Café Mineiro

Marília e Rodrigo no Dialética

Mazelas da mulher moderna

Por Ma | 18/06/2010, 12h29

“Mulher moderna”.

Nome simpático pra representar a mulher de hoje: sobrecarregada de serviço, estudando pra ficar sempre atualizada, cuidando da casa, do marido, dos filhos (e do cachorro)… e ainda saindo com os amigos, indo ao cinema, lendo um livro…

Ufa! Essa mulher de hoje ter que ter muita disposição! E contar muito com a compreensão da sua família!

Sempre quis trabalhar e ter meu próprio dinheiro. E ainda acho isso ótimo. Mas sinto falta de ficar mais em casa, de cozinhar mais comidas gostosas, de ficar mais com meu marido e minha cachorra… Cuidar de casa (leia-se faxinar) não! Odeio limpar casa!

Nessa luta pra pagar as contas, fazer umas comprinhas e melhorar de vida, tenho 2 empregos e faço mestrado. Ando me questionando muito sobre tudo isso. Vale a pena ou não?

A questào é que preciso disso _não vamos colocar em pauta se as coisas que julgo precisar são realmente necessárias (nesse último final de semana prolongado vi que não é preciso muita coisa pra ser feliz!).

E essa loucura será por pouco tempo. Logo termino mestrado. Mais pra frente virão os irmãos da Lilo (ah, sim, serão dois: um menino e uma menina!). E ficarei com um só emprego.

Ou então o marido terá um super-aumento e ficarei em casa, de pernas pro ar. Ou então ganharemos na mega-sena e nos aposentaremos precocemente! Sonhar não custa nada…

O retorno

Por Ma | 24/03/2010, 15h23

Este mês nosso Café Mineiro completa um ano! Como passou rápido… Não conseguimos escrever nele todas as nossas idéias iniciais, mas nunca é tarde; devagar e sempre!

Um ano passa rápido, mas não é por isso que devemos deixar o tempo nos levar para onde quer, com nossos compromissos e acomodações. Temos que tomar as rédeas dele e agir, sempre. Senão a coisa fica monótona e a gente nem se dá conta…

Ficamos um tempão sem vir aqui… casamento tem seus momentos difíceis, assim como todo relacionamento humano.

Nossa crise foi dura, difícil mesmo! Ainda não passou por completo, mas acertamos nossa estrada e estamos caminhando por ela.

Tempo de aprendizado, dedicação e paciência. E de muito amor, claro, senão não estaríamos aqui.

Estamos jogando frescobol

Aos amigos, nosso agradecimento pela força! ;)

Paulistana de nascimento e de coração…

Por Ma | 21/10/2009, 20h38

… e mineira, mineiríssima, de alma.

Não sei se todo mineiro tem esse carinho por Minas, ou se só mesmo quem, assim como eu, foi criada no Estado, tem família no Estado, mesmo pertencendo a outro lugar, de nascença.

Pra dizer a verdade, não sei se existem muitas pessoas apaixonadas pelo lugar onde nasceram ou cresceram. Eu amo São Paulo, e não pretendo sair daqui. Mas tenho um carinho imenso por Minas.

Minas transpira poesia: no falar de seu povo, na particularidade da língua, nos quitutes, nos costumes.

Mineiro adora receber visita. E a visita não pode sair de barriga vazia: tem sempre um café preto e umas quitandas à espreita. Lembrando que quitanda, em Minas, tem sinônimo de quitute: broa de fubá, bolo, pão de queijo…

Mineiro adora jogar conversa fora ao redor da mesa da cozinha, que chega a ser mais acolhedora que a sala de visitas.

E a comida típica mineira? Não existe melhor no mundo! Frango ao molho pardo, canjiquinha, costelinha com couve, angu, feijão tropeiro, rabada…

E foi exatamente daí que me brotou esse cheiro saudoso de Minas: consegui comprar, finalmente, o primeiro volume da Coleção Cozinha Regional Brasileira da Abril. Foi o volume mais relançado da coleção até agora e, mesmo assim, nunca encontrava-o na banca. Não estou fazendo a coleção inteira, só a de alguns Estados mais queridos (MG, SP e os do Sul).

Dentre todos os livrinhos que já tenho, o de Minas é o mais poético: o capítulo de quitandas está lá, minhas comidas preferidas também, uma parte da história está lá. E tem início com uma gostosa introdução de Frei Betto (clique aqui).

Ê trem bão!

Qual é sua banda?

Por Rodrigo | 05/10/2009, 23h21

Antigamente, podia se dizer muito sobre a personalidade de uma pessoa pela banda que ela gostava e pela devoção que ela dedicava a esta banda…

Eu digo antigamente porquê hoje, se você fosse considerar as bandas de “Rock” só exestiriam emos…

Há mais de um mês fui ver duas das bandas da antiga, que ainda fazem rock’n'roll “clássico”.
Eu e a esposa fomos ver um show duplo de BLITZ e Ultraje a Rigor.

Eu fui mesmo para ver Ultraje, uma das bandas que tem as letras mais legais e engraçadas de todos os tempos.

Na verdade a banda que eu mais gostava era Legião Urbana. Mais pelas letras e música do que qualquer outra coisa. Já a dona esposa foi fã de carteirinha mesmo de Legião, de ter livro sobre e todos os discos.

A primeira vez que eu botei os olhos na dona Marília (isso há décadas), já saímos conversando sobre Legião e cantando uma das músicas.

Música era atitude também. E a Legião simbolizava fortemente isso. A idéia de tentar modificar a realidade a nossa volta, de tentar fazer alguma coisa, fazer a sua parte.

Outra banda que sempre gostei é o Iron Maiden. Por ser um som mais pesado e com o vocalista gritando alto, as pessoas achavam que as letras não tinham conteúdo; o que não é verdade. Como exemplo, há letras de músicas que citam Alexandre, o Grande, as guerras inglesas…

Não dá pra citar todas as bandas que gosto, pois são muitas: Pink Floyd, The Doors… E você? Com qual banda se identifica?

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Putz, o show foi impagável. Blitz foi muito bom, mas Ultraje foi inesquecível!

Eu nunca havia ido a um show de rock nacional, apesar de adorar.  Tinha visto outros artistas que considero mais pop do que rock. Saí de lá com a adrenalina a mil! Querendo escutar e pular mais três horas de Ultraje! Bom demais!!

Adoro escutar Legião… sempre fui fã; de ter todos os CDs originais, lata, livro, camiseta… e fazer parte de um fã-clube. E sim, minha primeira conversa com o marido foi ao som de Legião, no salão de festas da escola, uma banda adolescente tocando.

Aliás, várias histórias do nosso início têm as músicas da banda como pano de fundo: já cheguei a dar um CD que eu tinha pra ele porque não iria chegar um novo na loja até a data do aniversário, já digitei todas as letras de música e fiz um encadernamento bem legal pra ele (entenda, eu tinha 13 ou 14 anos e não existia internet em casa), já saímos cantarolando Faroeste pela rua principal de Poços (a letra toda errada, assim como a que ele digitou e me entregou, com meu nome escrito errado…).

Qual é a minha banda hoje? Eu não sei. Minhas bandas / cantores preferidos continuam sendo os que já gostava há tempos. Algumas poucas músicas de novas bandas entraram em meu playlist tão fechado. Saudosismo? Tendência de achar que a música do meu tempo de adolescente era melhor que a de agora? Pode ser que sim, pode ser que não.

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