Café Mineiro

Marília e Rodrigo no Dialética

Cadastro de loja

Por Rodrigo | 21/09/2009, 14h10

Uma das coisas que mais me divertiu nos últimos tempos e que quero dividir com vocês aconteceu no Carrefour e depois no Extra.

Entramos eu e dona patroa para fazer as compras e fomos abordados pela menina do cadastro…
Todos já passaram por isso, e normalmente a resposta é a de sempre: não, obrigado, não estou interessado, hoje não…

Mas, outro dia dona esposa quis fazer este cadastro…

Ai começa a sessão de perguntas, primeiro comigo: nome, endereço, telefone, cargo/função, etc…
Chega a vez da esposa e está indo tudo bem… Até chegar no cargo/função…

Atendente: Trabalha?
Esposa: Substituo uma fono as vezes…
Atendente: Mas não é fixo, né?
Esposa: Não, não é…
Atendente: Bem, ai não vou estar podendo colocar essa informação então…
Estuda?
Esposa: Estou no probatório para mestrado…
Atendente: Mas ainda não esta matriculada, né?
Esposa: Não, to no probatório…
Atendente:Bem Sra, ai não vou estar podendo colocar essa informação também…
Acho que vou ter que estar colocando como “DO LAR”.

Neste momento eu quase gorfei!
Acho que preciso continuar né?
Pra dizer sobre a revolta da esposa ou qualquer coisa afim?
Virou piada isso entre nós e entre os amigos(as)…

Ps: Ela não sabia que iria escrever sobre isso!
Ps2: Se eu não for encontrado depois deste texto já sabem quem culpar! ;)

Homem moderno

Por Ma | 27/07/2009, 17h35

Os tempos mudaram… e só mudaram porque as pessoas também mudaram.

Não só as mulheres, que passaram a trabalhar fora (e ainda lutam por salários iguais), a estudar cada vez mais, a fazer trabalhos antes considerados masculinos_ como dirigir ônibus ou rejuntar o piso ;) .

Mas tenho percebido que a maioria dos homens da minha geração e das que se seguiram são bem diferentes dos homens da geração do meu pai.

Cresci habituada a ver meu pai subir no telhado pra fazer reparos, consertar chuveiro, passar fiação elétrica, fazer pequenas reformas em casa… coisa que, hoje em dia, poucos homens entre 20 e 35 anos fazem.

Acredito que seja pela facilidade que temos hoje em contratar um pedreiro, um marceneiro ou um encanador. Você vê um outro motivo também?

É engraçado ver essas mudanças. E não há o que criticar; são escolhas. Eu mesma odeio limpar casa e prefiro mil vezes trabalhar fora e pagar uma pessoa para limpar o apartamento.

Às vezes brinco com o Rodrigo, dizendo que ele não é o homem da casa, mas ele só é, digamos, um homem dos tempos modernos, ou melhor, pós-modernos.

Lilo

Por Ma | 23/07/2009, 23h32

Lilo, para quem não sabe, é nossa filha canina adotiva. A adotamos há pouco mais de um ano e meio. Ela é um doce: dengosa, esperta, carinhosa…e já veio “ensinada”: ela não faz xixi / cocô em casa, só nos seus passeios pela rua, duas vezes por dia. Por conta disso, acordamos mais cedo durante a semana para passearmos com ela antes de sair para o trabalho.

E no final de semana? Bem, no final de semana geralmente ela me deixa curtir a cama por mais algumas horas (quando não tenho que trabalhar também); e me acorda por volta das dez da manhã_ detalhe, se estamos eu e o Rodrigo dormindo, ela sempre me chama.

Já o Rodrigo não tem tanta sorte: é eu sair pra trabalhar no sábado que em no máximo 30 minutos ela já está pedindo pra ir passear; ou seja, umas oito da manhã!

Eu, toda contente, digo que ela gosta de ficar dormindo com a mamãe; o Rodrigo, todo esnobe, diz que ela gosta mais de passear com ele do que comigo. Mimimi…

——-

Ainda no assunto Lilo…

Hoje foi hilário!!!

Eu e o Rodrigo estávamos saindo pra trabalhar. Já estávamos no hall de entrada quando percebi que estava de tênis!! Pedi pro Rodrigo me esperar e subi até o apartamento. Quando abri a porta, a Lilo ficou me olhando, do sofá, com uma cara de quem fez arte!! Cheguei perto e vi, no sofá, um queijo cabacinha todo mordido! Ela teve a capacidade de esperar a gente sair de casa pra ir até a cozinha, ficar na “ponta das patas”, pegar o queijo de cima da mesa e levar para o sofá pra deliciar-se com ele. É mole?

Pior foi a cara que ela fez quando me viu abrindo a porta!! Tipo “O que você tá fazendo aqui?” e “Ops!”.

Vida simples

Por Ma | 09/07/2009, 21h10

Ser gente grande não é mesmo fácil: ter que trabalhar bastante, pra ganhar um pouquinho, pra usar o dindin pagando contas e, quando sobra, passeando.

