As coisas são um pouco trocadas aqui em casa. Não todas, mas algumas.

Sou eu quem esquece datas importantes, sou eu quem não percebe um penteado novo, quem deixa a toalha molhada sobre a cama, quem não liga para a família que mora em outra cidade todos os dias… assim como sou eu quem rejunta o piso do banheiro, ok.

Uma das minhas teorias quanto a isso é o fato de eu ter sido criada pelo meu pai e ele, pela mãe. Assim eu me tornei um pouco masculina e ele um pouco feminino (ui!).

No início de minha vida em Sampa foi difícil me acostumar ao quesito telefone: ele gosta que eu ligue uma vez por dia pra saber como ele está e dizer como eu estou, mesmo a gente morando sob o mesmo teto. E eu, no início, não entendia isso, essa preocupação saudável. Não ligava nunca! Hoje, mudei bastante, mas ainda não ligo quando ele se atrasa pra chegar em casa do serviço, o que sempre me rende uma ligação queixosa “não vai me ligar, não?”

Várias vezes esqueci (e ainda esqueço) a toalha sobre a cama. Do meu lado e do lado dele!!

Costumo não reparar se o cabelo está arrumado ou não, se a camiseta está amassada…

Já liguei pra ele dando os parabéns do nosso aniversário de namoro atrasada.

Dia desses ele me fez uma declaração linda e original_ que eu só vi porque ele me mostrou! A luz do nosso quarto é negra. E existem canetas especiais cuja tinta só é visível quando a luz negra incide. Ele já estava deitado, com a luz acesa. Eu entrei e saí do quarto diversas vezes. Havia reparado em um borrão na parede mas, como sou míope e estava sem óculos, achei que fosse sujeira e pronto. “Vou ter que te mostrar, né? Você não vai ver, né? Olha lá na parede.” Fui ver: uma linda declaração de amor que fez meus olhos marejarem.

Ainda bem que ele me conhece!

 



Quando se vive junto com alguém ou mesmo se é casado, existem poucos momentos realmente solitários, onde estamos completamente sozinhos, acho que se resume praticamente aos momentos passados no banheiro, risos… Só lá se fica mais sozinho, não é?

Como é fácil se acostumar a ter com quem comentar um post interessante ou mesmo uma nova propaganda na televisão. Mas quando este companheiro se ausenta por um período é que se sente realmente o vazio que fica não só na casa, mas principalmente no coração e/ou na mente.

Esta semana estamos somente minha cachorra e eu em casa, a Má teve que fazer uma viagem à trabalho e apesar de não ser a primeira vez, ainda não me acostumei com isso, nem acho que vou, na verdade nem quero chegar a me acostumar.

Nessa hora ter a Lilo em casa faz a diferença, ela é uma companhia e uma fonte de alegria abundante e farta! Mas mesmo com ela em casa não consigo suportar o silêncio, então  algum aparelho sempre está ligado, seja a televisão, rádio, blip, qualquer coisa que faça barulho e possa me distrair. Sem contar é claro que eu levo a Lilo para cama comigo toda noite.
Eu faço estas coisas para disfarçar ou tentar preencher o vazio e você? O que faz para preencher o vazio de quando se está sozinho?

Ps: Na semana passada já havia prometido um texto de nós dois, mas os preparativos para a viagem e meu novo serviço acabaram tomando nosso tempo, então desculpem nossa falha, e não pretendemos deixar isso acontecer novamente.



P.S.

Rodrigo | Geral, Marido | 4 Comments

Caros amigos, estamos em falta esta semana!
Sabem, muitas novidades ao mesmo tempo!

E ainda com a Páscoa complica mais, afinal, é tempo de se estar com a família, então isso significa viagem para MINAS!
Vamos passar o feriado em Poços de Caldas com os parentes.
Então prometemos textos novos quando voltarmos!



Sim, este item de fábrica, que vem em qualquer relacionamento, não nos deixa em paz.

Eu sou ciumento mesmo_ e admito isso sempre, não tenho problema nenhum com isso.

O bichinho do ciúme é um ser chato, que está sempre rondando e, quando menos se espera, ele morde! E aí, meu amigo, coça a orelha, coça a cabeça, o que coça na verdade é a alma.

Os motivos para se ter ciúme podem ser vários, mas eu vejo basicamente dois:

1)     Passado sujo ou que condena (de qualquer dos lados).

2)     Medo de perder.

Estes dois, na minha opinião, são os principais e, muitas vezes, vêm juntos. Eu, por exemplo, tenho os dois. Mas, pelo menos, não sou do tipo que arma barraco ou dá show_ acho este o pior tipo de ciumento que há.

Todo mundo tem as suas histórias: conheço casais de amigos que brigam pela falta de ciúmes de um dos dois (ou pelo excesso), pela falta de atenção dada a um determinado assunto (ou mesmo pelo excesso dado a outro que desagrada uma das partes).

Mas o que importa pra mim é que onde há ciúmes há amor. É a necessidade de saber, de cuidar daquele que se ama que gera o ciúmes.

Dizem que o ciumento é egoísta, mas qual é a diferença entre cuidar, ser zeloso ou ser ciumento?

—–

Também sou ciumenta. Sem exageros. Digamos que eu seja possessiva com o que é meu (ui!).

Reparo no Rodrigo olhando para bundas que passam pelas ruas e, confesso, me divirto sentindo um ciuminho e nós dois damos risada da situação!

