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	<title>Camarim</title>
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	<description>Menina Eva vai ao teatro</description>
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		<title>A encrenca dos meus sonhos</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Nov 2011 00:19:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eva</dc:creator>
				<category><![CDATA[A arte imita a vida]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Teatro]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu ando cansada, sabe. Não tenho tempo de almoçar, estou montando três textos diferentes pra três discipinas da faculdade, ensaiando uma peça, e ainda trabalho em uma repartição pela manhã. Saio cedo, volto depois das nove da noite, não tenho carro. Fiquei dois meses sem tirar a sobrancelha, por absoluta falta de tempo. Arrumo minha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu ando cansada, sabe. Não tenho tempo de almoçar, estou montando três textos diferentes pra três discipinas da faculdade, ensaiando uma peça, e ainda trabalho em uma repartição pela manhã. Saio cedo, volto depois das nove da noite, não tenho carro. Fiquei dois meses sem tirar a sobrancelha, por absoluta falta de tempo. </p>
<p>Arrumo minha mochila e tenho que colocar agasalho, guarda-chuva, remédios, escova de dente, pois nunca volto em casa e posso precisar de alguma coisa. </p>
<p>Mas, sabe de uma coisa? Eu estou estudando Ibsen. Brecht. Finalmente pude ler &#8220;Eles não usam black-tie&#8221;, peça da qual só ouvi falar. Na hora do intervalo, sentamos na lanchonete e conversamos sobre iluminação e cenário, sobre trabalho de voz. Sábado tive que explicar pra minha mãe o que era &#8220;fazer aula de corpo&#8221;. Estamos planejando uma montagem experimental de Sarah Kane em janeiro. </p>
<p>E eu nunca estive tão próxima do que eu sou de verdade, do que eu sempre quis ser, do que eu imagino pra mim mesma. </p>
<p>Debaixo das sobrancelhas tortas, meus olhos brilham. E é só isso que me salva. </p>
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		<title>Moldar, Flutuar, Voar, Irradiar</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2011 14:17:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Interpretação]]></category>
		<category><![CDATA[exercícios teatrais]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[laboratórios teatrais]]></category>
		<category><![CDATA[técnicas teatrais]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Sinto que meu coração é um sol, e dentro dele habita outro sol muito maior, querendo irradiar-se do meu peito.&#8221; São Francisco de Assis Desde o segundo período aguardávamos o momento de cursar a disciplina Interpretação I, convidada para ministrar a disciplina de Interpretação I. Melissa. Ela estava ensinando pra nos umas técnicas de mimese [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Sinto que meu coração é um sol, e dentro dele habita outro sol muito maior, querendo irradiar-se do meu peito.&#8221;<br />
São Francisco de Assis</p>
<p>Desde o segundo período aguardávamos o momento de cursar a disciplina Interpretação I, convidada para ministrar a disciplina de Interpretação I. Melissa.</p>
<p>Ela estava ensinando pra nos umas técnicas de mimese corpórea, ainda estamos no início, nem sei conceituar.</p>
<p>Ela passou quatro ações do Tchécov para fazermos. A primeira é moldar: é como se o corpo estivesse mergulhado no barro, e a energia fluia do centro do quadril, e o corpo ia moldando o barro ao redor. A segunda é Flutuar: é como se o ponto entre os olhos fosse &#8220;inflável&#8221;, e nós estivéssemos imersos na água, flutuando. O terceiro é voar: a energia nasce do meio dos (das?) omoplatas, e os movimentos são de cortar o ar, riscar o céu. A turma tava numa sintonia ótima, nenhuma esbarrão, muita velocidade e movimentos bonitos. Eu estava exaurida, com aquele suor que escorre dentro do olho, molha a gola da camiseta, ensopa o cabelo, sabem? Indo sempre dentro do limite.</p>
