Blog da Copa

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Espaço para os autores do Dialetica.org e seus convidados palpitarem sobre a maior festa do futebol mundial!

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Contagem regressiva para a Copa 2014!

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Os problemas de uma revista semanal…

Marmota

 

Vejam só que coisa: imagine se um alienígena ou qualquer outro que passou a semana no mundo da lua folheasse a Revista Época nesta sexta-feira – exatamente o que fiz com a que perambula pela casa desde terça – e começasse a ler a página a seguir:

Basicamente: “Muricy, tricampeão brasileiro, foi escolhido pela CBF e fará sua estréia em 10 de agosto”. Ah sim, tem um trecho que isenta os repórteres: “Só faltou combinar sua saída com o Fluminense”.

Em tempo: alguém pode confirmar se as outras revistas semanais caíram na mesma pegadinha no dia do fechamento?

Ahmadinejad não gosta do polvo Paul

Pedrox

 

“Aqueles que acreditam nesse tipo de coisa [as previsões do polvo] não podem ser líderes de nações que aspiram, como o Irã, à perfeição humana, baseando-se no amor e nos valores sagrados”

Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã

Leia a matéria completa na Folha de São Paulo

Qual a diferença entre a Ferrari e a seleção?

Marmota

 

Então, durante uma rápida sapeada na televisão sexta-feira passada, ouço Tiago Leifert anunciar, com alegria: “Muricy Ramalho é o novo técnico da seleção brasileira!”. Passei o resto do dia alienado, mas raciocinando um texto pinçando, entre outras referências, na entrevista à revista Brasileiros concedida pelo treinador há um ano e meio. Ao mesmo tempo, fiquei imaginando a expressão do Doni e de outros torcedores do São Paulo, imaginando que Ricardo Teixeira corrigiu uma injustiça de, ao menos, quatro anos.

De repente, quando acordo na manhã seguinte, descubro que o treinador era Mano Menezes. Dias depois, celebrado por boa parte dos torcedores, tratou de atender ao pedido do chefe e iniciar sua renovação, chamando alguns dos atletas que poderiam ter sido chamados antes – ao menos até a equipe tropeçar e ser questionada, como de praxe.

Mas ué… Mas o Muricy não havia aceitado? Aconteceu alguma coisa?

Brasileiros apaixonados por esporte enxergam todo tipo de hipótese quando situações absurdas acontecem. E vou ser franco: um treinador negar o convite para ocupar o posto máximo de sua profissão é bastante esquisito. Concordo que, assim como Felipão, Muricy demonstrou respeito a seus contratos com os clubes – mas com uma diferença fundamental: ele foi convidado e chegou a dizer “pode ser, só preciso ver com o clube”, enquanto Scolari negou sempre.

Enfim, não fosse outra situação absurda no fim de semana, talvez os brasileiros não comentassem tanto a não-ida de Muricy. No fim, os holofotes se voltaram para o GP da Alemanha de Fórmula 1.

Como este blog não discute automobilismo, vamos apenas ao que interessa: engenheiros da Ferrari deram a entender que o brasileiro Felipe Massa deveria abrir caminho para o espanhol Fernando Alonso, em tese mais veloz. Ao invés da manobra ser decidida no braço (como deveria ser), foi uma “canetada” que determinou o resultado.

Indignações pipocaram mundo afora, e as discussões a respeito das “mutretas” associadas à Fórmula 1 voltaram com força total: afinal, como é possível vibrar diante de uma modalidade onde interesses de equipes e envolvimentos financeiros superam aquilo que realmente importa ao torcedor? Como fica a imagem de um piloto que, mesmo agindo corretamente diante da lógica comercial, agora ficou rotulado com a imagem de “alguém que não peitou o sistema e, por isso, não tem fibra pra ser campeão”?

E o que isso tem mesmo a ver com Muricy na seleção?

Vi a história a seguir pela primeira vez com o Vitor Birner. Sim, Muricy ganhou pontos com sua torcida ao dizer que respeitará seu contrato, mas por outro lado a decisão pode ter um componente altamente político. Roberto Horcades, cardiologista e presidente do Fluminense, era amigo de Ricardo Teixeira, o que lhe rendeu uma indicação na Comissão Médica da Fifa.

