A Maldição do Comercial da Nike
Por Pedrox | 30/06/2010, 23h42
Lembram do “Escreva o Futuro” (Write the Future) aquele épico comercial da Nike feito especialmente para esta Copa do Mundo de 2010? Ei-lo para quem ainda não assistiu:
Após o término das oitavas de final podemos assegurar que foi a propaganda mais amaldiçoada da história das Copas do Mundo. O vídeo é lindo, todavia é incrível como a peça consegue apostar em tantos craques e destes NENHUM EMPLACAR na África do Sul. Só para comprovar a zicada mais cara de todos os tempos, vou enumerar os fracassos na ordem em que eles aparecem no comercial:
- Didier Drogba: Costa do Marfim foi eliminada na primeira fase.
- Fabio Cannavaro: A Itália se igualou ao Brasil de 66 e à França de 2002 e foi a terceira seleção campeã do mundo eliminada na primeira fase da Copa do Mundo seguinte. Pior que isso, ficou na laterna do grupo que tinha Paraguai, Eslováquia e Nova Zelândia. Um verdadeiro vexame.
- Wayne Rooney: A Inglaterra por muito pouco não voltou pra casa ainda na primeira fase, quando se classificou em segundo lugar num grupo fácil (Com EUA, Eslovênia e Argélia). Precipitou um confronto com a Alemanha que, sem piedade, meteu 4 bolas nas redes inglesas. O atacante do Manchester United não marcou um gol sequer e provavelmente vai virar zelador em Old Trafford e morar num trailer.
- Frank Ribery: A França fez uma campanha pífia, teve jogador expulso, treino desmarcado por protesto dos atletas e “les bleus” conseguiram a FAÇANHA de proporcionar a única vitória dos anfitriões Sul-africanos na Copa do Mundo. Foi o segundo finalista de 2006 eliminado na primeira fase. Ribery nem teve tempo para aparecer.
- Ronaldinho Gaúcho: Foi a primeira vítima da “zica naiqueana”. Nem sequer foi convocado, figurou a famosa lista de espera que não foi acionada e talvez por isso o Brasil ainda prossiga na Copa América que está acontecendo na África do Sul.
- Cristiano Ronaldo: Era a única esperança da retrancada Seleção Portuguesa de Carlos Queiroz, conhecida neste mundial como a Suíça da Península Ibérica em função de sua defesa quase intransponível. Portugal não fez gol na estreia, desencantou com 7 gols contra a Coréia do Norte e depois não balançou as redes de mais ninguém. Os lusos levaram apenas e tão somente 1 gol na Copa, justamente o da eliminação (marcado por David Villa, da Espanha). Ficou marcado como o jogador que mais olhou para o telão e, em especial, pela cusparada furiosa no pé do cinegrafista após a derrota pra Fúria. Acho que dificilmente Gael Garcia Bernal aceitará o papel do atacante-galã-marrento na telona.
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Por isso imploro de joelhos para que a Nike pare de veicular este comercial com o “rei das pedaladas”:
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Deus queira também que a desgraça não alcance o Robinho nem transborde para o Nilmar e o Luís Fabiano:
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Bem da verdade, o único brasileiro digno de ESCREVER SEU FUTURO nesta Copa do Mundo é o atacante GRAFITE. Afinal de contas, de LETRA ele entende. Eis a prova cabal:


#BRA 3 X 0 #CHI
(28/06) – Recupere seus palpites antes do Mundial e tente visualizar as oito seleções que restaram na competição. Acertou tudo? Mais da metade? Seja absolutamente sincero: dava para imaginar que o caminho brasileiro na segunda fase, excluindo a Holanda – certamente o chute mais certeiro na maioria dos bolões por aí – seria tão fácil?
#URU 2 X 1 #KOR
(26/06) – Num relance, se não identificássemos direito o adversário da Celeste, poderíamos dizer, diante da chuvinha em Porto Elizabeth e da expressão tensa dos uruguaios, que o jogo era das eliminatórias sul-americanas. O lance que Diego Lugano enfia a cabeça na bola rente ao chão, quase perdendo-a graças ao chute de um coreano, representa tudo que os bicampeões possuem nesse verdadeiro renascimento para o futebol: muita raça. E em uma competição marcada por times fracos, algumas constatações ficam claras: eu bem que gostaria de ver o Luís Suarez como atacante do Inter.
#USA 1 X 2 #GHA
(26/06) – Durou pouco a empolgação norte-americana – ao menos nesta Copa: insisto que não vai demorar para alguma seleção ianque chegar ainda mais longe num Mundial de futebol. Talvez se não tivessem tomado um gol logo nos primeiros minutos a história fosse outra. Enfim, os africanos, que não haviam mostrado nada de extraordinário na primeira fase, repetiram o placar do confronto entre as mesmas seleções na primeira fase de 2006. Com isso, um dos semifinalistas será uma representação histórica do passado… Ou do futuro, como já se tornou clichê definir os africanos.
#GER 4 X 1 #ENG
(27/06) – Antes de qualquer comentário, devemos dizer que este foi, até agora, o jogo da Copa. Os ingleses tem total razão ao reclamar de um gol legal não dado pelo uruguaio Jorge Larrionda – que serviu para o mundo lembrar daquela bola que não entrou mas valeu, contra os mesmos alemães, na decisão de 1966. Podem até dizer que fatores extra-campo, envolvendo Capello, Terry, amante e afins, possam ter interferido no clima. Não importa: ainda assim, o english team não seria páreo para a consistência dos alemães.
#ARG 3 X 1 #MEX
(27/06) – Outro resultado previsível, apesar da minha torcida por uma revanche mexicana. Eu sou mesmo um idiota: torcer para o México em uma Copa é como torcer pra Portugal, pra Espanha, pro Paraguai ou qualquer outra dessas seleções que “jogam como nunca, mas perdem como sempre”. Ah sim, teve o gol que o Tevez marcou impedido – este, somado ao da Inglaterra e a outras barbeiragens, serviu pra reacender um debate sobre uso da tecnologia no esporte, e só. Maradona já tirou o paletó, a camisa e a cinta: para deixar calça, meias e cueca no vestiário, vai ter que comer a grama pra passar pela Alemanha.
#NED 2 X 1 #SVK
(28/06) – Na boa? Estavam todos trabalhando, adiantando o expediente para que todos pudessem passar o resto da tarde curtindo a vitória brasileira com churrasco e cerveja. Até porque, todos (inclusive os eslovacos) sabiam qual seleção se classificaria neste jogo. Pessoalmente, só imaginava que os holandeses poderiam ser mais incisivos no ataque: fizeram dois gols e administraram a vantagem, dando de lambuja o quarto gol para o artilheiro Vittek. Mais algo a acrescentar?
#JAP 0 (3) X 0 (5) #PAR
(29/06) – O clássico entre o original e o pirata foi outro que preferi simplesmente ignorar. Parece que fiz bem: ambos tiveram medo de se classificar, de se arriscar. Foram tão cautelosos que a classificação acabou se definindo graças a um erro de Komano. Enfim, restam duas observações: tal configuração permite uma hipotética semifinal de Copa América; e o Honda, mesmo eliminado, formaria uma boa dupla de ataque com o Suarez no Inter.
#POR 0 X 1 #ESP
Também respeito o histórico de Carlos Queiroz, mas fiquei surpreso negativamente com o que ele conseguiu fazer com a seleção portuguesa nesta Copa: sete gols na Coréia do Norte e um favor a nós, tirando Felipe Melo do time. Fora isso, deve ter realmente acreditado em Cristiano Ronaldo, a maior nulidade entre os candidatos a craque deste Mundial. A Espanha, quem diria, está salvando os bolões de muita gente. E provavelmente consiga passar pelo Paraguai, mas tenho certeza de que “La Roja” não vai me decepcionar, mesmo.
Fim de papo para as oitavas de final. Confesso que não assisti nenhum dos dois jogos de hoje, mas ao que parece, hispânicos europeus e sudamericanos fizeram por merecer os resultados que obtiveram. Feliz pela vitória que dá mais uns dias de festa ao 





Portas abertas para o bem cuidado lobby. Paredes azuis trazem fotos históricas e do time atual. Entre os símbolos que decoram o ambiente, a camisa amarela da seleção nórdica fica em posição de destaque. Mal deu tempo de contemplarmos o ambiente: ouvimos o alô de uma dona muito simpática, que trabalhava em sua salinha.

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