<p>Aí ela disse que o quarto movimento é Irradiar. E que é o mais difícil, pois não tem movimento base ou ponto de foco. &#8220;É como se o coração irradiasse e saísse pela ponta dos dedos, pelos olhos, e você só consegue ficar na posição do homem vitruviano&#8221;.</p>
<p>Eu pensei: &#8220;Fodeu, esse não consigo fazer.&#8221; Passando mal de suar, comecei a tentar concentrar na irradiação. Sempre tive inveja dos meus amigos artistas/espíritas, que faziam visualizações loucas, flutuavam sobre manaus, atingiam o universo, mergulhavam nos fluidos e coisa assim. Eu sempre fazia uma imaginação do cenário, mas nunca VIVI uma viagem astral, apenas mentalizava imagens, o que é relaxante e gostoso, porém não é máááááágico e tal. E eu não bebo nem &#8220;viajo&#8221;, né? <img src='http://dialetica.org/camarim/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Três vezes eu pensei: vou sentar e ficar observando, esse eu não vou conseguir fazer. Quando pensei a terceira vez, olha que loucura, ela falou pro grupo &#8220;Segura, segura, não desiste não, tem que tentar!&#8221;</p>
<p>E não sei o que foi, eu imaginei meu coração ficando incandescente, e de repente saiu uma coisa de dentro de mim, que, PUTZ, irradiava pros braços, eu não conseguia mais deixar os braços penderem relaxados. Eles foram esticando, como se <strong>voooooshhhhh</strong> jorrasse uma coisa do meu coração e NOSSA eu fiquei na posição do homem vitruviano e eu irradiava, os olhos irradiavam, eu estava tão feliz e me movendo como se fosse mestra naquilo, sem esbarrar em ninguém, como uma dança de espantalhozinhos felizes.</p>
<p>Quando o exercício parou, eu sentei no chão e chorei tanto que o pessoal veio perguntar se eu tava passando bem.</p>
<p>Eu esperava sentir essa plenitude há doze anos, quando entrei no grupo de teatro. E nem lembrava mais que era <em>isso </em>que eu queria.</p>
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		<title>Stanislavski</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Sep 2011 20:50:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ars Longa]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Graduação em Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Livros de Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Minha vida na Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Stanislavsi]]></category>
		<category><![CDATA[UEA]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou de férias da Faculdade de Teatro. Nossas aulas recomeçam segunda feira, dia 19 de setembro. A professora de interpretação nos recomendou a leitura de dois livros: &#8220;Minha vida na arte&#8221;, do Constantin Stanislavski, e a peça &#8220;A Gaivota&#8221;, de Tchécov. Tentamos encontrar o Stanislavski pra baixar. Não encontramos em português nem em inglês &#8211; [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou de férias da Faculdade de Teatro. Nossas aulas recomeçam segunda feira, dia 19 de setembro. </p>
<p>A professora de interpretação nos recomendou a leitura de dois livros: &#8220;Minha vida na arte&#8221;, do Constantin Stanislavski, e a peça &#8220;A Gaivota&#8221;, de Tchécov. </p>
<p>Tentamos encontrar o Stanislavski pra baixar. Não encontramos em português nem em inglês &#8211; achei apenas uma versão em um idioma que pode ser romeno ou esperanto, não faz diferença: Mea Veata en arta. </p>
<p>Tentamos comprar em livrarias. O livro não existe mais; a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Civiliza%C3%A7%C3%A3o_Brasileira">editora fechou há alguns anos</a>, estava esgotado em todas as livrarias online. </p>
<p>Partimos para os sebos. O Estante Virtual só dispunha de dois exemplares: um custava 160, o outro, 150 reais. A coordenadora do curso arrematou o de 150 antes que fosse tarde. </p>
