Segue a vida, segue o trem
passa a hora
namora na janela da esperança
que a vida urge no alpendre d’alma
Segue a vida, segue o trem
dobra a montanha
passagem e viagem numa só estação
Segue a vida…
Segue o trem…
Nossa vida está seguindo realmente, passando por montanhas, atravessando desfiladeiros e ainda está passando por provações…
O manual de instruções se perdeu em algum lugar, nada é fácil e muito menos grátis. Deve estar em algum lugar no espaço… Perdido ou mesmo gravado em uma parede em letras de fogo como a mensagem final de Deus para nós… (Desculpe por todo o incomodo!)
A única coisa que temos certeza é que “ESTAMOS JUNTOS (E NOS AMAMOS)*”. Somos o hashi. Os dois, unidos.
*colaboração da Má ;)
Baby, oh Baby, my sweet baby, you’re the one…
Love is Strange
Marido viajando novamente a trabalho, dessa vez foi tomar um chopp e comer camarão em Copacab…, quer dizer, trabalhar no Rio de Janeiro. Ainda bem que por três dias apenas! Mas eu e canina estamos na maior saudade…
Pra alimentar minha saudade resolvi alugar Dirty Dancing, um filminho gostoso com o charmoso Patrick Swayze e a irmã do Ferris Bueller. Só tinha visto o filme na minha adolescência e ele me marcou desde então; não tanto pela história, que não tem nada de mais, mas pela música, pela dança, pela sensualidade.
E, embora seja quase uma balzaca, não tenho vergonha alguma de dizer que seria um sonho dançar a música final com o amore de minha vida! Animou aí, Rô?
The time of my life
Marido voltou da viagem a trabalho, na qual ficou 2 semanas… Ficou uma semana comigo e voltou a viajar, pra mais duas semanas de trabalho.
Nessa uma semana em que ele ficou aqui, fomos comer num restaurante japonês aqui perto de casa.
Não achamos o restaurante lá essas coisas, mas a frase que estava escrita em seu “jogo americano” (aquele papel retangular que se coloca sobre a mesa para apoiar pratos e talheres) era tão linda que tirei uma foto.
A qualidade ficou ruim… mas o que importa?
Falei pro marido que somos assim… um par de Hashis!
(Que saudades!)

“Os hashis não são apenas dois “pauzinhos”, eles se completam simbolizando a União, Parceria, ou seja, Um não funciona sem o Outro!”
Com ele tem sempre tanto barulho: alguma música, filme, vídeo na internet… tudo em volume alto, e eu sempre pedindo pra diminuir o som.
Com ele tem sempre mais trabalho: fazer a janta, lavar a louça, mais roupa pra lavar e pendurar no varal, suco pra fazer… eu indo sempre na cozinha pegar mais suco pra ele…
Com ele tem sempre a minha preocupação de trabalhar menos pra ficar mais com ele, de estar sempre cheirosa…
Com ele sempre perco a preferência da Lilo na hora de se encostar em alguém pra dormir.
Mas…
Sem ele é tudo tão silencioso!
É um prato só na mesa, é comer qualquer coisa à noite porque não dá ânimo fazer janta só pra um, é olhar a garrafa de suco vazia… é sentir-se mais cansada porque, além de trabalhar, tem que levar a Lilo pra passear de manhã e de tarde.
É ter vontade de abrir uma cervejinha e fumar um narguile mas não fazer nada disso porque seu grande companheiro não está e não tem graça fazer sozinha.
É esquecer de passar perfume…
Essa foi a primeira vez que ele saiu de viagem a trabalho. Saiu dia 29 à tarde, já deixando saudades em mim e na canina.
(E pensar que ele já passou por isso quatro vezes!)
Quando chego do passeio com ela, ela vem correndo para o computador, ver se o pai já chegou em casa. Estamos sentindo sua falta!
Agora, ainda faltam sete dias pra ele voltar… nossa contagem é sempre regressiva.
A única coisa boa é ter a Lilo dormindo colada em mim! 
Caros amigos, a vida está corrida, não está?
Marido e eu estamos muito bem, a Lilo também está ótima! Só estamos numa correria danada de trabalho!
Fazer o quê, né? Tem que trabalhar pra pagar as contas! E também pra sair, baladar, ir em restaurantes…
Falando em restaurantes, nós adoramos muito duas cantinas italianas aqui em Sampa: a Cantina Capuano e a Famiglia Mancini.
A Capuano tem a melhor lasanha que já comemos na vida e a Mancini tem vário pratos maravilhosos. E temos lembranças gostosas em cada uma delas, por isso o carinho especial.
A primeira que conhecemos foi a Macini. Nos assustamos ao ver o teto todo cheio de garrafas e lenços pendurados, toalha de mesa xadrez, paredes repletas de quadros, garçons colocando “babador”em você…
A primeira impressão foi de muita poluição visual! Depois fomos percebendo que tudo casava com a proposta da casa, de acolher seus clientes, de ser de decoração típica (alegre e simples)…
Na Capuano foi a mesma coisa, mas sem o susto dessa vez!
Engraçado o pré-conceito que tínhamos: imaginávamos um lugar tranquilo, de decoração tradicional, silencioso, formal… e adoramos encontrar o oposto.
Quantos e quantos pré-conceitos vamos formando ao longo da vida… e, ainda bem, se desfazendo deles depois!