Pois Horcades votou em Fábio Koff nas últimas eleições do Clube dos 13 – o candidato da CBF era Kléber Leite. Em resposta, teve seu cargo na Fifa exonerado. A negativa ao convite a Muricy pode ter sido uma resposta ao presidente da CBF. A diferença entre os motivos de Massa e de Horcades é que todos ouviram sobre o primeiro no rádio da equipe…

Muitos amantes do esporte chegaram a declarar com força que não mais acordarão cedo para assistir a Fórmula 1, por conta de tanta palhaçada. Imaginem se a legião que acompanha o futebol explorasse episódios como o da indicação de Muricy, o veto ao Morumbi, entre outras histórias que fazem o jornalista inglês Andrew Jennings definir a Fifa como uma máfia (aqui e aqui duas entrevistas bombásticas, reproduzidas pelo Juca Kfouri)… O efeito seria exatamente o mesmo, não?

Enfim, ao menos nos próximos meses, Mano Menezes e os Meninos da Vila tratarão de anestesiar a sujeira – ao menos até a próxima “marmelada”.

O comercial da Nike escreveu o futuro certo por linhas tortas

Pedrox

 

Lembram da Maldição do comercial da Nike? Pois é. Ela afetou os protagonistas do épico vídeo “Escreva o Futuro” (Write the Future). Mas parece que a maldição não atingiu a todos, vejam a foto abaixo:

Aparecem Iniesta, Fabregas e Piqué logo após a “consagração de Wayne Rooney” no vídeo original da Nike.

Eles aparecem em pouquíssimos segundos, muito putos com a manchete que celebra o atacante inglês e quase não são percebidos em meio à constelação exibida na peça publicitária.

Para disfarçar a fama de pé-frio e mostrar que aquele vídeo também exibiu campeões, a Nike refez o trecho depois da Copa e a coisa ficou assim:

E aí, deu pra tirar a bronca?

Macumba, a bola oficial da Copa 2014

Marmota

 

Nunca uma bola fez tanto sucesso em um Mundial quanto a Jabulani. Talvez por isso meio mundo tenha especulado por sugestões, loucos para batizar a redonda que deverá ser usada em nossos gramados. Que nome você daria para a bola da Copa? Já sugeriram Samba, Canarinho, Brazuca, Jabiraca…

Pois a melhor entre as sugestões que vi por aí é… Macumba!

Taí um desses nomes tipicamente brasileiros que nenhum gringo se importaria com a tradução – ou alguém sabe realmente que Jabulani quer dizer “celebração”? E você sabe o que quer dizer “Teamgeist”, nome da bola da Copa de 2006? Imagine os locutores elaborando toda sorte de trocadilhos: “rola a Macumba no Maraca”; “olha lá a Macumba no canto, é escanteio”; ou a trivial “chuta que é Macumba!”. E caso a Adidas permaneça com a tecnologia polêmica, complicando a vida de goleiros e artilheiros, nada mais óbvio do que uma palavra que, via senso comum, pode ser interpretada como algum tipo de “maldição”…

Por isso, começa aqui nossa campanha: dêem o nome de Macumba para a Bola do Mundial de 2014.

***

Parece uma brincadeira? Mas não duvidaria de uma escolha criativa como essa, haja vista o que vimos com a eppoéia do logo. Fontes oficiais revelam a escolha por “notáveis”, apesar da história estar um pouco mal contada. Independente do processo, será que ninguém percebeu a conotação de “metendo a mão”, representada pelas charges do Diogo Salles e do Dalcio Machado?

Apresentação do logotipo da Copa de 2014 (redublada)

Pedrox

 

No final de maio André antecipou neste blog a base do logo da Copa 2014 e desde então torci muito para que ele estivesse bem errado. E ele não estava. Agora não adianta gritar, chorar ou espernear que não adiantará: a imagem acima é o logotipo oficial da próxima Copa do Mundo.