<p>Pegamos o livro e fomos tirar cópias, perfeitamente justificadas ante a raridade do exemplar. Com encadernação, cada cópia saiu por dezesseis reais. Nada mal.</p>
<p>Comecei a ler nas férias. E fiquei surpresa: o Stanislavsi era um menino rico, que recebeu finíssima educação intelectual e artística: ele relata que era habitual a família ir ao balé, à ópera e ao circo. </p>
<p>Eles montavam peças na &#8220;residência de verão&#8221; da família. Com figurino e música, gente. É muito diferente da Eva brincando no quintal de casa &#8211; embora eu também elaborasse meus figurinos, hehehe.</p>
<p>E, o que me deixou mais surpresa: o Stanislavski foi contemporâneo do Tolstói, do Tchécov, trabalhou lado a lado com Tchaikovski. É como se um monte de gênios houvesse combinado de nascer no mesmo lugar e época!</p>
<p>Gente, o que é que colocavam na comida desse pessoal? O mesmo pra mim, por favor!</p>
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		<title>Notas de aula</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jul 2011 02:42:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Camarim]]></category>

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		<description><![CDATA[Você devia ir ler meu texto do meu Blog Cintaliga. Vai lá.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você devia ir ler meu texto do meu Blog <a href="http://www.interney.net/blogs/cintaliga/2011/07/18/o_tejo_nao_e_o_rio_que_corta_minha_aldei/">Cintaliga</a>. Vai lá.</p>
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		<title>Oficina com adolescentes</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Jun 2011 15:54:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Camarim]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu mando eles ficarem na ponta dos pés, eles começam a dizer que dói. Eu digo para eles se alongarem com cuidado, para não machucar ou distender algum músculo, eles se contorcem como minhoquinhas. Eu digo para que eles se concentrem, evitem falar, e eles cutucam o amigo do lado. Riem o tempo todo, histericamente. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu mando eles ficarem na ponta dos pés, eles começam a dizer que dói. Eu digo para eles se alongarem com cuidado, para não machucar ou distender algum músculo, eles se contorcem como minhoquinhas. </p>
<p>Eu digo para que eles se concentrem, evitem falar, e eles cutucam o amigo do lado. Riem o tempo todo, histericamente. Eu peço silêncio, eles me olham de lado e continuam rindo, pois &#8211; ora, ora &#8211;  eu sou ridícula.</p>
<p>Eu explico como é o corpo em plano baixo, e eles me chamam de aranha. Sugiro que façam movimentos mais rápidos, e eles imitam um ataque epiléptico. Puxam o cabelo de meu parceiro, batem nas paredes, conversam sem parar ao mesmo tempo que realizam momvimentos difíceis. </p>
<p>Eu e meus colegas ministrantes da oficina variamos as intenções: suplicamos, depois imploramos, depois ralhamos, depois pedimos por favor, depois pegamos o menino pelo ombro e dizemos &#8220;PÁRA AGORA com isso&#8221;.<br />
Rimos também, porque para nós eles são transparentes como bolhas de sabão, e nós conseguimos enxergar todas as relações que eles pensam ser segredo: a menina que gosta do melhor amigo, e por não saber lidar com isso, dá tapas violentos nas costas dele (fico pensando se um dia os tapas serão beijos!); o rapaz que é tão tímido e envergonhado que ri sem parar e nos fala, esperando que acreditemos &#8220;não consigo, tia, não consigo ficar sem rir, não consigo me alongar, não consigo obedecer&#8221; &#8211; no fundo, ele é o que mais tem vontade de fazer teatro; a líder natural que tenta ser mãe dos colegas, berrando para que eles nos obedeçam &#8220;fica quieto, Fulano, te manca&#8221;. </p>
