definição, apesar de ser possível enxergá-lo antes mesmo de entrar no complexo. Antes mesmo de chegar, o primeiro contraste: por ser oficial, a transmissão da Fan Fest é, obrigatoriamente, da Globo; já os bares recebem o sinal da Orla TV, do Grupo Bandeirantes, que também exibia os jogos da Copa…

A arena fica exatamente a areia da praia – sabendo disso, optei por deixar os tênis no hotel e usar chinelão mesmo. Isso não impedia a presença de alguns perdidos, certamente saídos do escritório, usando camosa social, calça e sapatos. Todos estes, ao entrar, passam por duas barreiras: os seguranças responsáveis pela revista e os fiscais das catracas, que contabilizam a lotação do espaço, são parte dos cerca de mil profissionais envolvidos na organização. Mesmo no final da tarde posterior a eliminação brasileira, ainda tinha uma porção de torcedores curtindo uma ressaca, além do segundo jogo do dia: Uruguai x Gana.

Antes da prorrogação, consegui circular por todos os quiosques mantidos pelos patrocinadores. No cinema 3D da Sony, fila para curtir a transmissão da partida. Ao lado, uma lojinha de produtos licenciados, com preços inflacionados: uma camisa alusiva a qualquer seleção não saía por menos de R$ 100; a mini-jabulani, que encontrei por aí a R$ 35, custava o dobro. Valores que desmotivaram minha especulada em um dos dois bares da Coca-Cola instalados ali. Parti para o ambiente mais interessante: a área do telão.

Tava na cara que a maioria dos torcedores sentados ou escorados nas bordas da arena estavam ali desde o início da manhã, vestindo verde-amarelo e segurando vuvuzelas. Não encontrei ninguém vestindo azul celeste ou alguma camisa relacionada à África, tanto na arena quanto nos camarotes praticamente vazios: só descobri que a maioria dos presentes pareciam torcer para Gana quando Suárez salvou o que seria o gol da classificação de Gana aos 30 minutos da prorrogação, com a mão.

“Que vacilo…”, pensei, em voz baixa, enquanto a maioria gritava loucamente e Suárez deixava o campo, chorando, expulso de campo pelo árbitro português. Asamoah Gyan, um dos grandes nomes da seleção africana, partiu para a cobrança, Chutou com força e a bola bateu no travessão. Enquanto Gyan olhava atônito, vibrava ao lado de uns poucos aficcionados pelo Uruguai. Passei o minuto mais sensacional da Copa do Mundo não apenas diante de uma imagem em alta definição, mas também ouvindo reações da galera. Não podia ter escolhido melhor.

Aquela imagem deu a certeza, ao menos para mim, que o Uruguai se classificaria nos pênaltis. Mesmo com a redenção de Gyan, que foi lá cobrar o seu após ter desperdiçado a chance de se classificar. Vieram duas cobrancinhas medíocres dos africanos, além de uma bola na trave de Maxi Pereira, antes do botafoguense Loco Abreu fazer a alegria dos botafoguenses presentes na areia. Chute com cavadinha e vaga celeste para as semifinais, celebradas pela minoria dos cariocas da Fan Fest.

Assim que a transmissão acabou, entraram os comerciais dos patrocinadores – entre eles o famigerado Tcha Tcha. E acreditem: meia dúzia de três ou quatro torcedores levantaram-se e… Levantaram os braços, seguindo o jeito novo e envolvente de torcer nesta Copa do Mundo! Lógico que estavam levando na brincadeira… Mas isso denota que, mesmo babaca, repercutiu…

Enquanto ia embora, o mestre de cerimônias da Fifa Fan Fest tentava animar os presentes que ficariam para o show do sambista Arlindo Cruz. “É, pessoal, a seleção perdeu hoje mas nossa festa continua! Vamos continuar alegres, com a cabeça erguida! Vamos cantar juntos! Eeeeuuu… Sou brasileeeeiroooo…”. Ah, não, né?

Enfim, enquanto caminhava de volta, fiquei imaginando cada uma das doze cidades-sede no Brasil com uma estrutura semelhante. Fiquei imaginando onde cada uma das que conhecia poderia instalar uma área daquelas, com 31 mil metros quadrados e num lugar bem localizado? Talvez o Anhembi em São Paulo, os arredores do Beira-Rio em Porto Alegre… Onde mais?

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