O fato é que poucos gostaram dessa logomarca “cheia de dedos”. Inspirado na rejeição popular do símbolo do mundial do Brasil, Pablo Peixoto – o autor da saga Dunga em um dia de fúria – elaborou uma redublagem da apresentação oficial do emblema com os dizeres que realmente deveriam ser ditos naquele evento festivo do dia 8 de junho, na África do Sul:

Cinco lições da mídia que ficam após a Copa

Marmota

 

Além do Blog da Copa e de outras fontes confiáveis, onde mais você frequentou, entre rádio, TV e Internet, para obter informação sobre o Mundial? Pessoalmente, como refém da TV aberta, vi pouco dos canais a cabo especializados – como a ESPN, que costuma adotar uma linha essencialmente informativa, que me agrada bastante. Também sou fã das ondas curtas, e bastava entrar no carro para sintonizar a Rádio Bandeirantes, que não me decepcionou – como de praxe.

Mas enfim, enquanto especialistas em futebol discutem se houve alguma novidade tática ou quais intervenções soam positivas no esporte, os amantes da comunicação observam o que a mídia fez e, por que não, guarda algumas de suas inspirações para melhorá-las em aplicações futuras. Dentre os formatos jornalísticos que me chamaram a atenção durante o Mundial, estes cinco chamaram a minha atenção.

Dia-a-dia do UOL – Comecemos pela mais simples das sacadas – que, diga-se, foi usada algumas vezes pela Gazeta Esportiva Net em suas coberturas. Só vi isso no UOL, e é um negocinho simples, mas extremamente valioso em eventos curtos e marcantes como uma Copa do Mundo. Diariamente, algum editor do UOL Esporte fechava uma página, com os destaques do dia. Não há forma mais elegante de sintetizar a competição – e melhor ainda, deixá-la como arquivo para a posteridade.

O template da página contempla a manchete e alguns destaques batizados de “hall da fama”, para situações que chamaram a atenção. Um box com as mais lidas do dia, uma breve coletânea de frases e a análise dos blogueiros do portal. Enfim, sou suspeito para comentar: gosto muito do trabalho dessa turma, que alternam momentos de extrema descontração – como no blog da redação – a boa informação. Pelo conjunto da obra, estou com eles na batalha judicial com a Globo.

Infográficos espanhóis – Nada contra os excelentes trabalhos desenvolvidos no Brasil, como a própria Globo.com ou o Estadão.com. Mas em matéria de infografia, os colegas do Alberto Cairo já detinham a taça há tempos. O Marca foi responsável por duas das idéias mais bem resolvidas nesse campo: as fichas comparativas dos atletas que participaram da competição e o calendário de jogos.

Mais difícil, no entanto, é realizar infografias para o dia-a-dia. Nesse quesito, o La Informacion, já citado aqui algumas vezes, capricha no visual. Desde tabelas simples, como a comparação entre as seleções alemã e espanhola de 2008 e 2010, quanto o posicionamento dos atletas em todos os duelos envolvendo os favoritos.

Em tempo: o Tiago Dória fez um apanhado dos melhores infográficos desta Copa, incluindo…

Visualizações do Twitter – Sem sombra de dúvidas, este Mundial foi diferente para quem ficou o tempo todo conectado com o microblog. Impulsionado pela própria ferramenta, que estimulou os usuários a mandarem mensagens com as hashtags alusivas às bandeirinhas.

O grande tormento para acompanhar esse fluxo – que ultrapassou as 3,2 mil por segundo em algumas partidas – é a excessiva fragmentação. Alguns sites como o Twazzup ou Ellerdale podem ser úteis para quem deseja acompanhar essa movimentação. Sites como a CNN ou o The Guardian (como apresentou o Pedrox) aproveitaram bem esse buzz e fizeram aplicações bastante interessantes.

Um Mundo que Torce – Com tanta gente comentando e escrevendo sobre Copa do Mundo por aí, o que resta para os jornais impressos? Descobrir uma forma diferente e inédita de tratar o tema. Que tal passar cada dia do Mundial em um país participante da copa, identificando diferentes modos de torcer? Isso mesmo, uma verdadeira volta ao mundo em um mês. E o jornalista (e herói) Fábio Seixas conseguiu.