<p>Sinto as energias deles vindo pra mim, numa escaldante manhã de sábado de feriadão, quando eles poderiam estar em casa, se quisessem: não vale nota! Sinto-me perdida, fora de controle, frustrada, animada, esperançosa, tudo ao mesmo tempo.  </p>
<p>E, ainda assim, eles me obedecem. Fazem os exercícios, se alongam, pulam na ponta do pé, e viram pra mim e perguntam: &#8220;Plano médio pode ser assim, Tia Eva?&#8221;</p>
<p>Amor é assim mesmo, complicado. </p>
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		<title>Destruir para Reconstruir</title>
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		<pubDate>Sat, 14 May 2011 16:03:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[croquis]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Figurino]]></category>
		<category><![CDATA[Graduação em Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[UEA]]></category>

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		<description><![CDATA[O Professor João Fernandes, que está ministrando a disciplina de Elementos Visuais do Espetáculo (3º período &#8211; Teatro/UEA), passou uma trabalho que me deixou em pânico. Eu teria que conceber um figurino a partir de uma pintura. Para a execução, só poderia ser usada a técnica de &#8220;reconstrução&#8221; &#8211; comprar o tecido e mandar a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Professor João Fernandes, que está ministrando a disciplina de Elementos Visuais do Espetáculo (3º período &#8211; Teatro/UEA), passou uma trabalho que me deixou em pânico. Eu teria que conceber um figurino a partir de uma pintura. Para a execução, só poderia ser usada a técnica de &#8220;reconstrução&#8221; &#8211; comprar o tecido e mandar a costureira fazer NÃO VALE!</p>
<p>Parti pra escolher as pinturas que serviriam de inspiração. Devo admitir que eu roubei um pouquinho nessa regra: escolhi pinturas que encaixavam direitinho com o material que eu tinha disponível em casa&#8230; Como o quadro Sereia, do pintor brasileiro Volpi:</p>
<p><img src="http://1.bp.blogspot.com/_u_GXYrboBgo/SD3qNM5xYdI/AAAAAAAABWs/QJDonOUq3EM/s400/Volpi-1%5B1%5D.JPG" alt="Sereia - Volpi (1960)" /></p>
<p>Vi essa ideia no <a href="http://www.craftster.org/forum/index.php?topic=98837.0">Craftser</a> de fazer um vestido com camisas hering. E todo mundo tem pilhas de camisetas promocionais, não é? Eu tinha camisas brancas, pretas e verdes&#8230;o quadro é branco, preto, e verde&#8230;</p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/12750118@N05/5719227096/" title="P1160421 por MeninaEva, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3423/5719227096_1424465cc6.jpg" width="375" height="500" alt="P1160421"></a></p>
<p>Então, recortei a frente das camisas. Consegui cinco &#8220;trapézios&#8221;. Medi minha cintura, que deu&#8230; um metro! (breve momento de dor e sofrimento).  O lado menor de cada um dos cinco trapézios teria de ter vinte centímetros. </p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/12750118@N05/5719236198/" title="P1160422 por MeninaEva, no Flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2451/5719236198_8bf37079b8.jpg" width="500" height="375" alt="P1160422"></a></p>
<p>Ficou mal-acabado, pois não quis me arriscar a fazer a barra da saia, mas o conceito é ótimo! Emendei os gomos com a máquina de costura. </p>
<p><a href="http://www.flickr.com/photos/12750118@N05/5718648189/" title="Roupa Sereia por MeninaEva, no Flickr"><img src="http://farm3.static.flickr.com/2002/5718648189_28b39d3161.jpg" width="375" height="500" alt="Roupa Sereia"></a></p>
<p>Saia de cinco gomos, feita com camisas hering; blusa preta com aplicação de camisa hering; na cabeça, lenço da mamãe (anos 70 que não voltam mais), sandália havaiana com &#8220;aplicação&#8221; de tornozeleira de camisa hering. Ou seja, um traje completamente reconstruído!</p>
<p>Vamos fazer uma apresentação com essas roupas no fim do semestre. Essa foi a que eu mais gostei.</p>