E é um círculo tão fechado que às vezes me sinto presa dentro dele. Por vezes não me permito sair ou relaxar se as “obrigações” de casa, trabalho e escola não estiverem em dia_ o pior é que elas nunca estão e esta situação fica me incomodando.

Hoje percebi o quão gente grande chata eu posso virar se não me permitir viver, quebrar esse círculo vicioso.

Trabalhamos hoje, feriado, até meio-dia; eu no hospital e o Rodrigo em casa, pela internet. Combinamos de ele ir me buscar para almoçarmos fora. Ainda não estávamos com fome e sugeri de darmos uma voltinha de moto pela cidade. Ele me disse que tinha outros planos. Subimos na moto e passamos em casa, pois ele queria que eu deixasse minha bolsa (pois atrapalha um pouco, na moto).

E me disse que estava querendo ir pra praia, pra Santos, almoçar lá. Devo ter olhado para ele com uma cara de ET, pois ele quase desistiu da aventura.

Desde que temos moto, há uns três ou quatro anos, ele sempre falou de fazermos pequenas viagens de moto, para a praia ou cidades próximas. Mas isso nunca aconteceu, por diversos motivos. E hoje, ao ser pega de surpresa com essa proposta, me vi pensando em n coisas: que não estávamos vestidos com roupa/sapato de proteção, nem levávamos capa de chuva, nem tínhamos nos programado, nem isso nem aquilo.

Sempre achei o máximo ouvir histórias de “aventuras” de amigos e eu estava me negando a viajar pra praia só porque não tinha sido planejado dias antes. Achei muita velhacaria de minha parte. E aceitei o convite. Ainda bem!

O caminho é lindo: a estrada aparecendo e sumindo por dentro da Serra do Mar é uma visão muito bonita; ainda mais de moto. Andar descalça na areia, molhar os pés no mar, sentar num quiosque… tudo foi tão relaxante e tão maravilhoso. E rápido: da porta de casa até a areia da praia levamos uns 45 minutos. Fiquei me perguntando como não havíamos feito isso antes.

E tudo tão simples, sem as complicações que nós, gente grande, inventamos pra nos policiar.

Bom demais!

PS: Estou querendo arrecadar fundos para comprar um pequeno apê de frente pro mar em Santos. Quem se habilita a fazer a primeira doação? ;)

Vida de Gente Grande

Por Rodrigo | 30/06/2009, 22h17

“Quando eu era uma criança, eu pensava como uma criança, andava como uma criança e agia como criança. Mas agora que já sou adulto devo deixar de lado as coisas de criança. ” (I Coríntios 13, 11)

O que ninguém me contou quando era criança era que dava tanto trabalho e tomava tanto tempo assim essa vida adulta. Eu via as pessoas grandes com seus trabalhos importantes e achava mágico, ser por exemplo um professor, ensinar aos outros, ser um médico que cura as pessoas…

Mas não parava para pensar em quão trabalhoso isso é. Na época nem via meus pais sofrendo isso, também por que minha mente sempre estava ocupada em outras coisas.

Hoje, quando a corrida dos ratos me pegou e não vejo uma saída próxima, olho tanto para frente quanto para trás e digo:
_Não quero mais essa vida de Gente Grande.

A Gente Grande não tem tempo! Seja para brincar, seja para se divertir, divertir quem se gosta, seja até para um cafuné… Sempre correndo, assumindo responsabilidades e nessa “brincadeira” acabando por perder contato com os amigos da antiga, aqueles que cresceram junto com a gente, que nos viram ficar apaixonados pela primeira vez, que nos ajudaram na escola, que jogávamos juntos futebol na quadra do bairro…

Infelizmente, com a grande maioria dos meus amigos eu só converso por e-mail ou msn; os que ainda não aderiram à vida digital eu tenho falado menos ainda…

Nessa vida de gente grande até a familia mesmo acaba sendo deixada um pouco de lado, e na maioria dos casos falamos que é natural, que é um processo da vida “se desligar” de seus pais. Talvez, mas só se for um processo da morte… Uma preparação inconsciente para esse desligamento.

Sinto nos ombros hoje a responsabilidade de viver em dois mundos. afinal nunca me permiti abandonar minha criança interior por completo, mas tenho responsabilidades da Gente Grande que podam e encoleram minha criança…

Eu não tenho a resposta final deste post, não tenho a medida de balanço perfeito entre essas duas vidas…
Só me sinto dividido entre elas…
Normalmente a balança esta pendendo para um lado, o lado Gente Grande pesa mais…
Acho até que é isso o que me incomoda realmente. Não poder ser o contrário…

Mas aí vem a pergunta do Morpheus nesse momento:
Se eu pudesse, eu realmente iria querer?!

Mais no Dialetica.org:
Creative Commons 2008 - 2012 Alguns direitos reservados • Dialetica.org utiliza WordPress 3.3.1 WordPress