Foram nove meses de planejamento, 125.124 quilômetros percorridos, 43 vôos e 29 companhias aéreas – muitas delas péssimas, segundo seus relatos. Uma boa parte do que foi registrado nessa mega viagem pode ser visto aqui. No mais, prefiro pinçar alguns trechos de seu texto de encerramento, seguido de um gigante “parabéns pela audácia e coragem”.

…Ouvi muita gente dizer que era impossível, que algum problema iria acontecer, que era tecnicamente inviável ir para 31 países em 31 dias, que voos seriam perdidos ou cancelados, que minha saúde não aguentaria… Saí de Johanneburgo na noite da abertura, 11 de junho, e só fui tomar banho e dormir numa cama em Douala, Camarões, no dia 14. Entre uma coisa e outra, escalas malucas. Da África do Sul até a Nigéria, parada no Quênia. Da Nigéria para a Argélia, um voo até Paris. Da Argélia para Camarões, escalas no Líbano, na Etiópia (e como eu corri por aquele aeroporto para não perder a conexão…) e no Gabão. De Camarões para Costa do Marfim, pouso no Benim. Da Costa do Marfim para Gana, uau, um voo direto. Mas de Gana para a Coreia do Sul, bem, escalas na Nigéria (de novo) e nos Emirados Árabes Unidos. Ainda dormi uma noite em El Salvador (paradinha antes de Honduras), comprei camisetas e meias no Havaí (no caminho do Japão para o México), perdi e achei o computador na Colômbia (rota EUA-Chile) e, na Europa, passei por Áustria, Hungria e República Tcheca.

Não perdi nenhum voo. Em parte por um trato comigo mesmo de chegar sempre duas horas antes, não importa o que acontecesse nas matérias. Em parte porque as coisas funcionam aqui fora, mesmo em países que julgamos mais atrasados. Nenhum voo foi cancelado. Tudo funcionou ao redor do mundo, o que me leva a imaginar que há algo de muitíssimo preocupante na aviação brasileira.

É claro que passei por alguns perrengues…Havia, também, a questão do planejamento. Porque saí do Brasil com toda a primeira fase montada. Países que dificilmente avançariam para as oitavas seriam os visitados nas primeiras duas semanas. O acerto passou longe dos 100%, graças ao fiasco europeu. E daí começou a fase de torcer contra uns, a favor de outros. Se dois países já visitados fizessem a final, seria o fim do meu mundo. Se “queimei” um lado da tabela ao ir para a Holanda ver o jogo com o Brasil, do outro lado eu fui deixando Espanha e Alemanha mais para o fim. Deu certo.

Central da Copa na Globo – Respeito a opinião do Felipe Corazza, preocupado com a “tadeuschmidtzação” do jornalismo esportivo: “edições engraçadinhas, antes usadas em poucos e seletos momentos do jornalismo esportivo na TV, viraram rotina; aliás, rotina é pouco, viraram obrigação”, diz ele, citando a bizarra reportagem do SporTV ofensiva ao Paraguai. Excluindo o exagero, sou da opinião do Alec Duarte: às vezes, o esporte precisa do “fait divers” (o bom e velho “fedivér”) para deixar nossa vida mais leve. Nesse velho embate entre informação e entretenimento, a Central da Copa fez a festa.

Li esses dias uma entrevista com o Tiago Leifert, um dos responsáveis pela nova linguagem do Globo Esporte em São Paulo: depois das suas novas intervenções, o programa – exibido na hora do almoço – ampliou o leque de sua audiência: não apenas o marmanjo torcedor, mas também as mulheres, maioria do público neste horário. Faz sentido.

Para o Mundial, o mesmo cenário usado por Luis Ernesto Lacombe em alguns horários se transformava ao final da noite: platéia agitada, uma mocinha simpática torcendo para a Argentina, convidados musicais discutíveis, Caio Ribeiro (alvo de um meme do Twitter) e aquela descontração que deixa muitos de nariz torcido – afinal, é jornalismo ou um programa de humor? Sem querer fugir do debate, admito: interrompi diversos afazeres para desconectar do mundo e dar risadas com o programa.