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		<title>Vamos tirar as teias de aranha</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Feb 2011 00:45:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Camarim]]></category>

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		<description><![CDATA[Gente, passaram dois períodos da Faculdade de Teatro, e eu não escrevi mais nada. Que vergonha. Tô preparando uns textos novos, prometo que vou escrever nessa semana, tá?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gente, passaram dois períodos da Faculdade de Teatro, e eu não escrevi mais nada. Que vergonha. </p>
<p>Tô preparando uns textos novos, prometo que vou escrever nessa semana, tá?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Crianças em cursos de teatro</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Aug 2010 23:15:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Camarim]]></category>
		<category><![CDATA[grupos de teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Interpretação]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Infantil]]></category>

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		<description><![CDATA[A Lainny colocou um comentário neste texto meu, e ela pergunta qual seria uma idade adequada para fazer curso de teatro. Vejam só: quantos anos precisa para poder fazer um curso de teatro?assim por que eu ja penso no meu futuro e ja pretendo fazer teatro desde pequena! por favor me responda. Eu suponho que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Lainny colocou <a href="http://dialetica.org/camarim/2009/10/19/curso-superior-de-teatro-em-manaus-finalmente/comment-page-1/#comment-114">um comentário neste texto meu</a>, e ela pergunta qual seria uma idade adequada para fazer curso de teatro. Vejam só:</p>
<p><em>quantos anos precisa para poder fazer um curso de teatro?assim por que eu ja penso no meu futuro e ja pretendo fazer teatro desde pequena! por favor me responda.</em></p>
<p>Eu suponho que ela seja bem novinha, dez a doze anos; e também suponho que ainda não esteja muito claro para ela se quer fazer &#8220;Teatro&#8221; ou se quer &#8220;interpretar&#8221;,ou ainda, se quer ser &#8220;famosa&#8221;; então enviei uma resposta pessoal. Infelizmente, o e-mail voltou. Então, publico aqui, na esperança de que ela volte e veja a resposta que escrevi.</p>
<p>Em todo caso, espero que essa resposta seja útil pra outras pessoas que tenham o mesmo tipo de dúvida.<br />
<em><br />
Oi, Lainny!<br />
Você mandou um comentário no meu blog Camarim. Nele, você pergunta qual a idade mínima para fazer curso de teatro. </p>
<p>Olha, Lainny, eu acho possível cursar interpretação desde pequena. Acho mesmo. Temos atores que começaram bem novinhos e se tornaram adultos reconhecidos em sua profissão: Glória Pires, Deborah Secco, Leandra Leal, Selton Mello, no Brasil; internacionalmente, eu poderia citar Dakota Fanning, Daniel Radcliffe (dos filmes Harry Potter), e ainda muitos outros. </p>
<p>Porém, antes de buscar um curso na sua cidade (você não disse onde mora, nem quantos anos tem. É em Manaus? Você é muito criança?), eu recomendo que você seja uma boa espectadora. Assista a espetáculos de teatro. Veja filmes, filmes antigos, filmes recentes, filmes brasileiros. Veja televisão, sim, veja televisão. E também tente apreciar pintura, fotografia, música, dança, esportes. Quem é muito novo se beneficia tanto com a diversidade de experiências! (E quem não é muito novo, também.) Leia a parte cultural do jornal. Leia livros sobre teatro, cinema, biografias de atrizes que você goste. Converse com o professor de artes da sua escola. </p>
<p>(Estou supondo que você tenha onze ou doze anos, mas pode ser que você tenha mais ou menos do que isso.)</p>