E não me incomodo com o ciúmes dele, que chega a ser um pouco mais plus que o meu. Pelo contrário, levo numa boa e morro de rir.

Outro dia, o Rodrigo saiu do banho intrigado, revirando o lixo do banheiro e o da cozinha: queria saber onde estava o meu xampu. “Ele acabou e eu joguei fora, ué.” “Não jogou nada. Eu já revirei o lixo e ele não está lá.” “Mas, Ro, eu já coloquei o lixo para o faxineiro levar.” “Ah, fala a verdade vai! Você levou o xampu pra casa do outro e esqueceu lá, né?”

O.o

Isso foi dito com a cara mais séria do mundo, o que me fez dar gargalhadas. Rolei de rir. E minha risada deixou ele com cara de desapontado, o que me fez rir mais ainda_ o melhor: ele também morreu de rir!



Desde quinta-feira, marido está desempregado. Então eu saio pra trabalhar e ele fica em casa.

Compramos um reparador de rejunte (pois a vizinha de baixo está reclamando que está caindo água do meu banho no teto do banheiro dela, então precisávamos reforçar o rejunte do piso do box) e alguns interruptores (pois alguns já estão pifando).

Deixei a sacolinha com essas compras na sala e recomendei ao marido que passasse o rejunte, trocasse os interruptores e pendurasse a roupa que tinha lavado e estava na máquina. E fui trabalhar.

Liguei para ele na hora do almoço: _E aí, pendurou as roupas? (com medo de que elas ficassem fedidas se não fossem penduradas logo). _Ah, pendurei. Bom sinal, eu pensei, e desliguei o telefone.

Quando cheguei em casa, dei uma olhada em tudo e reparei que os interruptores não tinham sido trocados. _Ué, não trocou os interruptores? _Não, esqueci. _Passou o rejunte? _Ah, não. Muito difícil! Tem que ficar agachado. Deixei pra você passar. _Mas que folga! _Ah, mas eu pendurei a roupa. E passei a que precisava passar, sem você pedir. _Ah, que bom, obrigada! Passou tudo? _Não, menos da metade! Já estava suando! _Ê lere! Almoçou? _Ah, sim. _Lavou a louça, pelo menos, né? _Hmmmm… não.

O.o

Com um homem da casa desses, acho que vou fazer uns cursos básicos de eletricista, encanadora…

Eu passei o rejunte no Box. Os interruptores novos? Ainda estão na sacola!

Com a palavra, o Marido:

Nunca desvalorizei, na minha vida, o trabalho de uma dona-de-casa, pelo contrário.

Mas estar em casa obrigado, sem opção, é uma coisa, e ser dono-de-casa é outra completamente diferente. A escolha aí faz toda a diferença, sem contar, é claro, o sentimento bom que engloba estar desempregado, né?!

Quando eu era mais novo, gostava de ajudar minha avó nas tarefas da casa, tinha dó dela sozinha cuidando de tudo e sempre usava disso como desculpa para estar junto dela e dos que gosto.

Então, naquela época, sabia passar roupa, cozinhar, cuidar da casa.

Mas isso faz mais de 15 anos, não me lembrava, por exemplo, em qual potência precisava colocar o ferro de passar, então tive muito mais trabalho para passar as roupas com o ferro ligado no numero dois (e, como conseqüência, as roupas não ficaram tão bem passadas).

Ficar agachado num cubículo que mal me comporta em pé é crueldade. Mas os interruptores têm sido puro esquecimento mesmo. Mexer com coisas eletroeletrônicas é uma grande diversão para mim.



Apesar do Mineiro clássico ter hábitos alimentares bem parecidos com “Robbit’s”, um verdadeiro “Café Mineiro” é mais do que mesa cheia de coisas para comer.

O que realmente diferencia este café de um “Café Colonial” ou outro tipo qualquer de café é o dedo de prosa, é a disponibilidade para conversar, o causo contado…

O mineiro é bom de papo, um papo que dura mais do que o comum, se estendendo muitas vezes pela noite afora ou mesmo pela tarde a dentro.

Venha, então, conversar conosco, tocar esse dedinho de prosa gostoso que pode durar e durar…
Seja realmente nosso convidado a esta mesa de assuntos diversos, com visões mais diversas ainda, sobre todos os assuntos que você pode imaginar, como um verdadeiro “Café Mineiro” deve ser!



Minas é conhecida pela hospitalidade de seu povo. Experimente fazer uma visita a uma família mineira: não importa a hora do dia, você será convidado para um cafezinho.

Engana-se quem pensa tratar-se apenas de uns goles de café preto. A mesa do café é posta: pães-de-queijo, broas de fubá, bolos, queijos, biscoitos de polvilho, bolachas, pães caseiros…

Inebriados pelo perfume da quitanda (que, em Minas, não significa apenas uma banca de frutas, mas também_ e principalmente_ todas as delícias caseiras postas à mesa), familiares e amigos sentam-se ao redor da mesa para comer e ter um “dedo de prosa”.

Essa prosa estende-se por horas e não há restrições: tudo vira motivo de conversa; do namorado novo de Mariazinha até a crise econômica.

E assim será esse blog. Queremos convidar você, nosso amigo, a entrar em nossa casa e demorar-se à mesa do café, proseando e divertindo-se.

Seja bem-vindo, a casa é sua!