E você, o que gostou mais na cobertura do Mundial?

Um pouco da ressaca laranja via web

Marmota

 

Logo após o título da Espanha, fui atrás de alguns sites conhecidos da Espanha pra saber como andava a festa por lá. Lógico que fiz o mesmo com alguns sites holandeses, ainda que eu não entenda patavina.

Algumas coisas interessantes. Dessa pequena amostragem, só um deles chamou claramente pela vitória da Espanha, e não a derrota holandesa: exatamente o site de esportes. Pessoalmente, a melhor combinação foto/manchete foi a que diz “de novo não!” – tente dizer qual delas é.

Ah sim, o Eduardo Tessler, profundo conhecedor do processo de edição de jornais impressos, pinçou sua amostragem de capas de jornais espanhóis e holandeses.

Fim do mundial das surpresas

Marmota

 

#NED 0 X 1 #ESP (11/07) – Para arrematar os resuminhos da disputa na África do Sul e seguir com este espaço rumo à 2014, reproduzo aqui a capa do jornal Esto, publicado no dia do confronto entre mexicanos e argentinos.

“Revancha”, isto é, revanche, representada múltiplas vezes, como se quisessem dizer ainda rivalidade, vingança, raiva. Como se uma vitória ou um potencial título não fosse suficiente, muitas vezes é este sentimento que move torcedores. Não é à toa que uma final Brasil x Argentina vinha sendo desejada; ou, já com as semifinais configuradas, um Alemanha x Holanda. Para um apaixonado por futebol, é como se fosse um Palmeiras x São Paulo, um Gre-Nal. Pode ser que a taça não venha, mas vencê-los ganha importância maior, ainda que momentaneamente.

Pois os mexicanos não conseguiram a revanche. Nem os norte-americanos, que perderam para Gana pelo mesmo placar de 2006. Mas os alemães, contra a Inglaterra, revidaram com a mesma moeda de 66: um gol irregular. Também não deram chance a uma vingança argentina, ao aplicar humilhantes quatro gols nos hermanos, mas fracassaram ao tentar devolver a derrota aos espanhóis na semifinal. Os holandeses, ao eliminarem o Brasil, repetiram 74 e soltaram um “finalmente”, uníssonos, após dois reveses nos anos 90.

Mas a maior das revanches não foi diante de um rival uniformizado, com onze em campo e uma bola. Os espanhóis, favoritos como nunca e, até domingo, derrotados como sempre, venceram não apenas a Holanda, mas a história. Uma nação acostumada a vencedores como Fernando Alonso e Rafael Nadal viu gerações fracassarem desde 1950, última presença espanhola em uma semifinal. Na decisão em Joanesburgo, sonolenta e truncada como nunca se viu, puseram fim a um histórico de “amareladas” com o gol de Iniesta.

Foi, sem dúvidas, uma Copa repleta de surpresas. A começar pela organização sul-africana, que se não foi impecável consegiu dizer ao Brasil algo como “faz melhor que eu quero ver”. Teve uma musa em escala mundial que, pasmem, não era holandesa nem brasileira, mas paraguaia. E entre os catedráticos e especialistas, o mais importante e respeitado foi um singelo octópode. Mesmo a velha máxima de que a camisa pesa em uma final foi para o vinagre, afinal de contas era a Holanda que cumpria esse papel, após duas decisões. Os azarões, agora, passaram a ser eles.

#URU 2 X 3 #GER (10/07) – Se fôssemos seguir a lógica do “peso histórico”, esta poderia ser uma decisão tranquilamente. Aliás, só não foi em 1970 porque Brasil e Itália fizeram o mesmo trajeto de holandeses e espanhóis desta vez. O resultado final também foi o mesmo: Alemanha em terceiro, Uruguai em quarto. Os alemães, recordistas em semifinais, puderam se contentar ao menos com um tetra: a quarta vez que chegaram em terceiro, como em 1934, 1970 e 2006.