<p>Aííí, quando você tiver um pequeno repertório de experiências, você vai começar a conviver com a cena cultural da sua cidade. Talvez tenha algum grupo de teatro infantil, não sei. Se tiver, você fica um pouquinho depois do espetáculo, e conversa com o elenco. Conversa mesmo, pergunta se algum deles dá aula, ou se participa de algum curso que aceite menores de idade. </p>
<p>Já ouvi falar de cursos de interpretação pra crianças, mas são mais voltados pra Televisão, publicidade, sabe? A presença de crianças no teatro profissional não é tão comum assim. </p>
<p>Sabe, interpretar tem seu lado divertido, claro que tem; mas também é um trabalho, que requer empenho, disciplina, dedicação e tempo, ao menos algumas horas semanais.  Ensaios são normalmente repetitivos, às vezes frustantes. E não é muito fácil para crianças muito pequenas se concentrarem durante muito tempo em uma mesma tarefa.</p>
<p>Em todo caso, torne-se antes um apreciadora da arte de interpretar. Aos poucos, você vai achando seu caminho. E não tenha pressa: o teatro não é como a ginástica artística, ou o balé, que exigem que você comece muito criança para conseguir ser um profissional. Você pode começar no seu tempo.</em></p>
<p>O que vocês acham?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Complexo de Wikédipo</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 16:31:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Grego]]></category>
		<category><![CDATA[Tragédia Grega]]></category>

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		<description><![CDATA[Como sói acontecer na vida, uma coincidência me fez ler Édipo duas vezes na mesma semana. Na faculdade de Teatro, o professor de Literatura Dramática analisou em sala de aula a tragédia Édipo Rei, de Sófocles. E no laboratório de sábado, o Michel também procedeu à leitura de Édipo Rei. Primeiro comentário: apesar do tal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_135" class="wp-caption aligncenter" style="width: 390px"><a href="http://dialetica.org/camarim/files/2010/04/standuptragedy1.gif"><img src="http://dialetica.org/camarim/files/2010/04/standuptragedy1.gif" alt="" title="standuptragedy1" width="380" height="456" class="size-full wp-image-135" /></a><p class="wp-caption-text">Édipo, by Arnaldo Branco</p></div>
<p>Como sói acontecer na vida, uma coincidência me fez ler Édipo duas vezes na mesma semana. Na faculdade de Teatro, o professor de Literatura Dramática analisou em sala de aula a tragédia <em>Édipo Rei</em>, de Sófocles. E no laboratório de sábado, o Michel também procedeu à leitura de <em>Édipo Rei</em>. </p>
<p><em>Primeiro comentário</em>: apesar do tal &#8220;Complexo de Édipo&#8221; ser até um lugar-comum, sendo mencionado por muita gente, eu nunca havia lido a peça. O que nos leva ao</p>
<p><em>Segundo comentário</em>: QUE PEÇA. Nossa. Que texto, que situação, que palavras. Eu (que sou burra assumida) não imaginava que o flash-back já fosse utilizado na Grécia Antiga como recurso de narrativa. Comecei a ler esperando ver o nascimento do Édipo, a profecia, a entrega do bebê para a morte, etc etc. Mas não. A peça começa com o Édipo já rei de Tebas, casado com a Jocasta, muitos anos após o assasssinato do Laio. </p>
<p>(Contar quem são os personagens é considerado spoiler? Não posso acreditar que alguém com mais de quinze anos não saiba a história do Édipo. Ou posso?)</p>
<p>Pois bem: no laboratório, lemos o texto integral da peça, numa tradução em versos livres e brancos. Na sala de aula da UEA, lemos um trecho pequeno de uma tradução em prosa.</p>
<p>Mordida pelo bichinho da tragédia grega, fui procurar mais informações sobre montagens mais recentes de Édipo, nessa internet véia sem porteira. E sabem onde eu cheguei?Na wikipedia, claro.</p>
<p> O <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89dipo_Rei">artigo da wikipedia em português sobre Édipo Rei </a>é de tamanho médio, razoavelmente bem ilustrado. Mas quando fui ler, notei umas coisas estranhas. Por exemplo:</p>
<p><em>&#8220;uma tragédia, escrita por Sófocles por volta de 427 a.C., com a ajuda de Ranieri Mazzilli, grande colega de Sófocles.&#8221; </em></p>
<p>Ranieri Mazzilli? Aquele senhor que foi <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ranieri_Mazzilli">presidente do Brasil em duas ocasiões</a>, durante cerca de quarenta dias? COLEGA DO SÓFOCLES?</p>
<p><em>&#8220;Trata de uma parte do mito de Édipo, especificamente sua investigação sobre o assassinato de Mari Onnete, sua madrasta.&#8221;</em></p>
<p>Mari Onnete? Além da informação estar errada, esse nome é uma tolice.</p>
<p>Além disso, na versão em português há umas citações completamente sem sentido, desconectadas do texto e sem notinhas de rodapé. </p>
<p>Algum vândalo gaiatinho resolveu deturpar o artigo, e como a wikipedia em Português tem poucos editores (ou talvez ninguém se interesse em ser editor nos artigos sobre teatro), esses absurdos ficam lá, servindo de material de consulta. (E, tenho certeza, sendo copiados em centenas de trabalhos escolares e, valei-me pai do céu, acadêmicos.)</p>
<p>Para tirar a dúvida, consultei o mesmo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Oedipus_the_King">artigo na wikipedia em inglês.</a> A qualidade é bastante superior, o que confirma a minha percepção geral de que a Wikipedia em inglês é, sim, uma boa fonte de consulta. Lá não tem nada de Ranieri Mazzilli nem Mari Onnete. Tem trechos em grego (em grego antigo e moderno!), interpretação da profecia do Oráculo de Delfos, análise dos temas abordados na peça. E ainda tem a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Category:Plays_by_Sophocles">lista das peças de Sófocles </a>que chegaram ao nosso conhecimento. E tem links pra lugares onde se pode ler o texto integral da peça, on-line&#8230; em inglês, né.</p>
<p>Caso um dia eu tenha tempo, internet e paciência, tudo ao mesmo tempo, eu dou uma editada lá na Wikipedia em português. Um dia.</p>
<p>(A charge do Édipo Stand-up é do <a href="http://www.oesquema.com.br/mauhumor/2010/04/21/oedipus-wrecks.htm">Arnaldo Branco</a>, e me fez rolar de rir.)</p>
<p>Atualização: A <a href="http://semtemplate.blogspot.com">Darlana</a>, horrorizada com os absurdos, corrigiu o texto da Wikipedia. <img src='http://dialetica.org/camarim/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  Compare <a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=%C9dipo_Rei&amp;action=historysubmit&amp;diff=19914909&amp;oldid=19813176">aqui </a>a versão absurda com a versão corrigida por ela. </p>
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		<title>Teatro UEA &#8211; Recepção aos calouros</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Mar 2010 13:36:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Eva</dc:creator>
				<category><![CDATA[Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Amazonas]]></category>
		<category><![CDATA[Faculdade de Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Graduação em Teatro]]></category>
		<category><![CDATA[Teatro Amazonense]]></category>
		<category><![CDATA[UEA]]></category>

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		<description><![CDATA[Ontem, dia 29, foi o primeiro dia na UEA, depois de uma separação estranha &#8211; as aulas dos veteranos começaram dia 8 de março, e as dos calouros estavam marcadas pra começar dia 22, mas só começamos ontem, o que me levou a cogitar se os veteranos precisam estudar três semanas a mais do que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem, dia 29, foi o primeiro dia na UEA, depois de uma separação estranha &#8211; as aulas dos veteranos começaram dia 8 de março, e as dos calouros estavam marcadas pra começar dia 22, mas só começamos ontem, o que me levou a cogitar se os veteranos precisam estudar três semanas a mais do que nós porque somos menos importantes, mas tergiverso&#8230;</p>