E ao contrário da decisão, foi um belo jogo. A Alemanha, apesar de ter reencontrado o poder ofensivo que havia sumido contra a Espanha, levou a melhor apesar do Uruguai ter jogado muito mais. Os nossos vizinhos terminaram a competição de cabeça erguida e com o melhor jogador do torneio: Diego Forlán, que quase mudou a história dessa partida com aquela bola na trave. Já os alemães, além do melhor ataque e das maiores revelações – Ozil e Thomas Muller – deixaram um recado aos brasileiros: em 2014, estaremos melhores. Cabe a organização do Mundial colocá-los pra jogar em Manaus ou Cuiabá…

Breve resuminho da Copa: Tanzânia, Zimbábue, treino fechado, Túlio Tanaka Facts, shosholoza, Shakira, Waka Waka, Tshabalala, Jabulani, cala boca Galvão, terno do Maradona, Green e seu frango, Camarões caídos, o choro de Tae-Se, Suíça apronta pra Espanha, Senderos muito louco, defesa de Valladares, defesa de Enyeama, primeira vitória grega, Uruguai apronta Vuvuzelazzo, chupa Bafana Bafana, gol dos EUA anulado, Eslovênia quase classificada, caquinha do Joachim Low, cavalos da Costa do Marfim, tchau Elano, até mais Kaká “bad boy”, a “mãozinha” do Fabuloso, dunguices na coletiva e a resposta do Tadeu Schmidt, o celular da Larissa Riquelme, o microfone da Sara Carbonero, as minissaias das torcedoras holandesas, Domenech muito louco, Evra mais ainda, chupa França, quase gol da Nigéria, cadê o Messi, cadê o Cristiano Ronaldo, cadê o Rooney gol dos EUA anulado de novo, chupa Sérvia, chupa Itália, Nova Zelândia invicta, Eslováquia classificada, Japão classificado, Pepe x Felipe Melo, fracassou o dia sem Globo, cabeçada de Heinze na câmera, Argentina passa com gol irregular, Alemanha passa com gol irregular, queremos tecnologia na arbitragem, Mick Jagger elimina Inglaterra, Mick Jagger elimina os EUA, chupa Chile, anúncio errado na Folha, David Maravilla, chupa Portugal, chupa Komano, Mick Jagger elimina o Brasil, chupa Felipe Melo, chupa Dunga, Sneijder Bátema e Arjen Robben, chupa Maradona, chupa Argentina, Klose quase recordista, mãozinha de Suárez, chute de Gyan na trave e o melhor minuto da copa, cavadinha de Loco Abreu, Gana perde pênaltis, Cardoso perde pênalti, Xabi Alonso perde pênalti, Larissa Riquelme perde aposta mas sai pelada, jabulanada de van Bronckhorst, jabulanada de Forlán, chute de Cáceres na cara do holandês, cabeçada de Puyol, cadê a Alemahha, Uruguai até o fim, bola na trave de Forlán, duas viradas e terceiro lugar, botinadas holandesas, defesa de Casillas, doze cartões amarelos, um vermelho, gol de Iniesta, Dani Jarque sempre conosco, finalmente a taça, festa espanhola, beijo na Sara Carbonero, viva o Twitter, viva Madiba e viva o polvo Paul.

Rápido, não? Pois a Folha.com conseguiu sintetizar ainda mais o Mundial:

Polvo Paul ganha réplica da Taça Fifa

Pedrox

 

Paul, o polvo profeta, foi devidamente recompensado após o término da Copa do Mundo.

Primeiro recebeu a gratidão da Seleção Espanhola através de Iniesta, autor do gol do título, que comemorou em seu país com uma miniatura do do polvo em suas mãos.

Depois, o molusco, que acertou todos os resultados da Alemanha na competição e ainda previu que a Espanha seria campeã mundial, também ganhou a sua Taça Fifa.

E pelo jeito gostou, espia na reportagem do Portal R7:

Parabéns, Paul! Você merece!

Leia mais sobre o Polvo Profeta.

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