<p>O processo de matrícula foi bem emocionante: eu procurava TODO DIA no site da UEA pela grade de disciplinas, por algum concurso para professores de Teatro, por uma chamada de processo seletivo simplicifcado e&#8230;NÃO VIA NADA.</p>
<p>Considerando que a UEA publica no <a href="http://www.uea.edu.br">site </a>aviso de que vai ter <a href="http://www3.uea.edu.br/noticia.php?dest=info&amp;noticia=16151">festa junina</a>, aviso de que o ano foi muito bom, aviso que <a href="http://www3.uea.edu.br/noticia.php?dest=info&amp;noticia=16394">vai passar filme</a>, achei que bem poderiam publicar aviso de que estavam selecionando (por concurso ou por seleção simplificada) professores para o curso de Teatro.</p>
<p>Mas, nenhum aviso houve, e tudo o que soubemos foram por boatos. DIZIAM que uma professora de Pernambuco veio, fez um projeto de curso e foi embora por &#8220;dificuldade de adaptação à instituição&#8221;. Diziam que não tínhamos nenhum professor. Depois, disseram que só faltavam dois professores. Depois, disseram que esperássemos. E esperamos.</p>
<p>E ontem, chegou o fim da nossa espera.Os cinquenta pioneiros do curso de Teatro, o primeiro curso superior de Teatro de Manaus, juntinhos, sentadinhos na sala 12, quinto andar &#8211; nossa casa, nosso QG.<br />
A coordenadora do curso, a doce professora Gigi (não é demais chamar uma coordenadora desse jeito?) matou nossa ansiedade, falando sobre a grade de disciplinas, aêêêê!</p>
<p>O curso vai ter três habilitações: Licenciatura em Teatro, Bacharelado em Direção e Bacharelado em Interpretação. A opção por Licenciatura ou Bacharelado ocorrerá no final do quarto semestre, e por um dos dois Bacharelados, no final do sexto semestre. A professora Gigi ainda quer incluir futuramente uma habilitação em Cinema e TV. Ai, ai, parece um sonho.</p>
<p>Depois da conversa com a coordenação, o ex-presidente do Centro Acadêmico de Turismo nos levou pra um tour (turismo, tour&#8230;sacou?) pelo prédio. Subimos e descemos várias vezes os dez lances de escadas, conhecendo o ambiente. CPD, NUTEC, Pastoral, Cantina, Sala dos Professores, Mini-Auditório. Achei superdelicado, explicar onde ficam as coisas pros calouros. Todos os funcionários nos dando as boas-vindas, e a gente percebeu que todos no prédio esperavam por nós. (Minhas lembranças da primeira graduação na UFAM incluem veteranos ensinando calouros a pegar ônibus errado, mandando gente do Campus pro MiniCampus, uma grosseria tola.)</p>
<p>Depois, a Big Band do IFAM (antigo CEFET, antiga ETFAM), fez um show pra gente, muito bom, com músicas de Tom Jobim, Luiz Gonzaga, Kleiton e Kledir e uma do próprio maestro, chamada &#8220;Feriado em Manaus&#8221;. Terminaram com &#8220;In the Mood&#8221;, claaaaaaro. <img src='http://dialetica.org/camarim/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Depois, fomos pra Biblioteca, e nos apresentamos. Tem gente de 17 a 50 anos, tem gente que trabalha com teatro, tem gente que largou outro curso no meio, tem gente (como eu) que já está na segunda graduação. Todo mundo cheio de expectativa e sonhos.</p>
<p>Queridos, eu estou TOTALMENTE deslumbrada. <img src='http://dialetica.org/camarim/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Não consigo ver essas coisas com cinismo, eu nasci pra ser feliz e otimista.</p>
<p>Hoje, tenho aula. Quando der, conto pra vocês das matérias e professores.</p>
<p>P.S.: A recepção aos calouros teve notinha no site da UEA, <a href="http://www.uea.edu.br/noticia.php?dest=info&amp;noticia=17143">aqui</a>. O curso de Teatro nem aparece na <a href="http://www2.uea.edu.br/categoria.php?categoria=GRA">lista de cursos de graduação</a>&#8230; Ai, ai&#8230; Isso porque o curso <a href="http://www2.uea.edu.br/noticia.php?dest=info&amp;noticia=16271">já estava previsto desde AGOSTO</a>&#8230;</p>
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